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BIORRITMO SONORO|"Koan" – Budhi

Setembro 26th, 2007 | versão papel versão papel

Não é assim uma grande surpresa; e ainda bem…

símbolo de sol Físico (força, energia e resistência)
Dois EP’s depois, o grupo confirma toda a energia que se suspeitava ter guardada não se imaginava bem onde. Ou melhor, como foi possível esperar tanto tempo? Na sua essência, “Koan” é fogo, é pura energia, é um disco com tudo para resistir ao tempo, não fosse composto por actos que naturalmente perdurarão nos alinhamentos da banda. Entre momentos de explosiva raiva e outros de contida energia, “Koan” merece sem dúvida uma audição atenta – uma ou mais, bem mais…símbolo de sol Emocional (energia interior e peso emocional)
O interior; sendo o aspecto menos visível em “Koan” – nem por isso menos vincado, o facto é que toda a energia anterior, mais física, pesa no todo que é a mensagem interior dos Budhi. Ora com maior agressividade – às vezes num verdadeiro espírito hardcore, ora com maior serenidade, o peso emocional de “Koan” reflecte-se efectivamente no seu todo; uma palavra especial para o belíssimo e português “Um Homem Dentro de Uma Semente” – também é possível fazê-lo e bem. O grupo volta a repetir o exercício com igual sucesso em “Oblíquo Sangue”; numa outra toada, experimente-se ainda a louca “Homo Sapiens Cinicus”.

símbolo de sol Intelectual (simbolismo e criatividade)
Com oito anos de vida, o colectivo de S. João da Madeira confirma o que deles se esperava. Com um som a pairar algures entre um rock mais clássico e o metal mais alternativo, é num espírito de fusão fácil que os Budhi tornam este “Koan” uma das experiências mais interessantes do ano. Mais ou menos originais, o resultado final é marcadamente compensador, tal o enleio de motivos, cores e influências que nele vivem.
Bom momento.

som Download gratuito de “Koan (Singles)”. Ouvir alguns sons de BudHi no MySpace.

informação Estados símbolo de sol símbolo de pouco sol símbolo de sol com alguns aguaceiros símbolo de aguaceiros

Capa de Koan
> “Koan” – BudHi (BudHi Orange, 2007)

tipo Rock/Metal
sítio www.budhi.com

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BIORRITMO SONORO|"Nowhere Neverland" – Skypho

Maio 27th, 2007 | versão papel versão papel
Metal sem amarras: Skypho.

símbolo de sol Físico (força, energia e resistência)
Surpresa. Três anos depois da maqueta “Hidden Faces” (2004), os Skypho estão de volta. Sobre esta por aqui se disse em tempos serem os Skypho “possuidores de um metal em plena progressão, elemento de fusão com outras sonoridades, e com uma maior preocupação melódica que lhe confere uma personalidade cada vez mais vincada“. É isso; três anos depois, é visível o amadurecimento deste conceito em “Nowhere Neverland”. Da pose mais roqueira, ao metal mais gutural, o novo registo destes Skypho mostra-nos um som poderoso, agressivo, capaz de a cada passo dosear – e bem – momentos mais acelerados com momentos mais calmosos.

símbolo de pouco sol Emocional (energia interior e peso emocional)
Mais um passo. Mais reflectido. Num equilíbrio que se sente e traz confiança, “Nowhere Neverland” vem naturalmente lá bem de dentro. Porque o metal é a fonte de inspiração de sempre, o sexteto composto por Carlos Tavares – voz, Hugo Souza – guitarra, Zé Manel – guitarra, Carlos Vidal – percussões, Ricardo Aguiar – baixo e Ricardo Fontoura – bateria, transmite uma energia muito própria, uma energia que procura ainda o seu próprio ritmo emocional. Interessante a aproximação à língua portuguesa com alguns versos em “Nowhere Neverland”. No fundo, vivem alguma serenidade.

símbolo de pouco sol Intelectual (simbolismo e criatividade)
Livre. Mais do que um som, um tom ou marcados por uma ideia preconcebida de metal, os Skypho diferenciam-se pelo espectro alargado pelo qual estendem o género que lhes dá vida; particularmente com a utilização da percussão e do didgeridoo – boa entrada. Entre o rock e o metal, às vezes até pop ou mais alternativos, os Skypho vão-se diferenciando por esta peculiaridade; por esta vontade. Por enquanto, a aposta vai sendo ganha.

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som Ouvir dois dos novos temas de “Nowhere Neverland”

capa de Nowhere Neverland
“Nowhere Neverland” – Skypho (Edição de Autor, 2007)

tipo Metal
sítio www.skypho.com
sítio skypho.blogspot.com

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BIORRITMO SONORO|"Noite/Nuit" – SRX + Tiago Sousa

Maio 8th, 2007 | versão papel versão papel
Gostava de voltar a “Noite/Nuit” apenas pelo prazer de voltar. Voltei.

símbolo de pouco sol Físico (força, energia e resistência)
Três para um lado – no piano de Tiago Sousa, três para o outro – na voz de SRX. Não é um disco físico; por outro lado, “Noite/Nuit” faz por resistir. Há nele uma força interior, uma energia que luta arduamente por fazer emergir um corpo – algo físico. Por existir. Uma luta interiorizada por Tiago Sousa e extravasada – em definitivo – por SRX.

símbolo de sol Emocional (energia interior e peso emocional)
São seis temas de uma inequívoca força interior .Este é essencialmente um trabalho emocional. Mais brilhante o sol fosse e mais cintilante ele aqui pousaria; com a expressividade intrumental de Tiago Sousa, com a expressividade poética de SRX, esta sobreposta por um ténue manto sonoro, marcadamente ambiental. São as notas de um piano perdido que nos marcam com a sua inquietude. É essa energia interior que nos envolve de imagens solitárias, melancólicas…

símbolo de sol Intelectual (simbolismo e criatividade)
SRX (Sandra Reignoux) e Tiago Sousa dividem a noite. Um começa-a, ao lusco fusco, enquanto o dia e a noite se sobrepõem, na confusão dessa luz difusa. Com SRX começa o sonho, a divagação, a história assustada, as palavras lançadas ao vento, faladas, tristes. É na forma como este split se completa que está parte da sua virtuosidade.
Como podem ser belas as coisas simples.

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som Download Gratuito de “Noite/Nuit”

capa de Noite/Nuit
“Noite/Nuit” – SRX + Tiago Sousa (Merzbau, 2007)

tipo Alternativa
sítio www.myspace.com/tiagosousa
sítio www.myspace.com/srxvessel
sítio merzbau-label.org

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BIORRITMO SONORO|"Viva Cadáver" – Capitão Fantasma

Abril 23rd, 2007 | versão papel versão papel
Quando ouço a morte por mim a chamar…“; os Capitão Fantasma estão de regresso!

símbolo de sol Físico (força, energia e resistência)
Com o fim dos Emílio e a Tribo do Rum, em 1988, nasceram os Capitão Fantasma. Pois bem, é com grande fulgor e pujança que os Capitão Fantasma nos mostram o diabólico “Viva Cadáver”, um disco com aquele aroma ao psychobilly de outros tempos, de sempre; actual e vigoroso…com uma coerência brutal, os Capitão Fantasma continuam a fazer estalar os esqueletos mais ferrugentos.

símbolo de sol Emocional (energia interior e peso emocional)
Hoje, com Jorge Bruto (voz), Tiago Sério (bateria), Bráulio (baixo) e André “AJ” Joaquim (guitarra), os Capitão Fantasma insistem com aquela rebeldia mórbida tão única. O assunto é o mesmo de sempre, sexo, rock’n'roll e muita morte; fantasmas, sangue e muita ironia a encher os textos de Capitão Fantasma. Tudo em português, com o já habitual destaque para “Se Eu Enlouquecer”, um clássico de 64, original de Daniel Bacelar & Os Gentlemen.

símbolo de alguma chuva Intelectual (simbolismo e criatividade)
Depois de “Hu Uá Uá” (PolyGram, 1992) e “Contos do Imaginário e do Bizarro” (União Lisboa, 1996), “Viva Cadáver” surge-nos com alguma normalmente no historial simbólico dos Capitão Fantasma. Se há algo de especialmente novo no som de “Viva Cadáver”? claro que não, mas para o caso também não me parece que interesse. Apenas referir a extraordinária forma de Brutus e do resto da banda, assim como toda a magia de Capitão Fantasma que se mantém neste disco. No fundo, são os mesmos Capitão Fantasma de sempre…ainda bem.

som Ouvir alguns temas de Capitão Fantasma.

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Capa de Viva Cadáver
“Viva Cadáver” – Capitão Fantasma (Raging Planet, 2007)

tipo Psychobilly
sítio www.capitaofantasma.com
sítio www.ragingplanet.web.pt

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BIORRITMO SONORO|"Brothers in Arms" – Devil in Me

Abril 6th, 2007 | versão papel versão papel
Uma energia que se mantém…

símbolo de sol Físico (força, energia e resistência)
Ao segundo disco, os Devil in Me (Poli – voz, Matos – guitarra, João – baixo, Pedro – guitarra – e Tiago – bateria) confirmam toda a agressividade da sua abordagem sonora – bem no coração do hardcore, nem podia ser de outra maneira. “Brothers in Arms” convoca uma irmandade apostada em nos servir toneladas de um som musculado, vigoroso e impetuoso. São pouco mais de 30 minutos de um puro alvoroço sonoro…

símbolo de sol Emocional (energia interior e peso emocional)
Se o já enérgico primeiro álbum “Born to Lose” (2006) abria uma porta, “Brothers in Arms” deixa-a escancarada; por ela, entra um quinteto fortemente apostado em singrar no hardcore nacional – e não só. São 12 novos temas e uma versão do tradicional americano “God’s Gonna Cut You Down”, popularizado por Johnny Cash – o mais estranho do alinhamento, numa espécie de hardcore electrodance, onde os Devil in Me nos convocam para a dureza de um som, respondendo à negritude do cenário com harmonia e melodia, provocadores de uma sentida agitação interna.

símbolo de pouco sol Intelectual (simbolismo e criatividade)
Produzido por Miguel Marques (Easyway, TwentyInchBurial e More Than A Thousand), “Brothers in Arms” é marcado por um crescimento face ao álbum anterior, não tanto ao nível estilístico ou estético, mas sim ao nível técnico; não tanto por alguma diferenciação criativa, mais pela qualidade final de um produto que se apresenta naturalmente mais maduro. Um bom regresso para o hardcore nacional. Entre outros nomes importantes da cena internacional, destaque para as participaçõs de Richie (For The Glory), Tiago Afonso (Easyway) e Ex Peão (Dealema).

som Ouvir alguns dos novos sons de“Brothers in Arms”.

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capa de Brothers in Arms
“Brothers in Arms” – Devil in Me (Sons Urbanos Recs, 2007)

tipo Hardcore
sítio www.devilinmeband.com

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BIORRITMO SONORO|"Insert Coin" – Insert Coin

Março 2nd, 2007 | versão papel versão papel
Nunca fiquei muito convencido com o pouco destaque dado na Trompa a Insert Coin; nunca. Ele aí está, novamente.

símbolo de sol Físico (força, energia e resistência)
Desde 1998, no Porto…”Insert Coin” é uma edição de 2006 partilhada pela fnac e pela Bor Land, que, num primeiro olhar, nada traz de peso, de encorpado; por outro lado, traz intensidade – na alma, traz uma resistência mais que suficiente para nos deixar expectantes sobre o que se segue. Começando pelo fim, pela “Última” das três faixas do EP, ela é bem uma amostra da boa energia que emana de todo o disco – com “Zoura (1 Pt)” como grande apogeu.

símbolo de sol Emocional (energia interior e peso emocional)
…animados por Miguel Ramos no baixo, António Neves na guitarra, Rui Lacerda na bateria, Eurico Amorim nos teclados, Miguel Azevedo na guitarra e João Guimarães no saxofone. Embalados pelo pop-rock-jazz na voz inconfundível de Manel Cruz, é em “Quando eu Imagino” – segunda faixa do EP, que os Insert Coin nos desvendam uma segunda vida; mais interior, mais explícita na mensagem que nos passam. Palavras, são palavras..numa outra forma de estar. Igualmente inteligente.

símbolo de pouco sol Intelectual (simbolismo e criatividade)
…com a experiência dos Pluto, Supernada, GNR, Mesa, MOSH, Lucky Stereo ou Orquestra de Jazz Matosinhos – tudo junto. Os mais de 12 minutos da “Zoura (1 Pt)” são bem a expressão da sadia loucura que cresce por dentro dos Insert Coin. Dessa loucura que invade o nosso espaço com tensões alternadas por um jazz e um rock, por um espírito de improviso, experimental, por um triplo mortal empranchando sobre um perfeito piano; sempre cool, sempre bem. Extraordinário tema.

live 8 Março, Passos Manuel, Porto, 22 horas.

som Ouvir Insert Coin.

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Capa de Insert Coin
“Insert Coin” – Insert Coin (Bor Land, fnac, 2006)

sítio www.bor-land.com

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BIORRITMO SONORO|"Half an Apple" – Sir B. Ba0buskas

Fevereiro 16th, 2007 | versão papel versão papel
E o maquinista volta a parar pela Marinha Grande…

símbolo de sol Físico (força, energia e resistência)
Físico, forte e equilibrado. Sobre as faíscas de uma bateria cavalgante, uma voz marcada e uma guitarra melodiosa – rasgada, seguem saudações para uma atitude stoner emergente. Aquela energia roqueira que corre ali para os lados do Pinhal Litoral.

símbolo de sol Emocional (energia interior e peso emocional)
O apelo erótico – a passos e espaços. Os Sir B. Ba0buskas são João Sousa na voz, Eurico Carlos na guitarra, João Barros na guitarra, Bruno Oliveira no baixo e Bruno Julião na bateria e têm neste “Half an Apple”, um EP viçoso, uma presença animadora.

símbolo de pouco sol Intelectual (simbolismo e criatividade)
Não é de uma singularidade extrema – pois não, no entanto, eis mais um caso onde os fins – mais do que os meios – justificam a existência do rock descomprometido de Sir B. Ba0buskas. Com personalidade, deixam pistas…

som Ouvir alguns sons de “Half an Apple”.

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capa de Half an Apple
“Half an Apple” – Sir B. Ba0buskas (Edição de Autor, 2006)

tipo Rock/Punk
sítio baobuskas.no.sapo.pt

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BIORRITMO SONORO|"Máscara" – Ex-Peão

Fevereiro 2nd, 2007 | versão papel versão papel

Mais rap; do melhor que se fez em 2006; outra vez.

símbolo de sol Físico (força, energia e resistência)
O peso. Não engana, o Dealema Ex-Peão criou um disco sonoramente algo pesado – mesmo que não acredite. Com as devidas distâncias, dentro do género, “Máscara” é um disco musicalmente pujante, vergado ao poder demolidor da maquinaria disponível. O beat é quase sempre bem musculado, roçando uma certa ideia de industrial. Grande onda.

símbolo de sol Emocional (energia interior e peso emocional)
O rap. A atitude costumeira está lá. É rap, é a imagem pura e dura de um dos históricos do hip-hop tripeiro e nacional. A escrita de Ex-Peão é directa, concisa, coerente e crítica, discorrendo sobre política, o social e acabando enredado nas malhas do amor. As participações de Mundo, Ace, DJ Guze, Doink, Maze, Fuse, Marta Ren e Simonal, entre outros, ajudam a colorir esta “Máscara”.

símbolo de pouco sol Intelectual (simbolismo e criatividade)
A experiência. O conceito experiencial inerente a esta “Máscara”, torna o disco numa interessante ideia rap, diferente, menos óbvia, capaz de se lançar por outras abordagens de estilo, principalmente instrumentais; no fim, sobra a poesia, a rima, a energia geral. Primeiro álbum a solo de Ex-Peão, “Máscara”, foi produzido, gravado e misturado pelo próprio no seu estúdio caseiro. Boa experiência.

som Ouvir o single “Bairro”. Ouvir mais 5 excertos de “Máscara”.

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capa de Máscara
“Máscara” – Ex-Peão (Banzé, Compact, 2006)

tipo Rap

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BIORRITMO SONORO|"Pratica(mente)" – Sam the Kid

Janeiro 22nd, 2007 | versão papel versão papel

Demasiadamente perto da perfeição…

símbolo de sol Físico (força, energia e resistência)
Ao quarto álbum, a confirmação do que há muito imaginávamos, um Sam the Kid detentor de uma rima milimétrica, precisa, de uma batida fulminate e um flow imparável; o scratch de DJ Cruzfader completa o quadro. De “Poetas de Karaoke” já muito se disse; o assunto existe, a forma como é abordado desilude-me – bastante.

símbolo de sol Emocional (energia interior e peso emocional)
Estruturada e intensa, a poesia de Samuel Mira há muito que extravasou Chelas; esventra o país, toca o mundo. Disco pensado, inteligente, entre o autobiográfico e o socialmente implicado, “Pratica(mente)” estará perto de ser o disco mais completo de sempre do rap nacional; da primeira à última faixa – todas. Que dizer mais de um disco que ainda traz Melo D, NBC, SP, Carlos Bica, Lil’ John, Cool Hipnoise, Valete, Kalaf e Pacman, entre muitos outros? Nada.

símbolo de pouco sol Intelectual (simbolismo e criatividade)
No equilíbrio e complexidade dos arranjos, da criatividade na samplagem, “Pratica(mente)” é um disco cheio, musical e tecnicamente; uma espécie de manual de como o rap nacional pode crescer, evoluir para além dos estereótipos. Arriscado e ambicioso, é um disco ganho – a comunidade agradece. Sam the Kid produz todo o disco, obviamente…

som Ouvir alguns sons de Sam the Kid.

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capa de Pratica(mente)
“Pratica(mente)” – Sam the Kid (Edel, 2006)

tipo Rap

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BIORRITMO SONORO|"Sentimentalizando" – an2-one

Janeiro 6th, 2007 | versão papel versão papel

símbolo de sol Físico (força, energia e resistência)
Miratejo, margem sul…espécie de berço do hip-hop nacional, recebeu em 2006 “Sentimentalizando”, trabalho de estreia de an2-one. Sem beats extravagantes mas com uma musicalidade própria, de guitarras, baixo e saxofones, com o scratch de DJ Maskarilha pelo meio, “Sentimentalizando” é um disco seguro, variado e criado para agitar os músculos…vários.

símbolo de sol Emocional (energia interior e peso emocional)
Ex- Turbo Gangstars, an2-one vence o seu round inicial…poeticamente empenhado, pessoal e socialmente, “Sentimentalizando” é o registo de um esforço de tradução de uma realidade profundamente sentida. Uma realidade feita de paixões, desilusões, de uma sociedade que se integra…mas só às vezes.

símbolo de pouco sol Intelectual (simbolismo e criatividade)
Hip-hop, com muito soul…sem sobressair pela originalidade mas sim pela versatilidade, “Sentimentalizando” tem nas participações vocais da espanhola Nalaya Brown, Mentekapta, Paula de Sá, Mr. Zed, Mr. D, Sommar e Caucha dos Gospel Choir e ShakaPone, marcas de alguma da diversidade estética que se estende positivamente pelo disco. Boa produção de Mad Madwilson (aka Bambino) e PTomas.

som Ouvir alguns sons de an2-one.

informação Estados símbolo de sol símbolo de pouco sol símbolo de sol com alguns aguaceiros símbolo de aguaceiros

capa de Sentimentalizando
“Sentimentalizando” – an2one (EdYma, Lost Records, 2006)

tipo Hip-Hop
sítio www.an2-one.com
sítio www.an2.one.hi5.com
sítio www.hipopotamo.com

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BIORRITMO SONORO|"Resistentes" – Nigga Poison

Dezembro 18th, 2006 | versão papel versão papel

Mais rap; do melhor que se fez em 2006.

símbolo de sol Físico (força, energia e resistência)
1994 o nascimento; 2001 o marcante EP “Podia ser ‘Mi’”. 2006, resistentes do underground nacional, envolvidos em quentes batidas – escaldantes, os Nigga Poison mergulharam em 2006 com um novo disco. “Resistentes” vive de um balanço dançável absolutamente irresistível – absolutamente. Pelo meio, Romi dos Terrakota, Xeg e os DJ’s SAS e Lusitano dão aquela ajuda. Uma bomba feita de ritmo.

símbolo de sol Emocional (energia interior e peso emocional)
Praga e Karlon fazem as honras da casa – os mestres. Na fluidez da palavras, em português ou crioulo, a expressão de uma preocupação social, do combate político-social, do amor – uma vida que não se esquece. De uma musicalidade incrivelmente envolvente, “Resistentes” é um disco duro quando tem de o ser e ao mesmo tempo, um disco terno quando tal se exige…fantástico.

símbolo de pouco sol Intelectual (simbolismo e criatividade)
A longínqua Cabo Verde, os tempos da Pedreira dos Húngaros, Talaíde…por aí. Se o rap é a paixão – e é, “Resistentes” é uma pequena delícia feita de liberdade, do reggae ao ragga, de funk…absoluto afro-power. Grande demonstração de um dos nomes fundamentais do rap nacional…ainda mais no exterior – dizem.

som Ouvir alguns sons de “Resistentes”.

informação Estados símbolo de sol símbolo de pouco sol símbolo de sol com alguns aguaceiros símbolo de aguaceiros

capa de Resistentes
“Resistentes” – Nigga Poison (Very Deep Records, 2006)

tipo Rap
sítio www.myspace.com/verydeeprecords

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BIORRITMO SONORO|"Serviço Público" – Valete

Dezembro 7th, 2006 | versão papel versão papel

símbolo de sol Físico (força, energia e resistência)
Duro e explícito. À terceira faixa ouve-se Hugo Chávez gritar que há que ser “radicalmente revolucionário, radicalmente humanista, radicalmente comprometido con la vida y co los pueblos”; são os 15 segundos que marcam a forma de ser e estar de Valete durante as 16 faixas deste “Serviço Público” – mais à frente, Fidel Castro e Che Guevara aparecerão também. Agressivo quanto baste – goste-se ou não de hip-hop, não é possível ficar indiferente a este “Serviço Público”. Não é.

símbolo de sol Emocional (energia interior e peso emocional)
Ferozmente underground. Se “Educação Visual” de 2002 foi uma surpresa, preparem-se pois “Serviço Público” é uma certeza. Verdadeiramente demolidor. Da primeira à última faixa, o arrepio é forte e constante tal a dureza e crueza da lírica de Valete. Marcadamente político, interventivo, de rima felina e socialmente activo, “Serviço Público” é um grito de raiva. Um grito de alerta.

símbolo de pouco sol Intelectual (simbolismo e criatividade)
Educação e consciência em 16 laivos de revolta. Os instrumentais produzidos por Conductor e Sam the Kid fazem o resto; sem invenções de monta, complementam com classe a lírica milimétrica e metafórica de Valete. Fortemente emocional, fortemente empenhado….

som Ouvir alguns sons de “Serviço Público”.

informação Estados símbolo de sol símbolo de pouco sol símbolo de sol com alguns aguaceiros símbolo de aguaceiros

capa de Serviço Público
“Serviço Público” – Valete (Horizontal Records, Footmovin’, 2006)

tipo Hip-Hop
sítio www.horizontalrecords.com
sítio www.footmovin.com

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BIORRITMO SONORO|"Luna Dance" – Bunnyranch

Novembro 24th, 2006 | versão papel versão papel

símbolo de sol Físico (força, energia e resistência)
São os Bunnyranch. Só isso quase que chegaria – num jeito quase automático – para saber o que nos espera: o melhor garage-blues-punk-rock versão século XXI. Admita-se, nunca parece tão excitante como ao vivo, no entanto, “Luna Dance” é um disco de puro rock’n'roll; tão puro como os anteriores registos. Como se quer, viçoso…

símbolo de sol Emocional (energia interior e peso emocional)
A lua…toda a energia interior dos Bunnyranch se mantém neste “Luna Dance” – mais limpinha e cuidada é certo (às vezes até demais), toda a paixão e emoção que emana do quarteto de Coimbra se mantém praticamente inalterável. Kaló (voz e bateria), Pedro Calhau (baixo), João Cardoso (teclas e voz) e André Ferrão (guitarra) não desarmam do seu rumo. Ainda bem…

símbolo de pouco sol Intelectual (simbolismo e criatividade)
Boas canções, bom som, grandes desempenhos, o que falta para o estado máximo? Falta apenas ser um pouco surpreendente; falta-lhe um golpe de asa. Infelizmente, as presenças do saxofonista Gui (Xutos & Pontapés) e da vocalista Cláudia (Micro Audio Waves) não chegam para tanto. Mas em resumo: os Bunnyranch continuam ser um dos porta-estandartes do rock’n'roll nacional? Isso pergunta-se? Se “Luna Dance” merece ser ouvido? Claro!

som Ouvir o single “Inside My Head”; entre outros temas.

informação Estados símbolo de sol símbolo de pouco sol símbolo de sol com alguns aguaceiros símbolo de aguaceiros

capa de Luna Dance
“Luna Dance” – Bunnyranch (Transformadores, 2006)

tipo Rock’n'Roll
sítio www.bunnyranch.web.pt
sítio www.transformadores.pt

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BIORRITMO SONORO|"Dust Into Your Eyes" – Luís Rolo

Novembro 9th, 2006 | versão papel versão papel
símbolo de pouco sol Físico (força, energia e resistência)
Coimbra, 1975, Luís Rolo…a voz é grave, possante, de sotaque murphyano, confere a profundidade suficiente capaz de nos agarrar durante as seis faixas que compõem o EP…aqui e ali, a mesma voz, parece também pouco explorada – dada a potencialidade, num registo que se vai repetindo ao longo do disco.

símbolo de sol Emocional (energia interior e peso emocional)
Guarda, século XXI…à negritude da voz, o autor adiciona a forte envolvência de arranjos cuidados e diversificados, coloridos por um trabalho sério de exploração da electrónica. Ao pormenor…

símbolo de pouco sol Intelectual (simbolismo e criatividade)
América, The Lost Records…editado por uma editora norte-americana, o espírito indie do EP “Dust into your Eyes” baloiça intermitentemente entre uma vontade electrónica – pop – de dominar o meio e a certeza alternativa de passar a verdade…a mensagem.

som Ouvir alguns sons de “Dust into your Eyes”.

informação Estados símbolo de sol símbolo de pouco sol símbolo de sol com alguns aguaceiros símbolo de aguaceiros

capa de Dust into your Eyes
“Dust Into Your Eyes” – Luís Rolo (The Lost Records, 2006)

tipo Alternativo/Electrónica
sítio www.luisrolo.com
loja Loja: The Lost Records

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BIORRITMO SONORO|"A Revolta dos Badalos" – Uxu Kalhus

Outubro 24th, 2006 | versão papel versão papel

Finalmente a chocalhada…

Físico (força, energia e resistência)
…ai ai, o que nós esperámos…”A Revolta dos Badalos” é o cartão de visita perfeito para um projecto que só se completa verdadeiramente ao vivo. É no bailarico, no pézinho de dança, que a banda se expressa como um todo. Mas então, há festa em “A Revolta dos Badalos” ou não há? Há e da grossa!

Emocional (energia interior e peso emocional)
…lava o corpo, lava a alma…entre originais e versões, este é um disco de uma energia superior, purificadora de almas em stress, almas cansadas da dureza e frieza dos dias. “A Revolta dos Badalos” descontrai…pacifica.

Intelectual (simbolismo e criatividade)
…abram alas, abram alas…como pode a música de um mundo inteiro caber com tal paixão e energia numa rodela tão pequena? Pode e chama-se “A Revolta dos Badalos”. É absolutamente divinal como de uma raiz puramente tradicional, o grupo parte para uma revolução feita da reivenção dessa tradição rumo ao presente, ao futuro. O caldeirão do mundo…influências, músicas, instrumentos…um caldeirão bem mexido e pronto a usar.

Ouvir o tema Xotiska.


“A Revolta dos Badalos” – Uxu Kalhus (HeptaTrad, 2006)

Folk
uxukalhus.blogspot.com

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BIORRITMO SONORO|"Enforce the Funk" – Double D Force

Outubro 10th, 2006 | versão papel versão papel

Let’s Funk

Físico (força, energia e resistência)
Qual Rei Midas luso-croata, D-Mars irrompeu por 2006 com nova e vibrante experiência sonora. Enquanto se esforça por não deixar esquecer o fabuloso Rocky Marsiano, D-Mars regressa com Double D Funk, um apelo forte e irresistível a um agitar da massa corporal. Mas não vem sozinho…

Emocional (energia interior e peso emocional)
…cantora e teclista de origem caboverdiana e holandesa – companheira de D-Mars, D_Fine corresponde com uma energia muito própria; a energia do outro lado. Não sendo por esta vertente mais interior que Double D Funk se impõe, é por este lado que a luz de D_Fine desponta…a parte que complementa o todo. Vive-se um imaginário…

Intelectual (simbolismo e criatividade)
…imaginário Double D Force; a vibrante recriação do electro-funk – sempre hip-hop – de outros tempos, por aqui ziquezagueando entre variações e possibilidades de tez modernista. O resultado é um disco com uma balanço fantástico…uma espécie de tremor que nos assalta!

Ouvir alguns sons de Double D Force no MySpace. Ouvir excertos de todo o álbum.


“Enforce the Funk” – Double D Force (Loop Recordings, 2006)

Electro-Funk
www.looprecordings.com

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BIORRITMO SONORO|"Needle in a Haystack" – Daza Cominatcha

Setembro 24th, 2006 | versão papel versão papel

A boa surpresa num álbum de estreia…

Físico (força, energia e resistência)
Imagine-se uma voz (Ulisses Ramos), uma guitarra (Sergio Fraga), um baixo (Manuel Carmo), uma bateria (Alvaro Brito) e um trompete (Ricardo Parro) – sim, um trompete – a descarregarem sobre nós, em movimentos frenéticos, um furioso indie-rock – às vezes experimental. Imaginem.

Emocional (energia interior e peso emocional)
Lisboa-Sintra, o eixo do crime – o eixo do bem. É essencialmente uma questão de atitude. “Needle in a Haystack” mostra-nos uma banda com carisma e com atitude suficiente para nos levar na sua trama sonora – com facilidade. A energia é forte, as sensações são poderosas. E ainda só vamos no início.

Intelectual (simbolismo e criatividade)
São nove temas de uma dinâmica marcadamente alternativa. A voz é forte, a guitarra cobre todo o horizonte sonoro do quinteto e o trompete pode ser a sua pedra-de-toque. É dele que sobressae parte da originalidade dos Daza Cominatcha. O futuro é aqui…

Ouvir alguns temas de “Needle in a Haystack”.


“Needle in a Haystack” – Daza Cominatcha (Ed. Autor, 2006)

Alternativo
www.dazacominatcha.com

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BIORRITMO SONORO|"Bipolar [-]" – [ F.E.V.E.R]

Setembro 10th, 2006 | versão papel versão papel

Não é apenas um disco, um música, é uma ideia…excelente!

Físico (força, energia e resistência)
Forte e enérgico – não me ficaram grandes dúvidas. A amostra que Fernando Matias (voz), Filipe von Geier (baixo), João Queirós (programação), Luís Lamelas (guitarra) e Pedro Cardoso (bateria) nos servem em “Bipolar [-]” – ou deveria dizer amostras?, deixa-nos deliciados e ansiosos por receber o álbum que se aproxima. Poderoso q.b.

Emocional (energia interior e peso emocional)
De uma grande e positiva energia melódica, “Bipolar [-]” mostra-nos um rock industrial – às vezes de tez gótica – de excelente produção, capaz de abanar até os espíritos mais empedernidos. É apenas uma amostra é certo, mas pelo teor desta, vamos mesmo ouvir falar muito dos [F.E.V.E.R]. Aguardemos por “4st – Fourst”, a prova dos 9.

Intelectual (simbolismo e criatividade)
A ideia ganha força, tornando inquestionável a competência como à volta de uma mesma música, os [F.E.V.E.R] constroem um produto promocional de sete faixas com uma consistência irrepreensível (a sétima são apenas samples e ainda sobram pautas, ringtones e o videoclip) . Um grande single promocional: a música, vários remixes, um instrumental de cordas pelos Corvos, uma versão radio-edit, etc. Reinterpretações…

Ouvir duas faixas de “Bipolar [-]“.


“Bipolar [-]” – [ F.E.V.E.R] (Raging Planet, 2006)

Rock/Industrial
www.fever.web.pt

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BIORRITMO SONORO|"Ready! Set! Go!" – Dapunksportif

Agosto 22nd, 2006 | versão papel versão papel

Físico (força, energia e resistência)
2004, Peniche, “Berlengas Sessions” pelo caminho. Qual Chevrolet a salto entre as Berlengas e a costa da Califórnia – bem lá no outro lado. “Ready! Set! Go!” rasga o espaço a toda a velocidade com o intuito de nos atropelar à primeira passagem – sem contemplações. Quase que consegue e ainda bem. Pujante e estóica cavalgada sonora…o grande power que diverte.

Emocional (energia interior e peso emocional)
Paulo Franco e Joao Guincho inventaram, Joao Leitao e Pedro Cação foram à boleia. Brincando a sério, digo às vezes que “o meio luso precisa de um rock assim“; livre, despachado, pronto a ser consumido, sem favores, sem complexos – apenas rock. O disco tem força, tem poder, sente-se, cheira-se, vive-se. E porque o pop-rock necessita de melodias fortes, “I Can’t Move” aí está…grande onda.

Intelectual (simbolismo e criatividade)
Já pouco se inventa e nisso, os Dapunksportif não escrevem uma história diferente. O som é rock e ponto final; com alguma electrónica a dar cor, são as guitarras que riscam a estrada numa velocidade infernal, bem encaixadas numa calorosa secção rítmica; é o devaneio rítmico que comanda esta máquina de diversão quase imparável. Sem extasiar, genericamente, “Ready! Set! Go!” é um disco fresco, límpo, absorvente…olha que álbum de estreia…boa surpresa.

Ouvir alguns sons de “Ready! Set! Go!”.


“Ready! Set! Go!” – Dapunksportif (Rastilho Records, 2006)

01 I Can’t Move (But My Head Runs Like A Horse); 02 Summer Boys; 03 My World Got Itself in A Hurry; 04 Private Disco; 05 Temporary Insanity; 06 Arabian Princess; 07 Lady 666.

Rock
www.dapunksportif.com

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BIORRITMO SONORO|"Hellbound Heart" – Shadowsphere

Agosto 11th, 2006 | versão papel versão papel

Mais metal…

Físico (força, energia e resistência)
Mais fortes do que nunca; resistentes como sempre; intensos como convém; “Hellbound Heart” marca o regresso em grande estilo dos Shadowsphere em 2006. Imparáveis, rápidos e concisos.

Emocional (energia interior e peso emocional)
Formados no ano 2000, no Seixal, por Luis Goulão e Hugo Fernandes, os Shadowsphere têm em “Hellbound Heart” o condigno sucessor do aclamado “Darklands” (2003), anterior disco da banda. Letras fortes e directas, expõem um mundo e uma sociedade decadentes.

Intelectual (simbolismo e criatividade)
Não fugindo da linha do que se espera de uma banda de Death Metal melódico, os Shadowsphere fazem-no com rigor, melhor, fazem-no bem. Passe a exígua criatividade que o género permite, a banda de André Silva (bateria), Luis Goulão (guitarra), Paulo Gonçalves (voz) e Rui Neves (baixo) oferece novo álbum para gáudio da comunidade underground lusa…

Ouvir alguns sons de “Hellbound Heart”.


“Hellbound Heart” – Shadowsphere (Recital Records, 2006)

Death Metal
www.shadowsphere-metal.com
shadowsphere-metal.blogspot.com
shadowsphere@hotmail.com

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