‘curtas’ Category

António Caeiro

Setembro 6th, 2009 | versão papel versão papel
Com história feita em projectos como Varples Pravles, Título Póstumo e Erros Alternados e responsável pela netlabel Anti-Demos-Cracia, António Caeiro é o convidado de hoje das ‘curtas’:

António Caeiro | 41 anos | Aldeia Paio Pires
Música: Varples Pravles; Título Póstumo; Erros Alternados.
Edição: Responsável pela netlabel Anti-Demos-Cracia.

01. Um músico de referência:
-

02. Um grupo ou projecto de eleição:
Sétima Legião e Pop Dell´Arte.

03. Um disco fundamental:
“A Um Deus Desconhecido” – Sétima Legião.

04. Uma canção ou tema inesquecível:
Qualquer uma do álbum “A Um Deus Desconhecido” da Sétima Legião.

05. O disco que ultimamente mais o surpreendeu:
-

06. O último disco que comprou: Quando?
-

07. O disco de 2009 que mais gostou:
-

08 O disco que mais o desiludiu:
-

09. A última boa descoberta:
-

10. O último concerto que assistiu ao vivo? Quando?
-

11. O artista ou banda mais importante para a história da música moderna em Portugal?
-

12. Um disco que se aconselha; livre e gratuito:
Álbum estreia da Orquestra Popular de Paio Pires, editado pela netlabel Clinical Archives.

Sítio da Anti-Demos-Cracia | Anti-Demos-Cracia no MySpace

foto de António Caeiro

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Azevedo Silva nas Curtas

Agosto 30th, 2009 | versão papel versão papel
Começou nos Madcab, fez rádio na Rádio Zero, foi co-fundador da netlabel Lástima, fundou a Epilepsia Social e hoje é mais conhecido pelo seu projecto a solo. Azevedo Silva é o convidado de hoje das ‘curtas’:

Azevedo Silva | 26 anos | Lisboa
Música: Madcab; Azevedo Silva;
Edição: Co-fundador da netlabel Lástima.

01. Um músico de referência:
Zeca Afonso.

02. Um grupo ou projecto de eleição:
V. Economics.

03. Um disco fundamental:
Zeca Afonso – “Coro dos Tribunais”.

04. Uma canção ou tema inesquecível:
Zeca Afonso – “Redondo Vocábulo”.

05. O disco que ultimamente mais o surpreendeu:
Não foi português.

06. O último disco que comprou: Quando?
Ena…há muito tempo. Lulu Blind.

07. O disco de 2009 que mais gostou:
Deixei de procurar música nova em 2008. Dediquei-me à História, tornei-me velho e pouco activo. Vivo agora em 1871.

08 O disco que mais o desiludiu:
O que tentei fazer.

09. A última boa descoberta:
Pois, por isso é que deixei de ouvir música nova.

10. O último concerto que assistiu ao vivo? Quando?
Linda Martini, dia 15 de Agosto.

11. O artista ou banda mais importante para a história da música moderna em Portugal?
Já há uma História da música moderna portuguesa?

12. Um disco que se aconselha; livre e gratuito:
Se V.economics for gratuito, esse.

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foto de Azevedo Silva

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CURTAS|Ludovic Pereira

Agosto 28th, 2009 | versão papel versão papel
Com um registo de Ikimashoo Aoi acabadinho de ver a luz do dia, “Sun Bridge” (Enough Records, 2009), Ludovic é o convidado de hoje das ‘curtas’:

Ludovic Pereira | 21 anos | Braga/Porto
Música: Legend of Man, Ludovic, Ikimashoo Aoi, L’homme Manete e Colectivo FREIMA;
Edição: netlabel Catita (entretanto off-line).

01. Um músico de referência:
Carlos Bica.

02. Um grupo ou projecto de eleição:
Trio Azul.

03. Um disco fundamental:
Riding Pânico – Lady Cobra.

04. Uma canção ou tema inesquecível:
Renault 5 – Guilherme Canhão.

05. O disco que ultimamente mais o surpreendeu:
Já de 2008 mas volto a referir o Lady Cobra. Não esperava algo tão bom e “destacado” de um projecto nacional.

06. O último disco que comprou: Quando?
Ufff, foi uma repetição por te-lo perdido… Pink Floyd – Echoes.

07. O disco de 2009 que mais gostou:
O último dos Men Eater.

08 O disco que mais o desiludiu:
Nem sei.

09. A última boa descoberta:
Provavelmente os Freimatic.

10. O último concerto que assistiu ao vivo? Quando?
Re:axis ao vivo no Neopop.

11. O artista ou banda mais importante para a história da música moderna em Portugal?
Epá, somos tantos, um só rei nunca fez um país com grande história. Não há mais importantes, seja neste ou noutro planeta. Fizemo-nos uns aos outros.

12. Um disco que se aconselha; livre e gratuito:
O último de Ikimashoo Aoi, já que pouca gente fala dele e não o enchi de textos bonitos para toda a gente os citar.

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foto de Ludovic Pereira

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CURTAS|Luís Nunes

Agosto 26th, 2009 | versão papel versão papel
Com EP’s de Jesus, the Misunderstood e Walter Benjamin lançados pela extinta netlabel Merzbau e colaborações em discos de Noiserv, b fachada e João Coração, Luís Nunes é o convidado de hoje das ‘curtas’; Walter Benjamin, portanto…

Luís Nunes | 23 Anos | Lisboa; Londres (brevemente)
Música: Walter Benjamin e Jesus, the Misunderstood.

01. Um músico de referência:
Sérgio Godinho, é o mestre. Nunca soa fora do prazo e só um mestre consegue isso.

02. Um grupo ou projecto de eleição:
São tantos… Vou dizer Noiserv, um bom amigo que escreve grandes canções. Os músicos não são imparciais!

03. Um disco fundamental:
“Pano-cru” – Sérgio Godinho.

04. Uma canção ou tema inesquecível:
“A Balada de Rita” do Sérgio Godinho.

05. O disco que ultimamente mais o surpreendeu:
Tiago Guillul – “IV”. É o meu disco de Verão. “Eu sou o inimigo!”.

06. O último disco que comprou: Quando?
Não tenho comprado muitos discos portugueses, não sei como mas acabo sempre por conseguir ficar com eles de borla. Portanto, o último que me devem ter dado foi o EP do Jónatas Pires (Pontos Negros) há um mês. É um disco muitíssimo interessante que vale mesmo a pena ouvir.

07. O disco de 2009 que mais gostou:
Ainda estamos em Agosto… Até agora: João Coração, “Muda que Muda” (eu sou um pouco suspeito uma vez que toquei no disco mas eu dou por mim a cantar as canções no banho, gosto mesmo do disco).

08 O disco que mais o desiludiu:
O último do Jorge Palma, nem sei o nome. Eu fui um grande fã dele.

09. A última boa descoberta:
O que (não) vou ter de pagar de IRS…

10. O último concerto que assistiu ao vivo? Quando?
O giro da florcaveira no sudoeste onde toquei com o João Coração. Só vi a parte em que não toquei. Se isto não valer… vi os Oioai no mesmo palco, mesmo antes de começar o giro. E depois vi os Low (mas isso não conta porque são americanos).

11. O artista ou banda mais importante para a história da música moderna em Portugal?
José Afonso. O problema de Portugal ser um país pequeno é que a nossa cena musical também é ela muito pequena. As nossas referências musicais acabam por ser sempre um bocado as mesmas, a verdade dos factos é que o José Afonso foi um marco incontornável na história da nossa música moderna.

12. Um disco que se aconselha; livre e gratuito:
Tiago Sousa, Crepúsculo. Sem querer parecer muito virado para as pessoas que me rodeiam, este disco tem uma das faixas mais inacreditáveis que eu já ouvi. E foi gravado no meu 4 pistas (apesar de eu nada ter tido a ver com a gravação), o que lhe dá um valor sentimental especial.

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foto de walter benjamin

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CURTAS|Victor Afonso

Agosto 24th, 2009 | versão papel versão papel
Victor Afonso é músico há mais de 20 anos. Fundou o grupo rock Nihil Aut Mors no final dos anos 80, passou pela música improvisada e experimental, e nos últimos dez anos na electrónica, com o projecto Kubik. Com este projecto editou dois discos e dois EPs em netlabels (Test Tube e MiMi Records), especializou-se também na composição de música para cinema mudo, teatro e dança. Tocou em Paredes de Coura, em festivais internacionais de música electrónica e em 2004 foi convidado pessoalmente por Mike Patton para abrir o concerto dos Fantômas na Aula Magna. Actualmente prepara o lançamento do seu terceiro álbum, intitulado “Psicotic Jazz Hall”. É autor do blogue O Homem Que Sabia Demasiado.

Victor Afonso | 40 anos | Guarda
Música: Kubik; composição de música para cinema mudo, teatro e dança; Nihil Aut Mors (extinto).

1. Um músico de referência:
Nuno Rebelo – um músico que soube adaptar-se, de forma criativa, à música pop e à experimental.

2. Um grupo ou projecto de eleição:
Pop Dell’Arte – talvez o grupo (com os Mão Morta) mais influente da dita “música moderna portuguesa”.

3. Um disco fundamental:
“Free Pop” – Pop Dell’Arte – tão inovador há 20 anos como hoje.

4. Uma canção ou tema inesquecível:
“The Life of He” – Croix Sainte.

5. O disco que ultimamente mais o surpreendeu:
“Gala Drop” – Gala Drop.

6. O último disco que comprou: Quando?
“Lusitânia Playboys” – Dead Combo – comprei-o há um ano e tal.

7. O disco de 2009 que mais gostou:
“Assobio” – Assobio – uma revelação musical que mistura tradição popular com modernidade electrónica.

08 O disco que mais o desiludiu:
“Mind At Large” – Blasted Mechanism – a formula está gasta.

9. A última boa descoberta:
Assobio.

10. O último concerto que assistiu ao vivo? Quando?
Assobio – Maio 2009 no Teatro Municipal da Guarda.

11. O artista ou banda mais importante para a história da música moderna em Portugal?
Adolfo Luxúria Canibal – Mão Morta.

12. Um disco que se aconselha; livre e gratuito:
Humm… Confesso que não tenho acompanhado as edições de netlabels de grupos portugueses. Mas ouvi o último dos DOPO e gostei.

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foto de Victor Afonso

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CURTAS|Francisco Q

Agosto 23rd, 2009 | versão papel versão papel
O nome é fictício, o resto é todo ele bem real. Sediado em Paris,  onde coordena as actividades da netlabel OFF/BRUMA – mas não só, Francisco Q tem também muita música para oferecer. É ele o convidado de hoje das ‘curtas’:

Francisco Q | 36 anos | Paris
Música: Ian Linter, Juca Pimentel, Airf’Auga (1990), OLoF NiNe (1994), RTP (2000), ZVoid (Trash is my heart) (2004), ACT9 (2005), Plasma (2008), IS KYA (2008), Massacre Divino (2008), Abnot Kraz (com Joséphine Muller, 2008), La Main Traumatique (com Joséphine Muller, 2008).
Edição/produção/transmissão: produções Ganza (auto-produção anfíbia), OFF/BRUMA (netlabel), A Stranger Paradise (associação), Strange Frequencies Channel (rádio online)

01. Um músico de referência:
Haverá uma meia dúzia de músicos nacionais que poderei dizer “de referência”, e escolhendo um aponto o Bernardo Devlin.

02. Um grupo ou projecto de eleição:
Pop Dell’Arte, sem dúvida. O anti-grupo mais consistente (e, sorrisos, um dos mais qualitativamente duradouros, mesmo com os silêncios à Cage) do panorama sonoro português. O facto de Pop Dell’Arte nunca se limitar a um estilo ou técnica criativa levou o “conceito” a percorrer uma gama sonora extensíssima e até a implodir alguns extremos.

03. Um disco fundamental:
O “Free Pop”, mas diria toda a discografia dos Pop Dell’Arte. Há mais coisas, evidentemente.

04. Uma canção ou tema inesquecível:
“Bladin”, dos Pop Dell’Arte, versão Rock Rendez-Vous. Ainda hoje considero a maior descoberta que alguém que nunca ouviu pode ter.

05. O disco que ultimamente mais o surpreendeu:
“Kryptonite for Dreamers” de Dekrypton Joel, editado pela Electro Rucini.

06. O último disco que comprou: Quando?
A edição em CD do “Free-Terminator”, dos Santa Maria, Gasolina em teu ventre!, em 2007, talvez. Não contando com uma nova cópia do “World, freehold” do Bernardo Devlin no ano passado. Só renovações, portanto.

07. O disco de 2009 que mais gostou:
Repetindo-me ainda, terei que apontar novamente o Bernardo Devlin e o seu “Ágio”, saído mesmo no final do ano passado. Do pouco que terei ouvido a nível nacional nos últimos meses parece-me sem dúvida o álbum com o patamar de qualidade e de interesse mais altos. Como é hábito.

08 O disco que mais o desiludiu:
A desilusão é proporcional à ilusão…

09. A última boa descoberta:
Sem dúvida o universo Alrucini.

10. O último concerto que assistiu ao vivo? Quando?
Como simples público e a nível nacional Curia, e David Maranha em duo, nos Instants Chavirés, Paris, em Dezembro de 2007.

11. O artista ou banda mais importante para a história da música moderna em Portugal?
Até hoje, Jorge Lima Barreto e Anarband. Um registo tremendamente destilador de uma qualquer modernidade nacional. A partir dele, e sendo tão antigo, podem-se medir os bocejos de então até aos nossos dias nisto da chamada música moderna e de ruptura feita por portugueses.

12. Um disco que se aconselha; livre e gratuito:
O próximo disco de La Main Traumatique…

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foto de Francisco Q

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CURTAS|Filipe Cruz

Agosto 21st, 2009 | versão papel versão papel
É curador da netlabel Enough Records, experimentalista audiovisual sobre o pseudónimo ps e ocasionalmente larga uns berros catárticos e certas torrentes sonoras avassaladoras contra os portuenses Sektor 304. Figura activa no colectivo Beats Play free, na promoção do netaudio em Portugal, congemina para breve a criação de um hacklab em Coimbra aberto à experimentação digital e não só. Filipe Cruz é o convidado de hoje das ‘curtas’:

Filipe Cruz |30 anos | Porto
Música: ps;
Edição: Fundador da netlabel Enough Records;

01. Um músico de referência:
Português? Não tenho. Considero-os todos ou demasiado fechados no pop ou demasiado focados no seu som nicho para me convencer como referência de algo imperativo a conhecer a discografia completa e seguir os passos. Há muita coisa interessante por aí, mas nada que me sirva de realmente referência referência.

02. Um grupo ou projecto de eleição:
Josué o Salvador. Até nem sou muito fã de metal, mas ouvi um concerto destes senhores ao vivo que me deixou fã para o resto da vida.

03. Um disco fundamental:
M-Pex – “Phado”.

04. Uma canção ou tema inesquecível:
Só uma? impossível escolher portanto voto no produto de casa: Ikimashoo Aoi – “We Love You A Thousand”.

05. O disco que ultimamente mais o surpreendeu:
Nagra – “Behold… The Sirens!”.

06. O último disco que comprou: Quando?
In[Perfektion] – “Vultures Among Us”; na semana passada, 5 aéreos bem investidos.

07. O disco de 2009 que mais gostou:
Não sei bem. o meu perfil do last.fm diz-me que deve ter sido o Dyman – “Planner”.

08 O disco que mais o desiludiu:
peixe:avião, eles que me desculpem, e a música até é boa e bem produzida, mas aquilo continua a soar a clone de Radiohead e eu queria era ouvir projectos portugueses interessantes, não clones do que se faz lá fora. Fui induzido em erro com fãs a dizer-me que eles estavam a fazer coisas diferentes. E é diferente…para Portugal. Para mim é mais um clone sem sal a tentar vender uns discos. Quem gosta do som que ouça, não tenho nada contra. Mas a mim o hype à volta deles desiludiu-me na audição.

09. A última boa descoberta:
Tactical System. Ainda está muito verde / a soar a clone. Mas dá-lhe mais um par de edições que há-de chegar ao ponto. É bom ver novos projectos de electro-industrial em Portugal a mexer-se e querer fazer coisas.

10. O último concerto que assistiu ao vivo? Quando?
Se não contarmos com os skizos num festival ali em Gaia/Francelos no fim de semana passado – que só ouvi de relance um par de temas, e até não estava mau mas era pop demais para o meu gosto.
Todas as bandas do Festival Electrocution:Ressurection à coisa de duas semanas na Pampilhosa da Serra. Grande festival para quem gosta de electro-industrial Português e a zona em si é uma maravilha para se visitar, praia fluvial do Zêzere tem valor.

11. O artista ou banda mais importante para a história da música moderna em Portugal?
Estou indeciso entre José Cid e Tony Carreira. Acho que o Cid ganha no meu livro por ter tocado com a FRICS’alhada. Se bem que a Ana Malhoa também está a escrever fundo na nossa cultura musical, quase chegando ao nível do Avô Cantigas ou de umas Doce. Indubitavelmente estes são os nomes que ficarão como marcos para a posteridade, para quê nos enganarmos que o resto conta?

12. Um disco que se aconselha; livre e gratuito:
Só um? Então voto numa edição mais recente da casa: Aktivehate – Washed in Blood.

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foto de Filipe Cruz

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CURTAS|Henrique Amaro

Agosto 19th, 2009 | versão papel versão papel

Realizador de rádio co-fundador da Rádio Energia e Antena 3 – programa Portugália. Divulgador envolvido na edição de várias colectâneas e discos; dos Novos Talentos Fnac aos tributos a Carlos Paredes e Adriano Correia de Oliveira – sem esquecer “Tejo Beat”, “Acorda!”, “3 Pistas”, etc.. Hoje, e claramente no âmbito do netaudio, é também o director artístico da excelente plataforma de edição Optimus Discos. Henrique Amaro é o convidado de hoje das ‘curtas’:

Henrique Amaro | Lisboa
Edição: Direcção artística da plataforma Optimus Discos.

01. Um músico de referência:
Tó Trips.

02. Um grupo ou projecto de eleição:
Dead Combo.

03. Um disco fundamental:
“Independança”, G.N.R..

04. Uma canção ou tema inesquecível:
“Remar Remar”, Xutos & Pontapés.

05. O disco que ultimamente mais o surpreendeu:
“IV”, Tiago Guillul.

06. O último disco que comprou: Quando?
A colecção de singles do GAC (Grupo de Acção Cultural), por estes dias.

07. O disco de 2009 que mais gostou:
“Only Time Will Tell”, Sean Riley & The Slowriders.

08 O disco que mais o desiludiu:
“Nosy”, Gomo.

09. A última boa descoberta:
Márcia.

10. O último concerto que assistiu ao vivo? Quando?
Linda Martini (Optimus Alive 09).

11. O artista ou banda mais importante para a história da música moderna em Portugal?
A história é grande demais para nome só.

12. Um disco que se aconselha; livre e gratuito:
“86” Guilherme Canhão (Merzbau/Lovers & Lollipops) .

podcast

foto de Henrique Amaro
Foto: Rita Carmo

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CURTAS|Ricardo Sá

Agosto 17th, 2009 | versão papel versão papel

Esta história inicia-se algures em 1988, com a entrada para a Escola de Jazz do Porto. Depois de correr alguns projectos punk-rock como baterista, até 1995, dedica-se posteriormente, como autodidacta, à percussão (djambé, darbuka, metais, objectos). Já com a improvisação sempre em mente, dedica-se desde o ano 2000 a um sem número de projectos solitários (electrónica, percussão, teclados, sampler e guitarra) e ocasionais colaborações com outros músicos. Actualmente, e para além de ser o responsável pela netlabel Electro Rucini, conhecemo-lo com Alrucini. Chama-se Ricardo Sá e é o convidado de hoje das ‘curtas’:

Ricardo Sá | 36 anos | Porto
Música: Menstruo Artis (2000/2005) – Ego Cogito (2000/2005) – Umbra (2001) – Necrobiosis (2001/2005) – Umbriosie (2001/2005) – Keben (2002/2005) – Apotome (2004/2005) – Alrucini (2005/….) – Apocalipse Político (2005) – El Teban (2005/2006) – Ombilic (2006) – Bad Slap Org (2006) – Shamahan (2006/2007). Participou nos Aneurisma Parasita (Equinox Of The Gods) de 1996 a 2000 ; Digital Sculptured Sounds entre 2007 e 2008 ; participação esporádica em concerto/performance-multimédia ao vivo com Pedro Moura e Zé Pedro Ribeiro (Terra Oca) ; mais recentemente e em colaboração com Marco Ramos (Minson), o projecto: JahRucini & JahMinson (2009).
Edição: Responsável pela netlabel Electro Rucini;

01. Um músico de referência:
Carlos Zíngaro.

02. Um grupo ou projecto de eleição:
Mão Morta.

03. Um disco fundamental:
António Variações: “Anjo da Guarda” (1983).

04. Uma canção ou tema inesquecível:
Pop Dell´Arte: “Avanti Marinaio”.

05. O disco que ultimamente mais o surpreendeu:
(uma sardinha do meu braseiro) O EP: “Xarhope”, foi uma boa surpresa, editado na Electro Rucini em 2008.

06. O último disco que comprou: Quando?
Most people have been trained to be bored – “Success In Cheap Prices” ; no dia do concerto (2 de Maio de 2009) na Fábrica do Som (S.T.F.U.).

07. O disco de 2009 que mais gostou:
(mais uma sardinha a queimar) “Tontura rural“, editado na Electro Rucini a 13 de Agosto de 2009.

08 O disco que mais o desiludiu:
Os discos de platina, ouro ou prata são todos uma desilusão.

09. A última boa descoberta:
O guitarrista tricéfalo: Dekrypton Joel, com 4 edições na Electro Rucini, entre 2008 e 2009.

10. O último concerto que assistiu ao vivo? Quando?
CONCERTO PARA MAQUINARIA E ESTADOS LÍQUIDOS – Canal Zero; Serralves em Festa – 30 Maio 2009.

11. O artista ou banda mais importante para a história da música moderna em Portugal?
Vítor Rua & Jorge Lima Barreto (TELECTU).

12. Um disco que se aconselha; livre e gratuito:
(e sem brasas na sardinha) “Subterminal” – Filled with light, editado pela XS Records em Agosto de 2009.

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foto de Ricardo Sá

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CURTAS|Pedro Oliveira

Agosto 15th, 2009 | versão papel versão papel
Com o homónimo EP “Monomoy” editado em 2008 pela Merzbau, e hoje a tocar  guitarras nos M.A.U. – a preparar novo disco, Pedro Oliveira é o convidado de hoje das ‘curtas’:

Pedro Oliveira | 34 anos | Lisboa
Música: Monomoy; guitarra nos M.A.U.;

01. Um músico de referência:
António Variações.

02. Um grupo ou projecto de eleição:
Heróis do Mar.

03. Um disco fundamental:
Os dois do António Variações.

04. Uma canção ou tema inesquecível:
Heróis do Mar – “Paixão”.

05. O disco que ultimamente mais o surpreendeu:
Não tem acontecido.

06. O último disco que comprou: Quando?
Também não tem acontecido.

07. O disco de 2009 que mais gostou:
Norberto Lobo – “Pata Lenta”.

08 O disco que mais o desiludiu:
Não faço ideia.

09. A última boa descoberta:
Moulinex.

10. O último concerto que assistiu ao vivo? Quando?
X-Wife.

11. O artista ou banda mais importante para a história da música moderna em Portugal?
Não consigo escolher.

12. Um disco que se aconselha; livre e gratuito:
Walter Benjamin – “The National Crisis”.

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promo de pedro oliveira

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CURTAS|Jorge Nunes

Agosto 13th, 2009 | versão papel versão papel
Com passagens por New Connection e Coty Cream, esta mais fugaz, e ultimamente  como parte do colectivo A Naked Lunch e metade da dupla Mouraria Beat Ensemble, foi como Jorge Nunes, em nome próprio, que este entrou de rompante no mundo do netaudio nacional. São já três os registos lançados em 2009: um pela Enough Records; outro pela XS Records; e um terceiro pela catalã Audiotalaia. Jorge Nunes é o convidado de hoje das ‘curtas’:

Jorge Nunes | 34 anos | Lisboa
Música: Ex: New Connection; Ex: Coty Cream; A Naked Lunch; Mouraria Beat Ensemble; Jorge Nunes; entre outros.

01. Um músico de referência:
Sem dúvida o Vítor Rua…

02. Um grupo ou projecto de eleição:
Loosers.

03. Um disco fundamental:
Pergunta muito difícil… talvez o “Bully Bones Of Belgie”, dos Loosers.

04. Uma canção ou tema inesquecível:
Verdes Anos, do Carlos Paredes.

05. O disco que ultimamente mais o surpreendeu:
Hezbollah, a Mix Tape “Entri Lagrimaz e Rimaz”… a descoberta do rap em crioulo… o primeiro tema é fenomenal…

06. O último disco que comprou: Quando?
Zul Zelub, do Jorge Lima Barreto, em Julho.

07. O disco de 2009 que mais gostou:
Difícil de responder… talvez a Mix Tape “Entri Lagrimaz e Rimaz”, pela surpresa.

08 O disco que mais o desiludiu:
“Magnífico Material Inútil”, dos Pontos Negros.

09. A última boa descoberta:
O “Off-Off”, dos Telectu… já de 84, mas descobri há pouco… hipnótico…

10. O último concerto que assistiu ao vivo? Quando?
Os “One Love Family” e “Roda de Choro de Lisboa”, a 2 de Agosto, na Quinta do Sales.

11. O artista ou banda mais importante para a história da música moderna em Portugal?
O Vítor Rua!!!

12. Um disco que se aconselha; livre e gratuito:

O “The Western Lands”, do Tiago Sousa… já de 2008, mas continuo a ouvir em loop… a ouvir!

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foto de Jorge Nunes

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CURTAS|Leonardo Rosado

Agosto 11th, 2009 | versão papel versão papel
Em ano de afirmação no campo do netaudio nacional, como Subterminal, Leonardo Rosado é o convidado de hoje das ‘curtas’:

Leonardo Rosado | 34 anos | Lisboa
Música: Subterminal;
Editor: Colaborador da netlabel XS Records.

01. Um músico de referência:
Vítor Rua.

02. Um grupo ou projecto de eleição:
Não tanto pelo que é mas pelo que pode vir a ser – Daily Misconceptions – como um projecto que tem potencial para ser magnífico.

03. Um disco fundamental:
“Müller no Hotel Hessischer Hof” – Mão Morta.

04. Uma canção ou tema inesquecível:
2 músicas – “Era um redondo vocábulo” – Zeca Afonso & “Mar d’Outubro” – Sétima Legião.

05. O disco que ultimamente mais o surpreendeu:
Rainbows – “Songs for Someone”.

06. O último disco que comprou: Quando?
O Maquinista, 2009.

07. O disco de 2009 que mais gostou:
Rainbows – “Songs for Someone”.

08 O disco que mais o desiludiu:
Como já não sinto necessidade de ter expectativas, já não sinto desilusões. Aliás o que me interessa são mesmo as boas surpresas.

09. A última boa descoberta:
Daily Misconceptions.

10. O último concerto que assistiu ao vivo? Quando?
Há muito tempo atrás, infelizmente não tenho tempo para fazer tudo o que quero.

11. O artista ou banda mais importante para a história da música moderna em Portugal?
Zeca Afonso, pela poesia, pela musicalidade, pela liberdade, pelo tradicional e pelo moderno.

12. Um disco que se aconselha; livre e gratuito:
Porque já falei de Rainbows – “Songs for someone” aconselho o Jorge Nunes -”Comprimido”.

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foto de Leonardo Rosado

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CURTAS|Daniel Catarino

Agosto 9th, 2009 | versão papel versão papel
Agitador com sede em Évora; em grupo ou a solo, são sete os projectos com a marca de Daniel Catarino.

Daniel Catarino | 26 anos | Évora
Música: Landfill (“Panorama de Uma VIda Normal” – 2006); Oceansea (“Songs From The Bedroom Floor” – 2008; “Acoustic Radio Session” – 2009); Long Desert Cowboy (“Sandshoes” e ” Western Spaghetti” – 2007; “Handmade Music 1999-2003″ e “Finareia” – 2008), membro dos Uaninauei; Seven Thousand; Moneymaking Machine; Delay Lama.

01. Um músico de referência:
António Variações.

02. Um grupo ou projecto de eleição:
Mão Morta.

03. Um disco fundamental:
Fausto, “Por Este Rio Acima”.

04. Uma canção ou tema inesquecível:
“Canção da Paciência”, José Afonso.

05. O disco que ultimamente mais o surpreendeu:
Madame Godard, “Aurora”.

06. O último disco que comprou: Quando?
Linda Martini, “Olhos de Mongol”, 2008.

07. O disco de 2009 que mais gostou:
JP Simões, “Boato”.

08 O disco que mais o desiludiu:
Dazkarieh, “Hemisférios”.

09. A última boa descoberta:
doismileoito.

10. O último concerto que assistiu ao vivo? Quando?
Jed Dickens, 20.7.2009.

11. O artista ou banda mais importante para a história da música moderna em Portugal?
O acreditar de que a nossa música tem valor, seja em português, inglês ou sueco.

12. Um disco que se aconselha; livre e gratuito:
At Freddy’s House, “Lock”.

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foto de Daniel Catarino

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CURTAS|Hugo Paquete

Agosto 7th, 2009 | versão papel versão papel
Explorador por excelência, da arte musical mas não só, Hugo Paquete deixou algumas respostas ao nosso desafio de Verão:

Hugo Paquete | 30 anos | Porto
Música: Hugo Paquete; SSTFM.

01. Um músico de referência:
Emmanuel Nunes.

02. Um grupo ou projecto de eleição:
Carlos Zingaro.

03. Um disco fundamental:
“Cage of Sand” – Carlos Zingaro.

04. Uma canção ou tema inesquecível:
“Biometric syndrome” – Hugo Paquete. Na brincadeira mas gosto bastante desta música.

05. O disco que ultimamente mais o surpreendeu:
“Cage of Sand” – Carlos Zingaro.

06. O último disco que comprou: Quando?
-

07. O disco de 2009 que mais gostou:
-

08 O disco que mais o desiludiu:
-

09. A última boa descoberta:
-

10. O último concerto que assistiu ao vivo? Quando?
“Cosmolodias” músicas gráficas – Mário Laginha piano solo e João Borges design. Em Matosinhos.

11. O artista ou banda mais importante para a história da música moderna em Portugal?
Emmanuel Nunes.

12. Um disco que se aconselha; livre e gratuito:
-

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foto de Hugo Paquete

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CURTAS|David Santos

Agosto 5th, 2009 | versão papel versão papel
Depois de um rico 2008 – a solo com Noiserv – e de nos ter presenteado já em 2009 com novas surpresas – em grupo com Kids on Holidays e You can’t win, Charlie Brown, David Santos é o convidado de hoje das ‘curtas’:

David Santos | 27 anos | Lisboa
Música: Noiserv; Kids on Holidays; You can’t win, Charlie Brown.

01. Um músico de referência:
Manel Cruz.

02. Um grupo ou projecto de eleição:
Carlos Paredes.

03. Um disco fundamental:
“Alice” – Bernardo Sassetti.

04. Uma canção ou tema inesquecível:
Sérgio Godinho – “A noite passada”.

05. O disco que ultimamente mais o surpreendeu:
La la Ressonance…o novo q irá sair em breve…

06. O último disco que comprou: Quando?
Hmm…não tenho comprado…tenho trocado pelo meu…sendo assim Bfachada quando tocamos no contagiarte…início de Junho…

07. O disco de 2009 que mais gostou:
Até agora, Norberto Lobo – “Pata Lenta”.

08. O disco que mais o desiludiu:
Todos aqueles que apenas consegui ouvir uma ou duas músicas e por isso nem tive tempo de reter o nome…

09. A última boa descoberta:
You Can’t win, Charlie Brown, sei que é auto-promoção…mas é de facto um prazer tocar com eles, e por isso uma muito boa descoberta… :)

10. O último concerto que assistiu ao vivo? Quando?
Diria o mesmo…B Fachada no Contagiarte…

11. O artista ou banda mais importante para a história da música moderna em Portugal?
Não querendo ser foleiro, ou bater nos clichets, acho que todos os artistas/músicos/bandas são importantes para a evolução/história da música Portuguesa…

12. Um disco que se aconselha; livre e gratuito:
“Hoje em dia é quase tudo livre e gratuito”, mesmo quando é suposto não ser, :)… Mas para não fugir à questão…e puxando mais uma brasa para a sardinha do Tiago, e talvez pela diferença nestas andanças das netlabels: Alexandre Bateiras.

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foto de Davd Santos
// Foto: Vera Marmelo

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CURTAS|Miguel Meruje

Agosto 3rd, 2009 | versão papel versão papel
Com um pé em Londres e outro cá na terra, Miguel Meruje é o convidado de hoje do ‘curtas’:

Miguel Meruje | 21 anos | Londres/Viseu/Lisboa
Música: Organic Anagram e umas perninhas por todo o lado.

01. Um músico de referência:
José Mário Branco.

02. Um grupo ou projecto de eleição:
The Stealing Orchestra.

03. Um disco fundamental:
Saíu uma compilação do Alfredo Marceneiro que me falha o nome. É esse.

04. Uma canção ou tema inesquecível:
Cristina Branco – “Circe”.

05. O disco que ultimamente mais o surpreendeu:
Roberto Leal – “Canto da Terra”. O tipo foi sacar os cantares todos do país, pôs-se a tocar com músicos de eleição e gravou um grande disco de musica tradicional Portuguesa. As músicas em que ele canta em Mirandês são excelentes. (Isto parece um script de um sketch de comédia, mas é mesmo verdade, oiçam).

06. O último disco que comprou: Quando?
Os ultimos que comprei foi o de Sunn 0))) e o de Agoraphobic Nosebleed, contino à espera do novo de TWA ou do Sam The Kid, dos Portugueses.

07. O disco de 2009 que mais gostou:
Cristina Branco – “Kronos”.

08 O disco que mais o desiludiu:
Não gosto desses “músicos” dos tachos, seja por ligações familiares, seja por favores antigos, dos Macacos do Chinês até ao Rodrigo Leão e companhia.

09. A última boa descoberta:
Organic Anagram – “The Dubstep Files” (Não me lembro de mais nenhum, aproveito para divulgar boa musica).

10. O último concerto que assistiu ao vivo? Quando?
De bandas Portuguesas, talvez tenha sido Reality Slap e For The Glory em Junho, no Musicbox.

11. O artista ou banda mais importante para a história da música moderna em Portugal?
Carlos Paredes, hão-de passar 200 anos e aquelas notas ainda se vão manter como o Portugal nostálgico do presente.

12. Um disco que se aconselha; livre e gratuito:
Para quê um, quando se podem ter os catálogos da Enough, Test Tube e MiMi a um download de distância?

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foto de Miguel Meruje

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CURTAS|Luís Fernandes

Agosto 1st, 2009 | versão papel versão papel
Guitarrista dos peixe : avião, Luís Fernandes é essencialmente conhecido no mundo do netaudio nacional pelo nome de The Astroboy. São já vários os registos lançados gratuitamente. É ele o convidado de hoje das curtas:
Luís Fernandes | Braga
Música: peixe : avião; The Astroboy; Old Jerusalem (em concerto).

01. Um músico de referência:
É difícil dizer apenas um, mas se assim tiver de ser fico-me pelo Rafael Toral.

02. Um grupo ou projecto de eleição:
Mão Morta

03. Um disco fundamental:
“Nús” – Mão Morta

04. Uma canção ou tema inesquecível:
“Competência para amar” – Clã

05. O disco que ultimamente mais o surpreendeu:
O novo disco de La La La Ressonance, que infelizmente ainda não foi editado.

06. O último disco que comprou: Quando?
Norberto Lobo – “Pata Lenta”, em Junho.

07. O disco de 2009 que mais gostou:
Até ao momento luta renhida entre os Smix Smox Smux e o “Two birds blessing” do Old Jerusalem.

08 O disco que mais o desiludiu:
Não criei expectativas suficientes para ter ficado desiludido com algum disco em especial.

09. A última boa descoberta:
“You can´t win, Charlie Brown”.

10. O último concerto que assistiu ao vivo? Quando?
Intermission em Braga, a 25/07.

11. O artista ou banda mais importante para a história da música moderna em Portugal?
Seria injusto apontar apenas um nome. Se me for permitido considero importantes nomes como Mão Morta, Pop dell`arte, No Noise Reduction e Heróis do Mar.

12. Um disco que se aconselha; livre e gratuito:
Ultimamente não tenho estado devidamente atento ao panorama das netlabels, mas deixo a sugestão do catálogo da test tube, cujo selo de qualidade dá sempre garantias.

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foto de Luís Fernandes

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CURTAS|Charles Sangnoir

Julho 29th, 2009 | versão papel versão papel
Músico, pintor e cartomante, é fundador da Necrosymphonic Entertainment e da Esotera, uma associação voltada para o estudo das artes místicas.

Charles Sangnoir | 29 anos | Seixal
Música: La Chanson Noire; The Dead Poets (extintos); Ketamine; Vampyro (projecto de avant garde black metal editado já em 8 paises);
Edição: Fundador da netlabel Necrosymphonic Entertainment.

01. Um músico de referência:
Rui Júnior, fundador do Ó que som tem e da Orquestra de Percussão Tocá Rufar. O homem que devolveu a vida ao folclore português.

02. Um grupo ou projecto de eleição:
Mão Morta. Palavras para quê. O génio daquela gente não tem fim.

03. Um disco fundamental:
Dois, em extremos opostos: “Algarismos” do Carlos Paião – porquê? um manual sobre música pop; e “Vaginator” dos Namek – porquê? um manual sobre caos, ruína e cojones do tamanho de melancias.

04. Uma canção ou tema inesquecível:
“Bairro do Amor” do Palma. Simplesmente subtil.

05. O disco que ultimamente mais o surpreendeu:
“Apocalipse Cancelled” de Euthymia/Langsuyar. Verdadeiramente intenso. Uma pérola da música feita em Portugal nos últimos anos.

06. O último disco que comprou: Quando?
Hm…Comprei três na mesma altura, há um ou dois meses atrás. ‘Guerrilheiro’ de Kussondulola, ‘Um Zero Amarelo’ pela banda com o mesmo nome, e ‘Sede’ do Jorge Cruz.

07. O disco de 2009 que mais gostou:
Bom, ainda vamos a meio, mas talvez o “Amália Hoje”.

08 O disco que mais o desiludiu:
‘MMI’ dos Pontos Negros. Esperava uma coisa mais crua, mais forte. Mas há coisas assim. Já ao vivo, a coisa muda de figura.

09. A última boa descoberta:
“Vinho dos Amantes” do Janita Salomé. De repente aparecem álbuns assim: intensos, originais. Coisas que te fazem acreditar na música.

10. O último concerto que assistiu ao vivo? Quando?
Vi uns quantos no mesmo fim de semana, aqui há 15 dias. Um showcase de Donna Maria na fnac do Algarve, e Mú, Amar Guitarra e Sam Alone no festival Med. Todos óptimos espectáculos!

11. O artista ou banda mais importante para a história da música moderna em Portugal?
Tricky question. Para mal dos meus pecados, provavelmente a Amália. Embora a segunda metade da sua carreira tenha sido algo de deitar aos cães, ela estabeleceu todos os precedentes necessários para que um músico em Portugal consiga ambicionar viver da musica, seja aqui seja lá fora.

12. Um disco que se aconselha; livre e gratuito:
“Palavras mal ditas” do Aires Ferreira. É um spoken word bem pesado e intenso que vale decididamente a pena escutar.
E é gratuito: basta ir a www.necrosymphonic.com e sacar.

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foto de Charles Sangnoir

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CURTAS|Luís Antero

Julho 27th, 2009 | versão papel versão papel
Acabado de editar o seu último trabalho com gravações de campo, “Watermill EP“, Luís Antero é o convidado de hoje das ‘curtas’:

Luís Antero | 35 anos | Oliveira do Hospital
Música: Out Level (desde 2006) – assente numa prespectiva exploratória; Luís Antero (desde 2008) – assente em gravações de campo e recolhas fonográficas das zonas da Beira Serra e Serra da Estrela.

01. Um músico de referência:
Zeca Afonso (músico pioneiro, original, voz revolucionária, o + importante da sua geração…).

02. Um grupo ou projecto de eleição:
Mão Morta (desde sempre uma das minhas bandas de eleição).

03. Um disco fundamental:
“Free-Terminator ou Falcão Solitário Sem Ser Distorção” – Santa Maria, Gasolina Em Teu Ventre (música futurista-cientifica-beatnik-dada no Portugal de 1989).

04. Uma canção ou tema inesquecível:
“Com Um Brilhozinho Nos Olhos” – Sérgio Godinho (a excelência musical e lírica do camaleão SG).

05. O disco que ultimamente mais o surpreendeu:
“Lusitânia Playboys” – Dead Combo (o disco da dupla portuguesa onde as coordenadas estéticas e geográficas mais sobressaem, mas sempre português…).

06. O último disco que comprou: Quando?
“Lusitânia Playboys” – Dead Combo (por causa do DVD e porque queria que eles o assinassem, o que consegui…).

07. O disco de 2009 que mais gostou:
(o ano ainda ao acabou, mas…) “Guitarra 66″ – Tó Trips (novas abordagens musicais e sonoras… a mesma universalidade).

08 O disco que mais o desiludiu:
(não me lembro desse disco, embora haja alguns que só ouvi uma única vez…).

09. A última boa descoberta:
“Vi-os Desaparecer Na Noite” – Tó Trips e Tiago Gomes (esta malta é minha amiga e conseguiram aqui fazer uma boa banda sonora para a obra-prima do amigo Kerouac. A música que serve as palavras que se servem da música…).

10. O último concerto que assistiu ao vivo? Quando?
(ahahah) Dead Combo, Oliveira do Hospital, Dezembro de 2008 (os miúdos não me deixam sair muito, ahahaha).

11. O artista ou banda mais importante para a história da música moderna em Portugal?
Zeca Afonso (pelo riquíssimo legado musical que nos deixou e também pelo pioneirismo no cruzamento de linguagens estético musicais…).

12. Um disco que se aconselha; livre e gratuito:
“The Western Lands” – Tiago Sousa (parte-se do universo de William Burroughs em 7 faixas de fino recorte e encontra-se o universo Tiago Sousa…).

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foto de Luís Antero

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CURTAS|Tiago Morgado

Julho 24th, 2009 | versão papel versão papel
Fundador da netlabel XS Records e animador de diversos projectos, Tiago Morgado é hoje o convidado do ‘curtas’:

Tiago Morgado | 21 anos | Braga
Música: Necrostilet, Uncle bart comes to have breakfast, dnp x citer; Rainbows; Tiago Morgado.
Edição: Fundador da netlabel XS Records;

01. Um músico de referência:
Gustavo Costa.

02. Um grupo ou projecto de eleição:
Most People Have Been Trained to Be Bored.

03. Um disco fundamental:
Lost Gorbachevs: “From neoliberalism to totalitarian capitalism” (atenção que eles vão gravar álbum novo).

04. Uma canção ou tema inesquecível:
“After Peace, Swim Twice”, Dead Combo.

05. O disco que ultimamente mais o surpreendeu:
Powertrio – “What do we think when we walk and what do we walk while thinking”.

06. O último disco que comprou: Quando?
Já não me recordo, uma vez que tenho vindo a consumir mais netaudio e media livre em suporte digital, e no meio de tanta coisa, é quase impossível nomear nomes.

07. O disco de 2009 que mais gostou:
Powertrio – “What do we think when we walk and what do we walk while thinking”.

08 O disco que mais o desiludiu:
Xutos & Pontapés, “O Mundo ao Contrário”.

09. A última boa descoberta:
The Astroboy – “090309″.

10. O último concerto que assistiu ao vivo? Quando?
Open Gate 5. Festival de Serralves.

11. O artista ou banda mais importante para a história da música moderna em Portugal?
Carlos Zíngaro.

12. Um disco que se aconselha; livre e gratuito:
“If i hug your sweaters will they get their colour back?” – Daily Misconceptions.

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foto de Tiago Morgado

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