‘discografias’ Category

DISCOGRAFIAS|Perspectiva

Novembro 30th, 2007 | versão papel versão papel
Estou de regresso ao vinil; perfeito.
Numa altura em que se reeditam em CD, alguns discos anteriormente apenas editados em vinil, por acção ‘Do Tempo do Vinil‘, a secção discografias de hoje é dedicada a uma das bandas mais fantásticas do rock português da década de 70. Meus senhores, são os barreirenses Perspectiva.
Se é verdade que o esperado álbum nunca chegou a ver a luz do dia, por outro lado, os únicos dois singles que os Perspectiva nos legaram foram mais que suficientes para lhes conferir uma posição importante na história do rock português.
Com um total de quatro temas, a obra gravada dos Perspectiva é de um encanto absolutamente arrasador. Da conjunção perfeita da sonoridade sinfónica – à qual não é alheia a gravação com uma orquestra, com as letras cuidadas de José Beiramar, nasceram algumas das mais belas canções que se fizeram ouvir durante a década de 70. Sob a liderança de Tó Pinheiro da Silva (guitarra e flauta) e com José Manuel Pereira (guitarra), Luís Miguel (baixo), Vítor Real (voz e percussão) e Vítor Ferrão (bateria), os Perspectiva ofereceram-nos dois discos geniais, quatro pequenas obras de arte; destacando-se aqui, principalmente, o “‘Lá Fora’ a Cidade”/ “Os Homens da Minha Terra”.
Brilhante.

Discografia
- “‘Lá Fora’ a Cidade”/ “Os Homens da Minha Terra” (Imavox, 1977)
- “Rei Posto Rei Morto”/”O Oitavo Sorriso” (Imavox, 1977)

som Ouvir os singles dos Perspectiva.

discografia dos Perspectiva
tipo Rock
sítio www.artbarreiro.com/perspectiva.html

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DISCOGRAFIAS|Danças Ocultas

Novembro 14th, 2007 | versão papel versão papel
Um pulsar, uma estrela longínqua, um bater de coração em ritmo acelerado numa viagem perdida no tempo e no espaço. Em diáspora. Felizmente“.

Começava assim o texto escrito neste blog, em Fevereiro de 2005, sobre o magnífico “Pulsar”. Na verdade, a história destas Danças Ocultas começa alguns anos antes. Hoje, a discografia pertence-lhes.
Grupo composto por Artur Fernandes, Filipe Cal, Filipe Ricardo e Francisco Miguel, os Danças Ocultas são das experiências musicais mais interessantes que este país viu nascer e crescer na última década e meia. Com cerca de 15 anos de história e decididos a fazer ressurgir o acordeão diatónico, por cá também conhecido por concertina, os Danças Ocultas são já responsáveis por três belíssimos álbuns. Do mote dado com o primeiro “Danças ocultas” – produção de Gabriel Gomes, já de uma luz cintilante; passando pelo mais explorador “Ar”, de 1998 – ainda com produção de Gabriel Gomes; terminando no belo e surpreendente “Pulsar”, toda a carreira dos Danças Ocultas é uma viagem de bom gosto, cravado de sensações únicas e infinitas.
Com uma evolução que se sente a cada disco, técnica e esteticamente, cada vez mais criativos, ouvir hoje Danças Ocultas é e será sempre uma estimulante experiência. Emocionante. É a exploração de novas fronteiras, de novas formas de manusear e combinar o instrumento, são novas linguagens que se vão aperfeiçoando – como quem viaja um pouco por todo o mundo, que faz da música dos Danças Ocultas aquilo que ela é: quente, superior, apaixonante…
Como se todo o mundo coubesse numa concertina; dá para acreditar numa aventura assim? Dá!

Discografia (álbuns)
- “Pulsar” (Magic Music, 2004)
- “Ar” (EMI-VC, 1998)
- “Danças Ocultas” (EMI-VC, 1995) – lançado em 1996

som Ouvir alguns sons dos Danças ocultas.

discografia de danças ocultas
tipo World
sítio dancasocultas.weblog.com.pt

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DISCOGRAFIAS|Dead Combo

Agosto 23rd, 2007 | versão papel versão papel
São os senhores que se seguem; e que senhores…
Passadas poucas semanas sobre o último lançamento dos Dead Combo, “Guitars From Nothing”, uma edição limitada, em vinil, lançada pela Rastilho Records, a vontade de voltar a trazer esta dupla para a frente deste blog, cresceu; exponencialmente. Encaixavam que nem uma luva na rubrica ‘discografias’. Assim foi.
Corria o ano de 2003, quando a convite de Henrique Amaro, os Dead Combo participaram com o tema “Paredes Ambience” no disco de homenagem a Carlos Paredes, “Movimentos Perpétuos – Música para Carlos Paredes”. Corria e correu, não demorando muito até podermos deliciarmo-nos com o aroma diferente que havia há pouco visto a luz. Chegámos a 2004…
…ano em que numa edição da Transformadores, os Dead Combo lançam o seu “Vol.1″. O choque. Numa nova linguagem, minimal, crua, Tó Trips e Pedro Gonçalves criam um som tão característico, que os torna quase automaticamente identificáveis só por isso. São as imagens que se criam, que deixam no ar, o apelo constante à imaginação numa espécie de fado western - como se repetiu por aí, a Lisboa da noite, da travessa escura, da bruma que cai sobre a calçada…tudo tão tipicamente lisboeta, tão tipicamente do mundo. Quase sempre, cenários de uma cidade perdida, às vezes adormecida à beira do Tejo. Aclamado o “Vol.1″, rapidamente chegámos a 2006…
…pois uma vez lá chegados, aquela guitarra desajeitada e aquele contrabaixo tuga, haveriam de voltar a fazer miséria. Com selo Dead & Company, a dupla lança o igualmente extraordinário “Vol.2 – Quando a Alma Não é Pequena”, onde não só confirma a unicidade da sua arte, como aprofunda a experiência, voltando a criar um conjunto de temas de uma beleza absolutamente intratável. Não sendo muito diferente do anterior, é verdade, ele é acima de tudo o prolongamento natural de “Vol.1″; é a afirmação de uma certa ideia criativa. Mais pensado e mais trabalhado, sempre encurralado na secura daquela expressão, o “Vol.2″ volta a deixar-nos enleados em tal vibração sonora. Logo, logo com 2007 à porta…
…chega o já referido “Guitars From Nothing”, o terceiro disco dos Dead Combo, que na verdade corresponde ao primeiro, pois é totalmente preenchido pelas primeiras experiências de Tó Trips. Acabando no princípio, o ciclo fica fechado, para já. Fintado o peso de um terceiro disco – de interesse histórico, fica-se a aguardar, ansiosamente, pelo quarto, pelas novas vielas a trilhar desta velha sempre nova cidade.
Para já, o que fica, é uma das propostas mais inovadoras, surgidas nos últimos anos – largos – no campo da música portuguesa. Não é só inovadora, é acima de tudo extraordinariamente bela.

Discografia
- “Guitars From Nothing” (Rastilho Records, 2007)
- “Vol.2″ – Quando a Alma Não é Pequena (Dead & Company, 2006)
- “Vol.1″ (Transformadores, 2004)

som Ouvir alguns sons de Dead Combo.

discografia de Dead Combo
tipo Alternativo
sítio www.deadcombo.net

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DISCOGRAFIAS|d3ö

Agosto 14th, 2007 | versão papel versão papel
Há mais um espaço novo n’a trompa; este é dedicado à colecção do maestro, mais concretamente, à discografia completa de alguns dos nomes da actual cena musical portuguesa.
Para começar, foram escolhidos os d3ö, porventura o nome menos corrente dos que saíram dessa mítica referência do rock nacional que foram os Tédio Boys. Com uma exposição relativamente menor que a dos WrayGunn, Bunnyranch ou dos extintos The Parkinsons, os d3ö têm aguentado firmes o embate dos tempos, rodando por esse asfalto fora com assinalável regularidade. Liderados por Toni Fortuna (guitarra e voz), na companhia dos ex:Garbage Catz, Tó Rui (guitarra e voz) e Miguel Benedito – bateria e percussão), os d3ö são hoje um dos nomes incontornáveis do rock’n'roll nacional. No currículo, o grupo conta com a sua rodada trilogia de EP’s lançados em 2003, 2004 e 2005, sempre pela Subotnick Enterprises.
Naturais de Coimbra – tal como os nomes anteriormente referidos – os d3ö evocam o mais puro do espírito rock’n'roll, aquele rock feito de uma energia punk e de uma alma tão blues. Com uma produção cada vez consistente, num equilíbrio furioso – emocional – entre o seu lado interno e externo, os d3ö são uma experiência importante dentro do universo do rock nacional de expressão anglo-saxónica. Num crescendo de disco para disco, com os d3ö percebemos porque raio o rock é uma paixão; com uma coerência que se mantém desde início, com o cru e mais sujo “SixPackTrack”, passando pelo mais limpo e produzido “8 Tracks On Red” e terminando em “7 Heartbeat Tracks” – síntese dos anteriores, os d3ö apelam à liberdade do rock’n'roll, puro e duro, numa mistura saudada e saudável de blues, punk e outras ondas. É assim o som dos d3ö, uma experiência tensa, quase sempre negra, feita da maior crueza que se pode sacar de duas guitarras e uma bateria. Assim, apenas assim…
De resto, com o último “7 Heartbeat Tracks”, fechou-se uma trilogia inicial de EP, aguardando-se a todo momento o prometido longa-duração.

Discografia
- SixPackTrack (Subotnick, 2003)
- 8 Tracks On Red (Subotnick, 2004)
- 7 Heartbeat Tracks (Subotnick, 2005)

som Ouvir alguns sons de d3ö.

discografia dos d3ö

tipo Rock/Punk
sítio www.subotnick.com.pt

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