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DISCOS DE UMA VIDA|3ª Parte: até 1979 – Painel Sonoro

Setembro 28th, 2006 | versão papel versão papel

Com o intuito de fechar este capítulo – em beleza, a trompa arriscou e fez uma pequena brincadeira – séria. Escolheu um tema de cada um dos 16 álbuns listados nos últimos dias e colocou-os num ficheiro só. Ao todo são 68 minutos de muita e boa música de outros tempos. A qualidade de som nem sempre é a melhor – o tempo e o tamanho do ficheiro a isso obrigou, no entanto, o grande e singelo objectivo foi mesmo o de criar um ficheiro onde pudesse ser dado a conhecer algumas das coisas mais escondidas – também dava ‘ignoradas’ – da música portuguesa…da cultura portuguesa.

Está tudo AQUI (62,4 MB). Ou AQUI.

> Nota: Tendo em vista a disponibilização online das canções em referência, não foi pedida qualquer autorização aos músicos ou editoras com direitos sobre as mesmas. Obviamente, se algum destes se sentir lesado por este acto queira aceitar desde já as minhas desculpas e fazer-me chegar essa informação pois retirarei de imediato do ficheiro a canção em causa.

‘Viva a Música, Viva a Cultura, Portuguesas”.

É este o alinhamento do ficheiro (álbum/artista/editora/ano/canção):

#16 – “Música Moderna” – Corpo Diplomático (Nova, 1979): “Kayatronic”;
#15 – “Mistérios e Maravilhas” – Tantra (Valentim de Carvalho, 1977): “Mistérios e Maravilhas”;
#14 – “Bota-Fora” – Júlio Pereira e Carlos Cavalheiro (Orpheu, 1975): “Bota-Fora”;
#13 – “Um Homem na Cidade” – Carlos do Carmo (PolyGram, 1977): “Um Homem na Cidade”;
#12 – “Homo Sapiens” – Saga (Movieplay, 1976): “Cantiga de Imigo”;
#11 – “Transparências” – Luís Cília (Guilda da Música, 1978): “Canção das Marés“;
#10 – “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades” – José Mário Branco (Guilda da Música, 1971): “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades”;
#09 – “Lá Fora a Cidade” – Perspectiva (Imavox, 1977): “Lá Fora a Cidade”;
#08 – “Pois Canté!” – Grupo de Acção Cultural (1976): “Pois Canté!”;
#07 – “Mestre” – Petrus Castrus (Guilda da Música, Sassetti, 1973): “Mestre”;
#06 – “Quarteto 1111″ – Quarteto 1111 (Columbia, Valentim de Carvalho, 1970): “Pigmentação”;
#05 – “10 000 anos depois entre Vénus e Marte” – José Cid (Orfeu, 1978): “O Último Dia na Terra”;
#04 – “Hoje Há Conquilhas, Amanhã Não Sabemos” – Banda do Casaco (Imavox, 1977): “Acalanto”;
#03 – “Epopeia” – Filarmónica Fraude (Philips, 1969): “Os Bem-Aventurados”;
#02 – “Cantigas do Maio” – José Afonso (Orfeu, 1971): “Ronda das Mafarricas”;
#01 – “Guitarra Portuguesa” – Carlos Paredes (Columbia, Valentim de Carvalho, 1967): “Canção Verdes Anos”;

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DISCOS DE UMA VIDA|3ª Parte: até 1979 – 1º

Setembro 26th, 2006 | versão papel versão papel

Pois é, já está. Eis que chega ao fim o pequeno exercício destas férias de Setembro; Carlos Paredes está no topo!

#01 – “Guitarra Portuguesa” – Carlos Paredes (Columbia, Valentim de Carvalho, 1967)

Não há outra forma de sentir a música do mestre senão em arrepio constante. E “porque parcas são as palavras que por si tentam explicar a genialidade do homem e da sua arte feita música, verdadeira. Aqui não há palavras, apenas o sussurro vibrante emanado daquelas cordas acariciadas com a mestria de quem sabe, de quem sente…de quem vive para sempre” (in a trompa). Mágico

#02 – “Cantigas do Maio” – José Afonso (Orfeu, 1971)
#03 – “Epopeia” – Filarmónica Fraude (Philips, 1969)
#04 – “Hoje Há Conquilhas, Amanhã Não Sabemos” – Banda do Casaco (Imavox, 1977)
#05 – “10 000 anos depois entre Vénus e Marte” – José Cid (Orfeu, 1978)
#06 – “Quarteto 1111″ – Quarteto 1111 (Columbia, Valentim de Carvalho, 1970)
#07 – “Mestre” – Petrus Castrus (Guilda da Música, Sassetti, 1973)
#08 – “Pois Canté!” – Grupo de Acção Cultural (1976)
#09 – “Lá Fora a Cidade” – Perspectiva (Imavox, 1977)
#10 – “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades” – José Mário Branco (Guilda da Música, 1971)
#11 – “Transparências” – Luís Cília (Guilda da Música, 1978)
#12 – “Homo Sapiens” – Saga (Movieplay, 1976)
#13 – “Um Homem na Cidade” – Carlos do Carmo (PolyGram, 1977)
#14 – “Bota-Fora” – Júlio Pereira e Carlos Cavalheiro (Orpheu, 1975)
#15 – “Mistérios e Maravilhas” – Tantra (Valentim de Carvalho, 1977)
#16 – “Música Moderna” – Corpo Diplomático (Nova, 1979)

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DISCOS DE UMA VIDA|3ª Parte: até 1979 – 2º

Setembro 25th, 2006 | versão papel versão papel
Quase no fim, Zeca…aceitam-se apostas para o #1!

#02 – “Cantigas do Maio” – José Afonso (Orfeu, 1971)

Não é fácil escolher um momento alto entre os discos de José Afonso. Não é , decisivamente. Entre tantos e tantos momentos de inesgotável prazer, “Cantigas do Maio” é um dos mais apaixonantes, inovadores e excitantes; como ignorar “Milho Verde”, “Cantigas do Maio”, “Grândola, Vila Morena”, “Maio Maduro Maio” ou a “Ronda das Mafarricas” – não se ignora, vive-se…grandeoso.

www.aja.pt

#03 – “Epopeia” – Filarmónica Fraude (Philips, 1969)
#04 – “Hoje Há Conquilhas, Amanhã Não Sabemos” – Banda do Casaco (Imavox, 1977)
#05 – “10 000 anos depois entre Vénus e Marte” – José Cid (Orfeu, 1978)
#06 – “Quarteto 1111″ – Quarteto 1111 (Columbia, Valentim de Carvalho, 1970)
#07 – “Mestre” – Petrus Castrus (Guilda da Música, Sassetti, 1973)
#08 – “Pois Canté!” – Grupo de Acção Cultural (1976)
#09 – “Lá Fora a Cidade” – Perspectiva (Imavox, 1977)
#10 – “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades” – José Mário Branco (Guilda da Música, 1971)
#11 – “Transparências” – Luís Cília (Guilda da Música, 1978)
#12 – “Homo Sapiens” – Saga (Movieplay, 1976)
#13 – “Um Homem na Cidade” – Carlos do Carmo (PolyGram, 1977)
#14 – “Bota-Fora” – Júlio Pereira e Carlos Cavalheiro (Orpheu, 1975)
#15 – “Mistérios e Maravilhas” – Tantra (Valentim de Carvalho, 1977)
#16 – “Música Moderna” – Corpo Diplomático (Nova, 1979)

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DISCOS DE UMA VIDA|3ª Parte: até 1979 – 3º

Setembro 24th, 2006 | versão papel versão papel

De sensações francas…

#03 – “Epopeia” – Filarmónica Fraude (Philips, 1969)

Que fixação por esta “Epopeia” ! Continuam as confissões. Repito o que disse neste blog há dias: “a Filarmónica Fraude (…) conseguia há época – e é importante não esquecer a época e o persecutório lápis azul dos censores – aliar uma inteligente e acutilante crítica político-social, mordaz e transbordante de ironia, a uma musicalidade verdadeiramente inovadora, apaixonante, retumbante“. Fenomenal.

Na Rádio Memória da Trompa pode ouvir-se “Os Bem Aventurados”.

#04 – “Hoje Há Conquilhas, Amanhã Não Sabemos” – Banda do Casaco (Imavox, 1977)
#05 – “10 000 anos depois entre Vénus e Marte” – José Cid (Orfeu, 1978)
#06 – “Quarteto 1111″ – Quarteto 1111 (Columbia, Valentim de Carvalho, 1970)
#07 – “Mestre” – Petrus Castrus (Guilda da Música, Sassetti, 1973)
#08 – “Pois Canté!” – Grupo de Acção Cultural (1976)
#09 – “Lá Fora a Cidade” – Perspectiva (Imavox, 1977)
#10 – “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades” – José Mário Branco (Guilda da Música, 1971)
#11 – “Transparências” – Luís Cília (Guilda da Música, 1978)
#12 – “Homo Sapiens” – Saga (Movieplay, 1976)
#13 – “Um Homem na Cidade” – Carlos do Carmo (PolyGram, 1977)
#14 – “Bota-Fora” – Júlio Pereira e Carlos Cavalheiro (Orpheu, 1975)
#15 – “Mistérios e Maravilhas” – Tantra (Valentim de Carvalho, 1977)
#16 – “Música Moderna” – Corpo Diplomático (Nova, 1979)

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DISCOS DE UMA VIDA|3ª Parte: até 1979 – 4º

Setembro 23rd, 2006 | versão papel versão papel

A tal Banda

#04 – “Hoje Há Conquilhas, Amanhã Não Sabemos” – Banda do Casaco (Imavox, 1977)

Não será propriamente uma grande surpresa mas efectivamente, gosto mesmo – muito – da Banda do Casaco daí que, escolher apenas um disco se tornou algo de verdadeiramente complexo. Feitas as contas, sobra-me este “Hoje Há Conquilhas, Amanhã Não Sabemos” sobre o qual por estas bandas já falei “da sensação de extremo prazer que ainda se sente ao ouvir um disco com quase 30 anos. Quase 30 anos de uma extraordinária vitalidade, frontalidade, de uma extraordinária originalidade“. Está dito…

#05 – “10 000 anos depois entre Vénus e Marte” – José Cid (Orfeu, 1978)
#06 – “Quarteto 1111″ – Quarteto 1111 (Columbia, Valentim de Carvalho, 1970)
#07 – “Mestre” – Petrus Castrus (Guilda da Música, Sassetti, 1973)
#08 – “Pois Canté!” – Grupo de Acção Cultural (1976)
#09 – “Lá Fora a Cidade” – Perspectiva (Imavox, 1977)
#10 – “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades” – José Mário Branco (Guilda da Música, 1971)
#11 – “Transparências” – Luís Cília (Guilda da Música, 1978)
#12 – “Homo Sapiens” – Saga (Movieplay, 1976)
#13 – “Um Homem na Cidade” – Carlos do Carmo (PolyGram, 1977)
#14 – “Bota-Fora” – Júlio Pereira e Carlos Cavalheiro (Orpheu, 1975)
#15 – “Mistérios e Maravilhas” – Tantra (Valentim de Carvalho, 1977)
#16 – “Música Moderna” – Corpo Diplomático (Nova, 1979)

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DISCOS DE UMA VIDA|3ª Parte: até 1979 – 5º

Setembro 22nd, 2006 | versão papel versão papel

Magistralmente progressivo…outra vez!

#05 – “10 000 anos depois entre Vénus e Marte” – José Cid (Orfeu, 1978)

Dois dias, dois álbuns, duas vezes José Cid, duas paragens obrigatórias. Obra conceptual do melhor rock progressivo nacional, “10 000 anos depois entre Vénus e Marte” é internacionalmente considerado um dos melhores discos do género. Entre Moogs, pianos, Mellotron, teclas e mais teclas, tudo vive num disco brilhante influenciado por uma certa ideia, uma certa história que vem do espaço. Intemporal.

Ouvir algumas amostras de “10 000 anos depois entre Vénus e Marte”. Ouvir o tema “O Caos” completo.

#06 – “Quarteto 1111″ – Quarteto 1111 (Columbia, Valentim de Carvalho, 1970)
#07 – “Mestre” – Petrus Castrus (Guilda da Música, Sassetti, 1973)
#08 – “Pois Canté!” – Grupo de Acção Cultural (1976)
#09 – “Lá Fora a Cidade” – Perspectiva (Imavox, 1977)
#10 – “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades” – José Mário Branco (Guilda da Música, 1971)
#11 – “Transparências” – Luís Cília (Guilda da Música, 1978)
#12 – “Homo Sapiens” – Saga (Movieplay, 1976)
#13 – “Um Homem na Cidade” – Carlos do Carmo (PolyGram, 1977)
#14 – “Bota-Fora” – Júlio Pereira e Carlos Cavalheiro (Orpheu, 1975)
#15 – “Mistérios e Maravilhas” – Tantra (Valentim de Carvalho, 1977)
#16 – “Música Moderna” – Corpo Diplomático (Nova, 1979)

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DISCOS DE UMA VIDA|3ª Parte: até 1979 – 6º

Setembro 22nd, 2006 | versão papel versão papel

Iluminador…

#06 – “Quarteto 1111″ – Quarteto 1111 (Columbia, Valentim de Carvalho, 1970)

Disco verdadeiramente revelador, “Quarteto 1111″ é uma peça fundamental da moderna música portuguesa. Por entre os temas da cor ou da raça ou da imigração, o disco chegou mesmo a ser retirado do mercado pela Comissão de Censura da época…triste época.
Fantástico.

Sons de “Quarteto 1111″

#07 – “Mestre” – Petrus Castrus (Guilda da Música, Sassetti, 1973)
#08 – “Pois Canté!” – Grupo de Acção Cultural (1976)
#09 – “Lá Fora a Cidade” – Perspectiva (Imavox, 1977)
#10 – “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades” – José Mário Branco (Guilda da Música, 1971)
#11 – “Transparências” – Luís Cília (Guilda da Música, 1978)
#12 – “Homo Sapiens” – Saga (Movieplay, 1976)
#13 – “Um Homem na Cidade” – Carlos do Carmo (PolyGram, 1977)
#14 – “Bota-Fora” – Júlio Pereira e Carlos Cavalheiro (Orpheu, 1975)
#15 – “Mistérios e Maravilhas” – Tantra (Valentim de Carvalho, 1977)
#16 – “Música Moderna” – Corpo Diplomático (Nova, 1979)

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DISCOS DE UMA VIDA|3ª Parte: até 1979 – 7º

Setembro 20th, 2006 | versão papel versão papel

Mais progressivos

#07 – “Mestre” – Petrus Castrus (Guilda da Música, Sassetti, 1973)

Entre “Mestre” e “Ascensão e Queda” a escolha não foi fácil – nada, mesmo. Os Petrus Castrus, sob o impulso dos irmãos Castro (Pedro e José), têm nestes dois discos duas das mais belas peças do rock progressivo nacional. Eu escolhi “Mestre”!

#08 – “Pois Canté!” – Grupo de Acção Cultural (1976)
#09 – “Lá Fora a Cidade” – Perspectiva (Imavox, 1977)
#10 – “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades” – José Mário Branco (Guilda da Música, 1971)
#11 – “Transparências” – Luís Cília (Guilda da Música, 1978)
#12 – “Homo Sapiens” – Saga (Movieplay, 1976)
#13 – “Um Homem na Cidade” – Carlos do Carmo (PolyGram, 1977)
#14 – “Bota-Fora” – Júlio Pereira e Carlos Cavalheiro (Orpheu, 1975)
#15 – “Mistérios e Maravilhas” – Tantra (Valentim de Carvalho, 1977)
#16 – “Música Moderna” – Corpo Diplomático (Nova, 1979)

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DISCOS DE UMA VIDA|3ª Parte: até 1979 – 8º

Setembro 20th, 2006 | versão papel versão papel

a música tradicional de intervenção!

#08 – “Pois Canté!” – Grupo de Acção Cultural (1976)

Como já por aqui se disse, “este é um gigante momento da história da música portuguesa; é um disco musicalmente excelente, inovador e candeia que iluminou parte do caminho trilhado por muitos dos grupos da música tradicional portuguesa que se lhe seguiram”.

#09 – “Lá Fora a Cidade” – Perspectiva (Imavox, 1977)
#10 – “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades” – José Mário Branco (Guilda da Música, 1971)
#11 – “Transparências” – Luís Cília (Guilda da Música, 1978)
#12 – “Homo Sapiens” – Saga (Movieplay, 1976)
#13 – “Um Homem na Cidade” – Carlos do Carmo (PolyGram, 1977)
#14 – “Bota-Fora” – Júlio Pereira e Carlos Cavalheiro (Orpheu, 1975)
#15 – “Mistérios e Maravilhas” – Tantra (Valentim de Carvalho, 1977)
#16 – “Música Moderna” – Corpo Diplomático (Nova, 1979)

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DISCOS DE UMA VIDA|3ª Parte: até 1979 – 9º

Setembro 18th, 2006 | versão papel versão papel
O único single da lista…

#09 – “Lá Fora a Cidade” – Perspectiva (Imavox, 1977)

Será efectivamente o único single da lista; primeiro, por que é realmente excelente e em segundo, porque a banda do Barreiro nunca chegou a editar o álbum previsto. Sobre este já aqui se disse ser “certamente, uma das mais belas peças sinfónicas do rock português (e não ignorando, de modo algum, o lado B “Os Homens da Minha Terra”); a esta observação não será alheio o facto de ter sido gravado acompanhado por uma orquestra sinfónica“. Está tudo dito.

#10 – “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades” – José Mário Branco (Guilda da Música, 1971)
#11 – “Transparências” – Luís Cília (Guilda da Música, 1978)
#12 – “Homo Sapiens” – Saga (Movieplay, 1976)
#13 – “Um Homem na Cidade” – Carlos do Carmo (PolyGram, 1977)
#14 – “Bota-Fora” – Júlio Pereira e Carlos Cavalheiro (Orpheu, 1975)
#15 – “Mistérios e Maravilhas” – Tantra (Valentim de Carvalho, 1977)
#16 – “Música Moderna” – Corpo Diplomático (Nova, 1979)

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DISCOS DE UMA VIDA|3ª Parte: até 1979 – 10º

Setembro 18th, 2006 | versão papel versão papel

José Mário Branco, obviamente…

#10 – “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades” – José Mário Branco (Guilda da Música, 1971)

Obra de referência da história da música portuguesa do século XX, “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades” é uma das obras emblemáticas do grande compositor que é José Mário Branco. Mais um registo marcante com sabor a história…

#11 – “Transparências” – Luís Cília (Guilda da Música, 1978)
#12 – “Homo Sapiens” – Saga (Movieplay, 1976)
#13 – “Um Homem na Cidade” – Carlos do Carmo (PolyGram, 1977)
#14 – “Bota-Fora” – Júlio Pereira e Carlos Cavalheiro (Orpheu, 1975)
#15 – “Mistérios e Maravilhas” – Tantra (Valentim de Carvalho, 1977)
#16 – “Música Moderna” – Corpo Diplomático (Nova, 1979)

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DISCOS DE UMA VIDA|3ª Parte: até 1979 – 11º

Setembro 17th, 2006 | versão papel versão papel

De regresso à mensagem de intervenção…também sintetizada.

#11 – “Transparências” – Luís Cília (Guilda da Música, 1978)

Mais do que o disco – do qual gosto, obviamente, é importante conhecer ou então não esquecer a obra de Luís Cília. Cantor de intervenção mas também um grande estudioso da composição e da música em geral, Luís Cília tem em “Transparências” um momento de viragem…experimental, o sintetizador chega à música do artista.

#12 – “Homo Sapiens” – Saga (Movieplay, 1976)
#13 – “Um Homem na Cidade” – Carlos do Carmo (PolyGram, 1977)
#14 – “Bota-Fora” – Júlio Pereira e Carlos Cavalheiro (Orpheu, 1975)
#15 – “Mistérios e Maravilhas” – Tantra (Valentim de Carvalho, 1977)
#16 – “Música Moderna” – Corpo Diplomático (Nova, 1979)

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DISCOS DE UMA VIDA|3ª Parte: até 1979 – 12º

Setembro 16th, 2006 | versão papel versão papel

De regresso aos caminhos mais progressivos…

#12 – “Homo Sapiens” – Saga (Movieplay, 1976)

Obra mais ou menos ignorada entre nós – não tanto pelos coreanos da M2U Records, da qual fizeram uma reedição em 2001 – “Homo Sapiens” dos Saga é mais um convincente exercício progressivo de colheita lusa. Liderados por José Luis Tinoco, os Saga têm em “Homo Sapiens” um disco de uma lírica cuidadíssima – girando em torno do tema da guerra e do lançamento das primeiras bombas atómicas – e de uma instrumentação igualmente apurada, onde se podem ouvir pianos e sintetizadores vários, guitarras várias, saxofones vários, bateria e baixo. As vozes completam o interessante registo.

#13 – “Um Homem na Cidade” – Carlos do Carmo (PolyGram, 1977)
#14 – “Bota-Fora” – Júlio Pereira e Carlos Cavalheiro (Orpheu, 1975)
#15 – “Mistérios e Maravilhas” – Tantra (Valentim de Carvalho, 1977)
#16 – “Música Moderna” – Corpo Diplomático (Nova, 1979)

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DISCOS DE UMA VIDA|3ª Parte: até 1979 – 13º

Setembro 14th, 2006 | versão papel versão papel

Pelos caminhos do fado e da canção…

#13 – “Um Homem na Cidade” – Carlos do Carmo (PolyGram, 1977)

Nem sou um especial admirador do fado de Carlos do Carmo mas este disco tem algo de irresistível. Com poemas de Ary dos Santos, “Um Homem na Cidade” vive de alguns dos mais consagrados fados de Carlos do Carmo: “Um Homem na Cidade”, “O Cacilheiro” ou “O Homem das Castanhas” são apenas três exemplos. De certa forma, será a única incursão pelo fado nesta lista.

www.carlosdocarmo.com

#14 – “Bota-Fora” – Júlio Pereira e Carlos Cavalheiro (Orpheu, 1975)
#15 – “Mistérios e Maravilhas” – Tantra (Valentim de Carvalho, 1977)
#16 – “Música Moderna” – Corpo Diplomático (Nova, 1979)

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DISCOS DE UMA VIDA|3ª Parte: até 1979 – 14º

Setembro 13th, 2006 | versão papel versão papel

Pelo prog-rock de intervenção…

#14 – “Bota-Fora” – Júlio Pereira e Carlos Cavalheiro (Orpheu, 1975)

Elementos dos Xarhanga, Júlio Pereira e Carlos Cavalheiro lançaram em 1975 este “Bota-Fora”, um disco plenamente integrado na míriade de edições interventivas do pós-25 de Abril. Mergulhado nas temáticas da guerra colonial, da independência das colónias e da liberdade, “Bota-Fora” é um disco interessante e intensamente marcado por uma época.

#15 – “Mistérios e Maravilhas” – Tantra (Valentim de Carvalho, 1977)
#16 – “Música Moderna” – Corpo Diplomático (Nova, 1979)

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DISCOS DE UMA VIDA|3ª Parte: até 1979 – 15º

Setembro 13th, 2006 | versão papel versão papel
Numa primeira incursão pelo prog-rock nacional…

#15 – “Mistérios e Maravilhas” – Tantra (Valentim de Carvalho, 1977)

Impulsionados por Manuel Cardoso e Armando Gama, os Tantra viram a luz do dia em meados da década de 70. Sobre o disco de estreia do grupo – visualmente arrojado para a época – já por aqui tinha dito que “em volta dos sintetizadores, pianos e afins, os Tantra criam uma música marcada por uma dimensão mística, de apelo ao transcendental, capaz de criar paisagens, mensagens imagéticas para as quais muito contribuiu a utilização de sons quotidianos como portas a bater e o vento a uivar.” (1).
Pois…

www.tantra.web.pt

#16 – “Música Moderna” – Corpo Diplomático (Nova, 1979)

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DISCOS DE UMA VIDA|3ª Parte: até 1979 – 16º

Setembro 12th, 2006 | versão papel versão papel

Não vai ser fácil – admito-o – mas com novo período de férias chega novo exercício com alguns dos discos mais importantes cá para o maestro; agora até ao ano de 1979. Não são os melhores nem são os piores, são apenas alguns dos discos que pessoalmente mais gosto e que após tanto tempo, continuo a gostar de ouvir. Não tendo um conhecimento aprofundado sobre tal época – é importante referi-lo, este é apenas um exercício, pessoal e intransmissível e com todas as limitações que se imaginam – no acesso a muito outros discos, obviamente. Nesta lista, não serão incluídos mais de um álbum por artista – alguns bem o mereciam – e não estando prevista a inclusão de qualquer single, não resisti a incluir o dos Perspectiva – daí os 16. Naturalmente, como verão, o menú andará muito à volta do rock progressivo e da canção de contestação – excepto o primeiro, diria…vão estando atentos…

#16 – “Música Moderna” – Corpo Diplomático (Nova, 1979)

Entre os Faíscas e os Heróis do Mar, espaço para o Corpo Diplomático e para o seu excelente álbum “Música Moderna”, o véu levantado sobre um certo rock nacional que se preparava para explodir. O novo punk/new wave nacional sob a batuta dos futuramente conhecidos e reconhecidos Paulo Pedro Gonçalves, Carlos Maria Trindade e Pedro Ayres Magalhães .

Ouvir o tema “Clandestinidade”.

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DISCOS DE UMA VIDA|De 1980 a 2001

Junho 26th, 2006 | versão papel versão papel

Agora é que é…
Fica aqui, mais uma vez e definitivamente, o alinhamento das duas séries já lançadas neste blogue dos “Discos de Uma Vida”; muito pessoais, pois claro…
Já agora, não querem falar dos vossos?

> 1980 – 1991

#01 – “Linha Geral” – LINHA GERAL
#02 – “Mão Morta” – MÃO MORTA
#03 – “Free Pop” – POP DELL’ARTE
#04 – “78/82″ – XUTOS & PONTAPÉS
#05 – “Só” – JORGE PALMA
#06 – “Divergências” – VÁRIOS ARTISTAS
#07 – “Coisas Que Fascinam” – MLER IFE DADA
#08 – “Corações Felpudos” – MÃO MORTA
#09 – “Cerco” – XUTOS E PONTAPÉS
#10 – “A Um Deus Desconhecido” – SÉTIMA LEGIÃO

> 1992 – 2001

#01 – “O Monstro Precisa de Amigos” – ORNATOS VIOLETA
#02 – “Mutantes S.21″ – MÃO MORTA
#03 – “Manual de Sobrevivência” – XANA
#04 – “Sex Symbol” – POP DELL’ARTE
#05 – “Oblique Musique” – KUBIK
#06 – “Plasma” – BLASTED MECHANISM
#07 – “Há Já Muito Tempo que Nesta Latrina o Ar Se Tornou Irrespirável” – MÃO MORTA
#08 – “La Toilette des Étoiles” – BELLE CHASE HOTEL
#09 – “Enter” – HIPNOTICA
#10 – “Vinyl” – THE GIFT
#11 – “Megafone” – MEGAFONE
#12 – “Müller no Hotel Hessischer Hof” – MÃO MORTA
#13 – “Comum” – TRÊS TRISTES TIGRES
#14 – “Stereogamy” – STEALING ORCHESTRA
#15 – “Sitiados” – SITIADOS
#16 – “Lustro” – CLÃ
#17 – “Música Comercial” – COTY CREAM
#18 – “Sexto Sentido” – SÉTIMA LEGIÃO
#19 – “Primavera de Destroços” – MÃO MORTA
#20 – “Alternative Prison” – PRIMITIVE REASON

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DISCOS DE UMA VIDA|2ª Parte: 1992-2001 – 1º/2º

Junho 26th, 2006 | versão papel versão papel

E chega assim ao fim esta segunda série dos discos de uma vida…nos lugares mais altos do pódio, os Mão Morta e, finalmente, os Ornatos Violeta.

#01 – “O Monstro Precisa de Amigos” – Ornatos Violeta (1999/Universal)

No início de 2004 dizia aqui que “Ornatos Violeta interioriza-se, abalroa-nos, agarra-se ao corpo, à alma como poucos, pelo som torneado, pela poesia ditada, pela voz e melodia em comoção, por um certo encantamento viajado da tristeza poética que emana das pautas e daquela voz tantas e tantas vezes sussurrada” (A Trompa). Os Ornatos Violeta marcaram o seu tempo – ainda recente – com peças do mais brilhante pop-rock nacional, cantado em português; “O Monstro Precisa de Amigos” prova-o.

#02 – “Mutantes S.21″ – Mão Morta (1992/Fungui)

Fenomenal e inesquecível diário de uma viagem por cidades como Lisboa, Amesterdão, Budapeste, Barcelona, Marraquexe, Berlim, Paris, Istambul e Shambalah; um roteiro divinal…de uma entrada fundamental da história do rock nacional.

#03 – “Manual de Sobrevivência” – Xana (1998/NorteSul)
#04 – “Sex Symbol” – Pop Dell’Arte (1995/Polygram)
#05 – “Oblique Musique” – Kubik (2001/Zounds Records)
#06 – “Plasma” – Blasted Mechanism (1999/Música Alternativa)
#07 – “Há Já Muito Tempo que Nesta Latrina o Ar Se Tornou Irrespirável” – Mão Morta (1998/NorteSul)
#08 – “La Toilette des Étoiles” – Belle Chase Hotel (2000/NorteSul)
#09 – “Enter” – Hipnótica (1999/NorteSul)
#10 – “Vinyl” – The Gift (1998/Ed. Autor)
#11 – “Megafone” – Megafone (1999/Farol)
#12 – “Müller no Hotel Hessischer Hof” – Mão Morta (1997/NorteSul)
#13 – “Comum” – Três Tristes Tigres (1998/EMI)
#14 – “Stereogamy” – Stealing Orchestra (2000/NorteSul)
#15 – “Sitiados” – Sitiados (1992/Ariola/SonyBMG)
#16 – “Lustro” – Clã (2000/EMI)
#17 – “Música Comercial” – Coty Cream (1996/Farol)
#18 – “Sexto Sentido” – Sétima Legião (1999/EMI)
#19 – “Primavera de Destroços” – Mão Morta (2001/NorteSul)
#20 – “Alternative Prison” – Primitive Reason (1996/União Lisboa)

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DISCOS DE UMA VIDA|2ª Parte: 1992-2001 – 3º/4º

Junho 25th, 2006 | versão papel versão papel

Xana e Pop Dell’Arte em mais dois grandes discos…

#03 – “Manual de Sobrevivência” – Xana (1998/NorteSul)

Simples e tão belo; “passa uma, passam duas, três, quatro e cinco; passam seis, passam sete, oito, nove e mais uma: dez. Este manual é a demonstração inequívoca de um grande disco rock cantado em português a bom português” (A Trompa).

#04 – “Sex Symbol” – Pop Dell’Arte (1995/Polygram)

Novo fôlego da banda de João Peste agora com Paulo Monteiro, João Paulo Simões, Pedro Alvim e Luís San Payo em temas como “All you need is money”, “My funny Ana Lana”, “Zip Zap woman” ou “Poppa mundi”.

#05 – “Oblique Musique” – Kubik (2001/Zounds Records)
#06 – “Plasma” – Blasted Mechanism (1999/Música Alternativa)
#07 – “Há Já Muito Tempo que Nesta Latrina o Ar Se Tornou Irrespirável” – Mão Morta (1998/NorteSul)
#08 – “La Toilette des Étoiles” – Belle Chase Hotel (2000/NorteSul)
#09 – “Enter” – Hipnótica (1999/NorteSul)
#10 – “Vinyl” – The Gift (1998/Ed. Autor)
#11 – “Megafone” – Megafone (1999/Farol)
#12 – “Müller no Hotel Hessischer Hof” – Mão Morta (1997/NorteSul)
#13 – “Comum” – Três Tristes Tigres (1998/EMI)
#14 – “Stereogamy” – Stealing Orchestra (2000/NorteSul)
#15 – “Sitiados” – Sitiados (1992/Ariola/SonyBMG)
#16 – “Lustro” – Clã (2000/EMI)
#17 – “Música Comercial” – Coty Cream (1996/Farol)
#18 – “Sexto Sentido” – Sétima Legião (1999/EMI)
#19 – “Primavera de Destroços” – Mão Morta (2001/NorteSul)
#20 – “Alternative Prison” – Primitive Reason (1996/União Lisboa)

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