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EM DIRECTO|The Weatherman – 2ª Parte

Abril 16th, 2009 | versão papel versão papel
Junto segue a 2ª parte da entrevista a Alexandre Monteiro, realizada por ocasião do lançamento de “Jamboree Park At The Milky Way” – 20 de Abril, segundo álbum de The Weatherman.

[1ª PARTE]

Em “Jamboree Park At The Milky Way” as vozes ganham um maior destaque ainda – os bonitos “Gods Reply” e “Candy Clem” são disso exemplo; mas agora sobre as palavras, não tens pena por vezes que boa parte das pessoas não consiga perceber o que tens para dizer, ao cantares em inglês? Qual o papel da palavra nas tuas canções?
Não, não tenho pena nenhuma, aliás seria para mim muito mais castrador escrever em português… só de imaginar que bastava chegar aqui ao lado a Espanha para ninguém entender o que canto… eu gosto de pensar que qualquer pessoa em qualquer parte do mundo pode entender a minha música. O papel da palavra nas minhas canções é o mesmo que em toda a música que ouço: exprimir sentimentos, contar histórias…

Este disco é a primeira edição da Sublime Impulse, um espaço criativo e de encontro de vários projectos, entre os quais The Weatherman. Queres contar como surgiu esta ideia?
Surgiu por intermédio das outras pessoas que constituem este colectivo. Eu apenas o integrei numa fase posterior. A ideia é um grupo de artistas se apoiarem mutuamente.

Nos concertos de “Cruisin’Alaska” variaste na formação utilizada ao vivo; em número e tipo, ora mais eléctrica, ora mais acústica. O que é tens pensado para os concertos do novo disco?
Para este novo disco somos entre sete e doze pessoas em palco. Também estou preparado para tocar em formato reduzido (acústico), caso seja necessário, mas é com banda completa que estas canções ganham asas, e há momentos de muita gente em palco que vão de encontro ao que está no disco. A verdade é que pela amostra que foram os concertos de pré-apresentação do disco toda a gente diz que em concerto as músicas ainda soam maiores ainda do que em disco.

É para ti um sonho levares a tua música a ser ouvida além fronteiras? Ou não pensas sequer nisso?
A minha maior ambição é poder continuar a fazer a música que gosto, sentir-me realizado com a minha obra, rodear-me de gente com a qual me identifico, e chegar ao maior número de pessoas possível, nunca penso muito até onde quero ou poderei chegar.

Nota-se que tens bastante orgulho no trabalho realizado com o novo disco. Como pensas que as pessoas o vão absorver? Que sensações esperas que retirem da sua audição?

Estas canções expôem sentimentos à flor da pele, e normalmente as pessoas sentem isso nos concertos. E muitas têm características de hinos, e há um sentimento de optimismo que trespassa as minhas músicas que penso que é o que marcará a maior diferença na aceitação das pessoas. É raro hoje em dia saíres de um concerto a sorrir, e isso posso garantir que acontece.

O que podemos esperar do futuro próximo de The Weatherman?
Quero para já continuar a promover este disco até à exaustão, quero chegar a toda a gente. Nem que o tenha que andar a pregar de porta em porta. Porque acho que ele merece.

som The Weatherman.

foto de The Weatherman
tipo Pop

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EM DIRECTO|The Weatherman – 1ª Parte

Abril 15th, 2009 | versão papel versão papel

Com o novo “Jamboree Park At The Milky Way” previsto para chegar às lojas na próxima segunda-feira (20 de Abril), Alexandre Monteiro deixou-nos algumas palavras sobre o que lhe vai na alma. Amanhã sai a 2ª parte:

Aos 14 anos, quando pegaste numa guitarra pela primeira vez, como te imaginavas nos dias de hoje? Sonhavas ser uma estrela pop?
Imaginava-me a tomar conta do mundo. Porque de outra forma não valeria a pena. Fosse o mundo como eu o imaginava, e a coisa tinha-se concretizado tal como planeado.

Passados três anos sobre “Cruisin’ Alaska”, e partindo do princípio que já consegues fazer um balanço, tens ideia das principais razões que levaram a crítica em geral a acarinhar tanto o disco?
Gosto de pensar que a principal razão seja a música ser boa. O facto de eu não ter uma história acabou por ser a minha história, no sentido em que apareci com esse disco de rompante. O factor surpresa pode ter ajudado.

Decidiste gravar este novo disco no auditório da Academia de Música de Espinho. Que razões te levaram a fazer essa escolha, um tanto ou quanto incomum?
Eu queria que o disco soasse um disco vivo, a um evento, um disco que “aconteceu” mesmo. E estas canções precisavam de ar, de espaço. Eu gosto de correr riscos quando estou em gravações, e desta vez o desafio foi gravar tudo em 5 dias nesse mesmo espaço, não haveria tempo para aperfeiçoamentos. Dessa forma tudo soaria mais espontâneo e toda a gente tinha obrigatoriamente que dar o seu máximo. Não houve tempo para pensar quase.

Ao contrário do primeiro, mais individual, este é um disco mais participado. Essa era um ideia inicial ou são participações surgidas com o desenrolar das gravações? Que importância tiveram essas participações no resultado final?
Desde quando estava sozinho no meu quarto a compor as canções deste disco tive sempre a ideia de que me teria que rodear de gente. O primeiro disco já estava feito, foi bom, mas não quis voltar a fazer tudo da mesma maneira, e quis deixar de lado as electrónicas e fazer um disco algo mais clássico. Outro lado curioso que teve este processo foi o de introduzir coisas que à partida não estavam previstas. Por exemplo, alguém me veio perguntar se eu ia precisar de um coro de miúdos, e eu pensei: “espera, lá, há aqui uma música que tem uns la-la-la’s, é capaz de ficar fixe!” e assim nasceram os coros infantis em “Candy Clem”.

“Cruisin’ Alaska” era um álbum aninhado sobre si mesmo, virado para dentro; “Jamboree Park At The Milky Way”, pelo contrário, parece ter ganho asas, saído do quarto. O que te levou a essa mudança?
Em primeiro lugar, muita coisa mudou nestes três últimos anos. Olhando para trás, eu noto que era uma pessoa diferente quando fiz esse primeiro disco. Era muito mais fechado e centrado no meu próprio ego. Quase não falava com ninguém. Talvez tenha sido uma mudança de extremos: do eremita solitário para o explorador que quer abraçar o universo inteiro…

Há no novo disco um ideia muito própria associada ao espaço, ao cosmos – ainda que sempre ligada à terra. Como surgiu esta ideia? O que pretendes transmitir?
O ponto de partida das minhas canções é de certa forma ligado à terra, no sentido em que a base das canções nasce com um certo grau de pureza e depois tentei partir em várias direcções. A ideia deste disco é ser uma espécie de cançoneteiro para ser entoado em qualquer acampamento cm vistas privilegiadas para o espaço sideral.

Depois de se ouvir falar tanto em Beatles e Beach Boys, como influências do anterior “Cruisin’ Alaska”, o novo disco parece nesse sentido ser um disco muito mais livre, menos catalogável; ainda assim, e partindo do princípio que há sempre algo que nos influencia, o que te influenciou agora?
Sim, isso terá a haver com o facto de já não precisar tanto de ouvir a música de outros para fazer a minha. No entanto, se eu pensar na minha música como descendência directa de alguma coisa, continuo a preferir que essas duas referencias sejam as mencionadas.

[CONTINUA]

som The Weatherman.

foto de The Weatherman
tipo Pop

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EM DIRECTO|Com Primitive Reason

Junho 9th, 2008 | versão papel versão papel

Andam agitados os dias dos Primitive Reason; a trompa lançou-lhes algumas perguntas:

a trompa: Em poucas palavras, como se caracterizam os Primitive Reason? E a sua arte?
PR: Primitive Reason é arte viva; É a arte da razão primitiva.
a trompa: 15 anos são muitos anos; que balanço fazem da vossa carreira?
PR: A carreira de Primitive Reason posso descrever como 15 anos de prisão alternativa! Onde a liberdade de expressão foi sempre o motor, e diferente o factor comum. São 15 anos de ser músico à antiga; dedicado á sua arte como se de fonte única se tratasse.

a trompa: A determinada altura, optaram por criar a vossa etiqueta, a Kaminari Records; foi por necessidade ou por um desejo natural, fruto dos tempos? Como olham para o actual panorama editorial nacional?
PR: No principio, a kaminari records foi criada com o objectivo de ter uma plataforma de lançamento para a música mais ‘underground’ e atrevida de alguns dos membros de Primitive Reason. Mais tarde, com a transformação do mundo da música como repercussão ás novas tendências trazidas pela internet, a kaminari records tornou-se na própria editora dos Primitive Reason.
O panorama editorial nacional não é o melhor para bandas que estão a começar ou a propor um estilo diferente do que se vê que funciona no mercado nacional. Há uma tendência a arriscar menos e apostar mais no óbvio, passando assim a música original para um plano de fundo.

a trompa: Acabam de reeditar o vosso primeiro e marcante álbum, “Alternative Prison”; como surgiu a ideia? Têm saudades desse tempo?
PR: A ideia surgiu a partir da necessidade. O público há muito que pedia a reedição do ‘Alternative Prison’, visto que há já alguns anos que é uma raridade. Nós decidimos não esperar mais que a editora do disco chegasse à conclusão de que seria uma boa ideia, e através da kaminari records, negociamos o licenciamento do disco.
As saudades são sempre muitas; das aventuras passadas, e metas conseguidas, com todas as suas sensações. Era uma boa altura para a música Portuguesa, com novos grupos a surgir com propostas muito interessantes; muitos dos quais vieram a tornar-se em nome sonantes da música actual em Portugal.

a trompa: Estão em plena “Back to the Future – Tour 2008″, que vos levará também a Sevilha, Vigo e Huelva; o que poderão esperar as pessoas que vos forem ver ao vivo?
PR: Poderão esperar um ‘set’ Primitive bastante ecléctico tendo em conta que iremos tocar uma mistura de temas de vários géneros que nos tem acompanhado ao longo dos anos; desde o mais recente EP ‘Cast the Way’ ao aclamado ‘Alternative Prison’.

a trompa: Em 2007 lançaram o EP “Cast the Way”, espalhando-se a notícia que em 2008 haveria novo álbum; já podem avançar qualquer coisa nesse sentido?
PR: Devido ao relançamento do ‘Alternative Prison’ decidimos que a melhor altura de lançar o novo trabalho de Primitive Reason seria no principio de 2009. Continuaremos a escrever até lá, tendo assim mais opção de escolha para o disco que virá.

a trompa: Querem deixar mais algumas palavras aos leitores d’a trompa?

PR: Muita Sorte e Felicidade. J

som Primitive Reason

foto Primitive Reason
tipo Rock/Fusão
sítio www.myspace.com/primitivereason
sítio www.primitivereason.com

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EM DIRECTO|Com Kumpania Algazarra

Maio 20th, 2008 | versão papel versão papel

Lançado que foi, há alguns meses, o homónimo álbum de estreia dos Kumpania Algazarra, a trompa foi à procura de algumas respostas, rápidas:

a trompa: Numa frase apenas, como caracterizam os Kumpania Algazarra e a sua música?
Kumpania Algazarra: Comemoração apocalíptica do Ser como Homem-Naturis

a trompa: Os Kumpania Algazarra são essencialmente um grupo de rua; como foi a vossa relação com o estúdio? como correram as gravações?
KA: As gravações correram muito bem. No estúdio estivemos em alta, todo o processo foi uma viagem enriquecedora, chegámos sempre mais tarde do que os toolateman.
(Rir…)

a trompa: Conhecer os Kumpania Algazarra apenas em disco, pareceu-me algo redutor; têm a mesma opinião? Acham que a ideia de folia subjacente ao som do grupo, se mantém intacta?
KA: Redutor não diríamos, no entanto a rua mantém-se como parte da essência da banda sendo verdade que por vezes nos é difícil transportá-la para dentro de um estúdio até por que muitas das vezes temos de gravar um de cada vez.

a trompa: O disco está aí há já algum tempo, que reacções têm recebido? Estas têm-vos surpreendido de algum modo?
KA: Sim, temos recebido reacções positivas surpreendentes. Cada vez mais pessoas conhecem as nossas músicas e cantam as letras, inclusive, já lá em casa, dos putos à minha avó, todos ouvem a nossa música, dançam e vão aos concertos.

a trompa: A música dos Kumpania Algazarra viaja livremente por várias latitudes; a ideia de fusão é mesmo algo orientador no vosso processo criativo, ou é algo que surge naturalmente?
KA: A ideia de fusão está sempre presente no processo criativo da banda, mas ao mesmo tempo surge naturalmente devido às diversas influências a que os seus elementos estão sujeitos, vindo isso a reflectir-se na sonoridade dos Kumpania.

a trompa: Que emoções/sensações esperam que as pessoas consigam retirar da audição do vosso álbum? são as mesmas que esperam das actuações ao vivo?
KA: Tirem a roupa e tenham orgasmos psicológicos múltiplos tal como acontece em algumas actuações ao vivo…;)

a trompa: Para terminar, querem dar aos leitores d’a trompa, duas razões para estes comprarem o vosso disco de estreia?
KA: Porque sim! E porque não?

som Kumpania Algazarra


tipo World
sítio kumpaniaalgazarra.no.sapo.pt

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EM DIRECTO|Com Mandrágora

Maio 13th, 2008 | versão papel versão papel

A surpreenderem mais uma vez com o seu novo álbum, “Escarpa” (Hepta Trad, 2008), os Mandrágora deixaram-nos por aqui algumas respostas:

a trompa: O que move os Mandrágora?
Mandrágora: A nossa motivação principal é fazer música instrumental, composições da nossa autoria que reflectem a vivência musical de cada um dos elementos do grupo. Move-nos essencialmente um gosto muito grande por música de conjunto: apresentar ideias, trabalhá-las, direccionar o nosso trabalho de composição para que o resultado seja do agrado de todos os elementos, fazer música original sem estar balizada por géneros (folk, rock, jazz, etc). Deixar a música fluir e revelar-se por si mesma! .

a trompa: Foi para vocês uma surpresa, as críticas positivas que receberam ao primeiro álbum? Em jeito de balanço, o que acham que cativou as pessoas?
Mandrágora: O que cativou as pessoas terá sido a nossa maneira diferente de conciliar as músicas tradicionais e modernas, porque já toda a gente ouviu montes de fusões superficiais, do tipo melodia tradicional com batida techno ou guitarras com distorção, mas a nossa fusão está na própria concepção das melodias. Ouve-se uma frase e não se consegue identificar de onde aquilo vem. Sabíamos que essa sensação de estranheza ia atrair algumas pessoas, mas ficamos muito surpreendidos, por exemplo, com a atribuição do Prémio Carlos Paredes.

a trompa: Sentiram de algum modo – até pela forma como o vosso 1º disco foi recebido, a chamada ‘pressão do 2º álbum’? Como correram as gravações?
Mandrágora: Houve alguma pressão, mas não mais do que em qualquer outra gravação ou concerto, porque tentamos fazer sempre o melhor que nos é possível. Sabíamos que havia algumas coisas a melhorar face ao primeiro disco. Houve a preocupação de o tornar ritmicamente mais intensos e com mais pujança sonora. No geral, podemos dizer que as gravações correram bem, graças ao trabalho e paciência do técnico Joaquim.

a trompa: “Escarpa” parece querer continuar um trabalho de alguma experimentação, de alguma evolução dentro do campo da música tradicional portuguesa. É correcta esta ideia? Isto é para vocês um objectivo?
Mandrágora: Pode-se dizer que se continua o caminho de experimentação que já vem sendo percorrido desde o primeiro disco, mas não dentro da música tradicional. Mas não somos um grupo de música tradicional, apenas temos a música tradicional como uma das nossas maiores referências, e usamos alguns instrumentos tradicionais de vários países (Portugal, Suécia, Espanha, Irlanda) para fazer a nossas composições. O nosso objectivo é fundir estes instrumentos com outros mais representativos de outros géneros musicais, como o violoncelo e a guitarra clássica, o baixo eléctrico, o saxofone e bateria. Não temos pretensões de fazer evoluir a música tradicional portuguesa pois não a fazemos.. tentamos sim, sempre que possível, criar um som novo e isso é um objectivo nas nossas composições.

a trompa: Como olham o actual panorama da música tradicional – e semelhantes – portuguesa?
Mandrágora: Está a evoluir a olhos vistos, estão muitos projectos a aparecer e outros a lançar novos discos, vivemos um bom momento actualmente, com muita fartura!

a trompa: Podem levantar o véu sobre o concerto de apresentação de “Escarpa”? Há alguma surpresa guardada para o dia 9 de Maio?
Mandrágora: Sim temos algumas, mas se dissermos agora deixarão de ser surpresas.

a trompa: Como caracterizam vocês o novo álbum “Escarpa”?
Mandrágora: Um álbum diferente do que actualmente se pode encontrar, com musicas originais e instrumentos diferentes do que, normalmente, costuma ser nosso apanágio.
Um álbum cheio de força e na senda de conquistar um lugar na música portuguesa.

a trompa: O que podem esperar as pessoas que vos forem ver ao vivo?
Mandrágora: Muita música instrumental, alguma cantada e boa disposição como de costume.

som Mandrágora


> Foto: Jorge Casais

tipo Folk
sítio www.mandragora.com.pt
sítio www.reverbnation.com/mandragora

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EM DIRECTO|Com Green Machine

Maio 7th, 2008 | versão papel versão papel

Com o álbum “Plays Ghost” nos escaparates, os Green Machine deixaram-nos algumas respostas:

a_trompa: Quem são e para onde vão os Green Machine?
Green Machine: Os Green Machine são uma banda de Garage Soul Power e esperam pisar o maior numero de palcos possível durante os próximos meses.

a_trompa: Como encaram o vosso som; é rock, é blues, é as duas coisas ou isso não interessa nada? Esta ideia tem algum peso no vosso processo criativo?
GM: Somos Rock, somos Blues, somos Garage, somos Soul, somos Disco…acho que somos um bocado de tudo, dependendo do estado de espírito do dia em que fazemos a música, mas na generalidade somos FESTA.

a_trompa: Como têm corrido os concertos de apresentação do novo “Plays Ghost”? Qual tem sido a aceitação do público?
GM: A aceitação do público tem sido muito boa, na apresentação no porto tivemos casa cheia, e a reacção das pessoas tem sido a melhor.

a_trompa: “Plays Ghost” é um disco diferente de “Themes for the Hidebounds”? Que principais diferenças encontram?
GM: Achamos que há um evolução criativa e estilística na nossa sonoridade, é um processo natural, no Themes for the hidebounds apenas tínhamos 3 meses de existência acabou por se notar isso no disco.
Actualmente acho que estamos mais maduros e conscientes daquilo que queremos.

a_trompa: Independentemente do que responderam à questão anterior, “Plays Ghost” parece um disco mais maduro; é algo natural, fruto da experiência, ou foi mesmo um disco mais pensado? Como correram as gravações?
GM: Acabou realmente por ser mais pensado e feito com outra estratégia tivemos um ano a pensar em como fazer as coisas, o que não aconteceu no Themes.
As gravações correram muito bem, fizemos questão de gravar em live os instrumentos e para fita o que acabou por dar outro carisma ao som do disco, e a escolha do Paulo Miranda para a produção acabou mesmo por se revelar a mais acertada. Estamos satisfeitos com o resultado.

a_trompa: Há a ideia de que Green Machine são sempre mais excitantes ao vivo do que em disco. Sentem o mesmo? Qual a vossa relação com o ‘estúdio’?
GM: Sim sentimos o mesmo, somos muito mais excitantes ao vivo do que em disco, há coisas que são impossíveis de passar para qualquer registo discográfico, O estúdio acaba por ser uma parte do processo para dar mais concertos e deixar a alma em mais palcos por aí fora.

a_trompa: Por fim, que emoções esperam que as pessoas retirem da audição do novo “Plays Ghost”?
GM: Essencialmente que sintam vontade de ir ver os concertos e que se divirtam enquanto ouvem o disco.

som Green Machine.

foto de Green Machine
tipo Rock
sítio www.rastilho.com
sítio www.myspace.com/rastilho

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EM DIRECTO|Com The Vicious Five

Março 12th, 2008 | versão papel versão papel

“Sounds Like Trouble”; assim se chama o novo e muito aguardado disco dos The Vicious Five. Levada pela agitação, a trompa deixou algumas perguntas ao quinteto lisboeta; Joaquim Albergaria, a voz dos cinco, deixou-nos as respostas.

1. O novo álbum está aí, como correram as gravações?
JA: Foram bastante mais calmas. Com mais tempo. Com o tempo necessário para termos a ilusão de que sabíamos o que estávamos a fazer.
Divertimo-nos e enervamo-nos. Gostamos de estúdio e de estar a compor e gravar, mas não é. Não é mesmo o nosso habitat. Finalmente estamos de volta à estrada. Assim sim.

2. “Up on the Walls” foi de certa forma uma viragem na carreira dos The Vicious Five; o novo “Sounds Like Trouble” é uma nova viragem ou é uma continuidade em relação ao anterior? Que diferenças encontram?
JA: É uma consequência do sítio onde estávamos como banda e do queríamos fazer e para onde nos apeteceu ir. Foi muito pouco bem pensado, mesmo à The Vicious Five. Ímpetos e vontades são o que rege todo o processo criativo, e o resultado é o que é. Sem expectativas, queremos é voltar a tocar.

3. Ouvido o novo “Sounds Like Trouble”, fica a clara ideia que os The Vicious Five estão cada vez mais enérgicos e festivos; a música para a banda é mesmo um divertimento?
JA: Sim, é isso mesmo!

4. É comummente aceite que os The Vicious Five existem para estar em cima do palco; vocês também têm essa ideia? O disco é apenas o elemento promocional?
JA: Sim, o disco é uma circunstância, um “catch 22”, um cartão redondo de visita para podermos visitar mais sítios. No entanto, ninguém disse que não nos podíamos divertir a fazê-lo.

5. O novo álbum foi apresentado na última sexta-feira, no Lux; como foi a recepção do público? Foi de encontro às vossas expectativas?
JA: Esgotou e ficou gente à porta. Estávamos um bocado enferrujados e praticamente só tocamos músicas novas. Logo, foi muito bom .. devias ter lá estado.

6. A tour de apresentação do novo “Sounds Like Trouble” já começou; que mensagem querem deixar aos leitores d’a trompa de forma a ‘convencê-los’ a irem ver-vos ao vivo?
JA: Somos divertimento barato, esforçamo-nos para suar e soar o mais possível. Gostamos de conhecer pessoas novas e vemos mal no escuro, portanto não tens de te preocupar com o que tens vestido nem com a maneira como danças, desde que dances e venhas com alguma roupa. Vêmo-nos na estrada.

som The Vicious Five.


tipo Rock’n Roll

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EM DIRECTO|Com Urban Tales

Janeiro 31st, 2008 | versão papel versão papel

Ainda com o recente e excelente “Diary of a No” como motivo, os Urban Tales responderam a algumas perguntas d’a trompa:

a_trompa: Quem são os Urban Tales? de onde vêm e para onde vão?
Marcos – Os Urban Tales são um grupo de pessoas que se quer fazer ouvir pela música. Desta maneira contar histórias e transmitir uma mensagem.
Tiago (para onde vão) – Os Urban Tales irão sempre para e até onde nos deixarem ir. Temos como objectivo chegar a todos, passar a nossa mensagem, os nossos sentimentos, as nossas canções.

a_trompa: Numa frase apenas, como caracterizam o som da banda?
Tiago – Sentimentalmente pesado e melódico ao mesmo tempo…
Jota – Intenso, envolvente, poderoso.
Marcos – Não consigo, sinceramente não. Eu pessoalmente criei uma denominação estranha – Rock Metal depressivo…Ou será que já inventaram isto também??? Bem ao fim e ao cabo, já tudo foi inventado por isso, é só mais um nome. Mas a música dos Urban Tales não é para pessoas que se encontrem num estado de espírito bom…Feliz…São demasiado depressivas para isso.

a_trompa: A vossa maqueta de 2006 foi recebida de uma forma bastante positiva; foi para vocês uma surpresa tal nível de aceitação?
Marcos – Foi surpresa ver que pessoas tão grandes no meio da música a nível internacional tenham tomado atenção aos Urban Tales e de forma muito positiva. Agora, achava, senão tinha a certeza, que a demo era algo de bom e que podia dar frutos. Confiava plenamente naquelas músicas, assim como sempre, mas sempre confiei nas novas que iriam para o álbum… A prova agora está diante de todos…

a_trompa: Mais recentemente, têm recebido críticas extremamente positivas ao novo álbum “Diary of a No”; que principais razões encontram para tal resposta?
Marcos – A única razão e se calhar, a mais importante, é o facto das músicas serem boas. Sem isso, podes enganar muita gente, mas não público. O nosso álbum está a vender bastante bem e mais que isso a critica está certa de que é um dos trabalhos de 2007 com maior valor… Podíamos ter umas carinhas bonitas, mas se as músicas não fossem boas, o álbum não estaria a ter a força que tem na Europa e mesmo em Portugal onde cada vez mais o nosso leque de fãs cresce.
Jota – Em relação à maquete, o que mais surpreendeu foi a amplitude obtida, o facto de ter chegado a tanta gente com níveis de aceitação tão positivos! Relativamente ao álbum, as críticas positivas são o coroar de longos e árduos meses de trabalho, a limar todas as arestas possíveis e imaginárias a todos os níveis..acreditamos a 150% naquele conjunto de temas e é muito bom ver que o público e a critica reconhecem valor ao nosso trabalho! É extremamente gratificante! Estamos felizes:)
Tiago – Sinceramente o álbum fala por si só. É um trabalho extremamente bem conseguido a todos os níveis, musicalmente, esteticamente, ao nível da produção e até da embalagem e conteúdos oferecidos (DVD). O desafio aqui é mesmo conseguir dá-lo a conhecer a toda a gente. Assim que chega às pessoas, o resto acontece naturalmente.

a_trompa: O que esperam que as pessoas retirem da audição do álbum “Diary of a No”?
Marcos – Que se vejam em algumas histórias. Que tirem partido do que lhes é contado em cada música e que saibam que por mais baixo que um dia possamos estar, há que acreditar pois tudo dá uma volta incrível. Para muitos eu sou a prova disso. Mais que tudo, este álbum, apesar de negro e com uma carga dramática enorme, é um trabalho que pretende reflectir esperança.
Tiago- Prazer, acima de tudo que sintam prazer em ouvir algo que foi feito como muita dedicação e muito empenho, algo que contem um pouco de cada um de nós e que reflecte uma realidade, um dia a dia muitas vezes semelhante ao das pessoas que nos ouvem e que connosco se identificam.

a_trompa: Para quem não vos conhece, que sensações se podem esperar dos concertos de Urban Tales?
Marcos – Os concertos da banda têm de ser (se nos deixarem), o culminar de quem ouviu o álbum. Quero, e digo-o com toda a franqueza, que quem um dia vá a um concerto dos Urban Tales saia do mesmo com algo mais. E se pagaram para isso, mais responsabilidades a banda sente nisso. Os nossos concertos tendem a ser algo onde o sentimento e o ambiente intimista são dominantes. Pelo menos espero que esta seja a meta a alcançar, uma coisa tenho a certeza, quem já viu os UT ao vivo sabe que a banda procura algo mais… Não somos os Pink Floyd (infelizmente), mas com os nossos meios lá tentamos surpreender os espectadores.
Jota – Somos ambiciosos…tentamos, sempre que possível, aliar uma componente cénica à nossa música..é uma questão de estimulo sensorial, despertar os sentidos, oferecer algo mais aos fãs…para alem disso gostamos muito de tocar ao vivo, de rockar, entrar em comunhão com pessoal que gosta da nossa música e nos vai ver…junta as duas coisas e multiplica por 10…temos ai um concerto de Urban Tales!Mas mesmo assim acho que estas palavras não descrevem totalmente o que quero dizer…o melhor é mesmo ver para crer…:)

a_trompa: Portugal é um país pequeno para um projecto como os Urban Tales?
Tiago – Portugal é o que é, é o nosso “cantinho” e isso diz tudo. Fizemos questão de editar o álbum no nosso país, contra ventos e tempestades que foram surgindo. Por estranho que pareça, é muito mais fácil lançar o álbum no MUNDO INTEIRO do que em Portugal. De resto penso que o público Português é-nos favorável, são fiéis e dedicados, ainda que em números pouco expressivos quando comparados com países como os do Norte da Europa onde o nosso tipo de som já tem um trajecto de décadas marcado, e conta por isso com um público mais numeroso.
Marcos – Não, e a Legião que se mostra a apoiar a banda é cada vez mais sinónimo disso. Acredito que Portugal possa ser o primeiro ponto de partida para irmos mais além… Se calhar é mais difícil, porque em vez de nos abrirem portas certas pessoas fecham-nas em prol do que vem de fora. Mas disso já estamos calejados e sabemos que é uma das metas a vencer e do qual, na minha opinião estamos a passar bem por cima.
Jota – Como todas as bandas temos sonhos e objectivos pelos quais lutamos, e não vamos negar que a “internacionalização” é um deles…De forma muito sincera e sem falsos moralismos, espero que Portugal seja um pais pequeno para os Urban Tales…queremos chegar a um sem número de pessoas e de culturas…isso implica reconhecer que o nosso país é apenas uma pequena porção dessa montra global na qual gostávamos de colocar a nossa música.

a_trompa: O que podemos esperar dos Urban Tales nos próximos tempos?
Tiago – Neste momento interessa-nos promover este nosso diário (diary of a no) e levá-lo ao maior número pessoas possível. Queremos crescer como banda, queremos afirmar-nos junto dos melhores e trabalhamos todos os dias para que o “diary of a no” seja apenas o primeiro de uma carreira.
Jota – Promoção!!!Do disco, “Diary of a no”, dos singles (“Farewell”, a passar nas rádios e tv)…!AH e muitos concertos, sem sombra de dúvida..Venham ver-nos ao vivo, vai valer apena…Ride on:)!
Marcos – Tudo isso e um novo álbum mais pesado e mais dramático…

som Urban Tales.

foto de Urban Tales
tipo Metal
sítio www.theurbantales.com

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EM DIRECTO|Com Suarez

Dezembro 12th, 2007 | versão papel versão papel
Do Alentejo para o mundo, Suarez falou-nos um pouco do seu álbum de estreia, “Visão de um Estranho”:

a_trompa: Quem é o estranho Suarez?
(risos) Esta é a questão mais difícil, porque sinceramente ainda não sei bem quem é essa personagem. Mas pelo que conheço dele, acho que é uma pessoa que gosta muito de música e de pessoas. Compõe, escreve e produz… se é rap se é pimba, nem ele sabe!!! (risos)

a_trompa: Como analisa a actual momento do hip-hop em Portugal? e no Alentejo?
Acho que o movimento está cada vez melhor. Vejo muitos trabalhos a aparecer com bom conteúdo e cada vez mais musicais, acho que é desta que “legalizamos” o rap como um estilo credível! (risos). No Alentejo existem poucos rappers e produtores, mas estão a trabalhar nas cenas deles, espero ver mais manos aparecer…No geral está melhor, pois o pessoal já se vai interessando mais pelo estilo. Acho que temos todos de trabalhar muito e quando precisarmos de apoio devemos recorrer aos manos que estão há mais tempo no movimento, pois esta característica sempre foi muito particular no rap, (espírito de entre-ajuda) e é daquelas tradições que não deviamos deixar “morrer”. Não podemos é esquecer que, ajudar é uma coisa, fazer o trabalho pelos outros, é outra cena totalmente diferente e também não podemos coordenar o tempo das pessoas.

a_trompa: O álbum “Visão de um Estranho” é marcado por uma mensagem com um carácter de intervenção político-social muito forte; é essa a essência da arte de Suarez?
Sim. provavelmente é a minha marca. As músicas do disco giram muito em torno da crítica e até hoje sempre foi o meu interesse perdilecto, para mim a música tem de ter mensagem, faz parte de mim, não condeno outras formas de estar na música, mas esta é a minha e só consigo compor assim. E eu sou muito crítico (defeito?(risos)), não quer dizer que tenha de falar mal de tudo e/ou de toda a gente, mas gosto de colocar alguns “dogmas” na minha balança e aplicar a minha opinião.

a_trompa: “Visão de um Estranho” é um disco marcado por uma grande revolta? essa visão mantém-se ou foi atenuada com o lançamento do disco? Há mais visões para contar?
Sim. Existe sempre cenas novas para “visionar”, acho que jamais deixarei de ter “visões”, aliás, cada vez tenho mais e até de diferentes perspectivas, por exemplo, hoje estou a tentar colocar as minhas visões em bases mais musicais. Eu necessito de estar sempre a exteriorizar o que sinto, não consigo parar (risos) é por isso que vou estar constantemente a arranjar novas formas para o fazer. Este disco reflecte uma grande parte da minha vida, mas desde o momento que terminei as gravações do álbum, ja me aconteceram 1001 coisas que quero transmitir, a vida não para, só abranda e acelera só temos de encaixar os ritmos (risos). Hei de regressar com mais visões não sei se serão tão estranhas. (risos)

a_trompa: O novo disco é marcado por um trabalho de produção bastante interessante; como tem sido a resposta do público ao disco? e aos concertos?
O Mcm foi grande responsável pela qualidade da produção, pois ele produziu cerca de 50% do disco e para mim ele é um dos melhores a fazer o que faz. Nos concertos sinto muito apoio e fico radiante, porque nunca esperei conseguir transmitir a minha mensagem num clima tão mágico, fico feliz e só tenho mesmo de agradecer aos que me apoiam. Em relação ao público em geral, só me consigo basear nos que me estão próximos e como não podia deixar de ser apoiam me com “unhas e dentes”, tenho bons manos ao meu lado. Todas as críticas que tenho recebido tem sido muito positivas, não esperava tanto, a sério.

a_trompa: O que nos reserva o futuro de Suarez?
MÚSICA…..e muita de preferência.(risos) Estou a trabalhar em muitas coisas de diferentes registos e isso é muito enriquecedor para mim, provavelmente vou voltar com cenas diferentes e
espero estar ao nível dos manos que me apoiam. Espero que consiga ter uma vida “estável” para continuar a fazer música.

som Ouvir alguns sons de Suarez

foto de Suarez
tipo Rap
sítio covil-productions.blogspot.com
sítio www.myspace.com/covilproducoesestudios

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EM DIRECTO|Com High Flying Bird

Novembro 24th, 2007 | versão papel versão papel
Com o novo disco “Escritos” como tema de conversa – mas não só, High Flying Bird falou-nos ainda sobre o que o move…

a_trompa: Quem é High Flying Bird?
High Flying Bird: High Flying Bird é um projecto pessoal de Bruno Lopes que foi criado à volta do conceito liberdade aliado ao mundo Folk.
O nome do projecto vem de uma antiga música folk americana cujas as origens remontam ao tempo da escavatura negra. Fala numa forma metafórica e simbólica de liberdade de expressão, de sentimentos e de liberdade do corpo e da alma.

a_trompa: Para quem ainda não conhece o novo disco, o que se pode esperar da audição de “Escritos”? Que sensações, que emoções desperta?
High Flying Bird: Este disco pode se considerar o primeiro albúm do projecto, visto que os anteriores trabalhos foram apenas eps gravados de uma forma esporádica mas regular.
Podem esperar neste albúm um trabalho mais consistente com um grande conteúdo poético. Foi gravado numa forma directa e natural sem muitos overdubs porque queria que os ouvintes sentissem que estava a cantar na sua sala de estar e que sentissem todas as hesitações, o respirar da voz e da guitarra. Foi gravado a pensar no rústico vinil.

a_trompa: High Flying Bird tem andado em Tour com o novo álbum; como tem sido a recepção do público?
High Flying Bird: Tem sido muito positiva! As pessoas aderem mais e sentem a força das palavras mais facilmente e com mais impacto visto que os poemas são na nossa língua mãe.
Sempre no fim dos concertos vêm comprar cds e falar comigo das letras das canções e isso é muito importante e satisfatório para mim.

a_trompa: Com quatro registos lançados em 5 anos, o que faz ‘correr’ – a esta velocidade – High Flying Bird?
High Flying Bird: O amor pela arte e pela música e pela vontade de fugir do normal.

a_trompa: Pode saber-se o que nos reserva o futuro de High Flying Bird?
High Flying Bird: O futuro só Deus sabe!!
Mas eu sei que para já será a promoção deste novo trabalho.

som Ouvir alguns dos novos sons de “Escritos”.

foto de High Flying Bird
tipo Folk
tipo hfbird.barcelos.info

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EM DIRECTO|Com Freddy Locks

Novembro 20th, 2007 | versão papel versão papel
Ainda na ressaca do novo “Bring Up the Feeling”, Freddy Locks respondeu a algumas perguntas d’a trompa:

a_trompa: Assim de repente, quem é Freddy Locks, no actual panorama da música portuguesa?
Acho que esta pergunta não deve ser feita á minha pessoa… Não sei responder…

a_trompa: Há diferenças entre o Freddy Locks dos PoorManStyle e o Freddy Locks a solo? Quais?
A pessoa é a mesma, só a forma de trabalhar mudou. Nos Poormanstyle éramos uma banda e apesar da esmagadora maioria dos temas terem sido escritos por mim, havia uma verdadeira partilha quanto aos arranjos e aos planos da banda, no meu projecto a solo, também existe partilha mas sou eu sozinho que decido os arranjos finais e a escrita de todos os temas e assumo a responsabilidade de tudo o que se vai passando.

a_trompa: Foi criada alguma expectativa em volta do novo disco; como tem sido a aceitação do mesmo? Sente que as expectativas positivas que as pessoas tinham foram confirmadas?
É sempre muito difícil saber quais são as expectativas das pessoas, mas tenho recebido uma aceitação que excedeu pelo menos as minhas expectativas. Sinto que muita gente recebeu o disco de uma forma muito entusiasta e que está a ser muito bem aceite. Para mim mesmo foi uma grande vitória e sinto que foi um primeiro passo para outro nível.

a_trompa: Para quem não conhece ainda o disco, que tipo de sensações se podem esperar da audição de “Bring Up the Feeling”?
É um disco com muito groove, tem temas mais alegres e dançáveis e outros mais calmos e militantes. Acho que é um disco fácil de ouvir e que apela ao sentimento, revela várias facetas do reggae e da minha visão do mundo.

a_trompa: Como tem sido a reacção do público ao novo disco, nos concertos? O que se pode esperar, efectivamente, de um concerto de Freddy Locks?
Tem sido muito positiva reacção do público ao disco e já dá para sentir isso nos concertos, há pessoal a cantar os temas e já houve concertos em que atingimos um nível de magia muito bom. A garantia que se pode ter ao ver um concerto meu é que vão ver algo verdadeiramente sentido e que busca chamar o lado espiritual e positivo da vida, somos uma banda com gente muito madura e que faz música por amor então isso dá para ver e sentir, caso estejamos vivos claro…

a_trompa: Num exercício de futurologia, onde estará Freddy Locks daqui a 10 anos? Há novos panos que se possam revelar?
Pois não dá para saber, eu vivo todos os dias intensamente e não consigo pensar a longo prazo. Enquanto estiver vivo, vou fazer música, agora vamos continuar a mostrar o disco “Bring up the feeling”, talvez lançar outro single do disco, mas já tenho músicas novas suficientes para fazer outro disco, enfim vou vivendo cada dia o mais intensamente possível e fazendo música sem expectativas definidas, o que tiver que acontecer virá naturalmente.

som Ouvir alguns sons de Freddy Locks

foto de Freddy Locks

tipo Reggae
tipo www.radiofazuma.com/freddylocks

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EM DIRECTO|Com Micro Audio Waves

Setembro 14th, 2007 | versão papel versão papel
Enquanto lançam em simultâneo o segundo single de “Odd Size Baggage” e o respectivo videoclip – “2 Night (u & i)”, os Micro Audio Waves responderam a algumas questões da trompa:

a_trompa: Quem são os Micro Audio Waves e para onde vão?
Os MAW são um bicho de três cabeças que se completam e se entendem na perfeição. Para onde vamos? Não sabemos, pois não fazemos planos para o minuto seguinte quanto mais para o futuro longínquo! Enquanto tivermos prazer em estar juntos havemos de continuar… ainda vamos fazer para aí mais uns 20 discos!

a_trompa: O que mudou na banda em termos de atitude, do “Micro Audio Waves” de 2002 para o “Odd Size Baggage” de 2007?
O primeiro disco foi ainda feito a dois e era um trabalho de exploração, de laboratório, uma espécie de tese sonora. O “No Waves” marca a entrada da Cláudia no projecto e é um disco de descoberta. Naturalmente as coisas mudaram pois tínhamos uma voz. A electrónica ficou menos dura e a experimentação ganhou um carácter mais humano. É um disco muito espontâneo e que nos surpreendeu inclusive a nós próprios! O “Odd Size Baggage” surge após dois anos em que demos mais de cem concertos em Portugal e no estrangeiro, numa fase em que já nos conhecíamos bem melhor… é um disco de evolução.

a_trompa: O “Odd Size Baggage” parece em parte dar continuidade ao disco anterior, o “No Waves”; Concordam? Numa frase, como caracterizam este novo disco?
Sim, é um disco de continuidade, mas onde alargámos um bocado os nossos horizontes musicais. “Odd Size Baggage” é um disco mais elaborado, musicalmente mais evoluído, mais rico em termos harmónicos. Mas defini-lo numa frase é impossível… é como querer entendê-lo com apenas uma ou duas audições. Podes ouvi-lo dezenas de vezes e estás sempre a descobrir coisas novas!

a_trompa: O que esperam que as pessoas retirem da audição de “Odd Size Baggage”?
Como referi, é um disco que precisa de ser ouvido com atenção e que não se esgota ao fim de um par de audições. Tem momentos lúdicos, outros mais emocionais, tem arranjos impensáveis, soluções surpreendentes… a julgar pelas reacções das pessoas que têm o disco esse conteúdo tem sido absorvido.

a_trompa: Os Micro Audio Waves estiveram este ano no Super Bock Super Rock; como correu essa experiência?
Foi óptimo! Temos tocado ao vivo com uma secção rítmica humana (o Francisco Rebelo no baixo e o Fred na bateria) e isso permite-nos tirar melhor proveito de palcos grandes, como foi o caso do SBSR. As músicas ganham maior dinâmica e energia e ao vivo isso é muito importante. A reacção das pessoas foi muito boa e a crítica também elogiou… por isso ficámos contentes!

a_trompa: Tanto os Qwartz Awards que receberam como a referência no programa do saudoso John Peel, são exemplos de algum reconhecimento internacional; este reconhecimento trouxe-vos mais oportunidades?
Tem sido uma espécie de reacção em cadeia. Tocámos no Sónar em Barcelona, estava lá o John Peel que nos deu grande destaque na BBC Radio One. Por causa disso, fomos tocar ao Point Éphémère em Paris… aí estava um dos organizadores dos Qwartz Awards, que nos convidou a concorrer aos prémios e ganhámos o melhor álbum e o melhor vídeo. Depois, tocámos no festival Europavox em França e estava lá um produtor da Rádio_FM da Eslováquia que nos adorou e meses depois estávamos a tocar em Bratislava e em Praga… esperemos que continue assim.

a_trompa: O que nos reserva o futuro dos Micro Audio Waves?
Para já vamos apresentar este novo disco ao maior número de pessoas possível. Depois logo se vê…

som Ouvir alguns sons de “Odd Size Baggage”.

foto de Micro Audio Waves
tipo Electrónica
sítio http://www.microaudiowaves.com/

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EM DIRECTO|Com Dwelling

Julho 9th, 2007 | versão papel versão papel
No seguimento da edição do último “Ainda é Noite”, a trompa lançou algumas questões aos Dwelling:

a_trompa: Os Dwelling já existem desde 1998; numa frase apenas, como caracterizam o som do grupo?
Dwelling: Música de câmara, composta exclusivamente para instrumentos de corda, essencialmente inspirada pelo Fado, o Jazz e alguma música contemporânea de carácter progressivo.

a_trompa: O que mudou na música dos Dwelling de “Humana” (2003) para “Ainda é Noite” (2007)?
Dwelling: Penso que mudou o mesmo que nós, a título pessoal. Está mais madura, mais paciente, e mais centrada no essencial. Este disco marca mais um fim de ciclo e fecha as portas às experiências realizadas nos últimos 4 anos, consolidando o que já tinha sido pensado para “Humana”. Agora temos um enorme espaço para novas experiências nos tempos vindouros.

a_trompa: Uma característica dos vossos discos, é o facto de escreverem letras em português e em inglês; que razão vos leva a escrever numa ou noutra língua?
Dwelling: O facto de usarmos as duas línguas tem a ver com o ambiente que queremos dar à música em particular. Se procuramos um ambiente mais jazzistico ou progressivo, optamos pelo Inglês, se queremos fazer um tema mais emotivo, então é natural que se use o Português. É uma língua mais dada às emoções e menos fria que o Inglês.

a_trompa: Para quem ainda não vos conhece, que sensações podem esperar as pessoas que vos forem ver ao vivo?
Dwelling: Acho que isso depende de cada pessoa. Para as mais sensíveis, prometemos algumas emoções fortes, para os mais levianos, penso que talvez um serão diferente do habitual.

a_trompa: Portugal é um país pequeno para um projecto como os Dwelling?
Dwelling: Não, penso que não. Felizmente a banda já teve oportunidade de viajar para tocar, e temos tido um bom feedback lá fora, mas penso que Portugal é o país ideal para Dwelling – especialmente a nível pessoal. Quanto mais viajamos, mais gostamos da nossa terrinha plantada à beira-mar.

a_trompa: O que nos reserva o futuro dos Dwelling?
Dwelling: Mais discos, mais concertos. Enfim, o normal para este tipo de projecto! Esperamos poder lançar o primeiro video nos próximos meses!

som Ouvir alguns sons de “Ainda é Noite”.

foto de Dwelling
tipo Acústico/Alternativo
sítio www.dwelling.equilibriummusic.com
sítio www.equilibriummusic.com

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EM DIRECTO|Com Tó Neto

Junho 17th, 2007 | versão papel versão papel
Algures entre o passado, o presente e o futuro, a trompa esteve em directo com Tó Neto.

a_trompa: Quem é o Tó Neto?
Tó Neto: No fundo o Tó Neto sou eu próprio, um Angolano no Coração e um Português/Europeu por força das circunstâncias. Talvez por ter tido um Pai engenheiro que desenvolvia pesquisas no mundo do som e da electrónica desde criança criei o gosto pela música electrónica.
Ao olhar para todos estes anos de imenso trabalho realizado sinto que a natural aposta na minha carreira é algo que vale bem a pena pois os resultados visíveis são hoje uma realidade. Mas talvez a minha página de imprensa possa ilustrar melhor o que acabo de dizer.

a_trompa: O álbum “Láctea” foi considerado por alguma crítica, no seu tempo, como um disco percursor da electrónica em Portugal; como olha para ele hoje, mais de 20 anos depois do seu lançamento?
Tó Neto: É com imensa satisfação que vejo um Disco que foi feito com muito amor e inocência ter hoje um significado no nosso panorama musical. Há um artigo publicado pelo Samuel Jerónimo que pode explicar um pouco do conteúdo do “LACTEA“.
Foi com alguma admiração que vi o disco à venda no eBay para coleccionadores por um preço elevado. eBay1.

a_trompa: Angola parece ser uma referência na sua carreira; que influência teve ou tem na sua música?
Tó Neto: De Angola só posso falar com muita paixão. 1º porque foi a terra que me viu nascer. 2º porque ao crescer naquela terra maravilhosa, com as suas cores, cheiros, sabores, sons, batucadas etc.obtive muitas das influências (principalmente no aspecto rítmico) e de (sons naturais) de que é composta a minha Música.
Angola está e estará sempre presente no meu imaginário como uma terra de futuro. Basta olhar para os novos projectos musicais do pós guerra para ver-mos como a pujança dos músicos angolanos está a influenciar a música de dança e electrónica um pouco por todo o mundo.
Recomendo este site MWANGOLÊ.

a_trompa: O Tó Neto acaba de editar um novo disco, “Néctar”; como o caracteriza?
Tó Neto: “NÉCTAR” é o primeiro de dois discos que estou neste momento a apresentar para celebrar 25 anos de carreira. O outro chama-se “MARAVILHAS DO MUNDO ” e estará no mercado dentro de poucos dias.
O “NÉCTAR” é um Disco que tendo como base um som electrónico mixado com instrumentos acústicos e vocais aponta em várias direcções e estilos musicais diferentes, o que fazem dele , um disco de fusão e experimental. Foi sendo gravado ao longo destes últimos 4 anos no meu estúdio no Algarve e contou com a colaboração de vários músicos internacionais (Amigos meus).

Samanta Ray- vocais – Austrália
Lia Aidam – vocais – Brasil
Diva – vocais – Usa
Alfonso Sanshes – guitarras – Espanha
Dembo joe – percussões e vocais – Senegal / Usa
Dj China – Algarve / Portugal
Rusty – vocais – Inglaterra

O “MARAVILHAS DO MUNDO” inclui alguns temas do “NÉCTAR” do “ANGOLA” e do “PLANETÁRIO ” e ainda 4 novos originais. Este é o disco oficial do Fiesa 2007 (Festival Internacional de Esculturas em Areia).

a_trompa: Que novidades podemos esperar de Tó Neto para os próximos tempos?
Tó Neto: A maior novidade é o “DIGITAL ART TOUR” que estamos a preparar. A ideia é fazer-mos concertos durante estes próximos 2 anos, em Portugal e no resto do mundo. Estamos a produzir uma série de filmes que serão apresentados nos espectáculos e serão sincronizados com a música ao vivo. Alguns desses filmes já podem ser vistos no youtube.

a_trompa: Que balanço se pode fazer dos 25 anos de carreira de Tó Neto?
Tó Neto: Apesar das dificuldades encontradas pelo caminho acho que o balanço é bastante positivo. Uma das razões é nós constatar-mos que a Música Electrónica ou a Música do Futuro como então lhe chamavam é hoje uma realidade inquestionável no panorama musical mundial.

Todas as outras questões relacionadas com com a minha carreira poderão ser esclarecidas nos sites que tenho publicados na net e cujos links estão concentrados no meu blog.

som Ouvir alguns sons de Tó Neto no MySpace.

foto de Tó Neto
tipo Electrónica
sítio toneto.multiply.com
sítio www.toneto.blog.com

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EM DIRECTO|Com u-clic

Abril 26th, 2007 | versão papel versão papel
Enquanto continuam às voltas pelo país com o novo “Console Pupils”, os u-clic estiveram em directo com a trompa:

a_trompa: Numa frase, como caracterizam o conceito u-clic?
u-clic: O conceito u-clic é a génese e o caminho dos vários conceitos musicais, artísticos, visuais e contextuais interligados que nos trouxeram (a todos os console pupils) até aqui… e que nos impelem a continuar.

a_trompa: Sendo uma banda de Tomar, sentiram em algum momento, durante a divulgação do vosso trabalho, ‘aquele’ peso da interioridade? Ainda faz sentido falar neste peso?
u-clic: Sentimos durante todo o processo não “aquele” peso, mas sim “esta” leveza e desprendimento que é a interioridade geográfica (viver numa cidade pequena permitiu-nos e permite que todos os envolvidos no processo criativo tenham estreito contacto diário, quer sejam músicos, designers, video-jockeys, produtores ou djs). Nesta era em que o mundo não acontece unicamente no plano material e terreno, mas também através das várias telecomunicações disponíveis, sempre estivemos em todo o lado que quisemos, a ver e a ouvir aquilo que queríamos e considerávamos importante.

a_trompa: Que tipo de sensações esperam que as pessoas retirem da audição de “Console Pupils”?
u-clic: As sensações são do domínio pessoal de cada um. Em “console pupils” estão representadas as sensações de uma série de pessoas (directamente envolvidas no seu processo, ou que nunca conhecemos pessoalmente mas por quem temos muita admiração, sobretudo pelo trabalho que desenvolveram nas artes e na música). No final… o mais importante é de facto aquilo que cada “console pupil” vai retirar deste álbum, até porque este trabalho lhes é dedicado.

a_trompa: A imagem tem um peso importante no conceito u-clic. O que muda dos u-clic em disco para os u-clic ao vivo?
u-clic: O conceito base e atitude dos u-clic não muda em momento algum. Naturalmente não conseguimos transportar para o objecto compact-disc o video-jocking e o contacto pessoal banda/público das actuações ao vivo, como também não levamos para as performances ao vivo o “work in progress” criativo e conceptual, nem a vasta equipa de criadores que trabalha connosco (produtores, designers, fotógrafos, ilustradores, animadores e criadores de clips de vídeos, etc.). O fundamental para nós, e felizmente tem estado sempre presente, é a coerência entre as duas dimensões do projecto, fruto da coerência e sintonia entre todos os intervenientes deste colectivo alargado.

a_trompa: Genericamente, o vosso disco tem sido muito bem aceite. Que principal razão encontram para tal resposta?
u-clic: Não sei se temos essa resposta. Temos, de certeza, é uma grande satisfação ao constatar esse facto. É muito bom sentir o nosso trabalho, feito com tantas certezas e tantas dúvidas, tantos retrocessos e tantas horas dedicadas, a ver a luz do dia e a ser tão bem acolhido por aquelas pessoas que gostaríamos que o acolhessem deste modo: os “console pupils”. Talvez haja de facto, como já desconfiávamos, um grupo grande de gente que gosta das mesmas coisas que nós (na música e não só), e que se revêem neste nosso manual “trendy/arty/hype”.

a_trompa: No campo da futurologia, ainda teremos u-clic daqui a dez anos? Como e onde se imaginam?
u-clic: Os u-clic existirão daqui a dez anos, de certeza – agora não há volta a dar! Existem os objectos criados e os concertos dados. Isso assegura a sua existência a longo prazo. A banda u-clic, essa, independentemente de existir neste formato ou não daqui a dez anos, continuará concerteza activa. Todos os elementos envolvidos, sem excepção, são pessoas que não gostam de ficar à espera que aconteça… preferem fazer acontecer, e descobrir para onde se vai a seguir. Nas várias áreas em que os u-clic se movem, vamos continuar a fazer coisas… tendo a certeza que, em conjunto ou não, nunca se perderá a filosofia fundamental que levou à criação, e que é motor ainda hoje, de um projecto que consideramos no seu tempo… exactamente a meio caminho entre o passado e o futuro, ou seja, no presente. Assim, daqui a dez anos, estaremos certamente em 2017.

som Ouvir “Console Pupils”

foto u-clic

tipo Electrónica
sítio www.u-clic.com
sítio u-clic.blogspot.com
som www.myspace.com/uclic

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EM DIRECTO|Com os Plastica

Abril 8th, 2007 | versão papel versão papel
Agora que o novo álbum “Kaleidoscope” chegou a Portugal, a trompa quis saber um pouco mais sobre o disco e sobre os Plastica. Rui Berton, baterista da banda, deu as respostas:

a_trompa: O que mudou nos Plastica e na sua música, do primeiro “Pop Songs & Rock People” para o novo “Kaleidoscope”?
Rui Berton: Acima de tudo crescemos como banda! O som dos Plastica foi amadurecendo com os anos. A sonoridade mais directa e “rock”, por assim dizer, é um resultado dos concertos ao vivo. É uma evolução natural das experiências que temos dos concertos e da relação entre os elementos da banda. Do primeiro disco “pop songs & rock people” para os seguintes diferencia principalmente o facto de termos mais liberdade criativa porque gravamos os discos no nosso estúdio, sem limites de tempo nem barreiras editoriais.

a_t: Numa frase, como caracterizam o novo álbum “Kaleidoscope”?
RB: O melhor disco da banda! Acho que conseguimos o que queríamos. (isto são duas frases…ooopps).

a_t: Quem não conhece ainda Plastica ao vivo, o que vai encontrar nos concertos da banda?
RB: Muito suor! Damos o máximo em cada concerto! Tentamos sempre ser melhor do que nos discos e normalmente conseguimos!

a_t: Os Plastica repartem-se em concertos por Portugal e Espanha; têm encontrado reacções diferentes quer ao disco, quer aos concertos?
RB: Sim. Em Espanha temos certas vantagens que cá não temos! Existe um mercado indie-rock ou rock alternativo muito maior que cá. As pessoas são muito receptivas ao nosso som e á banda! E curiosamente , em alguns casos, por sermos portugueses. Existe um enorme circuito de clubs onde as pessoas têm o hábito de ir a concertos (algo que cá não há). Um número infinito de revistas, lojas, sites da especialidade e acima de tudo uma fome de conhecer coisas novas mesmo que tenham que pagar entrada nos concertos! Por cá as pessoas ainda continuam cépticas em relação à banda, apesar de termos, felizmente, muita gente que nos acompanha e que vai descobrindo. Não só connosco mas de um modo geral não há muita curiosidade em conhecer ou em apoiar bandas nacionais. Foi-nos, por exemplo, mais fácil entrar na televisão nacional espanhola do que em qualquer uma das portuguesas. Já mencionei que somos portugueses e não espanhóis?

a_t: O novo disco foi editado em Espanha pela Liliput Records e em Portugal pela Rewind Music; que avaliação fazem até ao momento desta estratégia?
RB: Em relação à Liliput as coisas estão a correr bem. Já é o nosso segundo disco com eles e o “Kaleidoscope” saiu lá mais cedo também. Sendo uma editora independente, têm-nos como banda prioritária. O que à partida é um incentivo para ambas as partes. A Rewind Music agarrou agora no projecto. As coisas também estão a andar bem e esperamos que dêem frutos em breve! Com ambas as editoras existe uma “parceria” com a banda. As coisas são trabalhadas como que em conjunto. Preferimos fazer assim para, mais uma vez, não perdermos o controlo do barco.

a_tr: O que podemos esperar do futuro dos Plastica – a curto e médio prazo?
RB: Os Plastica vão começar a tocar por cá e por Espanha em promoção do “Kaleidoscope”. Sei (assim de cabeça) que temos um concerto em Espanha de apresentação do festival Benicassim e possivelmente um festival grande cá em Portugal. Haverão mais. É irem passando pelo site da banda, plasticamusic.com, e verem se vamos até à vossa “casa”!

som Ouvir alguns sons de Plastica.

foto Plastica

tipo Rock
sítio www.plasticamusic.com
sítio www.rewind-music.net

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EM DIRECTO|Com Zeca do Rock

Fevereiro 27th, 2007 | versão papel versão papel
Quando o prazer da história se vê reconfortado pela magia da Internet. A trompa procurou, procurou e acabou por conseguir perguntar a Zeca do Rock, aliás, José das Dores – há muitos anos residente no Brasil – o que achou da nova versão dos Bunnyranch para o seu tema “Sansão Foi Enganado” – muito simpaticamente, José das Dores respondeu:

RD: Já ouviu a versão de “Sansão Foi Enganado” dos Bunnyranch?
ZdR: Os rapazes do Bunnyranch tiveram a amabilidade de me mostrar a versão (pela Internet, claro!) aquando do lançamento.

RD: Que acha desta nova versão?
ZdR: Achei muito bem conseguida e dei os parabéns ao Bunnyranch pelo facto. É uma versão capaz de fazer muito sucesso com essa roupagem Séc. XXI.

RD: Que memórias lhe traz a audição deste “Sansão Foi Enganado”?
ZdR: Faz-me lembrar os tempos saudáveis da “ingenuidade”, que vivemos nos anos 60. Ingenuidade suficiente para fazer o mundo dar uma volta de 180 graus…

Curtinha para não aborrecer, como mandam a regras da blogosfera…um muito obrigado a José das Dores, o Zeca do Rock.

som Na Rádio Memória da Trompa está a versão original de “Sansão Foi Enganado”. No MySpace dos Bunnyranch, podem encontrar a recentíssima versão destes últimos.

banner zeca do rock
> Imagem: Vilar de Mouros 1971

Mais informação sobre Zeca do Rock no site Vilar de Mouros 1971, numa transcrição de um artigo da Let´s Rock.

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