‘em síntese’ Category

“Galaxia Tropicalia” – Blasfemea

Março 17th, 2010 | versão papel versão papel

Em síntese, fica provado que “BLSFM” (Edição de Autor, 2008) não aconteceu por acaso. Não que o EP de estreia dos Blasfemea fosse pautado por um extraordinário brilhantismo, mas porque deixou no ar algumas boas ideias capazes de catapultar o quarteto formado por Tiago Amaro (voz, guitarra e teclas), Fábio Jevelim (voz e guitarra), David Pessoa (baixo) e Rui Lourenço (bateria) para a ribalta. Uma ano depois, chegava-nos o álbum de estreia, “Galaxia Tropicalia”.
E catapultou. É assinalável a consistência que percorre todo o disco. De um equilíbrio revelador, capaz de conferir uma estética muito própria aos Blasfemea, “Galaxia Tropicalia” é vibrante e moderno. Sem ser particularmente original, sobressai uma forte coerência centrada num cruzamento sonoro electro pop-rock.
Se a ideia era construir um disco pop de energia punk, então o objectivo foi claramente atingido. “Galaxia Tropicalia” merece ser absorvido, desprendidamente; livremente. De um “psicadelismo escandalosamente tropical“, nas palavras dos próprios, o som dos Blasfemea merece ser desfrutado.

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capa de Galaxia Tropicalia
“Galaxia Tropicalia” – Blasfemea (Edição de Autor, 2009)

01 Maria
02 Kami
03 Kaede
04 Eva
05 Catherine
06 Linda
07 Ida
08 Victoria
09 Diana
10 Linday

género: pop
www.blasfemea.com

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“Stories of Hope and Mayhem” – Defying Control

Fevereiro 27th, 2010 | versão papel versão papel

É um disco sobre as coisas da dor e da esperança…
É assim o segundo álbum de originais dos Defying Control, banda gizada em 2003 pelos skaters Killer (voz e baixo) e Francis (guitarra), ainda como Cross The Line; os Defying Control nasceriam em 2005. Hoje, e depois de algumas alterações no seu line-up, a banda integra ainda André Silva (guitarra) e Marcelo (bateria).
Se há diferenças globais em relação ao anterior “Reflection” de 2007? Claro que sim; primeiro pela interpretação mas acima de tudo pela produção. “Stories of Hope and Mayhem” é claramente um passo em frente na história do grupo lisboeta. Depois, e sem nunca decepcionar, “Stories of Hope and Mayhem” também não emociona, verdadeiramente, não sendo ainda aquele disco portador da originalidade desejada pelos Defying Control. Ouve-se e sente-se um som musculado, de um ritmo pautado por uma capacidade melódica interessante, resultando num punk-rock moderno, muito ao jeito norte-americano. As referências estão lá, são assumidas e fazem todo o sentido.
Melodia, técnica e velocidade; são assim os novos Defying Control.

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capa de Stories of Hope and Mayhem
“Stories of Hope and Mayhem” – Defying Control (Edição de Autor, 2009)

01 Stories Of Hope And Mayhem
02 Say What You Think
03 Leap Of Faith
04 Saviour
05 My Country
06 The World’s Down Fall
07 First Melody
08 New Beginning
09 King Or A Fool
10 To The Bone
11 Lost Life
12 Image Of Reality
13 Blessed

género: punk rock
www.defyingcontrol.net

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“unoeskimo” – unoeskimo

Fevereiro 18th, 2010 | versão papel versão papel

Em 2006, Carl Minnemann e David Fialho davam os primeiros passos da vida dos unoeskimo…
…três anos passados, e depois de algumas alterações no line-up da banda, os unoeskimo desvendaram o que nos andaram a preparar nos últimos anos. Era lançado um álbum homónimo, um registo de 11 temas co-produzido pela banda e por João Pedro Ferraz (Ban e Zero). Um disco para ouvir com atenção.
Três anos é já algum tempo e “unoeskimo” é a prova disso; pelo equilíbrio, pela coerência , mas essencialmente pela personalidade. Se parece claro que são poucos os momentos em que o disco é verdadeiramente excitante – o single “Disgrace” é obviamente um desses momentos, não é menos claro que na sua globalidade o que emerge é um rock interessante, com algumas nuances de género a esvoaçarem sem problemas por outras latitudes; ora mais pop, ora menos pop, mas sempre com uma alma alternativa a palpitar. Sempre em fuga ao óbvio; em fuga para a frente.
“unoeskimo” é como que a prova final do amadurecimento da banda de Carl Minnemann (voz e guitarra), Leandro Leonet (bateria), João Mascarenhas (teclados e vozes), Kiko Brandão (baixo e vozes) e Tiago Mota (guitarra e vozes). Um amadurecimento reflectido em todo o cuidado colocado na composição.

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capa de unoeskimo
“unoeskimo” – unoeskimo (FIGURA!, 2009)

01 Disgrace
02 The Reprieve
03 Ask the Dust
04 After the Quake
05 Vile Bodies
06 As Ever
07 Moon Indigo
08 Enduring Love
09 Weapons
10 The Heart Is a Lonely Hunter
11 Intimacy

género: rock
unoeskimo.com

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”Exposed” – d3ö

Fevereiro 6th, 2010 | versão papel versão papel

Sem concessões. Iguais a si próprios. E aqui, isso é profundamente positivo.
Depois, e para quem acompanhou de perto o lançamento do trio de EPs “SixPackTrack” (2003), “8 Tracks On Red” (2004) e “7 Heartbeat Tracks” (2005), sabe o quanto era importante chegar a este álbum. Para o povo, é verdade, mas também para a banda, como forma de afirmação e ponto de viragem. E é o que “Exposed” nos diz. Mais do que nunca, os d3ö expõem-se,  inteiros, fazendo alarde do que de melhor sabem fazer. Primeiro, a música.
É rock. Não um rock abstracto, indefinido, onde tudo e mais alguma coisa parece ter lugar. Não,  aqui, é mesmo puro rock, com a vantagem de estar melhor do que nunca. O espírito é o mesmo mas a sonoridade está mais polida, mais madura e por isso mesmo, ainda mais atractiva – mas sem facilitismos. É um sentimento que percorre todo o disco; uma incrível coerência de estilo. É a mais pura da energia rock’ n’ roll, tantas e tantas vezes associada à arte deste trio conimbricense. E muito bem.
Se a ideia era dizer presente, o grupo de Toni Fortuna (voz e guitarra), Tó Rui (guitarra) e Miguel Benedito (bateria),optou antes por dizer futuro. Vincadamente. É certo que vamos contar com eles nos próximos tempos.

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capa de Exposed
“Exposed” – d3ö (Subotnick Enterpreises, 2009)

01 Junior Daddy
02 Wanna Hold You
03 Take This Love
04 Blindman
05 Say You Will
06 Go!
07 On the Phone
08 Yellow Sand
09 What You Doing?
10 I’ve Been Away
11 Everyday
12 Camerta 33

género: rock
www.subotnick.com.pt

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”Mais Que Um Esboço” – Cruzumana

Janeiro 27th, 2010 | versão papel versão papel

Nem sempre é fácil o caminho, mas os Cruzumana fizeram-no. Conseguiram-no. Este é o caminho que leva à criação de um som próprio; à identificação de uma banda pelo produto que cria. E os Cruzumana conseguiram-no. Muito por força das vozes – fortes e carismáticas, mas também pela personalidade da sua música. É fácil ouvir pela primeira vez um dos temas  deste disco e identificá-lo imediatamente como uma criação Cruzumana. E isto é importante.
À surpresa de um “E Tu…Tudo bem?!?” (Rotor), álbum de estreia datado de 2006, o grupo de Almada respondeu com um álbum que aprofunda alma dos Cruzumana, polindo o que havia por polir. Mais maduros, os Cruzumana continuam a envolver-nos nas suas sedutoras melodias, embrulhadas numa poética lusa aplicada com sentido. A palavra e a voz completam as cores progressivas com que os Cruzumana pincelam o som do seu quadro rock. E fazem-no muito bem.
Eles conseguiram-no e nós ficamos felizes. Vale bem a pena.

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capa de Mais Que Um Esboço
”Mais Que Um Esboço” – Cruzumana (Edição de Autor, 2009)

01 Na fila do Mundo
02 Porque a alma não se cansa
03 Quase em branco
04 Um lado vencido
05 Confissão
06 Encruzilhada
07 Entre mim
08 Terra
09 Musa
10 Curto Cobre

género: rock
www.cruzumana.blogspot.com

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“Time, Patience and Hopes” – Skewer

Janeiro 9th, 2010 | versão papel versão papel

Mais evoluídos, mais crescidos, iguais a si mesmos; para o bem e para o mal…
Editado no formato digital pela francesa Believe Records, “Time, Patience and Hopes” é o álbum de estreia dos Skewer, banda barreirense formada por Valério Paula (voz e guitarra), Rui Guerreiro (baixo) e Igor (bateria). Com uma consistência técnica cada vez maior, os Skewer têm em “Time, Patience and Hopes” o novo importante degrau de uma evolução na qual o EP “Whatever” (2007) tinha sido o anterior. Uma evolução incapaz ainda de fazer esquecer no todo as grandes referências dos Skewer; por muito que a banda  advogue o trilhar de novos caminhos sonoros. Para o bem ou para o mal, goste-se ou não, os Skewer são uma banda grunge. O que também não tem mal, a música não vive e não pode viver enclausurada no tempo. Nunca viveu, nunca o vai viver. No disco dos Skewer, o problema, se é que é um problema – opção ou timbre natural?, é o facto da voz de Valério Paula surgir muitas vezes colada à de Kurt Cobain; demasiadamente colada. Isto, ao contrário do som, que vai mandando fogo em várias direcções, fazendo por alargar o espectro rock dos Skewer. Sempre um rock com músculo. Os temas são directos, breves e caem bem no ouvido. A voz, essa, transporta-nos imediatamente para Seattle. Uma referência importante para a participação dos ingleses Nine Black Alps, em “Song against Itself” e de Ana Malhoa, em “Bring me here”.
É um caminho que se faz passo a passo, e este é mais um passo.  Ainda não é o melhor dos Skewer mas para lá caminha.

Ouvir Skewer no MySpace

capa de Time, Patience and Hopes
“Time, Patience and Hopes” – Skewer (Believe Records, 2009)

01 Fully aware
02 Song against Itself
03 Getting a song
04 The next step is?
05 Bring me here
06 Experimental suicide
07 Wash you away II
08 Drift away from here
09 Spinning in insanity
10 Save ne from myself
11 Kill your pride

género: rock
skewer.com.sapo.pt

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“It Has Begun” – Ho-Chi-Minh

Dezembro 14th, 2009 | versão papel versão papel

Já começou? Assim parece. Demorou, mas já rebentou.
É a resposta definitiva dos Ho-Chi-Minh ao burburinho levantado com o seu excelente EP de estreia, já datado de 2004. Ouvido este “It Has Begun”, parece claro que a longa espera não desiludiu quem por ele esperou, sendo a prova que se esperava de toda a energia e vitalidade dos Ho-Chi-Minh; não fosse a banda bejense uma das mais interessantes propostas do crossover nacional. Electricidade pura. Aquele momento em que a dureza do metal ganha uma força e pujança incontrolável, muito por força das programações e da electrónica. É a fonte de suor que brota de uma densidade sonora assustadora, de forte vocação industrial. Sem fugir à melodia e ao trabalho puramente instrumental, o resultado final assenta  num fogoso e firme cruzamento entre o sonoramente harmonioso e o extremo. Por aqui, prefere-se sempre o lado mais extremo e industrial do grupo de Skatro (voz e maquinaria), Rosa (guitarra), Aresta (guitarra), João Franco (baixo) e Pina (bateria). É esse o lado marcante dos Ho-Chi-Minh.
Gravado e produzido por Eduardo “Eddy” Apolónia, este é o resultado que se esperava de 7 anos de estrada.

Ouvir Ho-Chi-Minh no MySpace

capa de It Has Begun
”It Has Begun” – Ho-Chi-Minh (Sons Urbanos, Raging Planet, 2009)

01 Intro
02 My Decline
03 Aside
04 My Own Enemy
05 Way of Retain
06 I Hope You Never
07 The Edge
08 Reload
09 The Greatest
10 It Feels Like a Whore
11 The End

género: metal
www.myspace.com/sonsurbanos
www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal

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“Two” – Dawnrider

Novembro 26th, 2009 | versão papel versão papel

Dois anos após o saudado “Alpha Chapter” (Raging Planet, 2007), o álbum de estreia, os lisboetas Dawnrider estão de regresso com um novo álbum. E bem. Este chama-se “Two” e desvenda-nos uns Dawnrider iguais a si mesmos mas a espreitar tenuemente algumas novas ideias. Interessante. Se parece verdade que a sonoridade 70’s não tem de ser uma ideia fixa, também é verdade que os Dawnrider continuam a marcar a cena com o seu hard’n'heavy psicadélico, cativante, sem perder o corpo doom que os caracteriza. O que é bom; muito bom. Os três primeiros temas são disso um bom exemplo; lentos, arrastados, com todo o tempo do mundo para evidenciarem as suas capacidades hipnóticas – “Irina” tem mais de 12 minutos. Em todo o caso, tal não impede – em nada – que a banda lisboeta cruze estes com outros momentos de providencial aceleração, ou chegando mesmo a levar o som da banda até outros recantos sonoros, como o folk metal, por exemplo. O que a banda de F.J. Dias (voz), Hugo Conim (guitarra), Carlos Ferreira (baixo) e André Silva (bateria) fez, foi dar uma profundidade maior ao som que já fazia, continuando a não ignorar a influência das estéticas de tempos idos, mas marcando posição sobre uma potencial evolução; indelevelmente; quem sabe…
Bem doomy; bem bom!

Ouvir Dawnrider no MySpace

capa de Two
“Two” – Dawnrider (Raging Planet, 2009)

01 Scared Of Light
02 Evil Deeds
03 Irinia
04 Redemption
05 Queen Of The Mountain
06 The Hollow Path
07 Walking Blind
08 Maelstrom

género: doom metal
www.dawnrider.com
www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal
www.ragingplanet.pt

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“Persuasion Through Persistence” – The SPiTEFUL

Novembro 20th, 2009 | versão papel versão papel

“Persuasion Through Persistence” é a tentativa/demonstração disso mesmo; é o resultado dos 11 anos de estrada dos leirienses The SPiTEFUL, com dois EPs pelo caminho, para amostra. Misturado e masterizado por Daniel Cardoso, guru nacional das sonoridades mais pesadas, o som dos The SPiTEFUL em “Persuasion Through Persistence” é de uma limpidez assinalável, certamente, também fruto do trabalho de produção da própria banda. Apesar do já por aqui repetido “death/thrash musculado” característico da banda, o resultado final é acima de tudo um metal moderno, bem produzido e persuasivo nas suas intenções. Agressivo, instrumental e vocalmente competente, “Persuasion Through Persistence” peca apenas por não nos surpreender, em definitivo, enveredando por vezes por processos algo repisados. De audição bem agradável e qualidade indiscutível.
O grupo de Granja (baixo), Mota (guitarras), Tarrafa (voz), Sarnadas (bateria) e Sérgio (guitarras) está mesmo de parabéns!

Ouvir The SPiTEFUL no MySpace

capa de Persuasion Through Persistence
“Persuasion Through Persistence” – The SPiTEFUL (Rastilho Records, 2009)

01 Sinner Suits Sin
02 Black Tongue
03 Slow Needles and Trauma Prescriptions
04 The Bitter In The Sweet
05 The Heart As A Clow
06 Deviant Saints
07 Triggered
08 Method Of Fire
09 Iconoplastic

género: metal
www.rastilhorecords.com
www.myspace.com/rastilho

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”Diagonal” – Stockholm Lisboa Project

Novembro 10th, 2009 | versão papel versão papel

Se necessário fosse, por algum motivo, fazer prova da universalidade da música, não sobram dúvidas de que este “Diagonal” seria disso um excelente exemplo. Porque já “Sol” (Nomis Musik, 2007) o foi, álbum de estreia do grupo, e porque este, segundo álbum do quarteto luso-sueco composto por Liana (voz), Sérgio Crisóstomo (violino), Filip Jers (harmónica) e Simon Stålspets (mandola nórdica e harmónica), o continua a ser. Sem equívocos, os Stockholm Lisboa Project são a prova de como qualquer fronteira imposta pelos homens não passa de um risco de poeira desfeito ao primeiro sopro convicto. A forma incrivelmente coerente como os Stockholm Lisboa Project cruzam tradições musicais portuguesas e escandinavas, leva-nos a perguntar, claramente: Como é possível que só agora alguém se tenha lembrado disto?
É verdade. Na diagonal ou em linha recta, a lógica  deste disco é assustadora. Não só pelos pontos de encontro que se procuram, mas também, e essencialmente, pelos pontos de partida que se constroem. São sempre pontos de partida, pois “Diagonal” não se esgota no passado; muito pelo contrário. Há todo um futuro radioso, que espreita, fruto de uma combinação feliz de vozes e instrumentos, do lado de cá e do lado de lá. Com verdade; com paixão.
Expressão máxima de um movimento musical e cultural, original e abrangente, “Diagonal” é um belíssimo disco; outro!

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capa de Diagonal
“Diagonal” – Stockholm Lisboa Project (Nomis Musik & Westpark Music, 2009)

01 Rosa da noite
02 Apaga a vela
03 Martins begravning
04 Utlandspolska
05 Corridinho do ti antónio
06 Broellopsdag
07 Tartlaten
08 Yksi ruusu on kasvanut laaksossa / Grito
09 Saudate – vai-te embora
10 Naeverbiten / Corpo aceso
11 Nyp
12 Vaerlingeschottis
13 Meu amor de ontem
14 Vem kan segla / Salgueirais do mondego

género: folk
www.stockholmlisboa.com
www.myspace.com/stockholmlisboaproject

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“Controversy” – IanaSonic

Novembro 6th, 2009 | versão papel versão papel

Posto a rodar e passados breves momentos, há uma expressividade que sobressai em “Controversy”. Falo da expressividade da voz de Diana Freire, da forma incomensurável como esta deixa a sua marca na sonoridade dos IanaSonic. São sons que nos chegam de Alcobaça.
Com um line-up diferente ao vivo, os IanaSonic são um projecto pensado e executado por Marc Jung, Diana Freire e João Júlio – ao vivo com Paulo Bispo (guitarras), João Mota (baixo), Aurélien Vieira Lino (teclados) e Joaquim Pequicho (bateria). São eles que fazem por levar este “Controversy” pelos insondáveis terrenos da pop-rock; com alguma finura e abrangência estilística, é a história dos IanaSonic que aparece espelhada neste álbum de estreia. E bem espelhada. São quatro anos de produção, aqui e ali de um equilibrado pendor electrónico. Com maior ou menor aspereza, mais ou menos orgânico, “Controversy” é a imagem segura do rumo seguido pelos IanaSonic nos últimos anos, como todas as mudanças que só o tempo produz.
Para a história, fica o trabalho de escrita de Diana Freire e Marco Jung, de composição do mesmo Marco Jung e João Júlio e de gravação, mistura e masterização do recorrente Marco Jung. Entre os convidados estão João Guincho (Dapunksportif), Rudy Jacket (Restonica), Eddy Slap (Uxu Kalhus) e Ruben Santos (The Postcard Brass Band).
A conhecer.

Ouvir Ianasonic no MySpace

capa de Controversy
“Controversy” – IanaSonic (Edição de Autor, 2009)

01 Come In, Sit Down And Relax
02 My Little Bit Of Sunshine
03 Unfaithful Beliefs
04 Five Days
05 Love (Can’t Live Without It)
06 Bitter Flavour
07 Pink Baloon
08 White Demon
09 Through And Through
10 Continuous Night

género: rock
www.myspace.com/ianasonic

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“Ouh La La” – The Ratazanas

Outubro 27th, 2009 | versão papel versão papel

100% analógico; 100% puro…
E assim nasceu este fantástico “Ouh La La”, álbum de estreia dos The Ratazanas, um disco gravado na Bélgica com produção de Nico Leonard, figura proeminente da cena revival ska e early reggae europeias. E isso vê-se. Ouve-se. Ou seja, está mesmo na rua o álbum de estreia do animado quinteto de Oeiras, grupo formado em 2005 e hoje composto por André (bateria), Rosicky (baixo), Du (voz), Petrov (guitarra) e Luís (teclados).
Sobre o disco, é muito fácil. “Ouh La La” é um bom disco, um disco cheio de boa disposição, com recurso aos ideais do melhor reggae de finais da década de 60. Com paixão e sem maquilhagem, é o early reggae a dar cartas em Portugal e no estrangeiro – sem renegarem primos e enteados deste, onde o grupo da linha já andou a espalhar brasas. Se recordar é viver, no caso dos The Ratazanas, recordar é viver bem; muito bem. “Ouh La La” é bem a expressão dessa positividade. Com uma técnica aprumada, é sentir a jamaicana Kingston mesmo aqui ao lado. Com descontracção. Com aquele balanço.
A presença no Rude Cat Festival com a lenda do reggae, Susan Cadogan, foi apenas o princípio da viagem. Os esgotos deste país e arredores que se cuidem.

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capa de Ouh La La
“Ouh La La” – The Ratazanas (Grover Records, 2009)

01 Big Kahuna Burger
02 Teeny Weeny, String Bikini
03 911 Reggae Emergency
04 Animal Farm
05 Lee “Fried” Perry’s Specter
06 Tori Stellar, The Storyteller
07 King Kong
08 House Duties
09 WC Groove
10 Chef (take one)
11 Chef (take two)
12 Prince Buster At Redlight
13 Grandma DJ
14 Ze Manel Gonna Jail

género: early reggae
www.theratazanas.com
twitter.com/theratazanas

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”Outros Tempos” – Xeg

Outubro 19th, 2009 | versão papel versão papel

Às vezes parece sem rumo, outras vezes nem tanto. Não falo de Xeg, MC de renome cá no burgo, falo essencialmente do nosso rap – ou mesmo do rap em geral. Não sendo o único, acho que Xeg também já o percebeu. Essencialmente, presumo que já tenha sentido a errância desse caminho, alguma desmotivação. ”Outros Tempos” é a assumpção dessa consciência – necessidade? a percepção de que hoje, o rap pode ser mais do que um rima, muito flow e um bom beat. Há uma musicalidade, uma outra produção, o sample certo e diferente, mas acima de tudo, há vasos comunicantes com outras sonoridades mais ou menos gémeas. Xeg assume essa diferença e oferece-nos um álbum prático, bem conseguido e cheio de convidados inspirados. Entre eles encontram-se os nomes de Valete, Sagas, Sam The Kid, Virgul, Elaisa, Shortsize, Dino, MC K, Sir Scratch e Milton Gulli. Sem deixar de insistir, aqui e ali, com a secura de outros tempos, com aquela frontalidade nas palavras, na globalidade, “Outros Tempos” é um disco inspirado, mais leve, cheio de musicalidade, de grande vibração e de doce audição. À rima cuidada e flow inultrapassável de Xeg, sente-se uma produção que aqui, faz toda a diferença.
Cinco anos depois de “Conhecimento” (Matarroa, 2004), Xeg está de volta com um terceiro álbum de originais. Um regresso altamente aconselhável.

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capa de Outros Tempos
“Outros Tempos” – Xeg (Footmovin’, 2009)

01 Intro
02 De Volta a Actividade
03 Liberdade
04 Hoje Eu Sou
05 Verão Passado
06 Ausência
07 Primeira Vez
08 Quando eu te encontrei
09 Teu Marido Não Te Engana
10 Na Posse de Rimas
11 Continuação PT.III
12 O Que Eu Sinto
13 Como é que Eles Querem
14 Mariana
15 Egoísmo

género: rap
www.footmovin.com

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“Mundo Novo” – Varuna

Outubro 12th, 2009 | versão papel versão papel

Formados no Porto, em 2006, os Varuna chegam a 2009 com o disco de estreia debaixo do braço. E chegam bem.
Com uma sonoridade rock de estéticas variadas, ora mais indie, ora mais pop, a banda de João André (voz e baixo), Ricardo Cavalera (guitarra e coros), Guilherme Piedade (bateria e coros) e Daniel Santos (guitarra), gizou um disco de audição fácil, bem produzido e capaz de se impor com relativa facilidade no top de preferências da pop rock nacional de 2009; pop-rock em língua portuguesa. Esta é mesmo uma das maiores valias de “Mundo Novo”, a primeira edição da nova editora de Pedro Abrunhosa, a Boom Studios. Música nacional pensada e  bem concretizada em português. São as tais letras fortes e som cuidado que o próprio Pedro Abrunhosa atribui aos seus Varuna. Sem ser extraordinário, “Mundo Novo é um disco que funciona;  e funciona bem.
Sem fortes amarras de âmbito estético e de uma frescura sonora assinalável, os Varuna são um dos nomes da música nacional a fixar em 2009; mais ou menos indie, “Mundo Novo” é uma ideia a seguir.

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capa de Mundo Novo
“Mundo Novo” – Varuna (Boom Studios, 2009)

01 Mundo novo a nascer
02 Universo paralelo
03 Dar calor
04 Fuga do circo
05 Perceber
06 Leveza na cabeça
07 Amanhã não estou aqui
08 Ama-me outra vez
09 Vida em todo o lado
10 Veneno da terra
11 Renasço
12 Sentir o sono
13 Runa

género: indie
youtube.com/varunamusic
www.boomstudios.pt

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”O teu bem, faz-me mal” – Booster

Outubro 9th, 2009 | versão papel versão papel

Faz tudo parte de um caminho; um caminho que é preciso trilhar.
Depois de “Quem Vê Caras…“, maqueta posta a rodar em 2008, os Booster dizem-nos agora que “O teu bem faz-me mal”. Mal ou bem, a banda de Paulo Pereira (voz e guitarra), Rui Gomes (guitarra), Miguel Rodrigues (bateria) e Sandro Teixeira (baixo), continua a sua demanda pelos meandros do rock nacional, em português. Com coragem, o grupo lisboeta persegue a postura e o ritmo que o identifique claramente no meio. Sem pretensiosismos, a ideia é rockar com seriedade, paixão e algum divertimento à mistura. Era assim com a maqueta inicial e é assim com o novo EP; mas melhor!
Formados apenas em 2008, o segundo passo da vida dos Booster está assim dado. E dado com firmeza.

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capa de O teu bem, faz-me Mal
“O teu bem, faz-me mal” – Booster (Edição de Autor, 2009)

01 Quando menos te espero
02 Por um minuto de fama
03 O teu mal faz-me bem
04 Blues Rock 09

género: rock

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“Pé na Terra” – Pé na Terra

Setembro 28th, 2009 | versão papel versão papel

Nasceram em 2005 e desde aí, foi sempre a crescer.  Um crescimento marcado em 2008 pela edição do álbum de estreia, expressão máxima da maturidade do grupo portuense. E que álbum. Falo do homónimo “Pé na Terra”. Se a recolha e recriação de temas tradicionais portugueses parece ser o ponto de partida, a criação de  excelentes originais é sem dúvida o ponto de chegada do grupo de Cristina Castro (voz, acordeão e percussões), Ricardo Coelho (sopros, gaita-de-foles galega e transmontana, requinta, chalemeu, gralha e percussões), Hélio Ribeiro (guitarra folk, bandolim, gaita-de-fole Galega voz e percussões), Adérito Pinto (baixo e percussões) e Tiago Soares (bateria tradicional, tar, adufe, darbuka, bilha, sansula, etc.). Essencialmente, falo de um novo caminho para a música tradicional portuguesa; porque há imaginação na recriação; porque há novidade na criação.
Luminoso. Belíssimo!

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capa de Pé na Terra
“Pé na Terra” – Pé na Terra (Açor, 2008)

01 Menino Ó
02 Valsa Verde
03 Salpicos
04 Balada do Sino
05 Sentir
06 Pedrinhas
07 Maria Faia
08 Passodoble de Vizela
09 Valsa Nova
10 Chapeloise
11 Raio de (um) Sol
12 Pur La Terra
13 Sete

género: folk
www.penaterra.com

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“Brunch” – Blackseat

Setembro 24th, 2009 | versão papel versão papel

Uma pequena e boa surpresa…
Em versão reduzida dos Blackseat Bingo, estes também com disco novo, os Blackseat remetem-se em “Brunch” à intimidade de um tête-à-tête. Afectivo. Um diálogo quase privado entre as figuras de O Manipulador (UrMa, Daza Cominatcha e LoveYouDead) e RedFox. As figuras deste enredo; as figuras de Blackseat. Um diálogo entre a forte envolvência da música de um e a sensualidade da voz e das palavras da outra. “Brunch” ouve-se baixinho, ao fundo do quarto; mas também se ouve alto, cravado nos bancos de trás de um carro qualquer; um carro de outros tempos. Com maior ou menor dolência,  “Brunch” vive de diálogos de música e palavras que vão do lânguido ao turbulento,  ao mais crispado, como a ultra-electro-pop “Corvak is the place to be” – diálogos entrecortados pela presença de mwing H em “Spy” e “Corvak is the place to be”. Uma ideia a seguir.
O EP está em audição integral no MySpace da dupla.

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capa de Brunch
“Brunch” – Blackseat (Edição de Autor, 2009)

01 Twice
02 Wasted guitar
03 Spy
04 From now on
05 Corvak is the place to be
06 This is a cover
07 Misha

género: electrónica

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“Under the Hurricane” – Dollar Llama

Setembro 17th, 2009 | versão papel versão papel

Depois de sete anos a bulir, com alguns altos e baixos pelo caminho, eis que 2009 viu finalmente chegar o álbum de estreia dos Dollar Llama – mas já com  outros registos menores na discografia. Se chegou bem? Chegou pois.
Como ponto de partida e pegando nas palavras da nota de imprensa do novo disco, em “Under the Hurricane” podem “encontrar-se influências de bandas como Down, Alice in Chains, Alabama Thunderpussy e até mesmo Melvins ou Stone Temple Pilots, numa fusão entre as correntes southern e grunge, trazendo uma sonoridade única e inovadora ao rock feito em Portugal.” Se quanto ao factor inovação este parece ser  um pouco discutível, já quanto à qualidade do trabalho apresentado, sobre esse não há discussão. “Under the Hurricane” é um disco bem conseguido. Não tanto quando o grupo se deixa enredar em demasia pelas suas raízes grunge, mas principalmente quando cruza esse rock com uma sonoridade mais pesada, mais metal. Será aí que está alguma da inovação a que se refere a banda. No cômputo geral, os Dollar Llama produziram um disco de rock vigoroso consistente, com uma voz eficiente e uma parte instrumental bastante capaz.
Uma grande bomba sonora aquela que nos foi montada pela banda de Tiago Simões (voz), José Dinis (baixo), João Arsénio (bateria), Hugo Jacinto (guitarra) e André Teixeira (guitarra).

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capa de Under the Hurricane
“Under the Hurricane” – Dollar Llama (Illusive Records, 2009)

01 Attempt To Fail
02 Deathblow
03 Collide
04 Present Burned
05 Too Fast, Too Close
06 Came Away
07 Life
08 Over Rated
09 Legacy Of Nothing
10 Never Forgive, Never Forget

género: rock

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“Erosion” – Process Of Guilt

Setembro 9th, 2009 | versão papel versão papel

Gélido.
É quase paralisado que vos deixo estas curtas palavras sobre um dos grandes – mas mesmo grandes – discos de 2009. Sucessor do já de si estimulante “Renounce” (Major Label Industries, 2006), “Erosion” é uma obra absolutamente fantástica. Sente-se, tantas são as vezes que um recorrente arrepio nos percorre o corpo durante a audição do álbum. O que Hugo Santos (guitarra e voz), Nuno David (guitarras), Custódio Rato (baixo) e Gonçalo Correia (bateria) fizeram, foi deixar para a posteridade uma disco de uma enorme qualidade, onde quer a voz encrespada de Hugo Santos, quer toda a componente instrumental, nos absorvem totalmente; nos atemorizam. Incrivelmente atmosférico, “Erosion” é uma viagem sufocante por entre momentos de rígida tensão e outros de violenta distensão; surtos sonoros que se vão estendendo lentamente no tempo de uma forma mais ou menos violenta. Com crueza; intensidade; sombria emoção. A forma como o grupo encaixa curtos momentos de um certo post-rock naquela que é a sua base musical, o doom metal, é absolutamente genial. São cerca de 55 minutos em seis faixas de pura negritude.
OBRIGATÓRIO.

Ouvir Process Of Guilt no MySpace

capa de Erosion
“Erosion” – Process Of Guilt (Major Label Industries, 2009)

01 Dust (The Circle Part I)
02 Waves (The Circle Part II)
03 Corrosion (The Circle Part III)
04 Lava (The Circle Part IV)
05 Abandon (The Circle Part V)
06 The Circle (Erosion Part I)

género: doom
www.processofguilt.com
www.majorlabelindustries.com

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“Bluezebu” – Born a Lion

Julho 30th, 2009 | versão papel versão papel

Pelo menos uma coisa é certa: o rock’n'roll continua a ferver nas veias de Born a Lion. E célere.
Se “John Captain” (Rastilho Records) serviu de aperitivo, em 2006, construído em volta de uma sonoridade muito blues, “Bluezebu” é já um distinto prato principal; mais completo; mais saboroso ainda. Mais ou menos blues, mas sempre rock, o novo álbum dos marinhenses Born a Lion é servido com energia e grande feeling, fruto de um visível amadurecimento face ao esteticamente idealizado. Se os blues continuam como parte da matriz principal, é o rock’n'roll, numa visão global, que assume agora uma maior preponderância. Menos fechado, permite à banda crescer por dentro, mostrando por fora uma conjunto de temas mais homogéneos, figuras de uma imagem de todo  bastante coerente. Se estranharam o baladeiro single de estreia, “Rock’n’Roll Tone” – com participações especiais de Sean Riley (guitarra acústica), Filipe Costa (teclado) e Ramon (guitarra), não se desiludam e deixem-se absorver pela natureza sincera com que o trio composto por Rodriguez (voz, bateria e harmónica), Melquiadez (guitarras) e Nuñez (baixo e teclados), construiu o resto do álbum. Como faz sentido.
Com alma e iguais a si próprios, “Bluezebu” é um disco para sentir; do princípio ao fim.

ouvir

capa de Bluezebu
“Bluezebu” – Born a Lion (Lux Records, 2009)

01 Call me wild
02 Soldier blues
03 Rock n´ roll tone
04 Chemical lies
05 Babylon
06 Daisies and diamonds
07 Kings of the badlands
08 Space travelling
09 Warlords
10 Holy trap (Bonus track)
11 Rusted man in jail (Bonus track)

género: blues-rock
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