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LETRAS|”Só Neste País” – Sérgio Godinho

Setembro 24th, 2008 | versão papel versão papel
Não é surpresa para ninguém a extraordinária capacidade de Sérgio Godinho para contar histórias. Para contar as coisas do dia-a-dia. Coisas reais. Umas felizmente, outras nem por isso. Esta é apenas mais uma,  exemplo bem real e adequado à fantochada em que vivemos soterrados. Incluam-se p.f. políticos, gasolineiras, futebóis e alguma comunicação social. Não há pachorra. António Pires propôs em 2006 a sua elevação a Hino Nacional. Bora lá!
“Só Neste País” – Sérgio Godinho
Unamo-nos
Nós somos os famosos anónimos
Mesmo assim já cumprimos os mínimos
Somos todos únicos
Que mais vão querer de nós
Para provar quem vai à frente
Ou fica atrás

Se é por
Ir estabelecer um novo record
Compremos o Guinness
Ao preço que for
E fica o assunto homologado
E sai espumantes
Às vezes dá p’ra um banquete
Ou dele as sandes

Sempre
Complicamos a coisa mais simples
E simplificamos a complicada
Sai em rajada
O tiro pela culatra
Às vezes mata
Às vezes ressurreição
Foi de raspão

(Só neste país…)

Só neste país
É que se diz:
Só neste país
Só neste país
Só neste país
Só neste país
Só neste país

São muitos séculos em morna ebulição
A transitar entre o granizo e a combustão
E um qualquer hino
P’ra qualquer situação
A pessimista, a optimista…
E vai abaixo e vai acima
E vai abaixo, e vai acima
(e agora a rima):

Portugal é nosso p’ro bem e p’ro mal

E o mal que está bem
E o bem que está mal
E o bem que está bem

Juro
P’lo fado
P’lo baile e p’lo kuduro
Que este país ‘inda tem futuro
É verde e maduro
Como a fruta, às vezes brota
Às vezes, consternação
Secou no chão

Por isso unamo-nos
Nós somos os famosos anónimos
Mesmo assim já cumprimos os mínimos
Somos todos únicos
Que mais vão querer de nós
Para provar
Quem vai à frente
Ou fica atrás…

(Só neste país…)

Só neste país
É que se diz:
Só neste país
Só neste país
Só neste país
Só neste país
Só neste país

(…)Portugal é nosso p’ro bem e p’ro mal

(“Ligação Directa“, EMI, 2006)

“Só Neste País”

tipo Popular
sítio www.youtube.com/sergiogodinhomusica

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LETRAS|”Homenagem às Mães da Praça de Maio” – Maria Guinot

Maio 1st, 2008 | versão papel versão papel

…para todas as famílias magoadas por todas as ditaduras. Com música e letra de Maria Guinot, o tema foi incluído na compilação “100 Anos de Maio”, editada em 1986 pela CGTP-Intersindcal.

“Homenagem às Mães da Praça de Maio”

Usam lenços pretos na cabeça as mães da Praça de Maio
Choram em silêncio pelos filhos desaparecidos
Quem os condenou
Quem os levou
Ninguém sabe
Ninguém viu
Mas essas mulheres não arredam pé da Praça de Maio
Dão as mãos umas às outras e perguntam quase a medo
Quem os roubou
Quem os matou
Ninguém sabe
Ninguém viu
Partiram de manhã cedo
Foram levados por cães
Que encheram as ruas de medo
Que encheram de dor as mães
Chora Argentina
Chora Argentina

Usam lenços pretos na cabeça as mães da Praça de Maio
Choram em silêncio pelos filhos desaparecidos
Quem os condenou
Quem os levou
Ninguém sabe
Ninguém viu
Mas essas mulheres não arredam pé da Praça de Maio
Dão as mãos umas às outras e perguntam quase a medo
Quem os roubou
Quem os matou
Ninguém sabe
Ninguém viu
Chora Argentina
Chora Argentina
Chora Argentina

foto de Maria Guinot
> Maria Guinot

tipo Popular
sítio pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Guinot

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LETRAS|"Longa se torna a espera" – Xutos & Pontapés

Dezembro 6th, 2006 | versão papel versão papel

Há muito que não chapava aqui uma letra, nem estava pensado, sequer. A verdade é que enquanto pegava no “7º Single” dos Xutos & Pontapés, acabei por ir parar ao segundo, “Remar Remar” e ao tema do Lado B, “Longa se torna a espera”. Lembrei-me de repente que gostava mesmo desta canção. Acho que ainda gosto.

“Longa se torna a espera”

E quando eu descobrir o segredo
Da nebelina cinzenta
Qque torna a água barrenta
E sem perdão me esmaga o peito

E quando se levanta de repente
A névoa que cobre o rio
Que gela tudo de frio
E escurece a corrente

Longa se torna a espera
Na névoa que cobre o rio
Lenta vem a galera
Na noite quieta de frio
E quando…

E quando eu apanhar finalmente
O barco para a outra margem
Outra que finde a viagem
Onde se espere por mim

Terei, terei mais uma vez a força
Para enfrentar tudo de novo
Como a galinha e o ovo
Num repetir de desgraças

Longa se torna a espera
Na névoa que cobre o rio
Lenta vem a galera
Na noite quieta de frio
E quando…

> Letra: Tim
> Música: Xutos & Pontapés

Capa Single Remar Remar
“Remar Remar/”Longa se torna a espera” – Xutos & Pontapés (Fundação Atlântica, 1984)

tipo Rock
sítio www.xutos.pt

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LETRAS|"Berlim" – Mão Morta

Julho 5th, 2006 | versão papel versão papel

Não, não morreu a nove, infelizmente, morreu a cinco; foi ontem, com muita pena. Fica para a próxima o passeio por Berlim…

Berlim – morreu a nove

Berlim, Berlim morreu a nove.

Cenário:
Yorckstr… sucessão de viadutos de ferro
Enegrecidos pela ferrugem,
Onde as velhas linhas para leste,
Entregues à voracidade do tempo,
Se equilibram, sobranceiras,
Os carris retorcidos pelo matagal.

De quando em vez
O crepúsculo é rasgado pelo S-Bahn para Mariendorf,
Fila de janelas iluminando prostitutas de couro e lingerie
Em carícias obscenas

Hordas de guerreiros em latex vermelho,
Silhuetas recortadas no lusco-fusco,
Movimentam-se junto ao descampado.

Conan, o Bárbaro, montado no seu Camaro de 70
Cuspindo fogo estrepitosamente,
Vem ver se está tudo bem com as suas pequenas.

Do imbiss do turco
Ouve-se a rádio anunciar que em Postdamerplatz o muro está a cair.

Que faço eu aqui
Com as mãos manchadas de sangue?

Berlim, Berlim: morreu a nove.

(Adolfo Luxúria Canibal / Carlos Fortes)


Em “Mutantes S.21″ – Mão Morta (1992/Fungui)

www.mao-morta.org

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LETRAS|”Vôo das águias” – Xutos e Pontapés

Maio 24th, 2004 | versão papel versão papel

Saem ratos das esquinas
Ofuscando a passagem
Limitando o meu ser
Eles meu destino comem
Fabricando a minha raiva
O meu corpo roem

Sem sentido eles se movem
Ordenando as nossas vidas
Pelas ruas eles correm
Controlando as calçadas
E nas torres lá estão eles
Vigiando as entradas

E no dia em que as águias
Levantarem vôo
Não vai sobrar um rato
Pra contar como é que foi

Pela calada eles espreitam
Matando almas à passagem
Nos buracos lá estão eles
Aguardando a boa hora
Saltam deles a guinchar
Tu já foste agarrado

(Letra: Zé Pedro)

Do LP “Cerco” – Xutos e Pontapés (1985/Dansa do Som)

Sítio:www.xutos.pt

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LETRAS|Sem abrigo (nas cidades de ninguém) – João Afonso

Março 25th, 2004 | versão papel versão papel

Sem abrigo (nas cidades de ninguém) – João Afonso

Olho ao meu lado, na rua desperto
rostos à espera de alguém
bocas caladas tão perto, deserto
nas cidades de ninguém

Há no pousio desta vida, um silêncio
de quando nos vemos sós
e vejo contados, meus medos, meus sonhos
no mais belo livro que eu vi

Olho para o Tejo, navego na noite
encosta a terra um navio
foram-se os corvos partiram para Goa
contam mentiras do império

Há nas palavras perguntas respostas
mistérios por desfazer
um sentido cego para tudo e para nada
no mais belo livro que eu li

Olho a cidade no espelho das águas
chega de longe um amigo
com pensamentos constrói os seus dias
e o tecto do seu abrigo

Corto as amarras, venceu a maré
dos mundos por descobrir
nas margens da vida se escrevem as linhas
do mais belo livro por vir.

(Letra e Música: João Afonso Lima)


“Zanzibar” – João Afonso (2002/Universal)

Sítio: www.joaoafonso.em.pt

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LETRAS|”Acordar” – Rádio Macau

Fevereiro 29th, 2004 | versão papel versão papel

“Acordar” – Rádio Macau

Não parti mas já não sei voltar

ando às voltas a esquecer quem sou

bebo a noite até o sol chegar

ele sempre me encontrou

Não sei viver sem ter de viver

e o que me dão já não sei gostar

Não se perde o que não se quer ter

cada vez mais sei esperar

Só o amor me faz correr

Só o amor me faz ficar

Só o amor me faz perder

Só o amor me faz querer mais

E se for

a primeira vez

que os teus dedos

tocam a luz da manhã

dá-me a tua mão

respira o ar do dia

talvez nada mais

Só o amor me faz correr

Só o amor me faz ficar

Só o amor me faz perder

Só o amor me faz querer mais

(Letra: Xana e Flak)

“Acordar” – Rádio Macau (2003/Universal)

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LETRAS|”Que amor não me engana” – José Afonso

Fevereiro 19th, 2004 | versão papel versão papel

Que amor não me engana

Com a sua brandura

Se da antiga chama

Mal vive a amargura

Duma mancha negra

Duma pedra fria

Que amor não se entrega

Na noite vazia?

E as vozes embarcam

Num silêncio aflito

Quanto mais se apartam

Mais se ouve o seu grito

Muito à flor das àguas

Noite marinheira

Vem devagarinho

Para a minha beira

Em novas coutadas

Junta de uma hera

Nascem flores vermelhas

Pela Primavera

Assim tu souberas

Irmã cotovia

Dizer-me se esperas

Pelo nascer do dia

(Letra: José Afonso)

“Venham mais cinco” – José Afonso ( 1973/LP Orfeu)

Sítio:Associação José Afonso

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LETRAS|”Ouvi Dizer” – Ornatos Violeta

Janeiro 31st, 2004 | versão papel versão papel

“Ouvi Dizer” – Ornatos Violeta

Ouvi dizer que o nosso amor acabou.

Pois eu não tive a noção do seu fim!

Pelo que eu já tentei,

Eu não vou vê-lo em mim:

Se eu não tive a noção de ver nascer um homem.

E ao que eu vejo,

Tudo foi para ti

Uma estúpida canção que só eu ouvi!

E eu fiquei com tanto para dar!

E agora

Não vais achar nada bem

Que eu pague a conta em raiva!

E pudesse eu pagar de outra forma!

Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã,

E eu tinha tantos planos pra depois!

Fui eu quem virou as páginas

Na pressa de chegar até nós;

Sem tirar das palavras seu cruel sentido!

Sobre a razão estar cega:

Resta-me apenas uma razão,

Um dia vais ser tu

E um homem como tu;

Como eu não fui;

Um dia vou-te ouvir dizer:

E pudesse eu pagar de outra forma!

Sei que um dia vais dizer:

E pudesse eu pagar de outra forma!

A cidade está deserta,

E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:

Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.

Em todo o lado essa palavra

Repetida ao expoente da loucura!

Ora amarga! ora doce!

Pra nos lembrar que o amor é uma doença,

Quando nele julgamos ver a nossa cura!

(Letra: Manuel Cruz)

“O Monstro Precisa de Amigos” – Ornatos Violeta(1999/Polydor/Universal)

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LETRAS|”O Sopro do Coração” – Clã

Janeiro 27th, 2004 | versão papel versão papel

“O Sopro do Coração” – Clã

Sim, o amor é vão

É certo e sabido

Mas então (Porque não)

Porque sopra ao ouvido

O sopro do coração

Se o amor é vão

Mera dor mero gozo

Sorvedouro caprichoso

No sopro do coração

No sopro do coração

Mas nisto o vento sopra doido

E o que foi do

Corpo no turbilhão

Sopra doido

E o que foi do

Corpo alado

Nas asas do turbilhão

Nisto já nem de ar precisas

Só meras brisas

Raras

Corto em dois limão

Chego o ouvido

Ao frescor

Ao barulho

À acidez do mergulho

No sangue do coração

Pulsar em vão

É bem dele É bem isso

E apesar disso eriça a pele

O sopro do coração

O sopro do coração

Mas nisto o vento sopra doido

E o que foi do

Corpo no turbilhão

Sopra doido

E o que foi do

Corpo alado

Nas asas do turbilhão

Nisto já nem de ar precisas

Só meras brisas

Raras

(Letra:Sérgio Godinho)

CD “Lustro” – Clã (2000/EMI)

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LETRAS|”Anarquista Duval” – Mão Morta

Janeiro 24th, 2004 | versão papel versão papel

“Anarquista Duval” – Mão Morta

Pela estrada fora vinha um homem

Encoberto pelas sombras da noite

Alguém lhe perguntou o nome

«Sou uma miragem, Dizem que semeio o caos e a destruição

Como o vento semeia as papoilas

O meu nome é… Liberdade»

Vinha pela estrada fora a Liberdade

Encoberta pela noite das sombras

«Sabes quem eu sou?» perguntou ao candeeiro

«És uma miragem

E pertences ao livro dos sublinhados provocadores

Que são os poetas

Almas sonhadoras»

«Anarquista Duval:

Prendo-te em nome da lei!»

«E eu suprimo-te em nome da Liberdade!!»

Sublinhados provocadores iam pela estrada fora

Carregando o livro das sombras

Da noite só restava o candeeiro

Encoberto

(Letra: Adolfo Luxúria Canibal / Carlos Fortes – Zé dos Eclipses)

“O.D., Rainha do Rock & Crawl” – Mão Morta (1991/NorteSul)

Sítio:www.mao-morta.org

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LETRAS|”Carta” – Toranja

Janeiro 19th, 2004 | versão papel versão papel

“Carta” – Toranja

Não falei contigo

com medo que os montes e vales que me achas

caíssem a teus pés…

Acredito e entendo

que a estabilidade lógica

de quem não quer explodir

faça bem ao escudo que és…

Saudade é o ar

que vou sugando e aceitando

como fruto de Verão

nos jardins do teu beijo…

Mas sinto que sabes que sentes também

que num dia maior serás trapézio sem rede

a pairar sobre o mundo

e tudo o que vejo…

É que hoje acordei e lembrei-me

que sou mago feiticeiro

Que a minha bola de cristal é feita de papel

Nela te pinto nua

numa chama minha e tua.

Desconfio que ainda não reparaste

que o teu destino foi inventado

por gira-discos estragados

aos quais te vais moldando…

E todo o teu planeamento estratégico

de sincronização do coração

são leis como paredes e tetos

cujos vidros vais pisando…

Anseio o dia em que acordares

por cima de todos os teus números

raízes quadradas de somas subtraídas

sempre com a mesma solução…

Podias deixar de fazer da vida

um ciclo vicioso

harmonioso do teu gesto mimado

e à palma da tua mão…

É que hoje acordei e lembrei-me

que sou mago feiticeiro

e a minha bola de cristal é feita de papel

Nela te pinto nua

Numa chama minha e tua.

Desculpa se te fiz fogo e noite

sem pedir autorização por escrito

ao sindicato dos Deuses…

mas não fui eu que te escolhi.

Desculpa se te usei

como refúgio dos meus sentidos

pedaço de silêncios perdidos

que voltei a encontrar em ti…

É que hoje acordei e lembrei-me

Que sou mago feiticeiro…

…nela te pinto nua

Numa chama minha e tua.

Ainda magoas alguém

O tiro passou-me ao lado

Ainda magoas alguém

Se não te deste a ninguém

magoaste alguém

A mim… passou-me ao lado.

(Letra de Tiago Bettencourt)

CD “Esquissos” – Toranja (2003/Universal)

Sítio:toranja.clix.pt/index3.html

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LETRAS|”Ferrugem a atacar” – Ovo

Janeiro 16th, 2004 | versão papel versão papel

“Ferrugem a atacar” – Ovo

Ferrugem a atacar, ponto por ponto

Até que chega a um ponto, em que acaba por alastrar

Os gonzos ficam perros, a fechadura encrava

E a porta, já não há quem a abra

São como rugas que aparecem, sem mais nem porquê

Sem quê nem mais quê, mesmo no cantinho dos olhos

Nos cantos da boca, nos cantos de tudo

E o tempo é cada vez mais curto

REFRÃO

Um pau na engrenagem

Não anda nem deixa andar

Mas ao fim de um certo tempo

Sempre acaba por estalar

São como sapos inchados, galinhas no poleiro

Porquinhos de mealheiro, a abarrotar, a abarrotar

Andamos de roda com as voltas que dão

E a nós, ninguém nos dá a mão

Ferrugem a atacar, ponto por ponto

Até que chega a um ponto, em que acaba por alastrar

Os gonzos ficam perros, a fechadura encrava

E a porta, já não há quem a abra

REFRÃO

(letra de Nuno Barreiro)

Single “Ferrugem a atacar” de 2003

Sítio:www.ovolandia.com

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