‘manchete’ Category

Quase Universal…

Março 19th, 2010 | versão papel versão papel

Sempre estranhei; soava-me a alguma presunção institucional. O facto é que se já algumas vezes por aqui me referi a um certo e inexplicável imobilismo das grandes editoras no que ao uso das novas tecnologias diz respeito, e isto no que concerne apenas ao aproveitamento destas como recurso de divulgação das suas edições, chegou a altura de tirar o chapéu a uma delas. É positivo ver a Universal Portugal com um website moderno e completo. É muito positivo receber uma newsletter com todas as novidades da editora e sempre em cima do acontecimento. Era estranho saber das novidades apenas quando me deslocava a uma das lojas do costume. Está tirado o chapéu.
A isto, gostava ainda de juntar aquilo que parece ser uma ténue mas crescente aposta na música nacional. Não são só nomes como David Fonseca, Xutos & Pontapés, Pedro Abrunhosa ou Tiago Bettencourt a pairar nas prateleiras; é salutar ver a aposta em novos nomes como Anaquim, Virgem Suta, Varuna, Nu Soul Family ou Os Pontos Negros; e claro, está aí o regresso dos Mão Morta. Não é perfeito mas mostra alguma vontade.
Se a SonyBMG já vinha seguindo de alguma forma este caminho, chegou agora a vez da Universal. E bem.

logótipo da Universal

www.universalmusic.pt

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“Galaxia Tropicalia” – Blasfemea

Março 17th, 2010 | versão papel versão papel

Em síntese, fica provado que “BLSFM” (Edição de Autor, 2008) não aconteceu por acaso. Não que o EP de estreia dos Blasfemea fosse pautado por um extraordinário brilhantismo, mas porque deixou no ar algumas boas ideias capazes de catapultar o quarteto formado por Tiago Amaro (voz, guitarra e teclas), Fábio Jevelim (voz e guitarra), David Pessoa (baixo) e Rui Lourenço (bateria) para a ribalta. Uma ano depois, chegava-nos o álbum de estreia, “Galaxia Tropicalia”.
E catapultou. É assinalável a consistência que percorre todo o disco. De um equilíbrio revelador, capaz de conferir uma estética muito própria aos Blasfemea, “Galaxia Tropicalia” é vibrante e moderno. Sem ser particularmente original, sobressai uma forte coerência centrada num cruzamento sonoro electro pop-rock.
Se a ideia era construir um disco pop de energia punk, então o objectivo foi claramente atingido. “Galaxia Tropicalia” merece ser absorvido, desprendidamente; livremente. De um “psicadelismo escandalosamente tropical“, nas palavras dos próprios, o som dos Blasfemea merece ser desfrutado.

Ouvir Blasfemea no MySpace

capa de Galaxia Tropicalia
“Galaxia Tropicalia” – Blasfemea (Edição de Autor, 2009)

01 Maria
02 Kami
03 Kaede
04 Eva
05 Catherine
06 Linda
07 Ida
08 Victoria
09 Diana
10 Linday

género: pop
www.blasfemea.com

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“Erotikon” – The Beautiful Schizophonic

Março 15th, 2010 | versão papel versão papel

Espiralando pela memória. Respirando com maior ou menor sofreguidão. Quase sempre vagarosamente. Pousado, como  o pássaro que se sustenta no ar, com as asas estendidas. No ar, no espaço, pelo corpo vazio, despido de roupa e esquecido de emoções. Em “Erotikon”, Jorge Mantas convida-nos a entrar numa viagem misteriosa, feita de 11 faixas de um abstractividade melancólica, de pequenos fragmentos de som, ruído, vozes e almas; fragmentos de um sonho eventualmente vivido no toque suave dos dedos das mãos. Cativantes experiências.
“Erotikon” é uma edição da Crónica Electrónica.

Ouvir The Beautiful Schizophonic no MySpace

capa de Erotikon
“Erotikon” – The Beautiful Schizophonic (Crónica Electrónica, 2009)

01 Furla
02 Aysha
03 Bambilány
04 Blumarine
05 Musgo
06 Nocturnosque
07 Aliénor d’Aquitaine
08 Alba
09 Orlík
10 Fornarina
11 Pollen

género: experimental
www.cronicaelectronica.org

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“Then nothing turned to gold” – Jaguar

Março 13th, 2010 | versão papel versão papel

Fantástico!
Chama-se “Then nothing turned to gold” e é o disco gravado em 2008 pelos albicastrenses Jaguar em jeito de despedida. Nunca antes editado, está agora disponível para download gratuito. A editora Skud & Smarty propôs, a banda aceitou e nós agradecemos; muito. É mais uma bela amostra do sangue indie que corre pelas veias de Castelo Branco. Alguns anos depois de “Pop-Yen” (Lemon Editions, 2002), é bom voltar a ouvir o som dos Jaguar e a voz de Filipa Leão. É bom.
Livre e gratuito. E ainda bem.

Download Grátis

capa de Then Nothing Turned to Gold
“Then nothing turned to gold” – Jaguar (Skud & Smarty, 2010)

género: indie
www.myspace.com/osjaguar
www.myspace.com/skudandsmarty

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“Gentle Persuasion” – The Dorian Grays

Março 11th, 2010 | versão papel versão papel

Alguns EPs têm destas coisas; criam tensão; dúvida; até frustração. O EP de estreia dos The Dorian Grays é um desses discos.
Composto por apenas 4 faixas, “Gentle Persuasion” é uma amostra assaz interessante não só do que andam os The Dorian Grays a fazer por estes dias, mas principalmente do que poderão vir a fazer no futuro. É um registo curioso, tal a forma como são geridas as diferentes tensões que o habitam; às vezes seres ternos; noutras seres violentos. São as várias velocidades dos The Dorian Days. Dizem-se “trovadores do escuro, das vielas onde os gatos são pardos e dos clubes onde olhares se cruzam em busca de algo onde se possam perder. Reflexo do mundo onde vivemos; do ruído dos engenhos, da melancolia da cidades e da turbulência das noites, numa sociedade de ver e ser visto; que odiamos e amamos, de que fazemos parte mas queremos fugir” (1). São os novos trovadores urbanos, enredados numa vontade quase esquizofrénica de ser e experimentar várias coisas ao mesmo tempo; gritos e pianos constroem a particular personalidade do grupo de João Batanete (bateria, percussão, vozes e Atari Punk Machine), Dennis Mendes (teclados e maquinaria) e Miguel Ferreira (voz e guitarra). Uma personalidade forte a despontar e a comprovar em registo futuro, mais completo. Para já, fica a frustração do sabor a pouco.
A produção foi de Marco Jung.

Ouvir The Dorian Grays no MySpace
capa de Gentle Persuasion
“Gentle Persuasion” – The Dorian Grays (Edição de Autor, 2009)

01 Ode To No One
02 The Butcher
03 Our Excess
04 There Isn’t a Title Long Enough to Tell You How Much You All Look the Same to Me

género: alternativa

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“Budja Ba” – Melech Mechaya

Março 9th, 2010 | versão papel versão papel

Assim sim!
Em Setembro de 2008, sobre o EP de estreia do grupo, dizia por aqui que os Melech Mechaya deviam ser proibidos de editar EPs. Dizia ainda que ouvir o EP “Melech Mechaya” era “como ir ao baile e vir embora a meio por falta de electricidade ou por alguma hecatombe meteorológica. “Melech Mechaya” é rápido como um foguete, passa depressa, deixando atrás de si um rasto de festa e alegria, mas também de tristeza pelo prazer tão efémero.” Pois bem, chegados a 2009, a festa recomeçou, durando agora o tempo necessário para nos convencer. Em resumo, é a festa que se esperava. Uma festa inteira.
Em abstracto, e não sendo fácil explicá-lo, há música que é muito mais do que isso; pelo que é; pelo que representa. É algo racional, com sentido, que vem de dentro e a torna viva, realista. É algo quase espiritual. “Budja Ba” tem muito dessa experiência espiritual. E não é só pelo principal caminho estético seguido, o estranho e judaico klezmer, mas por tudo o resto; o sentimento, a energia e a forma como a música cumpre o seu objectivo. Totalmente.
Essencialmente klezmer, com tradicionais e originais dos Melech Mechaya, “Budja Ba” é ainda assim uma ampla viagem por latitudes e longitudes várias, comprovando a forma aberta e exploratória como o grupo olha para a sua música.  São passos que se dão bem para lá do centro e leste europeu. Não há aqui uma realidade fechada, muito pelo contrário. Há outras influências, outros continentes a marcarem a respiração de “Budja Ba”, sendo isso que nos atrai ainda mais na arte do grupo de João Graça – violino, Miguel Veríssimo – clarinete, André Santos – guitarra, João Sovina – contrabaixo – e Francisco Caiado – percussão. Com produção do próprio grupo, “Budja Ba” contou ainda como convidadas com as Tucanas, na voz, percussões e acordeão, e com Noémia Santos, Ana Sousa e Irina Santos, todas na voz.
Uma experiência impossível de ignorar.

Ouvir Melech Mechaya no MySpace

capa de Budja Ba
“Budja Ba” – Melech Mechaya (Ovação, 2009)

01 Dodi Li
02 Fanfarra
03 Bulgar De Almada
04 Nigun 7
05 Dança Do Desprazer
06 Sweet Father
07 (Rad Halaila)
08 Budja Ba
09 Fado Tantz
10 Na Festa Do Rabi
11 Freylach 6.8
12 Hava Nagila
13 (Melodia Da Rua)
14 Cravineiro
15 Sabituar
16 Harmónica

género: world
www.ovacao.pt

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Personalidade Feminina da Década

Março 7th, 2010 | versão papel versão papel

Lanço hoje o terceiro de um conjunto de cinco desafios a lançar durante as próximas semanas n’a trompa. Esta semana é a personalidade feminina da primeira década do Séc. XXI a entrar em votação. Nesta proposta, a trompa apresenta 50 nomes dentre os quais cada leitor deste blog poderá escolher no máximo cinco (5).
Eis a proposta d’a trompa, o resto é convosco; façam o favor de fazer as vossas escolhas! Mais uma vez…

Votações em Aberto:
// Personalidade Feminina da Década
// Personalidade Masculina da Década
// Disco da Década

voz feminina da década

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“Diários de Marcos Robert” – Bob da Rage Sense

Março 4th, 2010 | versão papel versão papel

A produção de “Diários de Marcos Robert” não engana. Bob da Rage Sense não engana; muito pelo contrário. É excelente, sem surpreender. Pautando “Diários de Marcos Robert” com uma lírica densa, um forte realismo e uma evidente pessoalização,  Bob da Rage Sense espalha com fulgor e harmonia o que lhe vai alma; Sam the Kid, Sir Scratch, Dino e New Max, entre outros, ajudam neste processo. E bem.

Ouvir Bob da Rage Sense no MySpace

capa de Diários de Marcos Robert
“Diários de Marcos Robert” – Bob da Rage Sense (Footmovin’, 2009)

01 Intro
02 Conheço-te de Algum Lado?
03 Andar á Chuva
04 Amor
05 Geração de Hipocrisia
06 Nunca Tiveste na Minha Pele
07 Se Tens Skills
08 Universal
09 Alimentação Para Extinção
10 Paixão Cega
11 Bomberjack Skit
12 Rap Real
13 Obama
14 Não Sabem o Que Foi Preciso
15 Sorrisos Imperfeitos
16 Reféns
17 Relações de Merda
18 O Show Acabou

género: hip-hop
www.footmovin.com

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Edições Discográficas de 2010

Março 1st, 2010 | versão papel versão papel

Tal como em anos anteriores, é tempo de divulgar o espaço destinado à recolha e ao registo de edições discográficas levadas a cabo durante o ano de 2010. Vai estar sempre no menu de topo; é procurar por ‘discos 2010′.
Entretanto e se conheces algum disco editado durante 2010 ainda não listado, então clica AQUI e dá a dica.

Ver Discos 2010

discos 2010

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“Stories of Hope and Mayhem” – Defying Control

Fevereiro 27th, 2010 | versão papel versão papel

É um disco sobre as coisas da dor e da esperança…
É assim o segundo álbum de originais dos Defying Control, banda gizada em 2003 pelos skaters Killer (voz e baixo) e Francis (guitarra), ainda como Cross The Line; os Defying Control nasceriam em 2005. Hoje, e depois de algumas alterações no seu line-up, a banda integra ainda André Silva (guitarra) e Marcelo (bateria).
Se há diferenças globais em relação ao anterior “Reflection” de 2007? Claro que sim; primeiro pela interpretação mas acima de tudo pela produção. “Stories of Hope and Mayhem” é claramente um passo em frente na história do grupo lisboeta. Depois, e sem nunca decepcionar, “Stories of Hope and Mayhem” também não emociona, verdadeiramente, não sendo ainda aquele disco portador da originalidade desejada pelos Defying Control. Ouve-se e sente-se um som musculado, de um ritmo pautado por uma capacidade melódica interessante, resultando num punk-rock moderno, muito ao jeito norte-americano. As referências estão lá, são assumidas e fazem todo o sentido.
Melodia, técnica e velocidade; são assim os novos Defying Control.

Ouvir Defying Control no MySpace

capa de Stories of Hope and Mayhem
“Stories of Hope and Mayhem” – Defying Control (Edição de Autor, 2009)

01 Stories Of Hope And Mayhem
02 Say What You Think
03 Leap Of Faith
04 Saviour
05 My Country
06 The World’s Down Fall
07 First Melody
08 New Beginning
09 King Or A Fool
10 To The Bone
11 Lost Life
12 Image Of Reality
13 Blessed

género: punk rock
www.defyingcontrol.net

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“Alma” – LÖBO

Fevereiro 24th, 2010 | versão papel versão papel

Colossal.
Chega a ser arrepiante.
É assim o EP “Alma” dos LÖBO; uma pequena preciosidade do doom nacional. Amplo, naturalmente ambiental e moderadamente experimental. Seria suficiente ouvir o início de “Aqui em baixo a alma mede-se com mãos cheias de pedras” para sentirmos tão perto de nós o abismo. O som é de uma magnitude que atordoa, tão possuído que é por uma dimensão estranhamente clássica. E falo de um classicismo contemporâneo, orquestral; mesmo. O arrepio prolonga-se. A imponência do som instrumental que nos é apresentado em “Alma”, faz deste um disco incrivelmente atmosférico e musculado. Ao terceiro acto, em “Matei os meus mestres – Silenciei os meus ídolos”, voltamos a ser atropelados por toda esta densidade instrumental,  desejando intimamente que dure para sempre. E dura mais um acto.
Simplesmente arrebatador!

Ouvir Löbo no MySpace

capa de Alma
“Alma” – LÖBO (Major Label Industries, 2010)

01 Aqui em baixo a alma mede-se com mãos cheias de pedras
02 Carne e sombra
03 Matei os meus mestres – Silenciei os meus ídolos
04 Por fim só. Livre

género: doom
www.majorlabelindustries.com
www.myspace.com/mlindustries

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“Nazca Lines” – Magina

Fevereiro 22nd, 2010 | versão papel versão papel

Pela Pampa Colorada abaixo, de braços dados com os Andes e o mar, o povo peruano Nazca desenhou enormes figuras de linhas direitas, só perfeitamente perceptíveis de vista aérea – entre os séculos III a.c. e VIII d.c.. Logo por isto, é com alguma curiosidade que se entra por “Nazca Lines” adentro, disco de estreia de Magina, um dos lados dos surpreendentes Aquaparque. E a razão, se a existe, prende-se com um certo mistério, com a razão nunca desvendada de linhas tão extensas e tão sem sentido quando olhadas do solo. “Nazca Lines” explora essa extensão linear, recta, condensada numa base que adensa todo o mistério. “Nazca Lines” também é um disco misterioso. Marcadamente ambiental, “Nazca Lines” facilita uma dupla perspectiva, não se fechando num movimento horizontal, numa travessia terrena, mas seguindo também num movimento vertical, de uma dimensão espacial. É lá que ficamos com “The Love There That’s Sleeping”. “Nazca Lines” é um disco de curtas paisagens, nascidas de um confronto feliz de Magina com os seus teclados. É deles que nasce esta aventura planante, de pormenores melódicos de uma simplicidade fulminante, até popular;  cruzados com outros de  uma evidência claramente futurista. Neste sentido, André Abel diz na nota de imprensa, com alguma piada mas também com algum realismo, que “Nazca Lines” se situa “algures entre Richard Clayderman e Jean-Michel Jarre a degladiarem-se por qual a melhor releitura da banda-sonora de ‘Chariots of Fire’ de Vangelis“. Sabe a pouco, e isso é que é pena. O disco foi produzido e gravado por Pedro Magina e misturado e masterizado por Carlos Lopes.
Dizer ainda que “Nazca Lines” é editado hoje, pela editora francesa Ruralfaune – com distribuição prevista para os EUA, Japão e resto da Europa, numa edição especial e limitada a 50 cópias. Ao vivo, o músico vai estar no próximo dia 6 Março no Café Au Lait (18h30), no Porto; e no dia 10 de Março, no Lounge (22h30), em Lisboa.

Ouvir Magina no MySpace

capa de Nazca Lines
“Nazca Lines” – Magina (Ruralfaune, 2010)

01 She’s Behind Me
02 Heads Across the Sky
03 The Love There That’s Sleeping

género: alternativa
www.myspace.com/disquesruralfaune
www.myspace.com/ruralfaunesynthseries

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“Lozenge’s First Triangle” – Invisible FlameLight

Fevereiro 21st, 2010 | versão papel versão papel

Assim respira o metal flaviense…
E respira de uma forma titubeante entre um rock mais clássico, aqui e ali de tonalidades bem progressivas, e um thrash/death metal absolutamente avassalador. Gravado em 2007, “Lozenge’s First Triangle” é essencialmente o registo de um primeiro momento na vida da banda de Chaves; um passo importante; um passo que era importante dar. Não sendo um fim em si, “Lozenge’s First Triangle”  é acima de tudo um ponto de passagem. É o que nos dizem Daniel Almendra (voz), Jonas César (guitarra), Marco Pereira (bateria) e Luís Morais (baixo). Dizem-nos que os 35 minutos despendidos nestas sete  faixas são mais uma prova de um movimento pesado a implementar-se com vigor por terras de Trás-os-Montes. Com produção e mistura de Luís Barros (Tarântula) e da própria banda, o disco contou ainda com Paulo Barros (Tarântula) e Patrícia Rodrigues (ThanatoSchizO) como convidados.
O primeiro passo ficou dado, agora falta aguardar pelo álbum de estreia, já em preparação. O EP está disponível para download gratuito.

Download Grátis

capa de Lozenge's First Triangle
“Lozenge’s First Triangle” – Invisible FlameLight (Recital Records, 2009)

01 Channels
02 Against the Rocks
03 They Bring the City
04 Big Old Cow
05 Postures
06 Fading Heart
07 Puzzle Bubble

género: metal
www.myspace.com/invisibleflamelight
www.myspace.com/recitalrecords

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Personalidade Masculina da Década

Fevereiro 20th, 2010 | versão papel versão papel

Com a votação para ‘o disco da década’ ainda a decorrer, lanço-vos hoje o 2º de um conjunto de cinco  desafios a ter lugar por aqui nos próximos tempos. Desta vez é a personalidade masculina da primeira década do Séc. XXI a estar na berlinda. Nesta proposta, a trompa apresenta 60 nomes dentre os quais cada leitor deste blog pode escolher no máximo seis (6). São músicos, mas são também produtores e homens ligados à edição discográfica. Existem outros, é certo, mas esta é a proposta d’a trompa.
O resto é convosco; façam o favor de fazer as vossas escolhas!

Votações em Aberto:
// Personalidade Masculina da Década
// Disco da Década

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“unoeskimo” – unoeskimo

Fevereiro 18th, 2010 | versão papel versão papel

Em 2006, Carl Minnemann e David Fialho davam os primeiros passos da vida dos unoeskimo…
…três anos passados, e depois de algumas alterações no line-up da banda, os unoeskimo desvendaram o que nos andaram a preparar nos últimos anos. Era lançado um álbum homónimo, um registo de 11 temas co-produzido pela banda e por João Pedro Ferraz (Ban e Zero). Um disco para ouvir com atenção.
Três anos é já algum tempo e “unoeskimo” é a prova disso; pelo equilíbrio, pela coerência , mas essencialmente pela personalidade. Se parece claro que são poucos os momentos em que o disco é verdadeiramente excitante – o single “Disgrace” é obviamente um desses momentos, não é menos claro que na sua globalidade o que emerge é um rock interessante, com algumas nuances de género a esvoaçarem sem problemas por outras latitudes; ora mais pop, ora menos pop, mas sempre com uma alma alternativa a palpitar. Sempre em fuga ao óbvio; em fuga para a frente.
“unoeskimo” é como que a prova final do amadurecimento da banda de Carl Minnemann (voz e guitarra), Leandro Leonet (bateria), João Mascarenhas (teclados e vozes), Kiko Brandão (baixo e vozes) e Tiago Mota (guitarra e vozes). Um amadurecimento reflectido em todo o cuidado colocado na composição.

Ouvir unoeskimo no MySpace

capa de unoeskimo
“unoeskimo” – unoeskimo (FIGURA!, 2009)

01 Disgrace
02 The Reprieve
03 Ask the Dust
04 After the Quake
05 Vile Bodies
06 As Ever
07 Moon Indigo
08 Enduring Love
09 Weapons
10 The Heart Is a Lonely Hunter
11 Intimacy

género: rock
unoeskimo.com

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a trompa mobile

Fevereiro 16th, 2010 | versão papel versão papel

É a trompa na palma da mão…
Adaptada à nova realidade das telecomunicações e numa versão bem simplificada, eis a versão mobile d’a trompa. Genericamente, é um forma mais rápida e simples de aceder aos últimos posts deste vosso blog; com conteúdos exclusivos, genericamente, propostas de concertos.
É a trompa mobile!

atrompa.wirenode.mobi

a trompa mobile

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“Muda Que Muda” – João Coração

Fevereiro 13th, 2010 | versão papel versão papel

Há algo neste João de Lisboa que virá sempre do coração: a palavra. É uma constatação que vem do anterior “Nº1 – Sessão de Cezimbra” (FlorCaveira, 2008) e que se  mantém naturalmente transversal à música de João Coração. “Muda Que Muda” mantém essa ideia central. As coisas dizem-se porque há uma razão para se dizerem e porque há uma necessidade concreta de as compreender. E “Muda Que Muda” é um disco de palavra. Mais e melhor ainda. Mas não só.
João Coração tem muitos amigos e isso reflecte-se na sua música. Positivamente. Felizmente. Com João Coração, estão neste disco João Pinheiro e David Pires, na bateria e percussão, Miguel Gelpi no contrabaixo, Walter Benjamin na melódica, Manel Dordio na guitarra, Zaca no trompete e Lúcia Vaz Pato e Filipe Sambado no coro. Reflecte-se essencialmente no cuidado trabalho melodioso que atravessa todo o disco, percebendo-se isso claramente, e só por exemplo,  em “Muda Que Muda”, o tema que dá título ao disco, até na deliciosa vénia a “Road to Nowhere” dos Talking Heads. Mais luminoso, mais melodioso, “Muda Que Muda” transporta uma outra forma de João Coração ver os seus dias. Parecem diferentes, mais arejados. Todo o disco é um pequena delícia  sonora compactada em 40 minutos de prazenteira audição – sem ignorar o 2º Lado B oferecido para download.
“Muda Que Muda” é ainda marcado pelo sussurrar de João Coração. João Coração não grita para uma invisível multidão à sua volta; ele sopra para quem à sua frente se sentou de pernas cruzadas para o ouvir. Com toda a atenção. Com todo o prazer. É de novo aquele sussurrar do coração.
Embrulhado num manto de canções pop de influências country-folk e outras, “Muda Que Muda” é um belo álbum; registo final de uma mudança serena e acertada. Uma mudança para melhor.

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capa de Muda Que Muda
“Muda Que Muda” – João Coração (Florcaveira, 2009)

01 Canção para ficar
02 Passo a passo
03 Muda que muda
04 Abalada farewell
05 Sofia
06 Cadeiras Ocidentais
07 O avesso do começo
08 Istambul ou Budapeste
09 Abre a janela

género: pop
joaocoracao.caixaforte.org
www.florcaveira.com
www.myspace.com/florcaveira

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“Gessicatrip Movie” – Gessicatrip

Fevereiro 10th, 2010 | versão papel versão papel

O projecto chama-se Gessicatrip; a maqueta “Gessicatrip Movie”…
Projecto pessoal de Tito Pires, nos primeiros tempos na companhia de João Vasco (Plaggio), Gessicatrip é a revelação de uma ideia; uma ideia exploratória; uma ideia essencialmente alternativa. “Gessicatrip Movie” é a materialização dessa ideia; em português, com bonecos animados à mistura.
Sem um rumo estético fixo, e isso parece consciente, “Gessicatrip Movie” é a expressão de um conceito rock de base cinematográfica. Mais rock ou mais electrónico, “Gessicatrip Movie” evolui com rédea solta ao longo dos seus fugazes 18 minutos. São 9 faixas indicadoras de alguma originalidade e de um conceito ainda por aprofundar. Espaço para isso existe.
Para além do já referido João Vasco, ouve-se ainda o saxofone de Torré (Os Cactos, Electric Domestique) no tema “Electric Man”.

Ouvir Gessicatrip no MySpace

capa de Gessicatrip Movie
“Gessicatrip Movie” – Gessicatrip (Edição de Autor, 2009)

01 White Rabbit
02 Electric Man
03 (A)corda
04 Poder
05 Ignóbil
06 Sentinela
07 É Prazer
08 Fantasia de Sofá
09 White Rabbit (Radio Version)

género: alternativa

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“AOK” – Angry Odd Kids

Fevereiro 8th, 2010 | versão papel versão papel

Na senda da juventude…
Um pouco como em Fonzie, onde é baixista, Carlos Teixeira carrega os Angry Odd Kids pelos caminhos da juventude. A grande diferença, é que em Angry Odd Kids o punk-rock é apenas um ponto de partida – pelo menos nesta fase. Para o bem ou para o mal, “AOK” é um emaranhado curioso de influências tão díspares como o punk-rock, o euro-dance ou o hard-rock. O risco é grande mas parece consciente. Figuras de relevo do pop-punk nacional, os Angry Odd Kids são melódicos e/ou robustos q.b., fazendo-o com coragem e em português. Uma palavra para as participações especiais de Hugo Maia (Fonzie), Tó Pica (Anti-Clockwise, RAMP), João Pedro Almendra (Peste & Sida) e dos MCs de Mundo Secreto, entre outros.
Um disco com muito single à mistura…

Ouvir Angry Odd Kids no MySpace

capa de AOK
“AOK” – Angry Odd Kids (Edição de Autor, 2009)

01 La venganza de Megatron
02 Vivo do ódio e do rancor
03 Até morrer
04 Q.P.O.T.
05 Quero parar o tempo
06 Confissões anormais
07 Sempre a correr
08 Dance core Mujahaidin
09 Ninguém consegue ver
10 Visão própria (revolução)
11 Miami vais
12 Sabes bem como sou
13 Tu nunca tentaste
14 Abre os olhos tas parado
15 Há Sempre uma Saída (nova vida) feat. Guilherme
Bonus track
16 Até morrer (remix by M. Teixeira)

género: punk-rock
palcoprincipal.sapo.pt/angry_odd_kids

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”Exposed” – d3ö

Fevereiro 6th, 2010 | versão papel versão papel

Sem concessões. Iguais a si próprios. E aqui, isso é profundamente positivo.
Depois, e para quem acompanhou de perto o lançamento do trio de EPs “SixPackTrack” (2003), “8 Tracks On Red” (2004) e “7 Heartbeat Tracks” (2005), sabe o quanto era importante chegar a este álbum. Para o povo, é verdade, mas também para a banda, como forma de afirmação e ponto de viragem. E é o que “Exposed” nos diz. Mais do que nunca, os d3ö expõem-se,  inteiros, fazendo alarde do que de melhor sabem fazer. Primeiro, a música.
É rock. Não um rock abstracto, indefinido, onde tudo e mais alguma coisa parece ter lugar. Não,  aqui, é mesmo puro rock, com a vantagem de estar melhor do que nunca. O espírito é o mesmo mas a sonoridade está mais polida, mais madura e por isso mesmo, ainda mais atractiva – mas sem facilitismos. É um sentimento que percorre todo o disco; uma incrível coerência de estilo. É a mais pura da energia rock’ n’ roll, tantas e tantas vezes associada à arte deste trio conimbricense. E muito bem.
Se a ideia era dizer presente, o grupo de Toni Fortuna (voz e guitarra), Tó Rui (guitarra) e Miguel Benedito (bateria),optou antes por dizer futuro. Vincadamente. É certo que vamos contar com eles nos próximos tempos.

Ouvir d3ö no MySpace

capa de Exposed
“Exposed” – d3ö (Subotnick Enterpreises, 2009)

01 Junior Daddy
02 Wanna Hold You
03 Take This Love
04 Blindman
05 Say You Will
06 Go!
07 On the Phone
08 Yellow Sand
09 What You Doing?
10 I’ve Been Away
11 Everyday
12 Camerta 33

género: rock
www.subotnick.com.pt

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