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“As Letras como Poesia” – Vitorino Almeida Ventura

Agosto 20th, 2009 | versão papel versão papel
Contra o velho preconceito que as diz uma literatura ‘menor’” (Vitorino A. Ventura).
Esta é a ideia base que serviu de mote a Vitorino Almeida Ventura para a  edição de “As Letras como Poesia”. Com uma primeira edição em 2006 esgotada há muito, da responsabilidade da Objecto Cardíaco, “As Letras como Poesia” acaba de ganhar uma segunda edição, esta com o cunho das Edições Afrontamento. “As Letras como Poesia” é um ensaio poético sobre as letras das canções de vários nomes da nossa música: Banda do Casaco (António Avelar de Pinho), Belle Chase Hotel (JP Simões), Clã (Carlos Tê), GNR (Rui Reininho), Mão Morta (Adolfo Luxúria Canibal), Ornatos Violeta (Manel Cruz), Sérgio Godinho e Três Tristes Tigres (Regina Guimarães). Em preparação, está já um segundo volume com estudos sobre as letras de Jorge Cruz, Marta Bernardes (O Projecto é Grave!), Ronaldo Fonseca (peixe : avião), Pedro da Silva Martins (Deolinda), Tiago Guillul e Valter Hugo Mãe.
Uma obra obrigatória. Pelo fim do preconceito.

Capa deAs Letras como Poesia
VENTURA, Vitorino Almeida, “As Letras como Poesia”, 2ª Edição, Edições Afrontamento, Porto, 2009.

sítio

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SÃO LIVROS|”Este Rapaz Vai Longe – Fernando Lopes-Graça quando Jovem” – António Torrado

Abril 11th, 2009 | versão papel versão papel
Já batiam palmas no salão. Um menino de óculos e cabelo encaracolado inclinava-se, a agradecer, perante a selecta assistência da alta sociedade tomarense. O pequeno pianista chamava-se Fernando e aquele era o seu primeiro êxito. Muitos mais se lhe seguiram por toda a extensão da sua longa vida, mas aquelas palmas entusiásticas, que lhe ressoavam no peito e o faziam estremecer de alegria, ninguém mais senão ele podia avaliar quanto, em verba de lágrimas, já lhe tinham custado.” (na contra-capa)

Foi assim como que uma compra inesperada. Admito que o desconto de 80% me chamou bastante a atenção. Acabei por pagar apenas 2€. De resto, nem sequer conhecia este livrinho, uma obra com texto de António Torrado e ilustrações de Cristina Malaquias. A história, essa, está bom de ver, é a do compositor Fernando Lopes-Graça (1906-1994) enquanto jovem. Uma pequena maravilha de 36 páginas, nascida na sequência da peça “A Casa da Lenha” que o mesmo António Torrado escreveu por ocasião das comemorações do centenário do nascimento de Fernando Lopes-Graça – peça encenada pelo igualmente nabantino João Mota.
Uma edição Campo das Letras; colecção “O Sol e a Lua”.

capa de Este Rapaz Vai Longe
TORRADO, António, “Este Rapaz Vai Longe – Fernando Lopes-Graça quando Jovem”, Campo das Letras, Porto, 2006.

sítio www.campo-letras.pt

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SÃO LIVROS|BD Pop-Rock Português

Janeiro 8th, 2009 | versão papel versão papel
É só para lembrar…
…que a colecção BD Pop-Rock Português tem já pelo menos 4 volumes à venda. Numa colecção coordenada por Paulo Cotrim e editada pela Tuga land, a colecção BD Pop-Rock Português pretende transpor para banda desenhada a história – ou parte dela – de alguns dos artistas e bandas mais representativos da música moderna portuguesa. Para já, é possível comprar as edições de Xutos & Pontapés (com desenhos de Alex Gozblau), Trovante (Maria João Worm), José Cid (Pedro Zamith) e Jorge Palma (Susa Monteiro), sendo que estão ainda previstas edições sobre Pedro Abrunhosa (Rui Ricardo), Pop Dell’Arte (Fernando Martins), UHF (Pedro Brito), Rui Veloso (Luís Henriques), Sérgio Godinho (Miguel Rocha), António Variações (Daniel Lima), Da Weasel (Tiago Albuquerque), GNR (Nuno Saraiva), 7ª Legião (Rui Lacas) e Heróis do Mar (Richard Câmara). Cada livro vem ainda acompanhado por um texto biográfico e por um disco. Para além desta colecção, a Tugaland desenvolve também colecções semelhantes dedicadas ao fado e à música clássica.
Uma forma diferente de ver a música portuguesa…ao quadradinhos.

várias capas de BD Pop-Rock Português

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SÃO LIVROS|”Marchas, Danças e Canções” – Fernando Lopes-Graça

Abril 27th, 2008 | versão papel versão papel

Simplesmente magnífica, esta 3ª edição da obra de Fernando Lopes-Graça (nascido em Tomar, a 17 de Dezembro de 1906), “Marchas, Danças e Canções”, reeditada pela CGTP-IN – a detentora dos direitos – em Outubro de 2007. Editada pela primeira vez em 1946, pela Seara Nova, e rapidamente retirada de circulação pela PIDE, a obra viria a ser reeditada, já pela CGTP-IN, em Outubro de 1981. Aproveitando as comemorações do 100º aniversário do nascimento de Fernando Lopes-Graça, a CGTP-IN decidiu reeditar a obra, excelentemente encadernada e enriquecida pela 2ª edição do CD com o mesmo nome; onde marchas, danças e outras canções podem ser ouvidas. Mas há mais; o CD é ainda composto por uma riquíssima faixa multimédia, onde se pode encontrar informação completa sobre a obra do autor nabantino – biografia, discografia, bibliografia, etc., assim como as pautas digitais – em PDF – de todos os temas incluídos no CD.
Absolutamente imperdível. Mesmo.

capa de Marchas, Danças e Cançõess
LOPES-GRAÇA, Fernando, “Marchas, Danças e Canções“, Lisboa, CGTP-IN, 3ª Edição, 2007.

sítio www.myspace.com/fernandograca
sítio www.cgtp.pt

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SÃO LIVROS|"Dez Compositores Portugueses" – Manuel Pedro Ferreira

Novembro 2nd, 2007 | versão papel versão papel
Finalmente, depois de anos de atraso…
…foi lançado, há dias, “Dez Compositores Portugueses”, uma obra que pretende ser uma síntese da música contemporânea portuguesa. Organizado por Manuel Pedro Ferreira (crítico, colaborador do jornal Público e responsável pelos capítulos de Cláudio Carneyro, Constança Capdville e Clotilde Rosa), este livro aborda a vida e a obra de 10 importantes compositores portugueses do séc. XX; a saber: Luís de Freitas Branco, Frederico de Freitas, Cláudio Carneyro, Jorge Croner de Vasconcelos, Fernando Lopes-Graça, Joly Braga Santos, Jorge Peixinho, Emanuel Nunes, Constância Capdeville e Clotilde Rosa.
Com o livro, vem ainda um interessante CD com temas inéditos de Frederico de Freitas, Cláudio Carneyro, Fernando Lopes-Graça, Constança Capdeville e Clotilde Rosa.
Excelente!

capa de Dez Compositores Portugueses
FERREIRA, Manuel Pedro, “Dez Compositores Portugueses”, Lisboa, Dom Quixote, 2007.

sítio www.dquixote.pt

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SÃO LIVROS|"Música Popular Portuguesa – um ponto de partida" – Mário Correia

Outubro 7th, 2007 | versão papel versão papel
Não é um mero ponto de partida, parece ser um pouco mais do que isso; no meio de tão escassa produção sobre o tema, é certamente um pouco mais do que isso.
Da autoria de Mário Correia, esta é uma obra que acompanha parte da história da música popular portuguesa. Dos anos 50 ao alvor da década de 80, são trinta anos de música popular, dissecados pela pena atenta de Mário Correia. Profundo conhecedor da tema, antigo director da revista Mundo da Canção, Mário Correia tem em “Música Popular Portuguesa – um ponto de partida” uma obra de referência da nossa bibliografia musical.
Não é um obra final – nunca o poderia ser – e se é um ponto de partida, é um excelente ponto de partida.
Imprescindível.

capa de A Arte Eléctrica de Ser Português
CORREIA, Mário, “Música Popular Portuguesa – um ponto de partida”, Ed. Centelha – Mundo da Canção, Coimbra, 1984.

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SÃO LIVROS|"A Invenção dos Sons" – Sérgio Azevedo

Setembro 20th, 2007 | versão papel versão papel
Da autoria de Sérgio Azevedo, ele próprio músico contemporâneo, nascido em 1968 em Coimbra, “A Invenção dos Sons” é um obra de referência dedicada à música erudita do Portugal contemporâneo – dos últimos 40 anos. Nesta obra de mais de 600 páginas, pode acompanhar-se o percurso artístico e as ideias de 44 compositores contemporâneos, divididos por três principais épocas – 1958-1978; 1978-1988 e 1988 a 1998. Genericamente, apresentados por uma ficha composta por biografia, obra feita e entrevista, encontram-se neste livro referências a nomes tão importantes como os de Álvaro Cassuto, Cândido Lima, António Victorino d’Almeida, Emmanuel Nunes, António Pinho Vargas, Miguel Azguime, Isabel Soveral ou Luís Tinoco.
Excelente obra!

info Mais INFORMAÇÃO

capa de A Invenção dos Sons
AZEVEDO, Sérgio, “A Invenção dos Sons”, Lisboa, Caminho , 1998.

sítio tonalatonal.blogspot.com

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SÃO LIVROS|"As Lendas do Quarteto 1111" – António Pires

Setembro 11th, 2007 | versão papel versão papel
Olha que bela novidade!
É verdade, já saiu “As Lendas do Quarteto 1111″, primeiro livro em nome individual de António Pires; “jornalista de música, foi Chefe de Redacção do jornal Blitz. Publicou trabalhos no se7e, Expresso, A Capital, Revista de Cinema e Mini Internacional, entre outros jornais e revista“(1). Autor também do excelente blogue Raízes e Antenas, António Pires traça neste livro a história de um dos grupos mais importantes – senão o mais importante – para o nascimento do rock em Portugal; o Quarteto 1111 nos relatos de José Cid, Michel Silveira, Tó Zé Brito e Mike Sergeant e na escrita de António Pires.
Obrigatório; já cá canta!

capa de As Lendas do Quarteto 1111
(1) PIRES, António, “As Lendas do Quarteto 1111″, Lisboa, Ulisseia , 2007.

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SÃO LIVROS|"Olga Prats – Um Piano Singular" – Sérgio Azevedo

Junho 9th, 2007 | versão papel versão papel
Conversas com Sérgio Ribeiro…
Apresentado no último 5 de Junho no Palácio da Independência, “Olga Prats – Um Piano Singular” é o relato de uma conversa da pianista erudita Olga Prats conduzida por Sérgio Azevedo; “com uma fluência extraordinária, com episódios de extremo humor, lê-se com gosto o percurso singular de uma pianista que marcou a cena musical portuguesa do século XX e que se distingue pela sua originalidade e pela forma como desde muito jovem privilegiou no seu reportório os compositores portugueses“(1).
Já nas livrarias.

capa de Olga Prats - Um Piano Singular
AZEVEDO, Sérgio, “Olga Prats – Um Piano Singular”, Lisboa, Editorial Bizâncio, 2007.

sítio www.editorial-bizancio.pt

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SÃO LIVROS|"A Arte Eléctrica de Ser Português – 25 Anos de Rock’n Portugal" – António A. Duarte

Junho 5th, 2007 | versão papel versão papel
Bela prenda!
A Bíblia, dizem muitos – aos quais me junto, com naturalidade; aos olhos de hoje, uma perfeita introdução ao grande tema do rock em Portugal. Os primeiros tempos. Há muito, muito tempo…
A obra é fantástica; defendendo-se no seu carácter jornalístico, a “A Arte Eléctrica de Ser Português – 25 Anos de Rock’n Portugal” é antes um verdadeiro ensaio sobre as primeiras duas décadas e meia de rock em Portugal – um ensaio político, social e cultural. Hoje, com mais 23 anos em cima, esta adquire igualmente uma força histórica praticamente inigualável na literatura musical deste país sobre o tema do rock. Às vezes discutível, polémico, “A Arte Eléctrica de Ser Português” é também um documento crítico, bastante assertivo em algumas das afirmações que apresenta. Ela é essencialmente um documento único na perspectivação do fenómeno rock enquanto fenómeno cultural naquela época.
O prefácio é de Jorge Lima Barreto.
Finalmente! Obrigado mano.

info Ler as primeiras páginas da obra.

capa de A Arte Eléctrica de Ser Português
DUARTE, António A., “A Arte Eléctrica de Ser Português – 25 Anos de Rock’n Portuga”, Ed. Bertrand , Lisboa, 1984.

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SÃO LIVROS|"Luís Freitas Branco" – Alexandre Delgado, Ana Telles e Nuno Bettencourt Mendes

Maio 23rd, 2007 | versão papel versão papel
Com a Feira do Livro a abrir hoje as portas – em Lisboa e no Porto, eis que segue mais uma recente edição.
É a primeira biografia do grande compositor Luís de Freitas Branco. Da autoria de Alexandre Delgado (coordenador), Ana Telles e Nuno Bettencourt Mendes, “Luís Freitas Branco” analisa a obra do importante compositor português, reunindo variadíssimos documentos e informações inéditas.
Esta obra integra-se nas comemorações do cinquentenário da morte de Luís Freitas Branco, celebradas em 2005.

capa de Luís Freitas Branco
DELGADO, Alexandre; TELLES, Ana e MENDES, Nuno Bettencourt, “Luís Freitas Branco”, Lisboa, Editorial Caminho, 2007.

sítio www.editorial-caminho.pt

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SÃO LIVROS|"O Jazz Segundo Villas-Boas" – João Moreira dos Santos

Maio 22nd, 2007 | versão papel versão papel
Já chegou às livrarias; ainda não tinha dado por ele.
Editado pela Assírio & Alvim, da autoria de João Moreira dos Santos, “O Jazz Segundo Villas-Boas” é uma obra dedicada a uma das figuras proeminentes na divulgação do jazz em Portugal: Luís Villas-Boas; falecido em 1999, aos 75 anos.
Pioneiro na divulgação do género em Portugal, Luís Villas-Boas tem nesta obra de João Moreira dos Santos, a expressão de toda a sua paixão pelo género. Elaborado com base em inúmeros artigos, entrevistas e outros registos de Villas-Boas, esta é sem dúvida uma obra a descobrir.
Jazzzzzzz!

capa de O Jazz Segundo Villas-Boas
MOREIRA DOS SANTOS, João, “O Jazz Segundo Villas-Boas”, Lisboa, Assírio & Alvim , 2007.

sítio www.assirio.pt

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SÃO LIVROS|"José Mário Branco – O Canto da Inquietação" – Octávio Fonseca Silva

Março 25th, 2007 | versão papel versão papel
Azar, azar, azar, que triste noite esta com tanto Sal. Aqui raramente se fala de política, vai daí, sai um Zé Mário para animar o povo…”O Canto da Inquietação” – faz sentido.
Depois do Volume 1, “Carlos Paredes – A Guitarra de um Povo”, o Mundo da Canção lançou em 2000 o seu segundo volume de biografias, esta dedicada à vida e obra dessa figura incontornável da história da música popular portuguesa que é José Mário Branco. Da autoria de Octávio Fonseca Silva – tal como a primeira, o livro percorre a vida e obra do autor até 1999, ficando-se – naturalmente – pelas “Canções Escolhidas 71/97″ (EMI-VC). À história biográfica e discográfica de José Mário Branco juntam-se ainda algumas entrevistas, algumas canções e muita história.
Grande…

capa de José Mário Branco - O Canto da Inquietação
> SILVA, Octávio Fonseca, “José Mário Branco – O Canto da Inquietação”, Porto, MC – Mundo da Canção, 2000.

sítio www.discantus.pt
sítio www.discantus.pt/livros.asp

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SÃO LIVROS|"Líricas Come On & Anas" – Rui Reininho

Março 3rd, 2007 | versão papel versão papel
“Líricas Come On & Anas” é o título do novo livro de Rei Reininho; pela editora Palavra.
Com uma edição muito cuidada, em folha lisa e simulando o caderno escolar – pautado – de outros tempos, a obra reúne o melhor da poesia de Rui Reininho. Mas não só; vem ainda com uma curiosa fotobiografia – de realização igualmente excelente, assim como com outras palavras, outras frases, outros textos.
Rui Reininho, por ele mesmo.

capa de Líricas Come On & Anas
REININHO, Rui, “Líricas Come On & Anas”, Lisboa, Palavra , 2007.

sítio www.editorapalavra.com

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SÃO LIVROS|"Cyber-Parker" – Rui Eduardo Paes

Janeiro 27th, 2007 | versão papel versão papel
“A música é como uma cidade, com as suas avenidas, ruas, vielas escuras, becos sem saídas, largos, praças. Segui-la por tais percursos é uma tarefa difícil porque inevitavelmente especulativa, mas bastante aliciante para quem, como eu, não se contenta com a simples perspectiva do jornalista e do crítico“. (pág.5)

Naturalmente; finalmente algum espaço neste blog para Rui Eduardo Paes, crítico musical, jornalista, ensaísta, personalidade maior entre os analistas das denominadas “novas músicas”; experimentadas, improvisadas – ou apenas novas.
Dentre uma bibliografia já bem representativa, a escolha recaiu sobre este “Cyber-Parker”. Organizado em vários capítulos, o destaque vai obviamente para o dedicado às novas músicas deste país, “Made in Portugal”. Com os capítulos divididos em ‘tracks’ e com o cuidado de não regressar a discos já dissecadas noutros dos seus livros, na área nacional de “Cyber-Parker” são caracterizados 20 dos mais marcantes registos da nova música portuguesa; entre eles estão obras de: Bernardo Devlin, Carlos Bechegas, Carlos Zíngaro, Discmen, Emanuel Dimas de Melo Pimenta, Emídio Buchinho, Ernesto Rodrigus e Jorge Valente, Free Field, Gonçalo Falcão, Manuel Mota, Miguel Azguime, Mute Life Department, Nuno Canavarro, Nuno Rebelo, Osso Exótico, Rafael Toral, Sei Miguel, Telectu, Tozé Ferreira e Zzzzzzzzzzzzzzp!
Excelente!

capa de Cyber-Parker
PAES, Rui Eduardo, “Cyber-Parker”, Lisboa,Hugin , 1999.

sítio rep.no.sapo.pt

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SÃO LIVROS|"Ritmo & Poesia – Os Caminhos do Rap" – António Concorda Contador & Emanuel Lemos Ferreira

Janeiro 5th, 2007 | versão papel versão papel

Hoje pelos caminhos do rap…
A escolha recaíu em “Ritmo & Poesia – Os Caminhos do Rap”, uma das primeiras – se não mesmo a primeira – abordagens estruturadas ao fenómeno do rap em Portugal. Estudantes de Sociologia no ISCTE, António Concorda Contador e Emanuel Lemos Ferreira, levaram em frente a tarefa de escrever sobre o rap, uma das várias vertentes do movimento hip-hop. Abordando o fenómeno pelo mundo e em Portugal, enquadrando-o historicamente, o livro editado em 1997 pela Assírio & Alvim, reúne um conjunto alargado de testemunhos de alguns dos representantes do movimento em Portugal. Destaque ainda para as fotografias de Patrícia Almeida.

capa de Ritmo & Poesia - Os Caminhos do Rap
CONTADOR, António Concorda & FERREIRA, Emanuel Lemos, “Ritmo & Poesia – Os Caminhos do Rap”, Lisboa, Assírio & Alvim, 1997.

www.assirio.com

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SÃO LIVROS|"Jazz em Portugal (1920-1956)" – Hélder Bruno Martins

Dezembro 4th, 2006 | versão papel versão papel

Tem sido apresentado durante os meses de Novembro e Dezembro, é um estudo sobre o fenómeno do Jazz em Portugal – centrado especificamente no período 1920-1956 – e é a adaptação a livro de uma tese de mestrado em Ciências Musicais pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. O autor é Hélder Bruno Martins, musicólogo, investigador, mestre em ciências musicais pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e doutorando em Ciências Musicais.
O livro teve edição Almedina e já se encontra à venda.

capa de Jazz em Portugal (1920-1956)
MARTINS, Hélder Bruno, “Jazz em Portugal (1920-1956)”, Coimbra, Almedina, 2006.

sítio www.almedina.net

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SÃO LIVROS|"Censurados, Até Morrer" – Augusto Figueira & Renato Conteiro

Novembro 25th, 2006 | versão papel versão papel

Assim em jeito de novidade…
Acabadinho de chegar à estante cá de casa, sem tempo, portanto, para se lido na sua totalidade, “Censurados, Até Morrer” de Augusto Figueira e Renato Conteiro é a biografia autorizada de uma das bandas mais emblemáticas do punk nacional. De Alvalade para os arredores, os Censurados, em apenas meia-dúzia de anos e com três álbuns de originais gravados (“Censurados” – 1990; “Confusão” – 1991; “Sopa” – 1993), tornaram-se num dos casos mais sérios da cena rock nacional da década de 90.
De resto, há muitas fotografias, a discografia, algumas letras são comentadas, há testemunhos de muitos amigos e colaboradores; em resumo, um belo documento.

capa de Censurados, Até Morrer
FIGUEIRA, Augusto & CONTEIRO, Renato, “Censurados, Até Morrer”, Lisboa, Sete Caminhos, 2006.

www.censuradosatemorrer.blogspot.com

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SÃO LIVROS|"Mão Morta, Narradores da Decadência" – Vítor Junqueira

Novembro 23rd, 2006 | versão papel versão papel

“Adolfo Luxúria Canibal e os Mão Morta colocaram-se deliberadamente à margem, tornaram-se narradores da decadência, procuraram e muitas vezes encontraram nela uma espécie de fulgor; um combustível para alimentar a energia dos que, desiludidos em subverter o senso comum, mantém adeterminação a fazer da cultura variedade de guerilha romântica” (Rui Monteiro, Blitz, 23 de Outubro de 2001), lê-se logo que desdobrada a capa azul…

“Mão Morta – Narradores da Decadência” é a biografia da mais emblemática e carismática das bandas de música moderna portuguesa: Mão Morta – opinião muito pessoal, obviamente. Obra da autoria de Vítor Junqueira, “Mão Morta, Narradores da Decadência” foi lançada no ano dos 20 anos do grupo de Braga e é uma apaixonada e apaixonante descrição – muito, muito próxima – do contexto histórico e universo pessoal e artístico dos que um dia fizeram ou ainda fazem parte dos Mão Morta.
Para seguidores…e não só, obviamente. Obrigatório.

capa de
JUNQUEIRA, Vítor, “Mão Morta, Narradores da Decadência”, Vila Nova de Famalicão, Quasi Edições , 2004.

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SÃO LIVROS|"O Pimba – Um fenómeno Musical" – Francisco Manuel Marques

Novembro 12th, 2006 | versão papel versão papel
Para quem gosta de todos os fenómenos que gravitam em volta da música…pimba!
Diz o Prof. João R. Nazaré no prefácio: “Inscrevendo-se epistemologicamente no campo da sociologia da criação musical, o presente estudo tem um interesse indiscutível, por mais que não seja, pelo simples facto do seu autor ter demonstrado (a todos os que não conseguiram reter um pequeno sorriso à leitura do seu título) que, se não pode e não deve haver preconceitos em ciência – uma afirmação mais do que centenária herdada de E. Durkheim – em contrapartida, pode e deve haver uma ciência dos preconceitos” (p.12)

Tendo por base a tese de mestrado “O Fenómeno Musical ‘Pimba’ – O Caso Emanuel” apresentada em Novembro de 2001 na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, este livro aborda não só o fenómeno sócio-cultural do pimba – pouco, infelizmente, mas também e principalmente, os “aspectos musicais e literários” que lhe dão corpo. O caso de Emanuel – o mestre pimba - serve de referência.
De resto, fiquei com muitas dúvidas quando o autor afirma que este é um género musical que surge na segunda metade da década de 90, sensivelmente a partir de 1994 com a edição do megasucesso de Emanuel. A etiqueta parece surgida em 1994, é certo, agora o género, há muitos muitos anos se implantara por cá; é quase tão velho como a cassete pirata.

capa de   O Pimba
MARQUES, Francisco Manuel, “O Pimba – Um fenómeno Musical”, Lisboa, Sete Caminhos, 2006.

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