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“É Uma Água” – Paus

Agosto 8th, 2010 | versão papel versão papel

Esqueçam todas as bandas onde tocam ou tocaram anteriormente o Joaquim Albergaria, o Hélio Morais, o Makoto Yagyu e o João Pereira. Esqueçam Vicious Five, Linda Martini, If Lucy Fell e Riding Pânico. Os PAUS cheiram a novo e a melhor maneira de perceber isso, é vê-los ao vivo ou ouvir o EP de estreia.” (Infomail)

É. Parece-me um bom ponto de partida; um excelente ponto de partida. Na verdade, parece-me o único ponto de partida aceitável.
Vê-los não vi mas o EP já ouvi. E a sensação é única. Desde logo por aquela fantástica e contraditória sensação de se parecerem com tudo e com nada ao mesmo tempo. É diferente. É arrojado.  É o resultado final parido do confronto de uma bateria siamesa, um baixo, uns teclados e uma voz que se exprime a espaços. E isto é Paus. Sem conceito definido, nem preocupações nesse sentido, o som dos Paus é singular e faz-nos pensar que ainda há esperança; para eles; para nós; para todos. É bom sentir que a música alternativa lusa não anda a dormir, muito pelo contrário. Há quem tente experimentar coisas novas.
Paus cheira a bem; cheira a fresco.

Ouvir PAUS

capa de É Uma Água
“É Uma Água” – Paus (Enchufada, 2010)

01 Pelo Pulso
02 Lupiter Deacon
03 Mete As Mãos À Boca
04 Mudo E Surdo

género: alternativa
www.enchufada.com/PT/paus

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“Ambivalence” – Dublin

Julho 27th, 2010 | versão papel versão papel
Nascidos em Abril de 2007,  como RiffHaze, Pedro Pipa (guitarra), David Xarreu (baixo), Rodolfo Vitorino (voz), João BadJow (bateria) e Jacinto Gil (guitarra), davam-se a conhecer mais tarde como Dublin; como Dublin e com “Ambivalence”, o álbum que o quinteto leiriense gravou no início de 2009 nos Marduc Studios, sob orientação de Marco Jung.
“Ambivalence” é um disco rápido; porque não chega a 30 minutos; porque se ouve com ânimo. Ouve-se um enérgico e claro rock alternativo, marcado por guitarras provocadoras e insinuantes, sobre uma secção rítmica que não desanima; nunca. A voz varia, sofre efeitos e não se perde neste mundo do riff dos Dublin. Algumas boas ideias.
Algumas boas ideias em mais um exemplo do luminoso rock que impera a Oeste.

capa de Ambivalence
“Ambivalence” – Dublin (Edição de Autor, 2009)

01 Violet Baby
02 Frozen Blade
03 Ride The Dragons Back
04 Handshake
05 Ego Pump
06 Voodoo Needle
07 Self-Willed

género: rock

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“A Beta Movement” – A Beta Movement

Julho 20th, 2010 | versão papel versão papel

São seis temas a aprofundar“, dizia por aqui há meses atrás…
Experimentado que foi este movimento com uma maior acuidade, a conclusão aponta genericamente para um resultado positivo; quase em modo alfa. Há de facto uma tentativa consciente de oferecer um punhado de boas canções com uma capacidade razoável de diferenciação.  Não tanto no geral mas principalmente nas especificidades de cada tema. Ressalta ainda uma ténue tentativa de experimentação, não suficiente para esconder as feições pop do rock de fortes tonalidades electrónicas experimentado pelo grupo portuense. Sempre presente, o factor programação, contrabalança fortemente com uma característica low-fi também presente no som dos A Beta Movement. Feitas as contas, nada parece suficiente para diminuir o inabalável e acentuado movimento electrónico do grupo portuense. Com um núcleo duro formado por Pedro Cordeiro (guitarras e voz) e SEC (programações, bateria, guitarra, teclado, baixo e voz), A Beta Movement experimenta territórios antigos em busca de um espaço muito próprio. Há ideias a explorar.
Quase em alfa.

Ouvir A Beta Movement

capa de A Beta Movement
“A Beta Movement” – A Beta Movement (Edição de Autor, 2010)

01 American Love
02 Beta Movement
03 Diamond Glory
04 Lomographic
05 Casper (The White Ghost)
06 Apples & Pears

género: electrónica

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“Outdated” – Peltzer

Junho 23rd, 2010 | versão papel versão papel

Muitas vezes, neste e noutros âmbitos, é comum dizer-se que difícil não é fazer, difícil é fazer bem. E desactualizado ou não, “Outdated” sofre desse feliz desenlace.
Obviamente que o título do último EP de Peltzer não surge por acaso. O que Rui Gaio quis dizer, e fez, é que “Outdated” é um disco que faz claramente jus à herança da electrónica new wave dos anos 80. Não sou só eu a dizê-lo, é o próprio músico que o afirma, num natural exercício de  frontalidade.  Mas não diz só isso; desactualizado ou não, é dito ainda que “Outdated” cruza aquela primeira herança com uma outra, o som indie da primeira década do novo milénio. E feliz desenlace porque desactualizado ou não, sobra ainda assim a certeza de ser este um disco imbuído de uma modernidade muito própria. Sente-se. Com influências bem presentes, “Outdated” é a confirmação de uma revelação; a revelação de um músico que ao compreender assim o passado, deixa perceber como feliz pode ser o presente; poderá ser o futuro.
O disco foi produzido Miguel Urbano (URB) e pode ser descarregado integralmente em regime donationware. O EP custa 3 € mas só paga se quiser.

Download de “Outdated”

capa de Outdated
“Outdated” – Peltzer (Edição de Autor, 2010)

01 Black RGB
02 A story to tell me
03 Super Start
04 Grand Love

género: electrónica
www.myspace.com/peltzermusic

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“Wrath of Creation” – Insanus

Junho 14th, 2010 | versão papel versão papel

Não paro de me surpreender; desde logo, com o nível geral do metal nacional – mas há outro motivo. Mas é necessário ser um pouco mais claro.
Esta surpresa não nasce geralmente do nível de originalidade apresentado pelos novos projectos; não nasce. Na maior parte dos casos tem a ver essencialmente com a qualidade do trabalho apresentado e com a energia depositada em toda a música que produzem. E aí, há sangue novo a brotar por todos os cantos. Os Insanus eram apenas mais um bom exemplo. Exactamente, eram. A vida tem destas coisas. Três anos passados sobre a sua criação e os Insanus deram por encerradas as suas actividades. Outra surpresa.
Grupo formado por Snake (voz), João (guitarra), Hugo (bateria), Barros (baixo) e Luís Pedro (guitarra), os bracarenses Insanus tinham apostado quase tudo no seu EP de estreia. E tinham apostado bem pois “Wrath of Creation” é um excelente exemplo de death metal melódico. A garantia de um futuro luminoso que de repente se tornou negro. É pena.
Enfim, aproveitemos estes 5 temas gravados nos Ultrasound Studios (Braga) com a recorrente excelente produção de Daniel Cardoso.

Ouvir Insanus

capa de Wrath of Creation
“Wrath of Creation” – Insanus (Edição de Autor, 2010)

01 Rise of the Fallen
02 Genesis
03 Bitter Life
04 Astray
05 Whispers

género: metal

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“Decadence In The Heart Of Man” – Coldfear

Abril 23rd, 2010 | versão papel versão papel

Nascidos corria o ano de 2005, os barcelenses Coldfear foram uma das agradáveis surpresas do ano de 2009. E disto não parece haver grandes dúvidas. Já sobre a razão de tal surpresa, pode-se dizer mais qualquer coisa. Com dois anos passados sobre o lançamento da maqueta “What Lies Beneath”, o quinteto formado por José Martins (voz), Hugo Serra (guitarras), Pedro Guerreiro (guitarras), Francisco Carvalho (baixo) e Bruno Araújo (bateria), marcou o ano de 2009 com o EP “Decadence In The Heart Of Man”. Não é ainda aquele disco definitivo dos Coldfear; um EP quase nunca o é, mas é já a expressão de uma forte personalidade. E também não é pela especial originalidade do som destes barcelenses, mas sim pela qualidade já demonstrada no resultado final. Gravado nos estúdios bracarenses Ultrasound, e tendo contado com a produção do incontornável Daniel Cardoso, “Decadence In The Heart Of Man” vive preenchido por um atraente equilíbrio thrash/death metal melódico; sem nunca perder uma estrutura agressiva, é constante a intensidade da música dos Coldfear. É pesada; vibrante. É consistente, sem nunca entrar em facilitismos de composição.
No fundo, é apenas a confirmação de uma nova esperança do metal nacional; praticamente já uma certeza.

Ouvir Coldfear

capa de Decadence In The Heart Of Man
“Decadence In The Heart Of Man” – Coldfear (Edição de Autor, 2009)

01 Decadence In The Heart Of Man
02 Creators Of Blinded Evolution
03 The Failure
04 Pull The Trigger
05 Self-Inflicted

género: death-metal

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“How One Becomes What One Is” – ManInFeast

Abril 5th, 2010 | versão papel versão papel

Não é apenas música; é todo um conceito.
“How One Becomes What One Is” é o EP de estreia dos ManInFeast, grupo de Lamego formado André Lobão (voz), Afonso Lima (guitarra), José Santos (baixo) e João Pina (bateria). “How One Becomes What One Is” é a expressão de um conceito formulado em volta da filosofia de Friedrich Nietzsche, do pensamento do economista Sir John Maynard Keynes e do livro de Madame Blavatsky, “A voz do silêncio”. Parece um conceito complexo; é verdade. Exteriormente, não é sequer facilmente perceptível; é verdade. É um disco interessante; é igualmente verdade. Estruturado em três momentos diferentes (introspecção, revelação e assimilação), “How One Becomes What One Is” expressa-se num rock de peso de feições fortemente progressivas. É essa a musicalidade que trespassa nos pouco mais de trinta minutos de “How One Becomes What One Is”; mais ou menos exploratórios – como em “Keynesian Model”; mais ou menos convencionais. Pressente-se uma viagem sensorial à coisa do espírito humano; do espírito e do corpo.
No fim, apetece perguntar: Para onde viajam os ManInFeast? Vamos estar atentos.

Ouvir “How One Becomes What One Is”

capa de How One Becomes What One Is
“How One Becomes What One Is” – ManInFeast (Edição de Autor, 2009)

1 Speaking Void
2 Ewige Wiederkunft
3 Keynesian Model
4 Beyond Blindness
5 Magic Stones

género: progressivo
maninfeast.com
www.myspace.com/maninfeast

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“Gentle Persuasion” – The Dorian Grays

Março 11th, 2010 | versão papel versão papel

Alguns EPs têm destas coisas; criam tensão; dúvida; até frustração. O EP de estreia dos The Dorian Grays é um desses discos.
Composto por apenas 4 faixas, “Gentle Persuasion” é uma amostra assaz interessante não só do que andam os The Dorian Grays a fazer por estes dias, mas principalmente do que poderão vir a fazer no futuro. É um registo curioso, tal a forma como são geridas as diferentes tensões que o habitam; às vezes seres ternos; noutras seres violentos. São as várias velocidades dos The Dorian Days. Dizem-se “trovadores do escuro, das vielas onde os gatos são pardos e dos clubes onde olhares se cruzam em busca de algo onde se possam perder. Reflexo do mundo onde vivemos; do ruído dos engenhos, da melancolia da cidades e da turbulência das noites, numa sociedade de ver e ser visto; que odiamos e amamos, de que fazemos parte mas queremos fugir” (1). São os novos trovadores urbanos, enredados numa vontade quase esquizofrénica de ser e experimentar várias coisas ao mesmo tempo; gritos e pianos constroem a particular personalidade do grupo de João Batanete (bateria, percussão, vozes e Atari Punk Machine), Dennis Mendes (teclados e maquinaria) e Miguel Ferreira (voz e guitarra). Uma personalidade forte a despontar e a comprovar em registo futuro, mais completo. Para já, fica a frustração do sabor a pouco.
A produção foi de Marco Jung.

Ouvir The Dorian Grays no MySpace
capa de Gentle Persuasion
“Gentle Persuasion” – The Dorian Grays (Edição de Autor, 2009)

01 Ode To No One
02 The Butcher
03 Our Excess
04 There Isn’t a Title Long Enough to Tell You How Much You All Look the Same to Me

género: alternativa

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“Lozenge’s First Triangle” – Invisible FlameLight

Fevereiro 21st, 2010 | versão papel versão papel

Assim respira o metal flaviense…
E respira de uma forma titubeante entre um rock mais clássico, aqui e ali de tonalidades bem progressivas, e um thrash/death metal absolutamente avassalador. Gravado em 2007, “Lozenge’s First Triangle” é essencialmente o registo de um primeiro momento na vida da banda de Chaves; um passo importante; um passo que era importante dar. Não sendo um fim em si, “Lozenge’s First Triangle”  é acima de tudo um ponto de passagem. É o que nos dizem Daniel Almendra (voz), Jonas César (guitarra), Marco Pereira (bateria) e Luís Morais (baixo). Dizem-nos que os 35 minutos despendidos nestas sete  faixas são mais uma prova de um movimento pesado a implementar-se com vigor por terras de Trás-os-Montes. Com produção e mistura de Luís Barros (Tarântula) e da própria banda, o disco contou ainda com Paulo Barros (Tarântula) e Patrícia Rodrigues (ThanatoSchizO) como convidados.
O primeiro passo ficou dado, agora falta aguardar pelo álbum de estreia, já em preparação. O EP está disponível para download gratuito.

Download Grátis

capa de Lozenge's First Triangle
“Lozenge’s First Triangle” – Invisible FlameLight (Recital Records, 2009)

01 Channels
02 Against the Rocks
03 They Bring the City
04 Big Old Cow
05 Postures
06 Fading Heart
07 Puzzle Bubble

género: metal
www.myspace.com/invisibleflamelight
www.myspace.com/recitalrecords

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”The Supervisor” – The Supervisor

Janeiro 29th, 2010 | versão papel versão papel

Os The Supervisor são um trio; um trio formado por André Banza (voz e guitarras), Renato Silva (baixo e voz) e Pedro Ramalho (bateria). E isto, serve desde logo para perceber, genericamente, em que águas se move o grupo lisboeta. Assente na clássica combinação de voz-baixo-guitarra-bateria, o óbvio rock deste trio mergulha afincadamente por entre algumas das correntes mais alternativas. E bem.
Não emergindo por uma extrema singularidade, o grupo esforça-se por apresentar um produto marcado pela diversidade. E consegue. Ainda que apenas em trio, o som dos The Supervisor foge à extrema rudeza, mantendo alguma crueza, é verdade, mas escudando-se bem num trabalho melodioso interessante; de atmosferas várias, ainda que quase sempre mais negras.
Com uma participação na compilação Novos Talentos Fnac 2009 pelo meio, “The Supervisor” é um primeiro e importante passo na vida do trio lisboeta.

Ouvir The Supervisor no MySpace

capa de The Supervisor
”The Supervisor” – The Supervisor (Edição de Autor, 2009)

01 Over and Out (Broken Radios)
02 Old Ships
03 Wishes
04 GWM
05 Red Rats
06 Once You’ve Started
07 Faded away

género: alrternativa

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”Brutes on the Quiet” – Andrew Thorn

Dezembro 9th, 2009 | versão papel versão papel

Despretensioso q.b.; popular q.b.
Decididamente, os cinco temas que fazem o alinhamento deste ”Brutes on the Quiet”, disco de estreia de Andrew Thorn,  convidam ao enamoramento e à rotação máxima. Sendo que Andrew Thorn é um projecto paralelo aos Mesa; e que Andrew Thorn e João Pedro Coimbra são exactamente a mesma pessoa. Inteligentemente pop, vivo, de composições eficazes, “Brutes on the Quiet” é obra de um homem só, ainda que nem por isso perdido em intimismos exagerados. Aqui, o roteiro segue uma linha rock de forte cariz electrónico, com João Pedro Coimbra na voz e nos teclados, mas também com Jorge Coelho nas guitarras, Jorge Queijo na bateria e Miguel Ramos no baixo. Forte cariz mas não único; há guitarras e há uma secção rítmica presente. Essencialmente, é um disco expansivo, aberto, claramente à procura de audiências  mais amplas. Merece-o. A sensação é claramente positiva. Sem esquecer uma curiosa versão de “Overcome” de Tricky.
No fim, sabendo claramente a pouco, fica a ideia de missão cumprida.

Ouvir Andrew Thorn no MySpace

capa de Brutes on the Quiet
“Brutes on the Quiet” – Andrew Thorn (Klang Technik, 2009)

01 Me Jane
02 Wall of Steel
03 Strip Machine
04 Can’t Blame You
05 Overcome

género: pop

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“Supper” – Blackseat Bingo

Novembro 30th, 2009 | versão papel versão papel

Interessante “Supper”…
…não pela magnitude geral da solução, mas pela preciosa acutilância encontrada pelos Blackseat Bingo para o seu rock, estes, numa versão revista e aumentada dos Blackseat. Aumentada, porque a RedFox (voz) e O Manipulador (baixo) foram somados mwing H (bateria) e Mr Fraga (guitarra); revista, porque consequência disso, o som destes Blackseat Bingo tem outra dinâmica, ganhando uma dimensão obviamente diferente. E não é só a voz flutuante e envolvente de RedFox, é também toda a enfeitiçante componente instrumental do restante trio, que transforma “Supper” num disco que cativa. Objectivamente alternativo, apostado em fugir das linhas roqueiras mais convencionais, o EP de estreia dos Blackseat Bingo vale pelo todo; pelo todo das suas seis faixas – literalmente. Ora mais ritmado, ora mais lento, mas sempre com assinalável carisma, “Supper” ouve-se do princípio ao fim, não perdendo sequer uma certa face pop que eficazmente consegue manter ao longo do disco. Boa estreia.
A produção foi de Tiago de Sousa e O Manipulador.

Ouvir Blackseat Bingo no MySpace

capa de Supper
“Supper” – Blackseat Bingo (Edição de Autor, 2009)

01 Sliding Wars
02 Kitty
03 Millionaire
04 Mother in a Closet
05 Cliché
06 Wheel Man

género: alternativa

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“Dona Ligeirinha” – Diabo na Cruz

Novembro 7th, 2009 | versão papel versão papel

A tradição já não é o que era. Temos pena mas ainda bem. É assim.
A dois dias de ser servido o prato principal, esta “Dona Ligeirinha” tem sabor a aperitivo de primeira. Lufada ou bofetada, de ar fresco ou de luva branca, o que este Diabo na Cruz é de certeza, é um dos mais bem dispostos e por isso também desconcertantes, projectos da actual música portuguesa. Por muitas vozes que se ergam, dos arautos da desgraça deste país – porque os existem sempre, a pop-folclórica cá da terra acaba de ganhar um ponta-de-lança de primeira água:  é o Diabo na Cruz. Ou será o diabo do Cruz?
Quanto ao álbum, o tal prato principal, chega já na próxima segunda-feira. E confirma-se, que vai ser o diabo, na cruz e fora dela. Em todo o lado.

Ouvir Diabo na Cruz no MySpace

capa de Dona Ligeirinha
“Dona Ligeirinha” – Diabo na Cruz (FlorCaveira, 2009)

01 Dona Ligeirinha
02 Os Loucos Estão Certos
03 Corridinho do Verão
04 Outra Forma

género: pop
www.florcaveira.com

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“Step into Nowhere” – Humble

Novembro 2nd, 2009 | versão papel versão papel

Dois anos depois de “Get Up” (Sons Urbanos Recs, 2007), os Humble voltam à crista da onda…
Gravado no Generator Studio, sob a direcção de Miguel Marques (Easyway, Fitacola e More Than A Thousand), os 12 temas de “Step into Nowhere” mostram uns Humble cheios de boa disposição e aplicados em oferecer-nos um som nascido de um cruzamento amplo entre algo a roçar um ska-punk-reggae-indie de fortes intenções pop. Sim, com fortes intenções pop. Sem momentos de especial fulgor, esta é a mesma fórmula que tem permitido aos Humble ganharem alguma notoriedade nos últimos anos. Não é uma obra-prima mas também não chateia por aí além. Ouve-se. Curte-se.
Um disco fresco e descomprometido com o selo já ouvido da banda de Angie (guitarra e voz), Tito (baixo e coros) e Nuno (bateria e coros).

Ouvir Humble n MySpace

capa de
“Step into Nowhere” – Humble (Sons Urbanos Recs, Raging Planet, 2009)

01 Change for good
02 Can’t back away
03 Let the fear come out
04 Ink
05 Kingdown
06 Laptop
07 Pub night out
08 Too much
09 Like a rockstar
10 Prove to prove
11 Some say
12 Fossa nova

género: rock
www.myspace.com/sonsurbanos
www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal

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“Black Bombaim” – Black Bombaim

Outubro 2nd, 2009 | versão papel versão papel

A alucinação; algum transe; muita electricidade. Bem-vindos a “Black Bombaim”, o EP de estreia do grupo barcelense com o mesmo nome. Genericamente, os Black Bombaim são um projecto de stoner-rock, composto por Ricardo (guitarra), Paulo Senra (bateria) e Tojo (baixo). Um trio de pura energia feito de bateria, baixo e guitarra. Assim, só.
“Black Bombaim” é intensidade. É desta forma que o trio nortenho pensa e executa o seu rock instrumental. E nem é surpresa, o dinamismo psicadélico que trespassa igualmente todo o disco, mesmo que este teime em centrar-se em várias influências; em várias décadas, começando no psicadelismo dos anos 60-70 e terminando no stoner da década de 90. Sem voz, os Black Bombaim defendem-se no abstraccionismo divagador e cativante da sua composição. Poderosa; coesa; vibrante.
Acredite-se ou não no burburinho barcelense, mais exposto nos últimos tempos, o facto é que em pouco mais de dois anos, os Black Bombaim tomaram de assalto a linha da frente como um dos projectos mais promissores a Norte. “Complication” aponta esse futuro.
Enquanto não chega o novo álbum, “Black Bombaim” vai merecendo toda a nossa atenção. O disco foi gravado nos Estúdios Oops!, em Barcelos, com o produtor José Arantes.

Ouvir Black Bombaim no MySpace

capa de Black Bombaim
“Black Bombaim” – Black Bombaim ( Lovers & Lollypops, Sonic Infusion Records, 2009)

01 Blow, Vanish #1
02 Blow, Vanish #2
03 Highway 111
04 Big Black Supercharge
05 Fear & Loathing
06 Deuces Wild
07 68′ Camaro
08 Complication
09 California State Line

género: rock
www.myspace.com/loversandlollypops
www.loversandlollypops.com
www.myspace.com/sonicinfusionrecords

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”Stereo Alligator” – Stereo Alligator

Setembro 16th, 2009 | versão papel versão papel

Os Stereo Alligator são formados por Miguel Gomes (programações, teclados e baixo) e Jorge Nuno (guitarra e teclados). Os mesmos que em tempos, não muito distantes, ajudaram a dar vida ao quinteto Lisamona – com quem chegaram mesmo a editar um álbum e um EP. Terminada esta aventura, os dois amigos de longa data lançaram-se agora num projecto pop-rock, fundamentado numa ideia segura de synth-pop. Gravado em Espanha, no estúdio de Paco Loco, em Puerto de Santa Maria, e misturado em Nova Iorque, por Alex Newport, o EP de estreia dos Stereo Alligator, primeiro de uma trilogia que verá ainda nascer os EPs “Naked” e “Damaged”, é composto por cinco temas de uma frescura electrónica assinalável, capazes de alegrar tanto as escaldantes noites de Verão, como as mais recatadas e aconchegantes noites de Inverno. Num balanço quase incontrolável – com a baladeira “Ruin” a baixar o ritmo, “Stereo Alligator” é isso mesmo; são cinco temas feitos de ritmo, melodia e muita intensidade.
Excelentes início e fim com “Blow away” e “Lifting up”.

Ouvir Stereo Alligator no MySpace

capa de Stereo Alligator
”Stereo Alligator” – Stereo Alligator (Edição de Autor, 2009, 2009)

01 Blow away
02 Wake me up…and tell me
03 Greedy world
04 Ruin
05 Lifting up

género: electrónica
www.stereoalligator.com
stereoalligator.blogspot.com

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“Cavalheiro” – Cavalheiro

Julho 23rd, 2009 | versão papel versão papel

Não foi preciso muito para o lesto despertar, enquanto se ouvia o EP de estreia de Cavalheiro, projecto de Tiago Ferreira. Não é ainda aquele disco cheio que se espera sempre, é apenas um EP de apenas quatro temas já cheio de  pequenas certezas. Depois, não vale a pena sequer tentar associar Cavalheiro a projectos anteriores do seu autor, como Veados com Fome ou Território. Não vale mesmo. Aqui, o meio é a canção, a palavra, a coisa dita sobre um manto instrumental cru, simples e directo. É esta forte mas personalizada singeleza que atrai em Cavalheiro. Como passar por “De nós nada restará” e mantermo-nos imperturbáveis? Assim, a olho nu, não parece sequer possível. Influenciado por Bukowski, Tiago Ferreira – com a ajuda fundamental de Mariana Marques – constrói um registo bastante pessoal, ao qual junta uma voz forte, uma presença acentuada numa ideia de melancolia. É assim, em português, de guitarra eléctrica em punho que Cavalheiro nos conta as suas histórias; vivências fortes num disco que, tal como outros, peca apenas por ser curto. Mesmo sabendo que o músico prepara já um segundo EP.
No fim, fica a certeza de uma ideia que faz sentido; que funciona e merece ser sentida. Logo. Tal como a já citada “De nós nada restará”, também “Reino”, outro dos temas fortes do EP, está em audição no MySpace do músico.
“Cavalheiro” foi gravado e produzido por Luís Fernandes (peixe : avião e The Astroboy).

ouvir

capa de Cavalheiro
“Cavalheiro” – Cavalheiro (Lovers & Lollypops, 2009)

01 Fim da estrada
02 Reino
03 De nós nada restará
04 Doces núpcias

género: alternativo
sítio sítio

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SINGLES & EP’S|”Nascituro” – oLUDO

Julho 21st, 2009 | versão papel versão papel

De doces dissociações psíquicas,
de serenas alucinações,
de Sonhos …
de Paixão …
” (1)

Ou simplesmente pelo prazer de ouvir; de sentir; de deixar fluir. Em “Nascituro”, o objectivo da banda algarvia parece ser muito claro: Fazer boas canções cantadas em português. E nisso, “Nascituro” é mais do que uma aposta ganha.
Mas é mais do que isso. O que o quinteto de Olhão nos oferece são meia-dúzia de canções excelentemente pensadas; cantadas; tocadas. Bem cravadas no coração do pop-rock nacional, estas são canções com uma vontade enorme de voar. De se libertarem da solidão e de se darem a conhecer ao mundo. Elas, eles e o mundo, assim o merecem. É mel para o nosso gosto, a forma como cada arranjo nos envolve os tímpanos com construções melódicas cativantes, sem nunca afrouxarem ou caírem no óbvio. Um imaginário colorido por fortes e densas paixões.
Quatro anos passados sobre o Agosto de 2005, data da formação do grupo, Davide Anjos (guitarra acústica, guitarra eléctrica e voz , João Baptista (guitarra Eléctrica e voz , Nuno Campos (teclado), Paulo Ferreirim (baixo) e Manuel Ramires (bateria – entretanto, substituído por Filipe Cabeçadas), editam um disco com dois pontos negativos apenas. Sabe a pouco e termina depressa.
Um dos melhores do pop-rock nacional de 2009; obviamente.

ouvir

capa de Nascituro
“Nascituro” – oLUDO (Edição de Autor, 2009)

01 Ao virar da página
02 Espelhos partidos
03 Deus bossa
04 A minha grande culpa
05 Sofá velho
06 Cordas presas

género: rock
sítio sítio

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SINGLES & EP’S|”Ubi Est Morbus” – Kronos

Julho 17th, 2009 | versão papel versão papel
Quatro anos volvidos sobre “Symbolon” (2005), a maqueta de estreia dos vilafranquenses Kronos, o grupo de Hélder Raposo (voz), Pedro Moradas (baixo, voz e guitarra), André Louro (programações e voz) e Luís Cirilo (guitarra), continua a trilhar paulatinamente o seu caminho nos meandros do industrial luso. Não é um industrial puro e duro, mas um mais roqueiro, com grande groove, variando nos momentos de doçura e de agressividade – alguns demasiado adocicados. Em português, francês ou inglês, o grupo ribatejano continua a assentar toda a sua arte na electrónica; batida e programada. “Ubi Est Morbus” (onde está a doença?) é um EP composto por sete temas – um deles versão do tema “Et si tu n’existais pas” de Joe Dassin, resultado da vitória do grupo na edição de 2007 de um concurso de bandas organizado pela Câmara Municipal de Tomar. Sempre em evolução e sem fronteiras estéticas muito rígidas, o grupo continua a experimentar vários rumos; mais ou menos industriais; mais ou menos góticos; mais ou menos pop; sempre electrónicos. No fim, ficamos apenas por perceber se esta dispersão é defeito ou feitio. O grupo diz que é feitio. Nós ficamos para ver e para já aplaudimos.
O grupo vai estar ao vivo no próximo dia 25 de Julho (21h30), no Revolver Bar, em Cacilhas, Almada (antigo Culto Bar).

ouvir

capa de Ubi Est Morbus
“Ubi Est Morbus” – Kronos (Zero Negative, 2009)

01 These sour times
02 Ars moriendi i
03 Drain my blood
04 Crepúsculo dos cães
05 Voraz
06 Towards the borderline
07 Et si tu n´existais pas

género: industrial

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SINGLES & EP’S|”Procissão Mecânica” – Os Gully

Junho 27th, 2009 | versão papel versão papel
Nascidos em 2004, Os Gully têm novidades…
Depois de editado em Agosto de 2008 o EP “Os Gully“, disco gravado nos estúdios Namouche e editado on-line em Abril passado, pela Poison Tree Records, Os Gully apresentam-nos em 2009 o single “Procissão Mecânica”. Composto ainda pelo tema “Monotonia”, o novo disco serve também para apresentar a nova vocalista da banda, Carina Silva. Grupo composto por João Lopes (guitarra), Duarte Carvalho (bateria), Sérgio Gramaça (guitarra), Paulo Cardoso (baixo) e a já referida Carina Silva, Os Gully mantém-se na linha que tão bem os caracteriza; seguidores de um rock clássico bem interpretado e cantado na língua de Camões. Os novos temas não fogem a essa matriz e  mostram o grupo de Azeitão votado aos prazeres da voz feminina. E bem.
O disco foi produzido pela própria banda e está em audição integral no MySpace.

ouvir

capa de Procissão Mecânica
“Procissão Mecânica”" – Os Gully (Edição de Autor, 2009)

01 Procissão Mecânica
02 Monotonia

género: rock
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