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“Lozenge’s First Triangle” – Invisible FlameLight

Fevereiro 21st, 2010 | versão papel versão papel

Assim respira o metal flaviense…
E respira de uma forma titubeante entre um rock mais clássico, aqui e ali de tonalidades bem progressivas, e um thrash/death metal absolutamente avassalador. Gravado em 2007, “Lozenge’s First Triangle” é essencialmente o registo de um primeiro momento na vida da banda de Chaves; um passo importante; um passo que era importante dar. Não sendo um fim em si, “Lozenge’s First Triangle”  é acima de tudo um ponto de passagem. É o que nos dizem Daniel Almendra (voz), Jonas César (guitarra), Marco Pereira (bateria) e Luís Morais (baixo). Dizem-nos que os 35 minutos despendidos nestas sete  faixas são mais uma prova de um movimento pesado a implementar-se com vigor por terras de Trás-os-Montes. Com produção e mistura de Luís Barros (Tarântula) e da própria banda, o disco contou ainda com Paulo Barros (Tarântula) e Patrícia Rodrigues (ThanatoSchizO) como convidados.
O primeiro passo ficou dado, agora falta aguardar pelo álbum de estreia, já em preparação. O EP está disponível para download gratuito.

Download Grátis

capa de Lozenge's First Triangle
“Lozenge’s First Triangle” – Invisible FlameLight (Recital Records, 2009)

01 Channels
02 Against the Rocks
03 They Bring the City
04 Big Old Cow
05 Postures
06 Fading Heart
07 Puzzle Bubble

género: metal
www.myspace.com/invisibleflamelight
www.myspace.com/recitalrecords

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”The Supervisor” – The Supervisor

Janeiro 29th, 2010 | versão papel versão papel

Os The Supervisor são um trio; um trio formado por André Banza (voz e guitarras), Renato Silva (baixo e voz) e Pedro Ramalho (bateria). E isto, serve desde logo para perceber, genericamente, em que águas se move o grupo lisboeta. Assente na clássica combinação de voz-baixo-guitarra-bateria, o óbvio rock deste trio mergulha afincadamente por entre algumas das correntes mais alternativas. E bem.
Não emergindo por uma extrema singularidade, o grupo esforça-se por apresentar um produto marcado pela diversidade. E consegue. Ainda que apenas em trio, o som dos The Supervisor foge à extrema rudeza, mantendo alguma crueza, é verdade, mas escudando-se bem num trabalho melodioso interessante; de atmosferas várias, ainda que quase sempre mais negras.
Com uma participação na compilação Novos Talentos Fnac 2009 pelo meio, “The Supervisor” é um primeiro e importante passo na vida do trio lisboeta.

Ouvir The Supervisor no MySpace

capa de The Supervisor
”The Supervisor” – The Supervisor (Edição de Autor, 2009)

01 Over and Out (Broken Radios)
02 Old Ships
03 Wishes
04 GWM
05 Red Rats
06 Once You’ve Started
07 Faded away

género: alrternativa

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”Brutes on the Quiet” – Andrew Thorn

Dezembro 9th, 2009 | versão papel versão papel

Despretensioso q.b.; popular q.b.
Decididamente, os cinco temas que fazem o alinhamento deste ”Brutes on the Quiet”, disco de estreia de Andrew Thorn,  convidam ao enamoramento e à rotação máxima. Sendo que Andrew Thorn é um projecto paralelo aos Mesa; e que Andrew Thorn e João Pedro Coimbra são exactamente a mesma pessoa. Inteligentemente pop, vivo, de composições eficazes, “Brutes on the Quiet” é obra de um homem só, ainda que nem por isso perdido em intimismos exagerados. Aqui, o roteiro segue uma linha rock de forte cariz electrónico, com João Pedro Coimbra na voz e nos teclados, mas também com Jorge Coelho nas guitarras, Jorge Queijo na bateria e Miguel Ramos no baixo. Forte cariz mas não único; há guitarras e há uma secção rítmica presente. Essencialmente, é um disco expansivo, aberto, claramente à procura de audiências  mais amplas. Merece-o. A sensação é claramente positiva. Sem esquecer uma curiosa versão de “Overcome” de Tricky.
No fim, sabendo claramente a pouco, fica a ideia de missão cumprida.

Ouvir Andrew Thorn no MySpace

capa de Brutes on the Quiet
“Brutes on the Quiet” – Andrew Thorn (Klang Technik, 2009)

01 Me Jane
02 Wall of Steel
03 Strip Machine
04 Can’t Blame You
05 Overcome

género: pop

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“Supper” – Blackseat Bingo

Novembro 30th, 2009 | versão papel versão papel

Interessante “Supper”…
…não pela magnitude geral da solução, mas pela preciosa acutilância encontrada pelos Blackseat Bingo para o seu rock, estes, numa versão revista e aumentada dos Blackseat. Aumentada, porque a RedFox (voz) e O Manipulador (baixo) foram somados mwing H (bateria) e Mr Fraga (guitarra); revista, porque consequência disso, o som destes Blackseat Bingo tem outra dinâmica, ganhando uma dimensão obviamente diferente. E não é só a voz flutuante e envolvente de RedFox, é também toda a enfeitiçante componente instrumental do restante trio, que transforma “Supper” num disco que cativa. Objectivamente alternativo, apostado em fugir das linhas roqueiras mais convencionais, o EP de estreia dos Blackseat Bingo vale pelo todo; pelo todo das suas seis faixas – literalmente. Ora mais ritmado, ora mais lento, mas sempre com assinalável carisma, “Supper” ouve-se do princípio ao fim, não perdendo sequer uma certa face pop que eficazmente consegue manter ao longo do disco. Boa estreia.
A produção foi de Tiago de Sousa e O Manipulador.

Ouvir Blackseat Bingo no MySpace

capa de Supper
“Supper” – Blackseat Bingo (Edição de Autor, 2009)

01 Sliding Wars
02 Kitty
03 Millionaire
04 Mother in a Closet
05 Cliché
06 Wheel Man

género: alternativa

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“Dona Ligeirinha” – Diabo na Cruz

Novembro 7th, 2009 | versão papel versão papel

A tradição já não é o que era. Temos pena mas ainda bem. É assim.
A dois dias de ser servido o prato principal, esta “Dona Ligeirinha” tem sabor a aperitivo de primeira. Lufada ou bofetada, de ar fresco ou de luva branca, o que este Diabo na Cruz é de certeza, é um dos mais bem dispostos e por isso também desconcertantes, projectos da actual música portuguesa. Por muitas vozes que se ergam, dos arautos da desgraça deste país – porque os existem sempre, a pop-folclórica cá da terra acaba de ganhar um ponta-de-lança de primeira água:  é o Diabo na Cruz. Ou será o diabo do Cruz?
Quanto ao álbum, o tal prato principal, chega já na próxima segunda-feira. E confirma-se, que vai ser o diabo, na cruz e fora dela. Em todo o lado.

Ouvir Diabo na Cruz no MySpace

capa de Dona Ligeirinha
“Dona Ligeirinha” – Diabo na Cruz (FlorCaveira, 2009)

01 Dona Ligeirinha
02 Os Loucos Estão Certos
03 Corridinho do Verão
04 Outra Forma

género: pop
www.florcaveira.com

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“Step into Nowhere” – Humble

Novembro 2nd, 2009 | versão papel versão papel

Dois anos depois de “Get Up” (Sons Urbanos Recs, 2007), os Humble voltam à crista da onda…
Gravado no Generator Studio, sob a direcção de Miguel Marques (Easyway, Fitacola e More Than A Thousand), os 12 temas de “Step into Nowhere” mostram uns Humble cheios de boa disposição e aplicados em oferecer-nos um som nascido de um cruzamento amplo entre algo a roçar um ska-punk-reggae-indie de fortes intenções pop. Sim, com fortes intenções pop. Sem momentos de especial fulgor, esta é a mesma fórmula que tem permitido aos Humble ganharem alguma notoriedade nos últimos anos. Não é uma obra-prima mas também não chateia por aí além. Ouve-se. Curte-se.
Um disco fresco e descomprometido com o selo já ouvido da banda de Angie (guitarra e voz), Tito (baixo e coros) e Nuno (bateria e coros).

Ouvir Humble n MySpace

capa de
“Step into Nowhere” – Humble (Sons Urbanos Recs, Raging Planet, 2009)

01 Change for good
02 Can’t back away
03 Let the fear come out
04 Ink
05 Kingdown
06 Laptop
07 Pub night out
08 Too much
09 Like a rockstar
10 Prove to prove
11 Some say
12 Fossa nova

género: rock
www.myspace.com/sonsurbanos
www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal

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“Black Bombaim” – Black Bombaim

Outubro 2nd, 2009 | versão papel versão papel

A alucinação; algum transe; muita electricidade. Bem-vindos a “Black Bombaim”, o EP de estreia do grupo barcelense com o mesmo nome. Genericamente, os Black Bombaim são um projecto de stoner-rock, composto por Ricardo (guitarra), Paulo Senra (bateria) e Tojo (baixo). Um trio de pura energia feito de bateria, baixo e guitarra. Assim, só.
“Black Bombaim” é intensidade. É desta forma que o trio nortenho pensa e executa o seu rock instrumental. E nem é surpresa, o dinamismo psicadélico que trespassa igualmente todo o disco, mesmo que este teime em centrar-se em várias influências; em várias décadas, começando no psicadelismo dos anos 60-70 e terminando no stoner da década de 90. Sem voz, os Black Bombaim defendem-se no abstraccionismo divagador e cativante da sua composição. Poderosa; coesa; vibrante.
Acredite-se ou não no burburinho barcelense, mais exposto nos últimos tempos, o facto é que em pouco mais de dois anos, os Black Bombaim tomaram de assalto a linha da frente como um dos projectos mais promissores a Norte. “Complication” aponta esse futuro.
Enquanto não chega o novo álbum, “Black Bombaim” vai merecendo toda a nossa atenção. O disco foi gravado nos Estúdios Oops!, em Barcelos, com o produtor José Arantes.

Ouvir Black Bombaim no MySpace

capa de Black Bombaim
“Black Bombaim” – Black Bombaim ( Lovers & Lollypops, Sonic Infusion Records, 2009)

01 Blow, Vanish #1
02 Blow, Vanish #2
03 Highway 111
04 Big Black Supercharge
05 Fear & Loathing
06 Deuces Wild
07 68′ Camaro
08 Complication
09 California State Line

género: rock
www.myspace.com/loversandlollypops
www.loversandlollypops.com
www.myspace.com/sonicinfusionrecords

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”Stereo Alligator” – Stereo Alligator

Setembro 16th, 2009 | versão papel versão papel

Os Stereo Alligator são formados por Miguel Gomes (programações, teclados e baixo) e Jorge Nuno (guitarra e teclados). Os mesmos que em tempos, não muito distantes, ajudaram a dar vida ao quinteto Lisamona – com quem chegaram mesmo a editar um álbum e um EP. Terminada esta aventura, os dois amigos de longa data lançaram-se agora num projecto pop-rock, fundamentado numa ideia segura de synth-pop. Gravado em Espanha, no estúdio de Paco Loco, em Puerto de Santa Maria, e misturado em Nova Iorque, por Alex Newport, o EP de estreia dos Stereo Alligator, primeiro de uma trilogia que verá ainda nascer os EPs “Naked” e “Damaged”, é composto por cinco temas de uma frescura electrónica assinalável, capazes de alegrar tanto as escaldantes noites de Verão, como as mais recatadas e aconchegantes noites de Inverno. Num balanço quase incontrolável – com a baladeira “Ruin” a baixar o ritmo, “Stereo Alligator” é isso mesmo; são cinco temas feitos de ritmo, melodia e muita intensidade.
Excelentes início e fim com “Blow away” e “Lifting up”.

Ouvir Stereo Alligator no MySpace

capa de Stereo Alligator
”Stereo Alligator” – Stereo Alligator (Edição de Autor, 2009, 2009)

01 Blow away
02 Wake me up…and tell me
03 Greedy world
04 Ruin
05 Lifting up

género: electrónica
www.stereoalligator.com
stereoalligator.blogspot.com

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“Cavalheiro” – Cavalheiro

Julho 23rd, 2009 | versão papel versão papel

Não foi preciso muito para o lesto despertar, enquanto se ouvia o EP de estreia de Cavalheiro, projecto de Tiago Ferreira. Não é ainda aquele disco cheio que se espera sempre, é apenas um EP de apenas quatro temas já cheio de  pequenas certezas. Depois, não vale a pena sequer tentar associar Cavalheiro a projectos anteriores do seu autor, como Veados com Fome ou Território. Não vale mesmo. Aqui, o meio é a canção, a palavra, a coisa dita sobre um manto instrumental cru, simples e directo. É esta forte mas personalizada singeleza que atrai em Cavalheiro. Como passar por “De nós nada restará” e mantermo-nos imperturbáveis? Assim, a olho nu, não parece sequer possível. Influenciado por Bukowski, Tiago Ferreira – com a ajuda fundamental de Mariana Marques – constrói um registo bastante pessoal, ao qual junta uma voz forte, uma presença acentuada numa ideia de melancolia. É assim, em português, de guitarra eléctrica em punho que Cavalheiro nos conta as suas histórias; vivências fortes num disco que, tal como outros, peca apenas por ser curto. Mesmo sabendo que o músico prepara já um segundo EP.
No fim, fica a certeza de uma ideia que faz sentido; que funciona e merece ser sentida. Logo. Tal como a já citada “De nós nada restará”, também “Reino”, outro dos temas fortes do EP, está em audição no MySpace do músico.
“Cavalheiro” foi gravado e produzido por Luís Fernandes (peixe : avião e The Astroboy).

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capa de Cavalheiro
“Cavalheiro” – Cavalheiro (Lovers & Lollypops, 2009)

01 Fim da estrada
02 Reino
03 De nós nada restará
04 Doces núpcias

género: alternativo
sítio sítio

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SINGLES & EP’S|”Nascituro” – oLUDO

Julho 21st, 2009 | versão papel versão papel

De doces dissociações psíquicas,
de serenas alucinações,
de Sonhos …
de Paixão …
” (1)

Ou simplesmente pelo prazer de ouvir; de sentir; de deixar fluir. Em “Nascituro”, o objectivo da banda algarvia parece ser muito claro: Fazer boas canções cantadas em português. E nisso, “Nascituro” é mais do que uma aposta ganha.
Mas é mais do que isso. O que o quinteto de Olhão nos oferece são meia-dúzia de canções excelentemente pensadas; cantadas; tocadas. Bem cravadas no coração do pop-rock nacional, estas são canções com uma vontade enorme de voar. De se libertarem da solidão e de se darem a conhecer ao mundo. Elas, eles e o mundo, assim o merecem. É mel para o nosso gosto, a forma como cada arranjo nos envolve os tímpanos com construções melódicas cativantes, sem nunca afrouxarem ou caírem no óbvio. Um imaginário colorido por fortes e densas paixões.
Quatro anos passados sobre o Agosto de 2005, data da formação do grupo, Davide Anjos (guitarra acústica, guitarra eléctrica e voz , João Baptista (guitarra Eléctrica e voz , Nuno Campos (teclado), Paulo Ferreirim (baixo) e Manuel Ramires (bateria – entretanto, substituído por Filipe Cabeçadas), editam um disco com dois pontos negativos apenas. Sabe a pouco e termina depressa.
Um dos melhores do pop-rock nacional de 2009; obviamente.

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capa de Nascituro
“Nascituro” – oLUDO (Edição de Autor, 2009)

01 Ao virar da página
02 Espelhos partidos
03 Deus bossa
04 A minha grande culpa
05 Sofá velho
06 Cordas presas

género: rock
sítio sítio

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SINGLES & EP’S|”Ubi Est Morbus” – Kronos

Julho 17th, 2009 | versão papel versão papel
Quatro anos volvidos sobre “Symbolon” (2005), a maqueta de estreia dos vilafranquenses Kronos, o grupo de Hélder Raposo (voz), Pedro Moradas (baixo, voz e guitarra), André Louro (programações e voz) e Luís Cirilo (guitarra), continua a trilhar paulatinamente o seu caminho nos meandros do industrial luso. Não é um industrial puro e duro, mas um mais roqueiro, com grande groove, variando nos momentos de doçura e de agressividade – alguns demasiado adocicados. Em português, francês ou inglês, o grupo ribatejano continua a assentar toda a sua arte na electrónica; batida e programada. “Ubi Est Morbus” (onde está a doença?) é um EP composto por sete temas – um deles versão do tema “Et si tu n’existais pas” de Joe Dassin, resultado da vitória do grupo na edição de 2007 de um concurso de bandas organizado pela Câmara Municipal de Tomar. Sempre em evolução e sem fronteiras estéticas muito rígidas, o grupo continua a experimentar vários rumos; mais ou menos industriais; mais ou menos góticos; mais ou menos pop; sempre electrónicos. No fim, ficamos apenas por perceber se esta dispersão é defeito ou feitio. O grupo diz que é feitio. Nós ficamos para ver e para já aplaudimos.
O grupo vai estar ao vivo no próximo dia 25 de Julho (21h30), no Revolver Bar, em Cacilhas, Almada (antigo Culto Bar).

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capa de Ubi Est Morbus
“Ubi Est Morbus” – Kronos (Zero Negative, 2009)

01 These sour times
02 Ars moriendi i
03 Drain my blood
04 Crepúsculo dos cães
05 Voraz
06 Towards the borderline
07 Et si tu n´existais pas

género: industrial

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SINGLES & EP’S|”Procissão Mecânica” – Os Gully

Junho 27th, 2009 | versão papel versão papel
Nascidos em 2004, Os Gully têm novidades…
Depois de editado em Agosto de 2008 o EP “Os Gully“, disco gravado nos estúdios Namouche e editado on-line em Abril passado, pela Poison Tree Records, Os Gully apresentam-nos em 2009 o single “Procissão Mecânica”. Composto ainda pelo tema “Monotonia”, o novo disco serve também para apresentar a nova vocalista da banda, Carina Silva. Grupo composto por João Lopes (guitarra), Duarte Carvalho (bateria), Sérgio Gramaça (guitarra), Paulo Cardoso (baixo) e a já referida Carina Silva, Os Gully mantém-se na linha que tão bem os caracteriza; seguidores de um rock clássico bem interpretado e cantado na língua de Camões. Os novos temas não fogem a essa matriz e  mostram o grupo de Azeitão votado aos prazeres da voz feminina. E bem.
O disco foi produzido pela própria banda e está em audição integral no MySpace.

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capa de Procissão Mecânica
“Procissão Mecânica”" – Os Gully (Edição de Autor, 2009)

01 Procissão Mecânica
02 Monotonia

género: rock
sítio

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SINGLES & EP’S|”Swing” – The Profilers

Junho 26th, 2009 | versão papel versão papel
Começa bem. Começa com San sob um foco de luz, num ambiente fosco, fumarento. Minuto e meio depois,  ainda no mesmo começo, o som explode, positivamente. Aliás, o som dos The Profilers é quase sempre assim, aberto, escorreito e feliz. O facto é que ainda íamos no mesmo “Struggle” e já se sentia que a vontade de swingar era muito maior do que outra qualquer. É uma energia de outros tempos que San – voz, Mr. Big – Baixo e coros, Mr. Night – guitarra, Fat Franco – guitarra, Lieu-Tenant Frank – teclas – e The Maniac – bateria, transpõem para a actualidade com grande modernidade. Num espírito retro, The Profilers recuperam ritmos e formas de estar de outros tempos; coisas não só do rock n’ roll mas também do blues, da bossa nova e do jazz. São coisas de décadas passadas aqui revistas com mestria, actualizadas de tal forma que nos arrastam com natural facilidade; são coisas para acompanhar com palmas enquanto se ginga na pista de dança, enquanto dançarinas da casa nos envolvem em erotizados movimentos. É também sensualidade. Rock clássico e revivalista, os The Profilers são assim. Desprendido, mas firme na voz sofisticada de San, “Swing” dança como um pião, oferecendo-nos pouco mais de 20 minutos de grande prazer e descontracção. Flui. Não é inovador mas é bem feito. Tudo num universo próprio e bem construído.
“Swing” é o resultado da vitória do grupo sintrense na edição de 2008 do Festival de Música Moderna de Corroios. Um ano The Profilers.

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capa de Swing
“Swing” – The Profilers (J.F.Corroios, 2009)

01 Struggle
02 Edith Piaf on LSD
03 Hot
04 The Unknown Road
05 Letter
06 Get Away

género: rock
sítio sítio

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SINGLES & EP’S|”Split CD” – Insaniae & Mourning Lenore

Junho 17th, 2009 | versão papel versão papel
Comemorando o seu 3ª aniversário, o blogue DaemonivM, espaço de divulgação da cena musical underground nacional, iniciou o ano de 2009 com o lançamento de um split-CD que juntou na mesma rodela os Insaniae e os Mourning Lenore. O momento certo para os lisboetas Insaniae mostrarem algumas da suas últimas gravações e para os igualmente lisboetas Mourning Lenore, mostrarem os seus dois primeiros registos. Ultrapassado o aspecto comemorativo, este Split-CD é desde logo uma pequena e interessante amostra do universo doom nacional. Os Mourning Lenore a fazerem a sua estreia absoluta; os Insaniae a repetirem a experiência depois do bem recebido “Outros Temem Os Que Esperam Pelo Medo da Eternidade” (Edição de Autor, 2006).
Sobre os temas de Insaniae, o grupo de Isabel Cristina (voz), Diogo Messias (voz e guitarra), Luís Possante (guitarra), Raúl Costa (baixo) e Márcio Guerreiro (bateria), volta a apostar forte na utilização da poética portuguesa, ainda que pouco comum neste género. Uma aposta ganha. Quer nos momentos mais guturais, quer nos momentos mais cristalinos, os Insaniae cavam no meio um lugar muito próprio, especialmente pela exploração sempre difícil que fazem da língua portuguesa. Com temas de 11 e 12 minutos, o som dos Insaniae vive de uma densidade arrastada, lenta, só quebrada pela negritude da voz de Diogo Messias; pela luz da voz de Cristina Isabel. São dois temas  estruturalmente muito semelhantes, muito no seguimento do que já conhecíamos da banda. A aguardar novos desenvolvimentos.
Sobre os dois temas de Mourning Lenore, ambos de expressão anglo-saxónica, e com cada tema a não chegar aos 10 minutos, mantém-se algum arrasto, havendo um ganho superior em melodia, amparada pela voz mais áspera de João Galrito e por um trabalho de guitarras bastante cuidado. Sendo estes os primeiros temas gravados pelos Mourning Lenore, banda formada apenas em 2008, e não fugindo nunca do mesmo universo doom, estes diferenciam-se dos Insaniae, desde logo, pelo uso único da voz masculina. Sem a capacidade de diálogo permitida pelos Insaniae – carga dramática, a arte dos Mourning Lenore ganha essencialmente pela sua capacidade narrativa. Interessante estreia a de Mourning Lenore, grupo de João Galrito (voz & guitarra), João Arruda (guitarra), Joana Martins (baixo) e Emanuel Henriques (bateria).
O disco foi gravado, misturado e produzido por Fernando Matias (F.E.V.E.R.), nos Urban Insect Studios, em Lisboa.
ouvir ouvir

capa do split Insaniae & Mourning Lenore
“Split CD” – Insaniae & Mourning Lenore (DaemonivM, 2009)

01 O Covil – Insaniae
02 Tradição Ancestral – Insaniae
03 Rain’s Seduction – Mourning Lenore
04 Patterns of Emptiness – Mourning Lenore

género: punk-rock
sítio sítio

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SINGLES & EP’S|”João e a Sombra” – João e a Sombra

Maio 22nd, 2009 | versão papel versão papel
João e a Sombra são um conjunto de canções melancólicas e soturnas, cantadas em português, onde se cruzam referências do cancioneiro português com influências modernas e mais alternativas” (1)

Foi como uma surpresa de fim de ano. Boa. Estávamos já nos últimos meses de 2008, quando o grupo de João Tempera (voz, guitarra acústica e metalofone), Francisco Santos (guitarra eléctrica, guitarra portuguesa e piano), João Tubal (baixo), Rui Berton (bateria, percussões e citara) e Pedro Tempera (piano, metalofone, xilofone e melódica), nos ofereceu esta pequena maravilha. Um belíssimo EP de sete temas apenas.
“João e a Sombra” é uma peça acústica cheia de bom gosto; na composição; na poesia; na interpretação. É o que estes almadenses construiram nesta sua estreia em disco. Depois, também não tenho dúvidas que somos literalmente e  abençoadamente abalroados pelas primeiras três faixas deste disco; especialmente a primeira, a belíssima “Só quem sabe”. Mas há mais. São canções belas, cantadas quase sempre em sussurro, em português, escondidas por um fascinante jogo de sombras. Uma paixão repartida com grande equilíbrio entre o ser popular, folk e pop, delineando-se um disco de reconhecida beleza. Apaixonante. Com canções pensadas à guitarra por João Tempera, o resultado é todo um universo de melancolia, construído à volta de um sem número de instrumentos (guitarra portuguesa, flauta transversal, metalofone, xilofone, acordeão, piano, contrabaixo, percussões, viola, guitarras eléctricas e baixo) e vozes sentidas. Belíssima estreia.
Um disco obrigatório.

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capa de João e a Sombra
“João e a Sombra” – João e a Sombra (Edição de Autor, 2008)

01 Só quem sabe
02 Dia Não
03 O desertor
04 Canção das ilusões
05 Quando eu quiser
06 O velho
07 Dos Homens que já não são

género: popular

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SINGLES & EP’S|”…um incêndio a partir de dentro…” – Indignu

Abril 22nd, 2009 | versão papel versão papel
E junta-te a nós. Havemos de ser
um incêndio a partir de dentro,
Camões, azulejo, um rectângulo
crescendo por sobre o mar. E havemos
de ser absolutos como um
império um a um feito de muito
sonhar.
” (“Duzentas promessas para um mundo melhor” – Valter Hugo Mãe)

É apenas um avanço. São os Indignu que o dizem, projecto barcelense de Afonso Dorido (guitarra e voz), Mateus (baixo e piano), Jimmy (guitarra e xilofone) e Ketas (bateria). Um avanço para o  álbum que se espera ainda em 2009. Um bom avanço. Quase dois anos após o “Manifesto Anormal do Fundamento“, um significativo passo em frente no som dos Indignu, o single “…um incêndio a partir de dentro…” vem reafirmar um alargamento estético experimentado nos últimos tempos pela banda nortenha. São duas peças para abrir o apetite, num rock alternativo cheio de interessantes variações. As palavras são em português, com Valter Hugo Mãe a assinar o poema do segundo tema. Está tudo em audição no MySpace do grupo.
É o prenúncio de algo positivo.

som Indignu

capa de ...um incêndio a partir de dentro...
“…um incêndio a partir de dentro…” – Indignu (Edição de Autor, 2009)

01 Prenúncio
02 Duzentas promessas para um mundo melhor

tipo Rock
sítio indignu.blogspot.com
sítio palcoprincipal.clix.pt/indignu

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SINGLES & EP’S|”She Nods” – Sizo

Abril 5th, 2009 | versão papel versão papel
Chega em Abril, o resto…
Para já, ficamos com “She Nods”, o single que antecede a chegada de “Got To Love People Who Set Themselves Up For Disaster”, o próximo registo dos Sizo, quarteto portuense composto por João Guedes (voz), André Cruz (guitarra e voz), André Hollanda (bateria) e Eurico Amorim (teclados e voz). Na realidade será uma dupla edição, dado que o grupo oferecerá como bónus o anterior “Nice to Miss You” (Edição de Autor), editado em 2007 em formato digital  – agora com nova masterização. Composto por seis faixas (‘By no Means’, ‘Liar’, ‘She Nods’, ‘OBSESSION/REACTION!’, ‘Strychnine Rider’, ‘Tour de Force’), “Got To Love People Who Set Themselves Up For Disaster” promete uns Sizo cheio de energia;  cheios de electricidade; cheios de rock. “She Nods” é o primeiro cartão de visita, espaço de tensão onde teclados, guitarra e bateria – colorido pelas palavras, demonstram sem mácula ao que vêm. Mais uma ponta afiada para o rock alternativo nacional de expressão anglo-saxónica.
O resto, chega em Abril…mesmo.


“She Nods” – Sizo (Wash, 2009)

01 She Nods

tipo Rock/Alternativo
sítio deathtosizo.com

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SINGLES & EP’S|”BAR” – BAR

Abril 2nd, 2009 | versão papel versão papel

Aberto, de novo. Sob o comando de Sara (voz), Inho (guitarra), Flip (bateria), Fred (baixo) e Clem (guitarra), o bar está reaberto. Nunca esteve propriamente fechado – já desde 2005, mas com o raiar de 2009, os BAR voltam a escancarar as suas portas. De caminho, tendo como referências a maqueta de 2007  e o novo EP, já de 2009, os BAR chegam-nos aos dias de hoje com vontade e capacidade de ampliar a sala. Não é só o bar que salta à vista, é todo o espaço que o circunda e que o quinteto ocupa com à vontade com a sua música em português. Com uma veia roqueira assumida, de tendência marcadamente pop, de enfeites jazz, e sem nunca enveredar por caminhos de uma extrema singularidade, é com serenidade que ouvimos os BAR oferecer-nos sete momentos de tranquila e agradável audição. Sem serem de todo surpreendentes, a consistência demonstrada nos arranjos, no seu todo, conferem ao disco toda uma coesão interessante. Dado o segundo passo, o futuro é agora mais seguro.
De uma frescura pop, com simplicidade…

som BAR

capa de BAR
“BAR” – BAR (Edição de Autor, 2009)

01 Gajas (num dedo)
02 Novembro
03 Esperar e Esquecer
04 A Noite em que choveu
05 Diaphragma
06 MBA
07 Sorriso Secreto

tipo Pop-Rock
sítio blogdosbar.blogspot.com

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SINGLES & EP’S|”Drift Away From Here” – Skewer

Março 29th, 2009 | versão papel versão papel
Depois do EP “Whatever” (2007), o single “Drift Away From Here”…
É a primeira amostra do álbum de estreia dos barreirenses Skewer – ainda a editar em 2009, banda formada em 2005 e composta por Valério Paula (voz e guitarra), Rui Guerreiro (baixo) e Igor Pedroso (bateria). No press release dizem que “querem e devem percorrer novos caminhos sonoros, a banda procura encontrar um público mais ecléctico“. É o que ressalta da audição deste “Drift Away From Here”, fruto de uma abordagem diferente, cruzando as referências grunge de sempre com outras cambiantes roqueiras.  Os Skewer parecem querer explorar novos caminhos. No fim, fica uma primeira impressão postiva; uma impressão de uns Skewer cada vez mais longe das suas primeiras e limitadoras influências. Aguardemos pelo resto.
O CD-single conta ainda com uma segunda versão de “Drift Away From Here II ” e uma remistura de “Save Me From Myself (Remix)”, do EP “Whatever” 2007.


“Drift Away From Here” – Skewer (Edição de Autor, 2009)

01 Drift Away From Here
02 Drift Away From Here (Version II)
03 Save me From Myself (Remix)

tipo Rock
sítio skewer.com.sapo.pt

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SINGLES & EP’S|”The Circleville Massacre” – Satans Revolver

Março 18th, 2009 | versão papel versão papel
Enquanto se preparam para gravar o álbum de estreia, o mar vai continuando agitado com este “The Circleville Massacre”. Bem agitado. Ainda que jovens, a participação dos elementos dos Satans Revolver em bandas como Aside, Twentyinchburial, Blacksunrise, Reptile, Forgodsfake e Before The Torn, não deixa qualquer dúvida. Estamos mesmo na presença de uma banda com vontade e energia para abrir caminho rapidamente. Se a intenção com a edição deste EP era cair-nos em cima, violentamente, traçando um rumo para algo mais consistente, então o objectivo foi plenamente atingido. Quando lemos no press release que são “cinco intensas descargas de energia, peso e melodia, disparadas por um poderoso arsenal de rock, metal e hardcore, tornam estes cowboys os homens mais procurados do momento”, podemos pois estar certos que esta é a verdade; nua e crua. O EP de estreia dos Satans Revolver é de um fulgor hardcore arrebatador, com temas cravados de poderosos riffs e um ritmo avassalador. Arrasadora mistura que faz encontrar o rock e o hardcore num espaço único de vibração. Com o dedo no gatilho estão Guilherme Henriques (voz), Ricardo Cabrita (guitarra), Nuno Vicente (baixo), João Ferreira (guitarra) e Nuno Silva (bateria).
Imparável hardcore – disponível para download gratuito.

capa de The Circleville Massacre
“The Circleville Massacre” – Satans Revolver (Raging Planet, 2008)

01 Me, You and a Bottle of Jack
02 Golden Bullet
03 Last Night In Town
04 Barfights
05 Death On The Trail

tipo Hardcore
sítio www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal
sítio www.myspace.com/satansrevolver

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