‘sons dispersos’ Category

António Variações

Fevereiro 15th, 2009 | versão papel versão papel
::Tema: “Sempre Ausente” – António Variações (”Anjo da Guarda”, EMI, 1983; Reed. iPlay, 2008)
::Tempo: 1983
::Espaço: Lisboa
::Expressão:
É incrível como a cada regresso à obra de António Variações, mais convencidos ficamos da sua centralidade para a história da pop nacional; passado, presente e futuro. Foi assim, enquanto apresentava o melhor deste senhor ao mais jovem inquilino aqui da orquestra – sim, também dá para embalar. Como grande parte da sua obra, também este belíssimo “Sempre Ausente” é marcado por um forte teor autobiográfico:

Diz-me que solidão é essa
Que te põe a falar sozinho
Diz-me que conversa
Estás a ter contigo

Diz-me que desprezo é esse
Que não olhas para quem quer que seja
Ou pensas que não existes
Ninguém que te veja

Que viagem é essa
Que te diriges em todos os sentidos
Andas em busca dos sonhos perdidos

Lá vai o maluco
Lá vai o demente
Lá vai ele a passar
Assim te chama
Toda essa gente
Mas tu estás sempre ausente
Não te conseguem alcançar
Mas eu estou sempre ausente
Não me conseguem alcançar

Diz-me que loucura é essa
Que te veste de fantasia
Diz-me que te liberta
Que vida vazia

Diz-me que distância é essa
Que levas no teu olhar
Que ânsia e que pressa
Que queres alcançar

Que viagem é essa
Que te diriges em todos os sentidos
Andas em busca dos sonhos perdidos

(António Variações)

Se ninguém se queixar, aqui fica a recordação:

capa de anjo da guarda
“Anjo da Guarda” António Variações ( EMI, 1983; Reed. iPlay, 2008)

sítio Wikipedia
sítio www.myspace.com/antniovariacoes

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SONS DISPERSOS|Sitiados

Janeiro 17th, 2009 | versão papel versão papel
Tema: “E Ela Cega” – Sitiados (”Sitiados“, BMG, 1992)
Tempo: 1992
Espaço: Lisboa
Expressão: Enquanto dava a ouvir ao mais jovem dos trompistas uma das mais importantes bandas portuguesas da década de 90, recordei com enorme prazer a beleza deste “E Ela Cega”. Não é sequer um dos temas mais conhecidos do álbum do famoso “Vida de Marinheiro” – o primeiro dos Sitiados, mas que é uma da mais  belas canções criadas por João Aguardela (letra e música) lá isso é. Ao piano está João Pedro Pimenta.

e ela cega
e ela sabe
ai onde vai

e ela cai
mas ao cair
finge-se cega

e ela entrega
sente o fundo
de quem a tem

e ela vem
sem que alguém
sinta chegar

e ela dor
deixa-te só
faz-te chorar

ela ensina
ela engana
ai a saudade

e o desejo
de mais um beijo
tocar a mão

e se ela existe
ela resiste
mesmo se os olhos
dizem que não ela insiste
espera em vão

mas ela é vida
triste a vida
sem ela

capa de sitiados
“Sitiados” – Sitiados (BMG, 1992)

sítio www.myspace.com/abandasitiados

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SONS DISPERSOS|Pop Five Music Incorporated

Fevereiro 13th, 2008 | versão papel versão papel

NO TEMPO E NO ESPAÇO COM…

::Tema: “Page One” – Pop Five Music Incorporated (Single, Orfeu)

::Tempo: 1970

::Espaço: Porto

::Expressão: O grupo formou-se no Porto corria o ano de 1967. Formado por David Ferreira (órgão Hammond, piano, guitarra e voz), Tozé Brito (baixo, guitarra e voz), Paulo Godinho (voz, teclas e guitarra), Álvaro Azevedo (bateria) e Luís Vareta (baixo e voz), os  Pop Five Music Incorporated tiveram a sua estreia em disco em 1968, com o single “Those Where The Days” (Orfeu). Em 1970, já sem David Ferreira e Tozé Brito, mas com  o maestro Miguel Graça Moura, gravaram este “Page One”, tema que viria a ser utilizado como indicativo do programa “Página Um” da Rádio Renascença. O single chegou mesmo a ser editado internacionalmente. Depois de uma bem sucedida actuação no Festival de Vilar de Mouros de 1971, o grupo veria chegar o seu fim logo no ano seguinte.

som Na Rádio Memória da Trompa está esta página


“Page One”/”Ária (para a 4ª Corda)” – Pop Five Music Incorporated (Orfeu, 1970)

www.novaguarda.pt/060202/g_opi7.htm
www.geocities.com/vilardemouros1971/popfive.htm
pt.wikipedia.org/wiki/Pop_Five_Music_Incorporated

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SONS DISPERSOS|Bye Bye Lolita Girl

Janeiro 8th, 2008 | versão papel versão papel

NO TEMPO E NO ESPAÇO COM…

::Tema: “Sem Palavras para Ti” – Bye Bye Lolita Girl (Compilação “Divergências”, Ama Romanta, 1986)

::Tempo: 1986

::Espaço: Lisboa

::Expressão:
Nascidos em 1985 e desaparecidos no ano seguinte, os Bye Bye Lolita Girl não só resultariam da extinção de um tal grupo chamado Ezra Pound e a Loucura, como originariam, posteriormente, uma máquina sonora absolutamente avassaladora apelidada de Santa Maria Gasolina em Teu Ventre. Tudo, projectos liderados por Jorge Ferraz, músico que editará brevemente, em nome próprio, o álbum “África Mecânica de Metal” (Zounds). De resto, falta ainda recordar a presença de Anabela Duarte nestes mesmos Bye Bye Lolita Girl, momentos antes de seguir para os brilhantes Mler Ife Dada.
Efémera, mas está lá…Lolita.

que se espera de um passeio
nas horas do próximo estio do dia?
corra ele o frio e a chuva
o sol, o vento, o desejo
ou o gesto
entre bonitos olhos anónimos
e vidro esquecido .

será aí o passeio?

na essência da única coisa bonita
que não é nada
que é nada
um singular amor .

a memória do presente: felicidade
não será esquecida, não será ultrajada
mesmo entre gemidos de lamento
eu repito:
a felicidade não pode ser ultrajada .

eu confio nas canções – mesmo naquelas que fiz .

confio nas alamedas e nas árvores
que se colorem de estações
ou não
eu confio em ti .
eu me lembro… eu confio em mim .

como um amante desajeitado: eu sou belo .

agora, sem palavras para ti
teu belo passeio
cedo eu vi
voando lento
vidro reflectindo
sonhos de tempos idos

vejo-me diferente, animado
sonhando o teu regresso
perduro e pássaro
eu peço como amante desajeitado

agora, sem palavras para ti .
algo breve, pequeno, único
como amante desajeitado
o que te darei
vou sonhando

como num breve raio de cor
como amante desajeitado
tu virás, estarás
meu desejo

te ver feliz , te tocar…
amor,
amor .

te ver feliz, te tocar…
amor .

sou também o passeio de tarde pelas ruas bonitas .
sem palavras para ti .

som Na Rádio Memória da Trompa está o tema “sem palavras para ti”.

Foto de Jorge Ferraz
> Jorge Ferraz

sítio www.zounds.pt

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SONS DISPERSOS|SPQR

Dezembro 16th, 2007 | versão papel versão papel
NO TEMPO E NO ESPAÇO COM…

::Tema: “Flow” – SPQR

::Tempo: 1986

::Espaço: Lisboa

::Expressão:
Para uma tarde de feições ambientais; com coisas do antigamente. Saiu SPQR, um colectivo da década de 80, formado inicialmente por três figuras proeminentes da música portuguesa contemporânea; a saber: Rafael Toral, José Pedro Moura e Rodrigo Amado. O tema chama-se “Flow” e foi a única edição conhecida dos SPQR, tema incluído na compilação da Ama Romanta, “Divergências”.
Excelente momento!

som Na Rádio Memória da Trompa está este “Flow”.

capa de divergências
“Divergências” – Vários Artistas (Ama Romanta, 1986)

sítio SPQR no Anos 80.

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SONS DISPERSOS|Os Chinchilas

Novembro 3rd, 2007 | versão papel versão papel
NO TEMPO E NO ESPAÇO COM…

::Tema: “I’m a Believer” – Os Chinchilas

::Tempo: 1967

::Espaço: Porto

::Expressão:
Com um tempo de vida curto, que se estendeu apenas pela segunda metade da década de 60, os psicadélicos Chinchilas são hoje referidos, essencialmente, por terem dado a conhecer ao mundo um dos maiores guitarristas do rock feito em Portugal: Filipe Mendes, hoje também Phil Mendrix. Depois dos Chinchilas, Filipe Mendes fez ainda parte de projectos tão importantes para a história do rock feito em Portugal como foram os Heavy Band, os Psico e os Roxigénio; mais tarde, o nome de Phil Mendrix começou também a constar no line-up dos Irmãos Catita e Ena Pá 2000.
Sobre a canção e não sendo a mais interessante, é certamente a mais conhecida dos Chinchilas, uma versão para o tema que Neil Diamond compôs e os norte-americanos The Monkees gravaram em 66.

som Na Rádio Memória da Trompa está este “I’m a Believer”.

capa de I'm a Believer
“I’m a Believer” – Os Chinchilas (Tecla, 1967)

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SONS DISPERSOS|Saga

Agosto 5th, 2007 | versão papel versão papel
NO TEMPO E NO ESPAÇO COM…

::Tema: “Cantiga de Imigo” – Saga

::Tempo: 1976

::Espaço: Lisboa

::Expressão:

Recuperando o que em tempos se disse por aqui de “Homo Sapiens”:
“Obra mais ou menos ignorada entre nós – não tanto pelos coreanos da M2U Records, da qual fizeram uma reedição em 2001 – “Homo Sapiens” dos Saga é mais um convincente exercício progressivo de colheita lusa. Liderados por José Luis Tinoco, os Saga têm em “Homo Sapiens” um disco de uma lírica cuidadíssima – girando em torno do tema da guerra e do lançamento das primeiras bombas atómicas – e de uma instrumentação igualmente apurada, onde se podem ouvir pianos e sintetizadores vários, guitarras várias, saxofones vários, bateria e baixo. As vozes completam o interessante registo.” (1)

som Na Rádio Memória da Trompa está o tema “Cantiga de Imigo”.

capa de Homo Sapiens
“Homo Sapiens” – Saga (Movieplay, 1976)

tipo Rock Progressivo

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SONS DISPERSOS|Arte & Ofício

Junho 28th, 2007 | versão papel versão papel
NO TEMPO E NO ESPAÇO COM…

::Tema: “O Cargarejo da Galinha” – Arte & Ofício

::Tempo: 1978

::Espaço: Porto

::Expressão:
Tinha em mente regressar um dia aos Arte & Ofício. É hoje. Escolhido um dos discos mais emblemáticos do grupo composto na altura por Sérgio Castro (baixo), António Garcez (voz), Álvaro Azevedo (bateria), Fernando Nascimento (guitarra e percussão) e Sérgio Cordeiro (guitara), o maxi-single “Come Hear the Band”, a escolha recaiu exactamente sobre o curioso e excelente lado B do disco. Chama-se “O Cargarejo da Galinha” e é um extraordinário exercício instrumental e experimental, de base jazzística, com galinhas pelo meio e tudo – lindo!

som Na Rádio Memória da Trompa está o “O Cargarejo da Galinha” para ouvir.

capa de Come Hear The Band
“Come Hear the Band”/”O Cargarejo da Galinha” – Arte & Ofício (Maxi-Single, Orfeu, 1978)

sítio www.geocities.com/vilardemouros1971/arteoficio.htm

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SONS DISPERSOS|Quarteto 1111

Junho 10th, 2007 | versão papel versão papel
NO TEMPO E NO ESPAÇO COM…

::Tema: “Bissaide” – Quarteto 1111

::Tempo: 1969

::Espaço: Estoril

::Expressão:
Vou voltar ao Quarteto 1111; ao mesmo tempo, em honra de um mais assíduos visitantes desta tasca, o bissaide. É verdade, o som de hoje responde pelo nome de “Bissaide”, essa verdadeira pérola instrumental colocada no lado B do single de 1969, “Nas Terras do Fim do Mundo”.
O amigo bissaide explica-o melhor…

som Na Rádio Memória da Trompa está o “Bissaide”.

capa de Nas Terras Do Fim Do Mundo/Bissaide
“Nas Terras do Fim do Mundo/Bissaide” – Quarteto 1111 (Single, Columbia/VC, 1969) | A capa do disco foi sacada ao muito aconselhável Rate Your Music.

q1111.no.sapo.pt

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SONS DISPERSOS|Conjunto Académico João Paulo

Junho 6th, 2007 | versão papel versão papel
NO TEMPO E NO ESPAÇO COM…

::Tema: “Hully Gully do Montanhês” – Conjunto Académico João Paulo

::Tempo: 1965

::Espaço: Funchal, Madeira

::Expressão:

Na verdade, esta é uma homenagem que deveria ter sido feita há algumas semanas atrás; mais especificamente, no dia 23 de Abril de 2007, data da morte do teclista e compositor João Paulo Agrela. Na altura não aconteceu, mas hoje, chega a mais que merecida homenagem a um dos grupos portugueses mais importantes das décadas de 60 e 70: o Conjunto Académico João Paulo. Para o recordar, foi escolhido o excelente “Hully Gully do Montanhês”, tema igualmente incluído na mais recente compilação, “Os Reis do Ritmo” (EMI, 2003).
Divirtam-se!

som Na Rádio Memória da Trompa está este “Hully Gully do Montanhês”; naturalmente.

capa de
“+1Disco=4 Sucessos” – Conjunto Académico João Paulo (Columbia, 1965)

sítio Mais informação sobre o Conjnto Académico João Paulo: |1| |2| |3| |4|

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SONS DISPERSOS|Frei Hermano da Câmara com o Quarteto 1111

Maio 22nd, 2007 | versão papel versão papel
NO TEMPO E NO ESPAÇO COM…

::Tema: “Vem Senhor Jesus” – Frei Hermano da Câmara com o Conjunto 1111

::Tempo: 1973

::Espaço: Lisboa

::Expressão:
Religiões à parte…
Terá sido porventura uma das combinações mais bizarras da história da música portuguesa. Imaginar Frei Hermano da Câmara a cantar as suas cantilenas acompanhado por um Quarteto 1111 transformado para o efeito em Conjunto, não parece sequer imaginável – não parecia. Mas é. Ouvindo, é impossível não largar um sorriso logo ao início de “Vem Senhor Jesus”; e um outro, bem maior, quando o Frei dá início à sua demanda. Não lembraria nem ao diabo – cruzes, credo, mas o facto é que lembrou ao Frei e o resultado final…duvidoso ou não, está ali algures entre a estupefacção e uma gargalhada.
Divirtam-se, que o senhor vem aí…

som Na Rádio Memória da Trompa vem um senhor….

capa de Bruma Azul do Desejado
“Bruma Azul do Desejado” – Frei Hermano da Câmara com o Conjunto 1111 (LP,1973)

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SONS DISPERSOS|Os Ekos

Abril 30th, 2007 | versão papel versão papel
NO TEMPO E NO ESPAÇO COM…

::Tema: “Esquece” – Os Ekos

::Tempo: 1965

::Espaço: Lisboa

::Expressão:

A pedido de várias famílias…o yé-yé d’Os Ekos.
Grupo formado no longínquo 1963, em Lisboa, os Ekos, têm neste “Esquece”, talvez o tema mais emblemático da sua carreira. Canção incluída no primeiro EP do grupo (1965), é uma versão de “Hold On” de P. J. Proby.

Começa assim, falado:
“Agora vejo quanto errei
pensei mal de ti, pensei
eu fazer-te mal não quis
perdoa, esquece o que fiz”

som Na Rádio Memória da Trompa está este “Esquece”.

capa de
“Esquece”, “Os Tristes Olhos”, “Lamento Aos Céus” e “Ilusão”- Os Ekos (Alvorada, Rádio Triunfo, 1965)

info Ler biografia no Rock em Portugal

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SONS DISPERSOS|Francis

Abril 10th, 2007 | versão papel versão papel
NO TEMPO E NO ESPAÇO COM…

::Tema: “México” – Francis (LP, “Stilleto”, EMI-VC)

::Tempo: 1986

::Espaço: Lisboa

::Expressão:

Espaço para a guitarra.
Primeiro disco da carreira a solo de Francis, “Stilleto”, tinha na guitarra e na sua exploração o pouso ideal para fluir – numa fluidez tipo anos 80. Tendo passado pelos UHF e pelos Ravel, foi nos Xutos & Pontapés que Francis mais se notabilizou, sendo dele a guitarra que se ouve no primeiro e histórico álbum da banda de Zé Pedro e companhia – “1978-1982″. O guitarrista manter-se-ia na banda apenas 2 anos, de 1981 a 1983.
Para o recordar, escolhi o tema “México”; acho que alguns se lembrarão de o ter ouvido algures…

som Na Rádio Memória da Trompa está o tema “México”.

capa de Stilleto
“Stilleto” – Francis (EMI-VC, 1986)

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SONS DISPERSOS|Psico

Março 26th, 2007 | versão papel versão papel
NO TEMPO E NO ESPAÇO COM…

::Tema: “Al’s” – Psico (Single com “Epitáfio” no lado B; Alvorada, Rádio Triunfo, 1978)

::Tempo: 1978

::Espaço: Porto

::Expressão:
Com cerca de uma década de história (68-78), os Psico deixaram para a posteridade apenas um single – este. Com várias alterações no seu line-up – onde também estiveram António Garcez e Sérgio Castro – e a viajarem esteticamente de um rock mais pesado para um rock mais progressivo, os Psico apresentavam-se por esta altura apenas com Al Tony (o líder Tony Moura na guitarra) , Al Marcus (Álvaro Marques na bateria), Al Meida (Zé Carlos Almeida nas teclas) e Al Mendez (Filipe Mendes no baixo). O single “Al’s”/”Epitáfio”, único disco da banda, vem no seguimento de uma longa peça intitulada “Epitáfio Sinfónico”, tema dedicado à memória de Gino Guerreiro, músico da banda inesperadamente falecido em 1977.
É um grande tema instrumental que foi ainda incluído na compilação “Biografia do Pop/Rock” de 1997 (Movieplay).

som Na Rádio Memória da Trompa há “Al’s” para ouvir.

capa de AL'S
“Al’s”/”Epitáfio” – Psico (Single, Alvorada/Rádio Triunfo, 1978)

sítio Mais informação sobre os Psico; no bissaide há mais.

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SONS DISPERSOS|Lucretia Divina

Março 13th, 2007 | versão papel versão papel
NO TEMPO E NO ESPAÇO COM…

::Tema: Single “Maria” – Lucretia Divina (Lado B “Lili Marlene”, MTM, 1993)

::Tempo: 1993

::Espaço: Viseu

::Expressão:
Há já algum tempo que preparava a vez dos Lucretia Divina – por outras palavras, a vez de “Maria”. É hoje; ou como se disse por estas bandas num dos dias do último Abril – onde se recordou também Ocaso Épico, a trompa mergulha “no país de Alagoa&Valor e Cia num projecto artístico inesquecível…. Para finalizar o que se começou por esses dias, fica o som, uma estranha paixão que se renova; de tempos a tempos.

som Na Rádio Memória da Trompa grita-se oh Maria!

capa de Maria
“Maria”/”Lili Marlene” – Lucretia Divina (Single, MTM, 1993) | rockemportugal.blogspot.com

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SONS DISPERSOS|Ananga Ranga

Fevereiro 8th, 2007 | versão papel versão papel

NO TEMPO E NO ESPAÇO COM…

::Tema: “Rocalhão” – Ananga Ranga (Do LP “Regresso às Origens”, Metro-Som, 1979)

::Tempo: 1979

::Espaço: Lisboa

::Expressão:
Formados em 1976, seria praticamente só em 1979 que os Ananga Ranga despertariam para o mundo – exactamente com o álbum onde consta este “Rocalhão”, o LP “Regresso às Origens”. Também pioneiros do jazz-rock em Portugal, os Ananga Ranga têm passado quase sempre ao lado das discussões subordinadas ao tema do rock português, pré ou pós-boom – o rock português, portanto. “Rocalhão” é a prova do vibrante som que o quinteto Ananga Ranga conseguiu finalmente produzir com “Regresso às Origens”, aqui com o toque folk do violino de Carlos Zíngaro.
Para recordar e não esquecer.

som Na Rádio Memória da Trompa há “Rocalhão” para ouvir.

capa de Regresso às Origens
“Regresso às Origens” – Ananga Ranga (LP, Metro-Som, 1979)

sítio Biografia de Ananga Ranga no rockemportugal.blogspot.com.

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SONS DISPERSOS|Lena D’Água

Janeiro 28th, 2007 | versão papel versão papel
NO TEMPO E NO ESPAÇO COM…

::Tema: “Demagogia” – Lena D’Água (Single do LP “Perto de Ti”, EMI, 1982)

::Tempo: 1982

::Espaço: Lisboa

::Expressão:

Sempre actual…sempre.

Dão nas vistas em qualquer lugar
Jogando com as palavras como ninguém
Sabem como hão-de contornar
As mais directas perguntas

Aproveitam todo o espaço
Que lhes oferecem na rádio e nos jornais
E falam com desembaraço
Como se fossem formados em falar demais

Demagogia feita à maneira
É como queijo numa ratoeira

P’ra levar a água ao seu moinho
Têm nas mãos uma lata descomunal
Prometem muito pão e vinho
Quando abre a caça eleitoral

Desde que se vêem no poleiro
São atacados de amnésia total
Desde o último até ao primeiro
Vão-se curar em banquetes, numa social

Demagogia feita à maneira
É como queijo numa ratoeira

Letra e música de Luís Pedro Fonseca.

som Na Rádio Memória da Trompa há demagogia para ouvir.

capa de demagogia
“Demagogia/No Fundo dos Teus Olhos de Água” – Lena D’Água (Single, EMI, 1982)

sítio lenadagua.blogspot.com.

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SONS DISPERSOS|TAXI

Janeiro 2nd, 2007 | versão papel versão papel

NO TEMPO E NO ESPAÇO COM…

::Tema: “Chiclete” – TAXI (Single, PolyGram, Lado B “Vida de Cão”)

::Tempo: 1981

::Espaço: Porto

::Expressão:
Um verdadeiro clássico, considerado o “primeiro disco de ouro do rock português”

“E como tudo o que é coisa que promete A gente vê como uma chiclete
Que se prova, mastiga e deita fora, sem demora
Como esta música é produto acabado Da sociedade de consumo imediato
Como tudo o que se promete Nesta vida chiclete
(…)
E nesta altura e com muita inquietação Faço um reparo e quero abrir uma excepção
Um casse-tete nunca será não, chiclete

Pra que tudo continue sem parar
Fundamental levar a vida a dançar
Nesta vida que tanto promete, chiclete.
(…)”

som Na Rádio Memória da Trompa está qualquer coisa para mascar.

capa de Chiclete
“Chiclete” – TAXI (PolyGram, 1981) | Foto: http://rockemportugal.blogspot.com

info Mais informação sobre os TAXI no Anos 80.

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SONS DISPERSOS|Gabriela Schaaf

Dezembro 15th, 2006 | versão papel versão papel

NO TEMPO E NO ESPAÇO COM…

::Tema: “Homem Muito Brasa” – Gabriela Schaaf (LP, “Vídeo”, EMI; Single, EMI, 1980)

::Tempo: 1979

::Espaço: Lisboa

::Expressão:
Bem esquecido ou quase esquecida. É mais um daqueles sons bem perdidos lá pelo fundo do baú da memória…Gabriela Schaaf nasceu em 1960 em Basileia na Suiça e foi um dos nomes mais badalados da pop nacional do final dos anos 70, primeira metade da década de 80; em parte, impulsionada pela dupla António Pinho e Nuno Rodrigues, criativos da Banda do Casaco onde Gabriela Schaaf, aliás, faria uma perninha. O quente refrão rezava assim:”ai quem me dera ter um homem muito brasa, homem muito brasa, para meter na mala e levar para casa”. Provocante!

som Na Rádio Memória da Trompa está um homem muito brasa.

foto de Gabriela Schaaf
> Gabriela Schaaf | Fonte: arquivo EMI-Valentim de Carvalho

info Mais informação sobre Gabriela Schaaf no Anos 80 e no Cotonete.

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SONS DISPERSOS|Blusões Negros

Dezembro 3rd, 2006 | versão papel versão papel

NO TEMPO E NO ESPAÇO COM…

::Tema: “Tequilla” – Blusões Negros (EP, mais “Coimbra Menina e Moça”, “Toada Beirã” e “Tango dos Barbudos”, Rapsódia)

::Tempo: 1966

::Espaço: Porto

::Expressão: Não será propriamente uma grande recordação, no entanto, é mais uma graça do período ‘ié-ié’ nacional. De qualquer forma, só pela capa já merecia a referência. É a versão de um clássico dos fins dos anos 50 dos norte-americanos The Champs.

Lê-se na contra-capa do disco: “Estes são os famosos ‘BLUSÕES NEGROS’. Formados há acerca de quatro anos só agora conseguiram gravar o seu primeiro disco apoiados pela etiqueta ‘RAPSÓDIA’. As suas guitarras em ritmo IÉ IÉ revivem musicalmente sucessos do passado e êxitos do presente” – “sucessos do passado e êxitos do presente“, lindo…

som Na Rádio Memória da Trompa temos “Tequilla”…

capa do EP Tequilla
“Tequilla” – Blusões Negros (Rapsódia, 1966)

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