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CONTRA-MÃO|Editoras sem Rede

Por em 11 Mai 2007

Ter ou não ter? Eis a dúvida!
Dizem os manuais que ter um site na Internet para o manter eternamente em obras ou constantemente desactualizado, mais vale não ter. Concordo. Não só porque não informa, até irrita, mas principalmente porque dá uma imagem de desorganização e desleixo. Se por um lado está praticamente assente a ideia da importância que tem hoje em dia, marcar presença na rede, por outro lado, não há ainda uma consciencialização da extraordinária importância que tem manter essa presença actualizada.
A irritação é antiga, no entanto, foi acicatada nos últimos tempos por alguma falta de informação sobre novos lançamentos. Pode não ser central o meio Internet, principalmente para grandes editoras, que têm outros meios de divulgação, no entanto, tendo um site criado, não é entendível que não o utilizem convenientemente. Adiante.
Sabiam que a Universal lançou uma nova compilação de Carlos Paredes? É um duplo CD chamado “Antologia 62/89” (no seguimento das antologias de Rão Kyao e Tonicha) – eu não; tentem encontrá-la no sítio da Universal. Como saberá, os Coldfinger também lançaram o seu novo disco – tentem encontrá-lo na Zona Música. A Som Livre, muito activa nos últimos meses, agora inteiramente dedicada à edição, diz há meses no seu sítio: “brevemente disponibilizaremos online um Site Institucional com informações sobre os Artistas e Lançamentos da Editora Som Livre”. Mas não é tudo, o cinzentismo estende-se a muitas outras; na Valentim de Carvalho/NorteSul ainda não há novidades de 2007; da Farol, apenas se sabe que está em construção – há muito, muito tempo – e sobre a fugida EMI, nunca se soube grande coisa. Por fim, sobre a Movieplay, apenas se sabe o mínimo – o e-mail. Mas atenção, o mesmo se passa com algumas editoras independentes – um pouco mais compreensível: alguns espaços a voltarem “brevemente”, informação escassa ou inexistente sobre novas edições, atrasos na divulgação das mesmas e uma organização confusa, são apenas algumas razões.
Na generalidade, como raras excepções – que felizmente também existem – não é muito simpático o panorama…

imagem de uma rede informática com ponto de exclamação

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Rui Dinis
Portugal

Rui Dinis é um bi-pai 'alentejano' nascido em Lisboa no ano de 1970, dedicado desde Janeiro de 2004 à divulgação da música e dos músicos portugueses.

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