crítica

CRÍTICA|VOL.1″ – Dead Combo

Por em 27 Ago 2004

Excelente.
De guitarra e contrabaixo em punho, Tó Trips e Pedro Gonçalves oferecem-nos uma maravilha sonora feita de um sentimento vadio manchado por um suor made in lisbon, manchado por uma sonoridade que insiste em vaguear por aí. Por essa vida…
Não é um disco fácil mas é um disco cheio de alma, de verdade, de vontade, longe de outras tentações, é um disco instrumentalmente fascinante de tão estranho que soa, de sensações tão díspares que provoca. De produção ultra-imagética, “VOL.1” marca-nos com a sua negritude, com a imagem sonora e sombria de ruas e vielas facilmente flashadas de uma Lisboa invernosa, antiga, crua.
A aventura sonora de Dead Combo leva-nos ousadamente por florestas por desbravar, por estranhos ambientes de tão belos que são. O som de Dead Combo, embalado pela estranha relação de uma guitarra e um contrabaixo (às vezes com bateria, saxofone ou trompete a acompanhar) leva-nos definitivamente para lá; para lá da fronteira do natural, do básico…rumo a um ambiente ficcional.
Projecto de imagem cuidada, disco com um excelente artwork.
Grande.

“Vol.1” – Dead Combo (2004/Transformadores)

01 Janela (mediterrânica)
02 Mujitos Summer
03 Pacheco
04 Eléctrica Cadente
05 Polaroid Omelete e os Três Miseráveis Saxes Barítonos
06 Ribot
07 Rumbero
08 Rua Das Chagas
09 Tejo Walking
10 Um Homem Atravessa Lisboa Na Sua Querida Bicicleta
11 Me And My Friend Moonquake
12 Viúva Negra #1
13 Radiot
14 Aos Zig’s Zag’s
15 Fiji Dream
16 Cacto
17 Eléctrica Cadente (Versão Orquestra)

Sítio: deadcombo.planetaclix.pt

TAGS
RELATED POSTS

DEIXE UM COMENTRIO

Rui Dinis
Portugal

Rui Dinis é um bi-pai 'alentejano' nascido em Lisboa no ano de 1970, dedicado desde Janeiro de 2004 à divulgação da música e dos músicos portugueses.

Disco da Semana
Artigos Recentes
Redes Sociais
Por decisão pessoal, o autor deste blogue não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico.