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CRÍTICA|”Pulsar” – Danças Ocultas

Por em 21 Fev 2005

Um pulsar, uma estrela longínqua, um bater de coração em ritmo acelerado numa viagem perdida no tempo e no espaço. Em diáspora. Felizmente.
Seis anos depois, a viagem ganhou novas cores, novos ritmos, novas sombras mas as mesmas emoções; Artur Fernandes, Filipe Cal, Filipe Ricardo e Francisco Miguel, quarteto de concertinas em plena maturidade criativa, visitam montes e planos vários, territórios diversos, transportam-nos para novos momentos de fantasia, de novos murmúrios, de novos sons, convidando para tal um ríquissimo grupo de amigos: Gaiteiros de Lisboa, Gabriel Gomes, Maria João, Mário Laginha, Edu Miranda, Abed Azrié no lindíssimo Alchimie e outros. As Danças Ocultas transformam-se, ganhando as concertinas uma outra alma, mais robusta, mais rica, mais feliz. As Danças Ocultas vivem…
Ao terceiro álbum a “surpresa”. Outra vez e sempre. Primeiro com o nascer das “Danças Ocultas”, depois é o “Ar” que se respira e por fim, o “Pulsar”, efectivamente, definitivamente, o vibrar constante num abrir de peito ao mundo, com uma qualidade sonora e rítmica que nos deixa assim, com a sua beleza e simplicidade…perplexos.
Às vezes ignorado…certamente imperdível. Aquele pulsar que faz os grandes discos.
Grande momento!

“Pulsar” – Danças Ocultas (2004/CNM)

01 Alchimie
02 Primeira Hora
03 Tristes Europeus
04 Fantasia
05 Sorriso
06 Porto Seguro
07 Distância
08 Casa Do Rio
09 Alento
10 Sirocco
11 Pandora
12 La Danse Idéale
13 Esse Olhar (Ao Fole)
14 Danças Ocultas

World Music
www.magicmusic.info/dancasoculta

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Rui Dinis
Portugal

Rui Dinis é um bi-pai 'alentejano' nascido em Lisboa no ano de 1970, dedicado desde Janeiro de 2004 à divulgação da música e dos músicos portugueses.

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