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Natural de Lisboa (1948), Carlos Zíngaro teve desde cedo um contacto com diversos meios da actividade artística que o levaram a fazer formação em áreas como a música, exercendo ainda hoje actividade enquanto violinista, improvisador e em certa medida compositor se tivermos em conta que lidou durante bastante tempo com música para teatro, e com programação, sequenciação e processamento de sinal, performance em tempo real, etc, a nível de electrónica – aliás, colabora ainda hoje em dia com membros do IRCAM em pesquisa de MaxMSP; para além do mais, a própria improvisação, por mais academicista e conservadora ou mais free e livre que seja constitui sempre um acto de composição em tempo real (frequentou o curso de violino do conservatório nacional; frequência do curso da escola de música sacra – instituto gregoriano (?); curso de Ciências Musicais da Universidade Nova de Lisboa – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas), mas também no domínio do teatro, cinema, e dança (ao ter completo o curso de stage design em Lisboa, ao ter sido director musical da companhia de teatro de Lisboa “Comicos”; trabalhou com o trabalhou com Giorgio Barberio na sua Trilogia Kafka).
Em 1967, formou aquele que viria a ser um dos primeiros agrupamentos musicais portugueses a explorarem linguagens como o free jazz e outras correntes da música contemporânea ao nível do rock, o Plexus.
Pelo seu percurso musical fora manteve colaborações com músicos da mais alta craveira internacional da qual se destacam, entre outros, músicos como Derek Bailey, Peter Kowald, Evan Parker, Anthony Braxton, Tom Cora, Richard Taitelbaum, Otomo Yoshide, John Zorn, entre outros.
Tem um extensa e exímia discografia qual sobressaem a meu ver trabalhos como “Cyberband” de 94, ou o mais recente “Spectrum” de 2008. Daquilo que pode eventualmente ter tido mais destaque no panorama da música portuguesa, de destaacr também a sua colaboração no projecto “Cobra” do John Zorn, em 2004 (Serralves/ Casa da Música ?) no qual estiveram presentes músicos de topo da cena jazz nacional desde o próprio Carlos Zíngaro, até músicos da nova geração de improvisadores, como Gustavo Costa (Most People Have Been Trained To Be Bored, Space Ensemble, Stealing Orchestra, Lost Gorbachevs, Motornoise, Genocide, F.R.I.C.S. e todo um sem número de projectos), ou outros músicos que colabora com este último como Henrique Fernandes ou João Martins.
Exerce o cargo de director da Granular. (Tiago Morgado)

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De seu nome completo António Manuel Ribeiro Alves, é uma das figuras mais carismáticas do Rock português.
Antigo jornalista, António Manuel Ribeiro (AMR) fundou os UHF (que primeiro se chamaram À Flor da Pele) em 1978.
São, portanto, 30 anos de música. Os UHF são o grupo de Rock português mais antigo.
Tendo-se iniciado nas lides musicais nesse ano, já longínquo, começou por ser influenciado pelo Punk Rock, que tinha começado no ano anterior, em Inglaterra, através de nomes como os The Clash, Sex Pistols ou Damned.
Outra das grandes influências de AMR foram os Doors, facto que o vocalista dos UHF nunca negou, antes pelo contrário.
Os seus primeiros concertos foram com nomes, hoje míticos, do Rock português, como os Faíscas, Aqui D’El Rock ou Minas & Armadilhas, em espaços exíguos e bastante consentâneos, aliás, com o espírito Punk da época.
O primeiro disco gravado e editado, em 1979, pelo colectivo de Almada foi o EP “Jorge Morreu”, com os temas “Aquela Maria”, “Jorge Morreu” e “A Caçada”. Esta última canção é bem fiel ao espírito Punk inicial da banda.
AMR é autor de quase todos os temas dos UHF, tanto na letra como na música.
António lançou dois álbuns a solo (“Pálidos Olhos Azuis”, em 1992 e, em 2000, “Sierra Maestra”) e, também a solo, lançou um single intitulado “É Hoje, Agora” (uma encomenda para uma campanha eleitoral do PS, nos anos 80).
Além disso participou no LP “Abbacadabra”, um disco para crianças com versões de temas dos Abba.
A partir do final dos anos AMR considera os UHF o seu projecto a solo, numa entrevista que concedeu a um importante órgão de comunicação social.
Com os UHF são já mais de uma dezena os discos gravados, entre LP’s (no tempo do vinil) e CD’s (a partir dos anos 90).
O último disco dos UHF foi lançado em 2005 e intitula-se “Há Rock No Cais”.
Em 2007 AMR foi ao baú onde descobriu tesouros nunca editados pela sua banda de sempre e publicou dois CD’s com raridades. No último destes CD’s há, para além de temas da fase inicial da banda, uma versão de “Grândola, Vila Morena” de José Afonso, que conta com as participações de Vitorino, José Jorge Letria e Manuel Freire. Esta versão andava a ser amadurecida desde 2001 e só agora se concretizou. Tal como AMR escreve no “encarte” do CD, o Zeca (Afonso) iria gostar. No momento, em que estou a escrever (25 de Abril de 2008), os UHF estão na RTP 1 a apresentar essa versão de Grândola, sempre sob a batuta de António Manuel Ribeiro. (Aristides Duarte)

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> You Can’t Win, Charlie Brown - EP 2010




















