meia dúzia recordações

Janeiro de 2004 n’a trompa, 6 sons de Noctívagus a In Her Space

Por em 7 Jun 2015

Janeiro de 2004. Foi o primeiro mês de vida d’a trompa. Este regresso ao passado faz-se essencialmente com alguns sons editados em 2003 mas que viriam um ano depois a pairar no firmamento deste vosso blog. Junto seguem algumas notas para vossa recordação.

Noctívagus – “After the Curse”

https://www.youtube.com/watch?v=d_Z-q3bfvDY

No dia 30 de Janeiro de 2004, em cima da mesa estava o EP “After the Curse” dos Noctívagus: ““After the Curse”, terceiro registo discográfico dos Noctívagus mostra-nos uma banda em contínuo remar pelo movimento gótico em Portugal. Depois de “Almas Ocultas” de 1995 e “Imenso” de 1998 foi editado em Março de 2003 este “After the Curse”, exemplo do melhor rock gótico praticado entre nós.“. Em cima está o EP para audição integral. (Floyd Records, 2013)

Houdini Blues – “Extravaganza”

A 10 de Janeiro de 2004, dizia-se assim sobre o novo disco dos eborenses Houdini Blues: “Este segundo álbum mostra-nos um som mais maduro que o primeiro “true life is elsewhere”, mas menos original, menos arriscado, mas mais compacto. Mostra-nos um grupo no centro de uma encruzilhada entre o português, o francês e o inglês, entre a electrónica e uma certa pop com uma sonoridade “à antiga”, mostra-nos um grupo descomplexado quanto ao caminho a seguir. O que gostam mesmo é de fazer música, parecendo ela o que parecer, mostra-nos um grupo no início de um caminho…seja ele qual for.“. Em cima, o vídeo para o single “Tragic Queen”. (Ed. Autor, 2003)

Fat Freddy – “Fanfarras de Ópio”

No dia 25 de Janeiro de 2004, os Fat Freddy chegavam à trompa: “Se a música às vezes pode ser uma festa, então estas fanfarras são uma paródia sem fim. O importante é estar-se bem e se isso se pode tornar num gozo, então melhor, temos festa(…)A alegria discorre incessantemente, “Fanfarras de Ópio” é um disco cinemático, cheio de figuras que nos remetem para os mais diversos lugares, onde o humor, onde o sonoro desconcertante nos faz sentir bem, alegres.”. Em cima, “Frenesim de Canibalismo Ritual”, um clássico de Fat Freddy. (Banzé, 2003)

Sloppy Joe – “Flic Flac Circus”

https://www.youtube.com/watch?v=PaRu-Il_uI0

A 17 de Janeiro de 2004, era a banda de Marta Ren, os Sloppy Joe, a terem espaço n’a trompa: “O disco é na sua globalidade um disco interessante, bem apoiado numa histórica natureza pop, mas que surge bem mais estruturado num ritmo ska ao qual se adiciona uma riqueza instrumental que lhe confere diferentes texturas, daí nascendo um conjunto de temas sob as mais diversas influências dos variados estilos do género étnico. “Flic Flac Circus” é essencialmente um disco equilibrado, um disco de alguma maturidade musical, que nos mostra um conjunto de boas canções a necessitarem de serem ouvidas.“. Em cima, o clássico single “Six Little Monsters”. (Bairrista, Independent Records, 2004)

Stealing Orchestra – “The Incredible Shrinking Band”

O dia 12 de Janeiro de 2004, foi dia de Stealing Orchestra: “O disco é um divertimento, puro divertimento, sem grandes pretensões (simplicidade=vitalidade) e não sei se será muito gratificante para os puritanos da instrumentação, mas uma coisa é um facto, os Stealing transferem emoções, passeiam a alegria e a diversão por entre a nossa audição e se isso dá prazer, que dê e com força. Mais musical menos musical que importa, mais gamanço menos gamanço que interessa, o importante é haver transferência de emoções e em “The Incredible Shrinking Band”, estas transferem-se, a pulso, de faixa para faixa, sente-se qualquer coisa. Por vezes só falta saber o quê!“. Para vós, “Os Caretos de Podence”. (Zounds Records, 2003)

“In Her Space – “No Body Needed”

Em 29 de Janeiro, dizia algo assim sobre o disco gravado ao vivo no Teatro taborda: “Não é um disco fácil. Como qualquer obra artística ou se gosta ou não, sendo por vezes ambos os pólos bem defensáveis. Esse é o caso deste “No Body Needed”.Há melancolia, há tristeza, há um arrastar de tudo, da voz, da música, dos temas, do tempo, chegando a parecer que o disco nunca mais acaba. Isto é mau? depende!(…)“. Em cima ficou a curiosa versão para “Careless Whisper” de George Micheal. (Bor Land, 2003)

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Rui Dinis
Portugal

Rui Dinis é um bi-pai 'alentejano' nascido em Lisboa no ano de 1970, dedicado desde Janeiro de 2004 à divulgação da música e dos músicos portugueses.

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Por decisão pessoal, o autor deste blogue não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico.