Posts tagged ‘António Variações’

2009 em Revista: Junho

Janeiro 15th, 2010 | versão papel versão papel

Em Junho…
…a editora nortenha Meifumado lançava a sua primeira compilação, “5 Anos, 13 Merdas”; duas décadas depois, os Taxi voltavama aos discos; os Katahrsis, banda de Oeiras, venciam a edição de 2009 do Festival Rockastru’s; a revista Loud! chegava ao número 100; Rodrigo Leão (com Cinema Ensemble) lançava o seu novo álbum, “A Mãe” (SonyBMG); era lançada a terceira edição dos “Novos Talentos FNAC 2009“;passavam 25 anos sobre o desaparecimento de António Variações; a netlabel Monster Jinx abria portas com “Monstro Robot”;


// Taxi

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“SEDA” – SEDA

Novembro 8th, 2009 | versão papel versão papel

É editado amanhã o álbum de estreia do projecto SEDA:

Miguel Ângelo Majer e Ricardo Santos, produtores e criadores dos Donna Maria, propõem uma nova viagem à música portuguesa. Desta vez elegeram os loucos anos 80 como tema inspirador. A este novo projecto deram o nome de SEDA.
Radio Macau, Táxi, Sétima Legião, Salada de Frutas, Radar Kadafi ou o maior responsável deste movimento, Rui Veloso, entre outros, fazem parte do alinhamento deste disco de versões.
Um facto, uma acção, um livro, uma pessoa ou uma música podem ter várias leituras ou releituras e é exactamente esse o propósito máximo deste novo trabalho. Um olhar de um novo ângulo sobre algo que, antes de mais, é alvo de admiração
.” (1)

Alinhamento:
01 Irreal social – Ban
02 40 graus à sombra – Radar Kadafi
03 Amanhã é sempre longe demais – Rádio Macau
04 Cairo – Taxi
05 Sete mares – Sétima Legião
06 Chuva dissolvente – Xutos & Pontapés
07 A rapariguinha do Shopping – Rui Veloso
08 O corpo é que paga – António Variações
09 Robot – Salada de Frutas
10 Foram cardos foram prosas – Manuel Moura Guedes
11 Deixa-me rir – Jorge Palma

Os Seda são formados por Gabriela Barros (voz), Miguel Majer (bateria, percussão e voz) e Ricardo Santos (sintetizadores e voz).

Ouvir Seda no MySpace

capa de seda
“SEDA” – SEDA (Farol, 2009)

género: pop

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ESPECIAL|25 Anos sem António Variações

Junho 13th, 2009 | versão papel versão papel

Hoje. Passados 25 anos sobre o desaparecimento de António Variações, aqui se presta mais uma singela homenagem a uma das figuras mais marcantes da pop nacional das últimas décadas. Aqui vos deixo o documentário “A Vida de António Variações” em 6 partes.

ouvir

género: pop
sítio

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100 PALAVRAS & MAIS ALGUMAS|Um ano depois…

Maio 31st, 2009 | versão papel versão papel

Há um ano atrás comemorava por aqui um grande dia; um luminoso dia; um dia cheio de vida. Falava numa vida cheia de música. Exactamente um ano depois, confirma-se a luz, a vida e a música. Para adormecer,  para comer ou simplesmente para brincar, a música foi fazendo parte do dia-a-dia dessa nova vida. Feitas as contas, de cabeça, aqui fica o estranho top 5 de um primeiro ano hoje terminado. Um ano de uma vida espantosamente diferente:

01 “Canção ao Lado” – Deolinda – o mais ouvido, de longe…
02 “Obra Infantil Completa de José Barata Moura” – José Barata Moura – incontornável, principalmente na hora de comer e brincar.
03 “O Melhor de António Variações” – António Variações – muito rodou – e roda; também para dormir.
04 “Canções de Embalar” – Vários Artistas – o mais rodado nos primeiros meses.
05 “Melech Mechaya” – Melech Mechaya – estranhamente para embalar.

Não perguntem porquê; foi assim. E por hoje chega.

capa de canção ao lado
“Canção ao Lado” – Deolinda (iPlay, 2008)

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António Variações

Fevereiro 15th, 2009 | versão papel versão papel
::Tema: “Sempre Ausente” – António Variações (“Anjo da Guarda”, EMI, 1983; Reed. iPlay, 2008)
::Tempo: 1983
::Espaço: Lisboa
::Expressão:
É incrível como a cada regresso à obra de António Variações, mais convencidos ficamos da sua centralidade para a história da pop nacional; passado, presente e futuro. Foi assim, enquanto apresentava o melhor deste senhor ao mais jovem inquilino aqui da orquestra – sim, também dá para embalar. Como grande parte da sua obra, também este belíssimo “Sempre Ausente” é marcado por um forte teor autobiográfico:

Diz-me que solidão é essa
Que te põe a falar sozinho
Diz-me que conversa
Estás a ter contigo

Diz-me que desprezo é esse
Que não olhas para quem quer que seja
Ou pensas que não existes
Ninguém que te veja

Que viagem é essa
Que te diriges em todos os sentidos
Andas em busca dos sonhos perdidos

Lá vai o maluco
Lá vai o demente
Lá vai ele a passar
Assim te chama
Toda essa gente
Mas tu estás sempre ausente
Não te conseguem alcançar
Mas eu estou sempre ausente
Não me conseguem alcançar

Diz-me que loucura é essa
Que te veste de fantasia
Diz-me que te liberta
Que vida vazia

Diz-me que distância é essa
Que levas no teu olhar
Que ânsia e que pressa
Que queres alcançar

Que viagem é essa
Que te diriges em todos os sentidos
Andas em busca dos sonhos perdidos

(António Variações)

Se ninguém se queixar, aqui fica a recordação:

capa de anjo da guarda
“Anjo da Guarda” António Variações ( EMI, 1983; Reed. iPlay, 2008)

sítio Wikipedia
sítio www.myspace.com/antniovariacoes

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RECORDAÇÕES|"Dar & Receber" – António Variações

Setembro 28th, 2006 | versão papel versão papel

“Vem que o amor
Nem é o tempo
Que o faz
Vem que o amor
É o momento
Em que eu me dou
Em que te dás”
– (“Canção de Engate”)

O meu gosto é o melhor“, canta Variações em “Deolinda de Jesus”, um tema dedicado à mãe; não sei se é o melhor, mas que é diferente , é.
Desconcertante. Podia ser outro o adjectivo, mas para o caso, é este o que primeiramente se me coloca cada vez que vejo, cada vez que ouço parte ou o todo do artista ou da obra deste barbeiro que a 3 de Dezembro de 1944 nasceu no Lugar de Pilar, em Fiscal, freguesia da minhota terra de Amares.
Naturalmente, em “Dar & Receber”, disco editado no ano da morte do músico, Variações não inventa – igual a si próprio. Fascinante – cada vez mais. Não é só a imagem, é também o som, é a figura, é todo um produto que mais tarde ou mais cedo acabou por se impor – por si; António Joaquim Rodrigues Ribeiro, ele mesmo.
Desconcertante. Entre o futurista – até visionário – e o kitsch, António Variações está, finalmente, onde deve estar; no local onde estão as figuras mais importantes da história da música portuguesa do século XX – é de história que falamos. Com influências declaradas do fado de Amália, “Dar & Receber” é também ele – como se adivinha – um disco único. Duvido que haja outro artista – sério – que consiga aninhar num disco só, influências do fado, do pop, do folclore, da new wave, do rock, eu sei lá, enfim, tudo numa certa forma de fazer arte – tão estranha e arrojada quão fascinante. “Dar & Receber” é assim…assim, dele e só dele. Também nosso.
Quanto ao resto, os Heróis do Mar deram uma ajuda.

Ouvir alguns excertos de “Dar & Receber”


“Dar e Receber” – António Variações (EMI – Valentim de Carvalho, 1984)

01 Perdi a Memória
02 Canção de Engate
03 Canção
04 Dar e Receber
05 Quem Feio Ama…
06 …Que Pena Seres Vigarista
07 Olhei P’ra Trás
08 Erva Daninha Alastrar
09 Deolinda de Jesus

Pop/Rock
www.variacoes.com

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