chapa 7

Chapa 7 com Lacre

Por em 11 Jul 2012

Projecto de influências distintas, os Lacre são um quinteto de Bragança feito de sonoridades acústicas. A trompa aplicou-lhes a chapa 7:

Porquê Lacre? Qual a história por detrás do vosso nome?

Digamos que o nome Lacre foi senão mais uma de algumas possibilidades postas em cima da mesa por todos os elementos. Achámos por bem lacre, uma vez que a nossa música remonta ao passado, onde o lacre era de utilização comum. Tal como o lacre, a nossa música pretende deixar marcas que se apagarão jamais em todas as almas que se permitam a viajar connosco por sensações e sentimentos intrínsecos, que por vezes estão ocultos.

Indiquem 3 palavras que vos definam como projecto musical?

Respondo a esta questão com a seguinte frase: “Pretendemos encher a alma das pessoas e passar-lhes uma calma inquietante, que as faça pensar, sentir e levitar.”

Existem nomes ou correntes musicais que sejam para vocês importantes influências? Quais?

Como é natural, toda a gente tem as suas influências, quer sejam estas no trabalho, na cultura, na educação, quer na maneira de estar na vida e na morte. Os Lacre são constituídos por pessoas bastante distintas, quer nas ideias, idades, como nas influências musicais. Apesar de todos nós sermos o mais possível ecléticos, haverá em cada um correntes musicais e artísticas se identifiquem mais com a sua personalidade. Simplesmente optámos pelo formato acústico e deixámos brotar o sentimento, e com isso a nossa música surgiu.

Para quem não vos conhece, que música aconselhariam a audição em primeiro lugar? Porquê?

Todas elas são altamente aconselháveis por nós, são todas filhas, e os bons pais não devem diferenciar os seus filhos. Porém, se há alguma que resuma e abranja ao mesmo tempo o nosso trabalho, é o “Seio da minha teia”. A partir desta, julgamos que qualquer ouvinte que se identifique com esta música, terá curiosidade e irá ouvir as outras, apesar de esta não ser de todo a mais comercial, ou a que prenda primeiro o ouvinte.

Ouvir “Seio da Minha Terra”

Que sensações esperam que as pessoas retirem da audição da vossa música?

O maior número delas, pois é sinal que se identificam tanto com a música, como com a letra, uma vez estas serem o complemento uma da outra. Pretendemos com a nossa música alertar para sentimentos que estejam ocultos no mais íntimo das pessoas, e que estes brotem e lhes percorram o corpo e a mente de maneira a que eles transpareçam. Nem sempre é fácil deixarmos brotar sentimentos e, exterioriza-los é mais difícil ainda. Pensamos ser essa a nossa missão.

A mensagem é importante para vocês? O que esperam transmitir com as vossas palavras/músicas?

Se uma música não transmitir algo, seja ela qual for, não foi feita com sentimento, daí não transmiti-lo para as pessoas que a ouvem. Arte é sentimento, muito acima da técnica. A técnica é apenas um instrumento para conseguir transmitir melhor esse sentimento. O nosso único objetivo é mesmo esse, transmitir sentimentos.

E como vai ser o vosso futuro próximo?

O futuro é algo incerto, por isso será difícil dizer o que nos reserva. O que podemos prometer é continuar a trabalhar arduamente para que este seja o mais risonho possível, para que possamos continuar a fazer o que mais gostamos, música. Esperamos que esta entrevista seja um passo mais para que esse futuro se concretize e nos permita continuar a partilhar o que nos vai na alma.

| POP | ACÚSTICO | Ouvir Lacre
lacremusic.wix.com/lacremusic
www.facebook.com/pages/Lacre/119072601560021

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Rui Dinis
Portugal

Rui Dinis é um bi-pai 'alentejano' nascido em Lisboa no ano de 1970, dedicado desde Janeiro de 2004 à divulgação da música e dos músicos portugueses.

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Por decisão pessoal, o autor deste blogue não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico.