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De seu nome completo António Manuel Ribeiro Alves, é uma das figuras mais carismáticas do Rock português.
Antigo jornalista, António Manuel Ribeiro (AMR) fundou os UHF (que primeiro se chamaram À Flor da Pele) em 1978.
São, portanto, 30 anos de música. Os UHF são o grupo de Rock português mais antigo.
Tendo-se iniciado nas lides musicais nesse ano, já longínquo, começou por ser influenciado pelo Punk Rock, que tinha começado no ano anterior, em Inglaterra, através de nomes como os The Clash, Sex Pistols ou Damned.
Outra das grandes influências de AMR foram os Doors, facto que o vocalista dos UHF nunca negou, antes pelo contrário.
Os seus primeiros concertos foram com nomes, hoje míticos, do Rock português, como os Faíscas, Aqui D’El Rock ou Minas & Armadilhas, em espaços exíguos e bastante consentâneos, aliás, com o espírito Punk da época.
O primeiro disco gravado e editado, em 1979, pelo colectivo de Almada foi o EP “Jorge Morreu”, com os temas “Aquela Maria”, “Jorge Morreu” e “A Caçada”. Esta última canção é bem fiel ao espírito Punk inicial da banda.
AMR é autor de quase todos os temas dos UHF, tanto na letra como na música.
António lançou dois álbuns a solo (“Pálidos Olhos Azuis”, em 1992 e, em 2000, “Sierra Maestra”) e, também a solo, lançou um single intitulado “É Hoje, Agora” (uma encomenda para uma campanha eleitoral do PS, nos anos 80).
Além disso participou no LP “Abbacadabra”, um disco para crianças com versões de temas dos Abba.
A partir do final dos anos AMR considera os UHF o seu projecto a solo, numa entrevista que concedeu a um importante órgão de comunicação social.
Com os UHF são já mais de uma dezena os discos gravados, entre LP’s (no tempo do vinil) e CD’s (a partir dos anos 90).
O último disco dos UHF foi lançado em 2005 e intitula-se “Há Rock No Cais”.
Em 2007 AMR foi ao baú onde descobriu tesouros nunca editados pela sua banda de sempre e publicou dois CD’s com raridades. No último destes CD’s há, para além de temas da fase inicial da banda, uma versão de “Grândola, Vila Morena” de José Afonso, que conta com as participações de Vitorino, José Jorge Letria e Manuel Freire. Esta versão andava a ser amadurecida desde 2001 e só agora se concretizou. Tal como AMR escreve no “encarte” do CD, o Zeca (Afonso) iria gostar. No momento, em que estou a escrever (25 de Abril de 2008), os UHF estão na RTP 1 a apresentar essa versão de Grândola, sempre sob a batuta de António Manuel Ribeiro. (Aristides Duarte)

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