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Faixa a faixa com os Bicho do Mato em “A Vingança do Bicho do Mato”

Por em 16 Set 2016

bichodomato

São os eborenses Bicho do Mato, grupo de Daniel Catarino (voz, guitarras, baixo, coros, latapau e sonoplastia), Tó Zé Bexiga (viola campaniça, guitarra acústica, teclados e coros), Zé Peps (guitarra acústica, guitarra slide, ukulelé, bandolim e coros) e Daniel Meliço (bateria cocktail). É a “A Vingança do Bicho do Mato”, faixa a faixa…

1 – Mãos de Aranha Coxa
O tema que abre o disco conta com a participação da Ana Miró, mais conhecida como Sequin. É uma canção de amor que deixa em aberto se a passividade na entrada da idade adulta é positiva ou negativa.

2 – A Galinha dos Ovos de Ouro
Esta canção foi escrita para celebrar do Dia do Trabalhador, e o tópico que aborda é bastante claro. A passividade volta a aparecer neste tema, desta vez espelhada na impotência de mudar o constante cenário de galinhas que engordam sentadas no poleiro e nunca se “aliviam”.

3 – Vaca Sagrada de Tetas Espremidas
É o tema mais antigo do nosso reportório, escrito em 2005 pelo Daniel Catarino e reinventado pela banda para A Música Portuguesa A Gostar Dela Própria, acontecimento que viria a dar origem ao Bicho do Mato. É o tema mais agressivo do disco, tanto musical como liricamente, e aborda sem piedade alguns dos problemas do nosso país.

4 – Mosca Sem Asa
Um tema que vive do síndrome “A Bela e o Monstro”, entre a beleza da melodia e a força das palavras, muito ao estilo de Fausto Bordalo Dias, algures entre Amália e Alice in Chains. Por vezes são assim as canções de amor dos corações partidos.

5 – Pato Psicopata
Uma canção que nasceu a partir do título e que originalmente falaria de um pato transsexual. Acabou por se transformar numa canção de amor sobre um psicopata que perde os seus instintos assassinos ao se apaixonar.

6 – Os Ossos No Portão Da Cova Do Cão
Uma espécie de Blues que derruba utopias em prol de uma realidade mais digna. Há sempre aquela altura na vida em que nos queremos dedicar à subsistência, largar tudo, construir uma barraca no campo e viver apenas da fauna e da flora. Depois recebemos uma notificação no smartphone e acordamos do sonho.

avinganca

7 – Libelinha
Uma canção de amor que tenta cativar um coração fugidio. Este tema tem a curiosidade de ter sido escrito no mesmo dia que o anterior. Tentámos fazer duas canções totalmente diferentes e estamos bastante contentes com o resultado.

8 – A Toupeira
Foi a última canção que fizemos para este disco, pois achámos que faltava um pouco do nosso humor negro e “non-sense” para o completar. Chamou-se “A Toupeira Que Na Feira Fez Um Filho Ao General” durante algum tempo, e tem um pouco de tudo: acção, suspense, drama, comédia, um refrão com “pa-pa-pararas” e a palavra bidé.

9 – Doninha Perfumada
A nossa canção mais fofinha tinha de falar de um amor tão forte que, ao nariz do seu pretendente, esta doninha exala um cheiro agradável e perfumado. Como poderia ela resistir a tal romantismo?

10 – Raposa Matreira
É mascarada de raposa que surge a “femme fatale” do disco, deambulando nos meandros da alta sociedade de saco azul na mão, usando a sua beleza para subir na vida.

11 – A Ratoeira
Invertemos o nosso processo de composição para este tema, uma vez que a letra surgiu antes de haver música para ela. Inspirámo-nos num improviso à volta de temas de Django Reinhardt, e acabou por encaixar na perfeição no poema.

12 – Escorpião Amável
É o tema mais complexo do disco, com inúmeras variações de tempos e de ambientes. A expressão “as aparências iludem” encaixa perfeitamente nesta canção, que nos apresenta um escorpião de aspecto assustador mas que se recusa a praticar qualquer tipo de maldade. É a única faixa do disco que tem guitarra eléctrica.

13 – A Vingança do Bicho do Mato
Foi dos primeiros temas que escrevemos, mas percebemos imediatamente que fecharia o disco. Os animais revoltam-se contra os humanos e vingam-se de toda a crueldade que sofreram. No entanto acabamos por perder o pobre pato psicopata e a sua companheira, que vêem a sua história de amor tragicamente destruída para servirem de petisco.

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Rui Dinis
Portugal

Rui Dinis é um bi-pai 'alentejano' nascido em Lisboa no ano de 1970, dedicado desde Janeiro de 2004 à divulgação da música e dos músicos portugueses.

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Por decisão pessoal, o autor deste blogue não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico.