36:29 de crua insistência; os cenários são fortes, quase sempre de cores escuras e ferrugentas, poderosos, certos dos rituais que os preenchem, dos seus ritmos; “Something to do with Death” é um conceito levado com rigor do princípio ao fim. Para lá do conceito, sente-se perto a pulsação do disco e os samples que ajudam na construção de alguma dessa pulsação, dessa paisagem, dessa tristeza urbana; ouça-se “5 Seconds Before”. Visões.
Emocional (energia interior e peso emocional)
36:29 de pura intensidade; chega a ser arrepiante como sensorialmente esta música nos estimula, desperta; um arrepio prolongado, tal o tempo pelo qual a música se espreguiça sem pressa; e pelo espaço…são temas longos, 6, 9, 9 e 11 minutos sempre arrendondados, de intensa descarga sonora, emocional…”The Third Man” é belo. Sensações.
Intelectual (simbolismo e criatividade)
36:29 de contida fúria; ou o prazer da redescoberta do instrumental – não da invenção, da redescoberta. O prazer da redescoberta do som enquanto força única e propagadora de sentimentos, guia de traços, de cobrador de corações. “Something to do with Death” vive de alguma recriação do melhor rock alternativo, instrumental e experimental que se tem feito do lado de lá, do lado de cá – também. Emoções.
Ouvir alguns sons de “Something to Do with Death”.
“Something to Do with Death” – The Allstar Project (2006/Edição de Autor)
Rock Alternativo
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