“Transbordará” não é para meninos. Na verdade, o que quer dizer é que não é um disco de leitura simples e direta. É uma proposta claramente experimental, a navegar em boa parte pela área do jazz rock, pautada a espaços por um spoken word que nos lembra que afinal, isto é coisa de e para humanos.
O álbum é a crónica de uma cidade em frenesim e da maneira como esta nos moldou. Estas canções foram mutando, crescendo, desfigurando, reflectindo a maneira como esse turbilhão, que fomos absorvendo, nos alterou profundamente também. A imperceptibilidade tectónica dessas alterações é a matéria em bruto que dá forma a este disco. Luto do fim destes tempos. O reconhecimento de que a margem se dissolveu, suplantada por um rio que tardará a ser contido novamente. (nota de imprensa)
Meninos e meninas, esta é uma cidade para ser visitada.
