Falar de José Cid é recuar às origens do rock em Portugal e reconhecer nele um dos seus principais arquitetos. Em 1956 funda em Coimbra Os Babies, um dos primeiríssimos grupos rock em Portugal. Numa época em que o rock ainda dava os primeiros passos no nosso país, José Cid ajudou a abrir caminho, desde logo com o Quarteto 1111, explorando novas sonoridades pouco comuns no contexto nacional; antes, fez ainda parte do Conjunto Mistério.
Estes cinco discos, e ainda se podia aconselhar mais um ou outro, mostram uma trajetória marcada pela constante reinvenção: do psicadelismo à afirmação de uma linguagem mais progressiva, passando por experiências conceptuais bem singulares. Mais do que marcos isolados, estes são capítulos de uma história da música moderna em Portugal. A discussão é antiga e a verdade, seja ela qual for, diz-nos que talvez José Cid seja mesmo o verdadeiro “pai” do rock português; eis 5 discos para conhecer, recordar ou apenas desfrutar.
1. EP “A Lenda De El-Rei D. Sebastião” com o Quarteto 1111 (Columbia, 1967) – É a primeira e histórica edição com o Quarteto 1111: OUVIR
2. LP “Quarteto 1111” com o Quarteto 1111 (Columbia, 1970) – O fantástico disco que a Censura mandou retirar do mercado: OUVIR
3. LP “Onde, Quando, Como, Porquê, Cantamos Pessoas Vivas”, obra-ensaio de José Cid com Quarteto 1111 (Decca, 1974) – Já nos Green Windows, regressa por momentos ao Quarteto 1111 para gravar esta obra-ensaio: OUVIR
4. Single “Vida (Sons do Quotidiano)” de José Cid (Decca, 1977) – Seguindo o rumo da vida, do nascimento à morte, num belíssimo disco conceptual e sinfónico: OUVIR
5. LP “10.000 Anos depois entre Vénus e Marte” de José Cid (Orfeu, 1978) – E por fim, o álbum de rock sinfónico que o mundo aclamou: OUVIR
