Ontem, fui ao concerto de Deejay Telio no Campo Pequeno. Fui arrastado por compromissos paternais, é verdade, que isto de ser pai também é ir onde normalmente não se iria. Mas fui e cheio de vontade.
E fui para ouvir, não para cantar. Cantar é mais no banho e com uma audiência de…zero pessoas, ainda por cima, com um som de altos e baixos, com os baixos muito maus. Houve momentos em que mais valia ter levado champô, confesso que pouco percebi e o ruído era tal que ofendia a audição. O facto é que o povo esteve lá em peso, de telemóveis no ar como se estivéssemos sob um céu estrelado digital…e eu, provavelmente o único em modo horizontal, como quem ainda só vê televisão.
Agora há sempre fogo! É bonito, sim, mas depois de ver Rammstein há alguns anos, confesso que já esgotei o plafond pirotécnico para esta encarnação. Em compensação, houve convidados para todos os gostos — Julinho KSD, Deedz B, Wet Bed Gang, Slow J, Mizzy Miles, entre muitos outros — tudo muito em família, como manda a tradição. Foi mesmo bonito.
Entre músicas que pareciam acabar a meio (estratégia interessante, sempre cansa menos) e um concerto que foi gastando cartuchos até ficar só com pólvora seca, valeu pelo ambiente festivo e pelo entusiasmo da juventude, claramente rendida ao seu ídolo.
No fim, sempre tivemos o inevitável “Que Safoda”.
E pronto, missão paternal cumprida.
