ESPECIAL|Música, Net & Blogs – I
Outubro 30th, 2008 |
versão papel
1) Estar mas saber estar
Hoje, parece ser quase consensual a discussão sobre os benefícios da presença de músicos e bandas na Internet. Ao contrário dos meios de comunicação tradicionais – TV, rádio e imprensa escrita em papel, a penetração no público através da Internet é mais célere, barata, abrangente e em parte auto-controlada. Em resumo, é estar e ponto final. Bem, estar, ponto e vírgula. Para se estar é preciso conhecer as regras e movimentar-se no meio conforme as mesmas. Na verdade, as virtualidades da Internet são tantas como os seus perigos, transformando-se com relativa facilidade aquilo que parece uma potencialidade numa ameaça. Estando presente, é preciso saber estar, é preciso estar perto, acompanhar, dar vida à nossa presença. Para estar por estar, mais vale mesmo não estar.
2) Máxima presença
Querendo e sabendo estar, e à boleia desta loucura que é a Web 2.0, são hoje mais do que muitos os espaços disponíveis para artistas e bandas marcarem presença. Espaços como o português Palco Principal, o MySpace, o VIRB, o ReverbNation, o Purevolume, o Last.fm e o SellaBand, só para citar alguns, oferecem hoje aos músicos um conjunto de ferramentas gratuitas facilitadoras da sua actividade (ver lista completa de On-line Music Distributors). É usar e abusar, no entanto, é importante cada músico ou banda ter consciência das suas capacidades e limitações, sendo claramente preferível ter 3 espaços actualizados do que 10 ao Deus dará. É preciso saber estar.
3) Facilitar o trabalho
Ao contrário do que alguns parecem pensar, os bloggers nacionais são na sua generalidade puros amadores. Pensar que basta enviar um e-mail a avisar e que o blogger terá todo o tempo do mundo para pesquisar, é pensar mal. Muito mal. É fundamental que os músicos e promotores que querem ver a sua arte promovida facilitem o trabalho a quem está do lado de cá. E facilitar significa enviar a documentação disponível e completa ou indicar claramente onde esta se encontra. Facilitem o trabalho. Na esmagadora maioria dos casos, deste lado, trabalha-se com pouco tempo e por absoluta carolice.
(Continua)






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