Estava aqui a pensar por onde começar e se devia falar no modelo de streaming e da injustiça na distribuição das receitas; ou sobre a “ditadura” do algoritmo que obriga músicos a serem influencers; ou talvez sobre a existência de um novo “som português” ou a falta dele; ou talvez sobre o impacto da Inteligência Artificial na criação musical; ou talvez sobre a crise de espaços para concertos em Portugal; ou sobre a sustentabilidade – ou a falta dela – do circuito de festivais em Portugal; ou sobre o ativismo artístico e posicionamento político dos músicos; talvez sobre a preservação do património de muitas associações e bandas filarmónicas, base da educação musical em Portugal ou talvez, quem sabe, sobre a saúde mental e a precariedade económica dos artistas. Estou na dúvida mas acho que para já, está tudo dito.
