em directo

EM DIRECTO|The Weatherman – 2ª Parte

Por em 16 Abr 2009
Junto segue a 2ª parte da entrevista a Alexandre Monteiro, realizada por ocasião do lançamento de “Jamboree Park At The Milky Way” – 20 de Abril, segundo álbum de The Weatherman.

[1ª PARTE]

Em “Jamboree Park At The Milky Way” as vozes ganham um maior destaque ainda – os bonitos “Gods Reply” e “Candy Clem” são disso exemplo; mas agora sobre as palavras, não tens pena por vezes que boa parte das pessoas não consiga perceber o que tens para dizer, ao cantares em inglês? Qual o papel da palavra nas tuas canções?
Não, não tenho pena nenhuma, aliás seria para mim muito mais castrador escrever em português… só de imaginar que bastava chegar aqui ao lado a Espanha para ninguém entender o que canto… eu gosto de pensar que qualquer pessoa em qualquer parte do mundo pode entender a minha música. O papel da palavra nas minhas canções é o mesmo que em toda a música que ouço: exprimir sentimentos, contar histórias…

Este disco é a primeira edição da Sublime Impulse, um espaço criativo e de encontro de vários projectos, entre os quais The Weatherman. Queres contar como surgiu esta ideia?
Surgiu por intermédio das outras pessoas que constituem este colectivo. Eu apenas o integrei numa fase posterior. A ideia é um grupo de artistas se apoiarem mutuamente.

Nos concertos de “Cruisin’Alaska” variaste na formação utilizada ao vivo; em número e tipo, ora mais eléctrica, ora mais acústica. O que é tens pensado para os concertos do novo disco?
Para este novo disco somos entre sete e doze pessoas em palco. Também estou preparado para tocar em formato reduzido (acústico), caso seja necessário, mas é com banda completa que estas canções ganham asas, e há momentos de muita gente em palco que vão de encontro ao que está no disco. A verdade é que pela amostra que foram os concertos de pré-apresentação do disco toda a gente diz que em concerto as músicas ainda soam maiores ainda do que em disco.

É para ti um sonho levares a tua música a ser ouvida além fronteiras? Ou não pensas sequer nisso?
A minha maior ambição é poder continuar a fazer a música que gosto, sentir-me realizado com a minha obra, rodear-me de gente com a qual me identifico, e chegar ao maior número de pessoas possível, nunca penso muito até onde quero ou poderei chegar.

Nota-se que tens bastante orgulho no trabalho realizado com o novo disco. Como pensas que as pessoas o vão absorver? Que sensações esperas que retirem da sua audição?

Estas canções expôem sentimentos à flor da pele, e normalmente as pessoas sentem isso nos concertos. E muitas têm características de hinos, e há um sentimento de optimismo que trespassa as minhas músicas que penso que é o que marcará a maior diferença na aceitação das pessoas. É raro hoje em dia saíres de um concerto a sorrir, e isso posso garantir que acontece.

O que podemos esperar do futuro próximo de The Weatherman?
Quero para já continuar a promover este disco até à exaustão, quero chegar a toda a gente. Nem que o tenha que andar a pregar de porta em porta. Porque acho que ele merece.

som The Weatherman.

foto de The Weatherman
tipo Pop

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Rui Dinis
Portugal

Rui Dinis é um bi-pai 'alentejano' nascido em Lisboa no ano de 1970, dedicado desde Janeiro de 2004 à divulgação da música e dos músicos portugueses.

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