Regressado dos Açores e empurrado pelo fascínio que este micaelense exerce sobre este que vos escreve, a recordação apenas poderia ser uma: José Medeiros, ou apenas Zeca…
Vencedor do prémio José Afonso de 2005 pelo álbum “Torna Viagem”, José Medeiros é aqui recordado por uma viagem ocorrida há mais tempo…um pouco mais distante; “Cinefilias e Outras Incertezas”, disco de 1999, é a razão destas parcas palavras.
Nascido em Vila Franco do Campo em 1951, José Medeiros foi inicial e essencialmente conhecido pela sua faceta de realizador da RTP-Açores para a qual realizou inúmeros trabalhos televisivos. No entanto e depois, houve música, felizmente que houve música.
Notável e multifacetado artista, Zeca Medeiros é um verdadeiro embaixador das tradições e paixões do povo açoriano, da sua cultura, tristezas e alegrias, da sua saudade. Carismático, voz rouca, a sua música é feita de poesia e embalo, como se das ondas que afagam os ilhéus e cortam o horizonte, um povo se abrisse ao mundo cheio de vontade e esperança. “Cinefilias e Outras Incertezas” é isso e muito mais, é um notável mundo de mestiçagem; popular, tradicional, açoriano e de todos, este é um disco aberto ao mundo servido por um inesgotável leque de excelentes músicos (Rui Leite - contrabaixo; José Sarmento - piano e sintetiador; Manuel Rocha - violino; Quiné - percussões; João Lima - clarinete e sax alto; Carlos Peninha - guitarras; Carlos Rocha - guitarra acústica; Mike Ross - tuba; Álvaro Melo e Ricardo J. Dias no acordeão; Jorge Salgado - flautas; Carlos Frazão - teclados, entre muitos, muitos outros).
Se a poesia varre “Cinefilias e Outras Incertezas” com um poder absolutamante fulminante, os arranjos construídos em redor de um equilíbrio assustador entre o tradicional/popular e o contemporâneo, fazem deste disco um exemplo cultural extraordinário - açoriano, português.
Fabuloso.
Vencedor do prémio José Afonso de 2005 pelo álbum “Torna Viagem”, José Medeiros é aqui recordado por uma viagem ocorrida há mais tempo…um pouco mais distante; “Cinefilias e Outras Incertezas”, disco de 1999, é a razão destas parcas palavras.
Nascido em Vila Franco do Campo em 1951, José Medeiros foi inicial e essencialmente conhecido pela sua faceta de realizador da RTP-Açores para a qual realizou inúmeros trabalhos televisivos. No entanto e depois, houve música, felizmente que houve música.
Notável e multifacetado artista, Zeca Medeiros é um verdadeiro embaixador das tradições e paixões do povo açoriano, da sua cultura, tristezas e alegrias, da sua saudade. Carismático, voz rouca, a sua música é feita de poesia e embalo, como se das ondas que afagam os ilhéus e cortam o horizonte, um povo se abrisse ao mundo cheio de vontade e esperança. “Cinefilias e Outras Incertezas” é isso e muito mais, é um notável mundo de mestiçagem; popular, tradicional, açoriano e de todos, este é um disco aberto ao mundo servido por um inesgotável leque de excelentes músicos (Rui Leite - contrabaixo; José Sarmento - piano e sintetiador; Manuel Rocha - violino; Quiné - percussões; João Lima - clarinete e sax alto; Carlos Peninha - guitarras; Carlos Rocha - guitarra acústica; Mike Ross - tuba; Álvaro Melo e Ricardo J. Dias no acordeão; Jorge Salgado - flautas; Carlos Frazão - teclados, entre muitos, muitos outros).
Se a poesia varre “Cinefilias e Outras Incertezas” com um poder absolutamante fulminante, os arranjos construídos em redor de um equilíbrio assustador entre o tradicional/popular e o contemporâneo, fazem deste disco um exemplo cultural extraordinário - açoriano, português.
Fabuloso.

“Cinefilias e Outras Incertezas” - José Medeiros (Memórias, 1999)
Tradicional/Popular
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1 Response to “RECORDAÇÕES|"Cinefilias e Outras Incertezas" - José Medeiros”
Who's linking?
"[...] só à música, mas também à televisão, ao teatro e ao cinema. Há uns tempos passou por aqui “Cinefilias ..."