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O desejado e merecido – mais que merecido; este é o recente tributo a uma das bandas mais importantes na história da música moderna portuguesa. E se só alguns ficarão para a história, os Mão Morta serão certamente um deles. “Tributo a Mão Morta – E Se Depois…”, assim se chama a recente edição lançada pela Raging Planet, com o intuito de homenagear o grupo bracarense. Vamos lá dar uma espreitadela rápida, só para lembrar:

01 Dead Combo – Aum; assenta que nem uma luva o histórico roteiro; a guitarra que narra, eléctrica, o contrabaixo que se adensa, que marca o compasso, que adensa;
02 Wraygunn – E se depois; num balanço algo diferente daquele a que estamos habituados, esta é a curiosa participação dos WrayGunn; com Raquel Ralha a assumir as despesas da voz…e se depois…
03 CineMuerte – Chabala; “Quem matou? quem matou?”; é a pergunta que se impõe, em parte respondida pela voz electrizante de Sophia Vieira;
04 Dr. Frankenstein – Anjos Marotos/ Marraquexe (Pç. das moscas mortas); uma dobradinha naquele ritmo tão característico e festejado dos Dr. Frankenstein; surf rock em dose dupla…boa;
05 The Temple – Budapeste (Sempre a rock & rollar); para o maior sucesso dos bracarenses, estava guardado o pesado e enérgico rock dos The Temple…são noites de rock’n roll!
06 Bunnyranch – As Tetas da Alienação; em nova incursão pelo rock em português, Kaló e companhia dispararam para mais uma vibrante reinterpretação – já conhecíamos “Sansão Foi Enganado“;
07 Balla – Oub’lá; no mais histórico dos temas de Mão Morta, é Armando Teixeira que dá a voz e marca o ritmo; com aquele ritmo, dolente…
08 Volstad – É um Jogo; olha a menina a dançar, num suspirar, num respirar baixinho…é mais que um jogo!
09 Houdini Blues – Charles Manson; num ritmo forte, balanceado, ‘Charles Manson’ recebe uma versão bem agitada. Bem…
10 [F.E.V.E.R.] – Vamos Fugir; a típica densidade industrial e electrónica a que nos habituaram os [F.E.V.E.R.]; aqui num excelente ‘Vamos Fugir’;
11 D´Evil Leech Project – Cão da Morte; outra vez que nem uma luva; aqui num registo mais hardcore, gutural, mais ao jeito de um cão da morte. Poderoso;
12 The Ultimate Architects – Bófia; a electrónica dos Ultimate Architects aviva-nos a memória com mais uma estória…a do bófia;
13 Acromaníacos – Revi a Malvada Prima; a abrir por aí fora, naquele estilo inconfundível de acromaníaco;
14 Demon Dagger – Anarquista Duval; ainda nas sonoridades mais violentas, chega a vez dos bracarenses Demon Dagger…sem freio;
15 Mécanosphère – Istambul (Um grito); a jogar em casa, a meio corpo, a mais estranha das versões…um grito diferente;
16 Twentyinchburial – Em directo (Para a televisão); o outro dos hits do grupo, aqui numa versão veloz como um raio; quando disparou…

Não me perguntem qual gostei mais…

som Ouvir algumas amostras de “Tributo a Mão Morta – E Se Depois…”.

Capa de Tributo a Mão Morta - E Se Depois...
“Tributo a Mão Morta – E Se Depois…” – Vários Artistas (Raging Planet, 2007)

sítio www.ragingplanet.web.pt
sítio www.myspace.com/ragingplanetrecordsportugal

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