Posts tagged ‘Mão Morta’

“Mão Morta 1988-1992″ – Mão Morta

Fevereiro 10th, 2010 | versão papel versão papel

São 25 anos a presentear-nos com o melhor da música moderna portuguesa:

Considerando que os três primeiros discos dos Mão Morta (Mão Morta, 1988; Corações Felpudos, 1990; O.D., Rainha do Rock & Crawl, 1991) estão há muitos anos esgotados no mercado, quer as edições originais em vinil quer as reedições em CD efectuadas em 1998, e que o mesmo acontece com o seu quarto disco (Mutantes S.21, 1992), originalmente editado em vinil e em CD e nunca reeditado, e dada a grande procura que existe pelos mesmos, a Cobra decidiu reeditá-los em CD, numa edição cuidada, respeitando o mais possível quer o conteúdo quer o grafismo das edições originais em vinil, utilizando capas de cartão e inserindo-lhe os desenhos gráficos que constavam das suas folhas interiores.
A reedição é feita numa sóbria e elegante caixa, de edição limitada, com o título Mão Morta 1988-1992, que acomoda os quatro álbuns individualizados e as respectivas capas. Pretende-se assim dar o devido destaque ao que já é considerado como património histórico da música portuguesa e valorizar a sua reedição, conferindo-lhe qualidades de objecto de colecção.
Estes discos compõem a primeira fase da já longa carreira dos Mão Morta, a mais acerrimamente underground, desde a pedrada no charco que foi o álbum homónimo e que lhes granjeou o culto que ainda hoje perdura até ao reconhecimento do grande público com Mutantes S.21 e o êxito de Budapeste, construindo os alicerces do nome incontornável que são hoje os Mão Morta na música nacional.
” (1)

Está desde hoje à venda. Parabéns!

Ouvir Mão Morta no MySpace

Caixa Mão Morta 1988-1992
“Mão Morta 1988-1992″ – Mão Morta (Reed. Cobra Discos, 2010)

alternativa
www.mao-morta.org
www.cobradiscos.org

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2009 em Revista: Março

Janeiro 12th, 2010 | versão papel versão papel

Em Março…
Cristina Branco lançava um novo álbum, “Kronos” (Universal, Emarcy) de seu título; os Equaleft venciam o Arena Metal; os UHF lançavam o duplo-CD e DVD “Absolutamente ao Vivo; Boss AC lançava “Preto no Branco” (Farol), o seu novo álbum; a comemorar 20 anos de vida, os RAMP voltavam à estrada com a Visions Tour 2009; “Moldoror, o último DVD dos Mão Morta chegava às lojas;


“Maldoror” – Mão Morta (Cobra Discos, 2008)

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Noites Ritual 2009

Agosto 24th, 2009 | versão papel versão papel
É a 18ª edição!
Sempre a promover o que de melhor se vai fazendo entreportas, as Noites Ritual voltam a marcar presença nos jardins do Palácio de Cristal. Vai ser nos dias 28 e 29 de Agosto, no Porto. A entrada é  gratuita.
Do cartaz nem se fala:

28 DE AGOSTO
Deolinda
Foge Foge Bandido
Dead Combo

Palco Ritual
Peltzer
Noiserv
One Man Hand

29 DE AGOSTO
Mão Morta
Blind Zero
Os Pontos Negros

Palco Ritual
Andrew Thorn
Paul da Silva
Hot Pink Abuse

O Noites Ritual é uma iniciativa da Porto Lazer/Câmara Municipal do Porto.

cartaz Noites Ritual
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NOVIDADES|”Rituais Transfigurados” – Mão Morta vs Maya Deren

Julho 27th, 2009 | versão papel versão papel

Está aí um novo registo dos Mão Morta!
Com o título de “Rituais Transfigurados”, “corresponde à gravação do filme-concerto com que os Mão Morta abriram o 16.º Curtas de Vila do Conde, em 5 de Julho de 2008, apresentação única do trabalho de sonorização efectuado na sequência do convite do Festival para os Mão Morta acompanharem musicalmente uma obra cinematográfica, numa produção comissariada por Dario Oliveira, e que recaiu sobre quatro curtas-metragens da realizadora norte-americana Maya Deren, pioneira do cinema experimental” (1). A gravação, em estéreo, é de Nuno Couto.

Alinhamento:
01 Um Estudo Coreográfico Para a Câmara (música: Miguel Pedro);
02 Na Terra (música: António Rafael/letra: Adolfo Luxúria Canibal);
03 Tramas do Entardecer (música: Miguel Pedro/letra: Adolfo Luxúria Canibal);
04 Ritual no Tempo Transfigurado (música: Miguel Pedro/letra: Adolfo Luxúria Canibal).

Os Mão Morta são formados por Adolfo Luxúria Canibal (voz); Miguel Pedro (bateria e aparelhos electrónicos); António Rafael (teclados); Sapo (guitarra); Vasco Vaz (guitarra); Joana Longobardi (baixo).

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capa de Rituais Transfigurados
“Rituais Transfigurados” – Mão Morta vs Maya Deren (Cobra Discos, 2009)

género: alternativo
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DVD|”Maldoror” – Mão Morta

Junho 28th, 2009 | versão papel versão papel

Dissecado o disco, em tempos, é hora de espreitar o DVD.  Melhor, é hora de espreitar o papel do projecto Mão Morta na história do rock nacional.  “Maldoror” é um excelente motivo para isso, pois é bem a imagem do ser Mão Morta. Já conhecíamos a música, as palavras, o DVD permite-nos  também tomar contacto com toda a riqueza visual do espectáculo. Porque são efectivamente um projecto único, marcante, deixo-vos em meia dúzia de conceitos – entradas retiradas do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, o porquê de serem os Mão Morta uma das bandas mais importantes da história da moderna música portuguesa.
Podiam ser mais, podiam ser outras. Deixo-vos aqui as minhas seis:

Preserverança
s. f.
1. Qualidade ou acção de quem persevera.
2. Constância, firmeza, pertinácia.
3. Duração aturada de alguma coisa. (1)

Coerência
s. f.
1. Fís. Recíproca aderência que têm entre si todas as partes de um corpo.
2. Fig. Conformidade entre factos ou ideias.
3. Nexo, conexão. (2)

Arrojo
s. m.
1. Acto de arrojar.
2. Atrevimento, ousadia; coragem. (3)

Criatividade
s. f.
1. Filol. Função da inteligência humana que torna o homem superior ao que ele mesmo cria.
2. Personalidade criadora insuperável própria do homem. (4)

Singularidade
s. f.
1. Qualidade do que é singular, único, só.
2. O que é peculiar a um só indivíduo e não aos outros.
3. Particularidade.
4. Modo extraordinário de proceder ou de pensar.
5. Excentricidade.
6. Coisa, acção ou palavra singular. (5)

Empenho
s. m.
1. Acto de empenhar.
2. Promessa, compromisso.
3. Obrigação contraída; interesse, solicitude; mediação, protecção; protector; porfia; ardor. (6)

A encenação foi de António Durães, a cenografia de Pedro Tudela, os figurinos de Cláudia Ribeiro e a videografia ficou a cargo de Nuno Tudela.
Obrigatório, obviamente…

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“Maldoror” – Mão Morta (Cobra Discos, 2008)

género: alternativo
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HÁ 1 ANO ATRÁS|”Maldoror” – Mão Morta

Abril 26th, 2009 | versão papel versão papel

Fiz um pacto com a prostituição para semear a desordem nas famílias.” (“A Prostituição”)

Lançado numa edição de luxo limitada a apenas 3.000 exemplares, “Maldoror” é isso mesmo, nos seus mais variados sentidos, uma edição de luxo. Por fora e por dentro, na teoria e na prática, consciente ou inconsciente, “Maldoror” é mais um grande disco do colectivo bracarense, liderado pela figura única de Adolfo Luxúria Canibal. Mais do que um disco que é também um espectáculo, ou um espectáculo que também é um disco, “Maldoror” vem confirmar a grande forma criativa em que mantém os Mão Morta. Baseado no livro “Os Cantos de Maldoror”, obra maldita de Isadore Ducasse, sob o pseudónimo de Conde de Lautréamont, “Maldoror” seria à partida, até para os Mão Morta – eles mesmo o confirmam, algo de tão arriscado como desafiante. Mas aconteceu.

Estou sujo. Roído de piolhos. Os porcos, quando olham para mim, vomitam.” (“A Porcaria”)

Desafio abissal. “Maldoror” é um espectáculo total, moderno, complexo, uma experiência única feita de teatro, vídeo, música e declamação. Seguindo o mesmo sentido de “Müller no Hotel Hessicher Hof”, tendo a literatura como rastilho do restante processo criativo, em “Maldoror” e contra todas as dificuldades narrativas que a própria obra encerra, o grupo vence em toda a linha, dando-lhe uma forte consistência e a congruência possível, necessárias à sua dramatização – música incluída. O 10º álbum de originais dos Mão Morta nunca desilude, muito pelo contrário, a cada acto, há uma vontade que se renova, uma vontade de usufruir do capítulo que se segue. Menos roqueiro que o habitual, em “Maldoror” são os ambientes que imperam, mais ou menos simplificados nos acordes, na forma como a electrónica pousa certeira em palco; são eles que dão cor ao excelente trabalho narrativo – e performativo - de Adolfo Luxúria Canibal. No lado oposto, nos momentos de maior densidade, quando todo o complexo instrumental entra em palco, os Mão Morta de sempre acordam; acordam-nos. É algo que se completa, brilhantemente, não deixando espaço para mais isto ou aquilo. Chega a ser arrepiante entrar em todo o universo de “Maldoror”.

Eu sonhava que tinha entrado no corpo de um suíno, do qual não me era fácil sair, e que chafurdava os pêlos nos lodaçais mais imundos” (“O Sonho”)

Que mundo terrível nos é dado a conhecer pelo narrador Lautréamont, numa lírica absolutamente assustadora, pesada, negra. Um mundo que os Mão Morta abraçam de uma forma apaixonante, com os seus bichos estranhos, coisas, quadros figurativos de um mal extenso; do antigamente e do agora. O texto não é fácil, mas a solução encontrada é perfeita; única. Não sendo na estética musical um disco surpreendente, não deixa dúvidas o facto de ser efectivamente um disco de Mão Morta; um excelente disco, sendo extraordinária a forma como o grupo reinventa a sua história, a sua banda sonora, retirando de todo aquele estranho e perturbador texto, algum sentido. Tudo parece estar no sítio certo, tudo entra na hora combinada, tudo termina quando deve. Sem deslizes, omissões ou exageros, “Maldoror” é de uma densa sobriedade; absorvente. Entre o teatro e a música, os Mão Morta conseguem mais uma vez fazer as duas resultar. E que resultado. Mas isto é a música. Por outro lado, fica sempre a ideia que “Maldoror” só fica definitivamente completo quando o som e as palavras encontrarem a imagem; em palco ou em DVD – a sair brevemente.

A poção mais lenitiva que te aconselho é uma bacia cheia de um pus blenorrágico com caroços, no qual se tenha previamente dissolvido um quisto piloso do ovário, um cancro folicular, um prepúcio inflamado arregaçado da glande por uma parafimose e três lesmas vermelhas.” (“A Poção”)

No palco, a encenação foi de António Durães, a cenografia de Pedro Tudela, os figurinos de Cláudia Ribeiro, o vídeo por Nuno Tudela e o desenho de luz de Manuel Antunes. Em palco, os Mão Morta, são Adolfo Luxúria Canibal – voz, Miguel Pedro – electrónica e bateria, António Rafael – teclados e xilofone, Sapo – guitarra, Vasco Vaz – guitarra e xilofone e Joana Longobardi – baixo e contrabaixo. Um pesadelo tornado realidade, este “Maldoror”.
Fantástico!

som


“Maldoror” – Mão Morta (Cobra Discos, 2008)


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PRAZER DIÁRIO|”Tetas da Alienação (ao vivo)” – Mão Morta

Março 31st, 2009 | versão papel versão papel

Durante o mês de Abril, os Mão Morta estão a oferecer via Cotonete a faixa “Tetas da Alienação”, gravada no Teatro Sá da Bandeira (Porto), já durante a tour “Ventos Animais”.

foto de Mão Morta

gratis “Tetas da Alienação (ao vivo)” – Mão Morta
tipo Rock/Alternativo
sítio www.mao-morta.org
sítio www.myspace.com/maomorta

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NOVIDADES|DVD “Maldoror” – Mão Morta

Março 2nd, 2009 | versão papel versão papel

Disponível desde Fevereiro no site da Cobra Discos, chega hoje às lojas o DVD de “Maldoror“, a gravação vídeo do espectáculo que os Mão Morta apresentaram no Theatro Circo de Braga, nos dias 11 e 12 de Maio de 2007. O espectáculo é baseado no livro “Os Cantos de Maldoror”, obra escrita em finais do Séc. XIX por Isidore Ducasse, sob o pseudónimo de Conde de Lautréamont. A música original de “Maldoror” é da autoria de Miguel Pedro, excepto “O Herói (pt. 2)” da autoria de António Rafael e “O Sonho”, original de Vasco Vaz. A encenação  é de António Durães, a cenografia de Pedro Tudela, os figurinos de Cláudia Ribeiro, a videoplastia de Nuno Tudela e o desenho de luz de Manuel Antunes. Um documento verdadeiramente imperdível.

Entretanto, o grupo de Braga prossegue com a sua Tour Ventos Animais:
- 06 de Março – Porto, Teatro Sá da Bandeira (21h30; primeira parte: Smix Smox Smux)
- 14 de Março – Portalegre, Centro de Artes do Espectáculo (21h30)
- 21 de Março – Torres Vedras, Teatro-Cine (22h)
- 27 de Março – Guimarães, Teatro São Mamede (22h)
- 28 de Março – Alcochete, Fórum Cultural (22h)
- 01 de Abril – Lisboa, Cinema S.Jorge (21h30; primeira parte: Murdering Tripping Blues)
- 03 de Abril – Abrantes, Cine-Teatro São Pedro (22h)
- 18 de Abril – Braga, Auditório do Parque de Exposições – Feira do Livro (22h)


“Maldoror” – Mão Morta (Cobra Discos, 2008)

Alternativo
sítio mao-morta.org
sítio www.cobradiscos.org

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CLIPPING|R|A|M|P, Corsage, Mão Morta e The Fingertips

Fevereiro 16th, 2009 | versão papel versão papel
- O DVD do espectáculo “Maldoror” dos Mão Morta já está pronto; chega às lojas no dia 2 de Março;
- Continua em construção do gigantesco cartaz do SWR Barroselas Metalfest XII; de dia 30 de Abril a 2 de Maio;

- Os R|A|M|P estão de volta com novo álbum e nova tour. Começa dia 13 de Março no Ar D’Rato, em Coimbra . É a Visions Tour 2009;

- Os Corsage apresentam o novo álbum na próxima Quarta-feira, dia 18 de Fevereiro; vai ser na Fábrica do Braço de Prata (Lisboa), pelas 22h30. O disco vai chamar-se “Finito Lámore”;

- Organizado pelos alunos da Escola Secundária António Arroio, decorre no dia 20 de Fevereiro um desfile carnavalesco pelas ruas de Lisboa. O final será na Praça do Rossio, onde estarão, entre outros, os The Ramblers e o seu blues-rock;

- Os The Fingertips estão a oferecer o single DO IT (Magic Colors)” em formato digital.

foto de Corsage
> Corsage

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VIDEOCLIP|”Gnoma” – Mão Morta

Fevereiro 10th, 2009 | versão papel versão papel
Enquanto decorre a Tour Ventos Animais, vamos continuar a recordar o álbum “Nus” (Cobra, 2004) dos Mão Morta; “Gnoma” é o tema de hoje.

som Mão Morta

tipo Rock/Alternativo
som mao-morta.org

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VIDEOCLIP|”O Rei Mimado – Gumes 5″ – Mão Morta

Fevereiro 8th, 2009 | versão papel versão papel
Hoje, apetece-me recordar o álbum de 2004 dos Mão Morta, “Nus” (Cobra); “O Rei Mimado”, o seu 5º Gume, será a prova dessa recordação – com Marta Ren (The Bombazines; Sloppy Joe).


som Mão Morta

tipo Rock/Alternativo
som mao-morta.org

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ONLINE|Checksound #11

Janeiro 24th, 2009 | versão papel versão papel
Já está online o #11 da revista Checksound!
Lá dentro, num riquíssimo número, os destaques nacionais vão para Hyubris, Heavenwood, Fitacola, CineMuerte, Mão Morta, New Mecanica, W.A.K.O., We Are The Damned, Moonspell, Os Pontos Negros, Norberto Lobo, Deolinda, João Coração, peixe : avião, The Profilers, X-Wife, Dazkarieh, Cool Hipnoise, Bob da Rage Sense, Devil in Me, For the Glory, Nerve e Suchi Rukara. Na secção de ‘reviews’ há críticas aos novos discos de Vertigo Steps, In Tha Umbra, Waste Disposal Machine, Divine Lust, Flirt, The Firstborn, Ruben Alves e Projecto Fuga.
Todos os meses, sempre gratuita.
Aviso: Esta revista contém conteúdo de carácter erótico susceptível para alguns jovens utilizadores.

capa de checksound #11
sítio www.checksound.eu
sítio www.myspace.com/checksoundpt

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ESPECIAL|2008 em Revista: Fevereiro

Janeiro 1st, 2009 | versão papel versão papel
Em Fevereiro…
Aristides Duarte lançava a 3ª edição das suas “Memórias do Rock Português“; Carlos do Carmo vencia o prémio Goya – pela Academia Espanhola das Artes Cinematográficas – para a Melhor Canção Original, com “Fado da Saudade”; os lisboetas If Lucy Fell editavam o segundo album, “Zebra Dance” (Rastilho Records); Karkov, a voz de sempre dos Blasted Mechanism, abandonava a banda por já não ter “energia para dar ao projecto“; os nortenhos Mind da Gap regressavam aos discos com o best ofMatéria Prima (1997-2007)”; Joaquim Costa, o primeiro rocker português, morria aos 72 anos de idade; era editado “Maldoror“, o 10º álbum de originais dos Mão Morta – adaptação de “Os Cantos de Maldoror”, obra de Isadore Ducasse sob pseudónimo de Conde de Lautréamont; o documentário “É Dreda Ser Angolano” tinha a sua ante-estreia no Auditório de Serralves; nascia a netlabel XS Records.

Carlos
> Carlos do Carmo interpreta “Fado da Saudade”, em “Fados”

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TROMPALISTA|005 – “Maldoror” – Mão Morta

Dezembro 30th, 2008 | versão papel versão papel

tipo Alternativo
som Mão Morta
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BREVES|Subscuta – Ciclos de Som e Observação – Novembro 08

Novembro 7th, 2008 | versão papel versão papel
Começa hoje e só vai terminar no dia 21 de Novembro. Começa hoje com Mazgani e termina com a Tour Ventos Animais dos Mão Morta, no dia 21. Pelo meio, Slimmy apresenta-se em formato acústico. É a edição de Novembro do de Subscuta – Ciclos de Som e Observação:

07 de Novembro – Mazgani (solo) no Auditório da Biblioteca Municipal;
14 de Novembro – Slimmy (acústico) no Auditório da Biblioteca Municipal ;
21 de Novembro – Mão Morta (Tour Ventos Animais) no Fórum S. Bento Menni (Barcelos).

cartaz Subscuta - Novembro 08
sítio www.opcoeseventos.pt
sítio subscuta.blogspot.com

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DESTAQUE | Movimento UPA: J. Mário Branco + Mão Morta & Boss AC + Mariza

Outubro 22nd, 2008 | versão papel versão papel

Juntamente com os meses de Setembro e Outubro, chegaram mais dois lançamentos do movimento UPA – Unidos para Ajudar, uma campanha de sensibilização da Encontrar+se – Associação de Apoio às Pessoas com Perturbação Mental Grave. Em Setembro, com o fantástico duo que juntou José Mário Branco e Adolfo Luxúria Canibal (com Mão Morta), e depois, em Outubro, com um tema que juntou a também interessante dupla composta por Boss AC e Mariza. O primeiro tema chama-se “Loucura” e versa os temas “vergonha” e “aceitação”, o segundo “Alguém me Ouviu (mantém-te firme)”, versando este os temas do “desespero” e da “esperança”. Entretanto, já se sabe que a campanha virará disco, com edição prevista para 17 de Novembro – selo SonyBMG.
Depois de ouvido e se pretenderem fazer o download do tema, basta fazer um donativo à Encontrar+se num valor superior a 0 euros.

> Janeiro - Xutos & Pontapés + Oioai (discriminar/integrar) – “Pertencer”
> Fevereiro - Rodrigo Leão + JP Simões (negar/assumir) – “Ele é Que Não”
> Março - Camané + Dead Combo (separação/união) – “Vendaval”
> Abril - Sérgio Godinho + Xana (culpa/tolerância) – “O Rei Vai Nu”
> Maio - Tiago Bettencourt + Cool Hipnoise (dependência/autonomia) – “Ouve Bem”
> Julho - Mesa + Rui Reininho (medo/compreensão) – “Bi-polar”
> Agosto - Paulo Gonzo + Balla (ofender/respeitar) – “Voa”
> Setembro - J. Mário Branco + Mão Morta (vergonha/aceitação) – “Loucura”
> Outubro - Boss AC + Mariza (desespero/esperança) – “Alguém me Ouviu (mantém-te firme)”

som J. Mário Branco + Mão Morta & Boss AC + Mariza


sítio www.encontrarse.pt

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NUVEM DE PALAVRAS|”Maldoror” – Mão Morta

Outubro 13th, 2008 | versão papel versão papel
A nuvem escolhida para hoje transporta-nos para o universo do Conde de Lautréamont e para o último álbum dos Mão Morta, “Maldoror”. Com a selecção de textos e adaptação da autoria de Adolfo Luxúria Canibal, feitos a partir do original francês de Isidore Ducasse, “Maldoror” tem desde logo algo de físico. Palavras com ‘braços’, ‘olhos’, ‘cabeça’, ’sangue’ e ‘corpo’, estão em destaque no texto trabalhado. Para lá dos advérbios ‘porque’ e ‘ainda’, ‘mim’ surge como a palavra mais repetida – pessoalidade. Para além destas, palavras como ‘homem’, ‘grande’, ‘água’ e ‘rua’, são também bastante citadas em “Maldoror”. Por fim, uma palavra para um claro carácter zoológico dos textos de “Maldoror”, onde ‘porcos’, ‘piolhos’ e ‘tubarões’, habitam livremente. Eis parte do universo de “Maldoror”, da obra do Conde de Lautréamont e dos próprios Mão Morta.

//Imagem obtida em http://wordle.net sob licença

Alinhamento:
DISCO 1
01 O HERÓI – pt. 1 (Isidore Ducasse / Adolfo Luxúria Canibal – Miguel Pedro)
02 O HERÓI – pt. 2 (Isidore Ducasse / Adolfo Luxúria Canibal – António Rafael)
03 A MALDADE (Isidore Ducasse / Adolfo Luxúria Canibal – Miguel Pedro)
04 A PROSTITUIÇÃO (Isidore Ducasse / Adolfo Luxúria Canibal – Miguel Pedro)
05 A MENINA (Isidore Ducasse / Adolfo Luxúria Canibal – Miguel Pedro)
06 O NAUFRÁGIO (Isidore Ducasse / Adolfo Luxúria Canibal – Miguel Pedro)
07 A CÓPULA (Isidore Ducasse / Adolfo Luxúria Canibal – Miguel Pedro)
08 A POESIA (Isidore Ducasse / Adolfo Luxúria Canibal – Miguel Pedro)

DISCO 2
01 A PORCARIA (Isidore Ducasse / Adolfo Luxúria Canibal – Miguel Pedro)
02 O SONHO (Isidore Ducasse / Adolfo Luxúria Canibal – Vasco Vaz)
03 O ESCARAVELHO (Isidore Ducasse / Adolfo Luxúria Canibal – Miguel Pedro)
04 O PEDERASTA (Isidore Ducasse / Adolfo Luxúria Canibal – Miguel Pedro)
05 O BELO (Isidore Ducasse / Adolfo Luxúria Canibal – Miguel Pedro)
06 A POÇÃO (Isidore Ducasse / Adolfo Luxúria Canibal – Miguel Pedro)
07 O HERÓI – pt. 1 (Instrumental) (Miguel Pedro)

(Cobra Discos, 2008)

tipo Alternativo
sítio www.mao-morta.org
sítio www.cobradiscos.org

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CROMOS DA MÚSICA PORTUGUESA|Adolfo Luxúria Canibal

Julho 29th, 2008 | versão papel versão papel
Obviamente; a música moderna portuguesa sem ele(s) não seria a mesma coisa.

info VER TODA A COLECÇÃO (até este momento).


sítio mao-morta.org
sítio www.myspace.com/maomorta

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OLHARES|”Maldoror” – Mão Morta

Abril 26th, 2008 | versão papel versão papel

Fiz um pacto com a prostituição para semear a desordem nas famílias.” (“A Prostituição”)

Lançado numa edição de luxo limitada a apenas 3.000 exemplares, “Maldoror” é isso mesmo, nos seus mais variados sentidos, uma edição de luxo. Por fora e por dentro, na teoria e na prática, consciente ou inconsciente, “Maldoror” é mais um grande disco do colectivo bracarense, liderado pela figura única de Adolfo Luxúria Canibal. Mais do que um disco que é também um espectáculo, ou um espectáculo que também é um disco, “Maldoror” vem confirmar a grande forma criativa em que mantém os Mão Morta. Baseado no livro “Os Cantos de Maldoror”, obra maldita de Isadore Ducasse, sob o pseudónimo de Conde de Lautréamont, “Maldoror” seria à partida, até para os Mão Morta – eles mesmo o confirmam, algo de tão arriscado como desafiante. Mas aconteceu.

Estou sujo. Roído de piolhos. Os porcos, quando olham para mim, vomitam.” (“A Porcaria”)

Desafio abissal. “Maldoror” é um espectáculo total, moderno, complexo, uma experiência única feita de teatro, vídeo, música e declamação. Seguindo o mesmo sentido de “Müller no Hotel Hessicher Hof”, tendo a literatura como rastilho do restante processo criativo, em “Maldoror” e contra todas as dificuldades narrativas que a própria obra encerra, o grupo vence em toda a linha, dando-lhe uma forte consistência e a congruência possível, necessárias à sua dramatização – música incluída. O 10º álbum de originais dos Mão Morta nunca desilude, muito pelo contrário, a cada acto, há uma vontade que se renova, uma vontade de usufruir do capítulo que se segue. Menos roqueiro que o habitual, em “Maldoror” são os ambientes que imperam, mais ou menos simplificados nos acordes, na forma como a electrónica pousa certeira em palco; são eles que dão cor ao excelente trabalho narrativo – e performativo - de Adolfo Luxúria Canibal. No lado oposto, nos momentos de maior densidade, quando todo o complexo instrumental entra em palco, os Mão Morta de sempre acordam; acordam-nos. É algo que se completa, brilhantemente, não deixando espaço para mais isto ou aquilo. Chega a ser arrepiante entrar em todo o universo de “Maldoror”.

Eu sonhava que tinha entrado no corpo de um suíno, do qual não me era fácil sair, e que chafurdava os pêlos nos lodaçais mais imundos” (“O Sonho”)

Que mundo terrível nos é dado a conhecer pelo narrador Lautréamont, numa lírica absolutamente assustadora, pesada, negra. Um mundo que os Mão Morta abraçam de uma forma apaixonante, com os seus bichos estranhos, coisas, quadros figurativos de um mal extenso; do antigamente e do agora. O texto não é fácil, mas a solução encontrada é perfeita; única. Não sendo na estética musical um disco surpreendente, não deixa dúvidas o facto de ser efectivamente um disco de Mão Morta; um excelente disco, sendo extraordinária a forma como o grupo reinventa a sua história, a sua banda sonora, retirando de todo aquele estranho e perturbador texto, algum sentido. Tudo parece estar no sítio certo, tudo entra na hora combinada, tudo termina quando deve. Sem deslizes, omissões ou exageros, “Maldoror” é de uma densa sobriedade; absorvente. Entre o teatro e a música, os Mão Morta conseguem mais uma vez fazer as duas resultar. E que resultado. Mas isto é a música. Por outro lado, fica sempre a ideia que “Maldoror” só fica definitivamente completo quando o som e as palavras encontrarem a imagem; em palco ou em DVD – a sair brevemente.

A poção mais lenitiva que te aconselho é uma bacia cheia de um pus blenorrágico com caroços, no qual se tenha previamente dissolvido um quisto piloso do ovário, um cancro folicular, um prepúcio inflamado arregaçado da glande por uma parafimose e três lesmas vermelhas.” (“A Poção”)

No palco, a encenação foi de António Durães, a cenografia de Pedro Tudela, os figurinos de Cláudia Ribeiro, o vídeo por Nuno Tudela e o desenho de luz de Manuel Antunes. Em palco, os Mão Morta, são Adolfo Luxúria Canibal – voz, Miguel Pedro – electrónica e bateria, António Rafael – teclados e xilofone, Sapo – guitarra, Vasco Vaz – guitarra e xilofone e Joana Longobardi – baixo e contrabaixo.
Um pesadelo tornado realidade, este “Maldoror”.
Fantástico!

Tour Maldoror:
03 Mai (20h) – Theatro Circo – Braga

som Mão Morta.


“Maldoror” – Mão Morta (Cobra Discos, 2008)

Alternativo
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sítio www.cobradiscos.org

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ESPECIAL|Semana “Maldoror” com Adolfo Luxúria Canibal

Abril 25th, 2008 | versão papel versão papel

É o último capítulo da entrevista amavelmente concedida, por e-mail, pelo líder dos Mão Morta. Obrigado.

(CONTINUAÇÃO)


> Foto: Rui Pires

10. Para quem vive neste pequeno meio que é a moderna música nacional, o lançamento de um novo disco dos Mão Morta cria sempre algum burburinho. Como encaram a ambiguidade de serem certamente o maior grupo rock de culto nacional, e continuarem a enfrentar as dificuldades de edição/distribuição/exposição que aparentemente enfrentam? Até que ponto isso influencia o vosso trabalho?
Adolfo Luxúria Canibal: Nós tomamos o nosso destino nas nossas mãos e fazemos criativamente aquilo que bem entendemos – se calhar, é esta autonomia e liberdade criativas que origina o respeito de que desfrutamos… Seja como for, as nossas dificuldades de edição e exposição estão intimamente relacionadas com a nossa autonomia, sempre soubemos que a nossa independência tinha um preço e sempre estivemos dispostos a pagá-lo. Mas, olhando à nossa volta, deparamos com as mesmas dificuldades de edição e exposição, ou piores, mesmo por quem aparentemente sempre se curvou às exigências do mercado, e isso, não nos deixando propriamente contentes, só nos fortalece a convicção de que fizemos as opções mais correctas. De resto, a única influência dessa situação no nosso trabalho é mesmo essa: uma vontade ainda mais forte de fazer exactamente o que nos apetece, independentemente das conjunturas, das modas e da má-língua!


> Ilustração: Isabel Llano

11. Acabadas as apresentações de Maldoror, o que podemos esperar dos Mão Morta? Voltamos a ter a banda em formato mais rock, mergulhada no seu próprio universo e a compor baseada nos seus textos, ou este formato mais teatral, criando a partir de textos e autores próximos do universo da banda é o caminho a trilhar no futuro? (Nuno Ávila – Santos da Casa)
Adolfo Luxúria Canibal: Ainda estamos demasiado embrenhados no “Maldoror” para conseguir pensar num qualquer após “Maldoror”. Seja como for, produções como “Müller no Hotel Hessischer Hof” ou este “Maldoror” implicam um tamanho investimento físico e financeiro que se torna incomportável generalizá-las. O ritmo de uma cada dez anos parece-me o mais saudável!


> Ilustração: Isabel Llano

12. O duplo-CD está aí – numa belíssima edição de luxo, o DVD a seu tempo chegará e faltam ainda pelo menos dois espectáculos de “Maldoror”; o que gostarias ainda de dizer aos leitores d’a trompa, de forma a convencê-los a irem ver-vos ao vivo ou a comprar o novo disco?
Adolfo Luxúria Canibal: Nunca fui muito bom a convencer quem quer que seja a fazer o que quer que fosse… E cada vez sou pior! Portanto, acho que nem me atrevo a aceitar esse desafio. Mas tenho fé, ainda assim, que tudo há-de correr pelo melhor!…

Tour Maldoror:
03 Mai (20h) – Theatro Circo – Braga

som Mão Morta.

Alternativo
sítio mao-morta.org
sítio www.cobradiscos.org

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