Setembro, 2008

EM SÍNTESE|”Knocking at the Backdoor Music” – Murdering Tripping Blues

Setembro 30th, 2008 | versão papel versão papel
Ora aqui está mais uma boa surpresa de 2008. Quero dizer, meia surpresa. Isto porque o single de 2007 “Blah Blah Bang!!!” deixava já algumas pistas para o futuro muito interessantes. Pistas que se vieram a confirmar, em toda a linha.
Bem, na verdade, esta exploração fogosa do rock&blues em território nacional não é sequer coisa nova. Nomes como Green Machine, The Legendary Tigerman, Born a Lion, WrayGunn ou d3ö, entre outros, de uma forma ou de outra, andam ou andaram por lá a pairar. O que efectivamente sobressai desde logo em “Knocking at the Backdoor Music” é  a enorme excitação que palpita em e de cada uma das 10 faixas que compõem o disco. Neste, Henry Leone Johnson (voz e guitarra), Johnny Dynamite (bateria) e Mallory Left Eye (teclados e voz) assumem-se como um powertrio no verdadeiro sentido da expressão. Uma bomba sonora de riffs explosivos e energia contagiante. Consistente e coerente no seu todo, “Knocking at the Backdoor Music” é um verdadeiro tiro no porta-aviões. Sem evoluir por uma sonoridade especialmente inovadora, consegue a cada acto criar uma cativante linha sonora capaz de nos levar todos atrás, sem pestanejar . Uma linha soul feita da paixão que os une também às longas margens do Old Man River; de uma forma directa, suja, sem tempo para maquilhagens.
Franco. Grande disco.


“Knocking at the Backdoor Music” – Murdering Tripping Blues (Raging Planet, 2008)

tipo Rock/Blues

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NETLABELS|Public Spaces

Setembro 30th, 2008 | versão papel versão papel
Esta chega-nos via Beats Play Free (BPF) e dá-nos conta do surgimento de uma nova netlabel nacional, radicada em Barcelona. Chama-se Public Spaces e foi criada “com o intuito de distribuir de uma forma organizada produções próprias e de outros artistas de que gostam e que se situam à margem dos circuitos tradicionais, oferecendo-lhes assim uma plataforma de partilha e promoção da sua música” (1). Assim se pode ler no BPF. Fundada em 2007, a Public Spaces leva já cinco edições, sendo a última da autoria do projecto lisboeta QuarterBit.

sítio publicspaceslabel.wordpress.com
sítio www.myspace.com/187591481
sítio www.archive.org/details/publicspaces

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NOVIDADES|”Flor de Fado” – Mafalda Arnauth

Setembro 30th, 2008 | versão papel versão papel
“Flor de Fado”; assim se chama o novo álbum de Mafalda Arnauth.
Composto por 13 temas, 10 originais e três versões (“Tinta Verde” de Vitorino, “Flor de Verde Pinho” de Manuel Alegre e José Niza e “Povo Que Lavas No Rio” de Pedro Homem de Mello), Mafalda Arnauth é acompanhada em mais esta viagem pelo fado por Luís Pontes (Guitarra Clássica), Ramon Maschio (Guitarra Clássica), Ângelo Freire (Guitarra Portuguesa) e Fernando Júdice (baixo acústico) – com participação especial do violoncelista David Zaccaria. Segundo a fadista, em declarações à Lusa, “Flor de Fado” “é um disco intimista, em que procurei mostrar qual a minha essência do fado. Ser quase exclusivamente acompanhado à viola de fado e à guitarra clássica e só pontualmente pela guitarra portuguesa, que surge mais diluída, procurando ser o mais depurado possível“.
Nas lojas, desde ontem.

som Mafalda Arnauth


“Flor de Fado” – Mafalda Arnauth (Magic Music, 2008)

tipo Fado
sítio www.mafaldarnauth.com

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VIDEOCLIP|”A Grande Hipopeia” – Ruas

Setembro 30th, 2008 | versão papel versão papel
Este chama-se “A Grande Hipopeia” e é o segundo single retirado do álbum de estreia de Ruas, “Operário do Funk” (NorteSul, 2007). Um vídeo bem enrolado pela Família Fazuma.

som Ruas

tipo Hip-Hop

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BREVES|Subscuta – Ciclos de Som e Observação – Outubro 08

Setembro 30th, 2008 | versão papel versão papel
Começa já no próximo dia 3 de Outubro mais uma edição do Subscuta – Ciclos de Som e Observação. Promovido pela Câmara Municipal de Barcelos/EMEC, com produção da Opções-Eventos, a edição de Outubro de 2008 vai contar com as participação de MC Zero, do projecto espanhol Num 9, do colectivo Império Norte e dos peixe : avião. Ainda neste ciclo será projectado o filme “Control”.

03 Out – 22h – MC Zero;
10 Out – 22h – Num 9 (esp);
17 Out – 22h – Império Norte (Mundo, Ex-Peão, El Puto Coke e Woyza);
24 Out – 22h – peixe : avião

cartaz Subscuta - Outubro08
sítio www.opcoeseventos.pt
sítio subscuta.blogspot.com

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NETLABELS|”Ubíqu” – Salad

Setembro 29th, 2008 | versão papel versão papel

Chamam-se Salad e são a última edição da netlabel XS-Records.
Projecto criado em 2007 por João Clemente (condução), de formação muito variável, neste  registo composto João Lucas (contrabaixo), Pedro Cruz (violoncelo), Francisco Ramos (violino) e André Vaz (guitarra clássica), os Salad são um projecto de música improvisada, de matriz criativa free; clássica, jazz, ou apenas livre. Por aqui, vive uma interessante experiência de cordas.
A ouvir com atenção.

grátis “Ubíqu” – Salad


“Ubíqu” – Salad (XS-Records, 2008)

tipo Improvisada/Experimental
sítio www.myspace.com/saladspace
sítio xsrecords.freehostia.com
sítio myspace.com/xsrecordsportuguesenetlabel

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NOVIDADES|”Black Diamond” – Buraka Som Sistema

Setembro 29th, 2008 | versão papel versão papel
“Black Diamond”, hoje
Depois do aquecimento, realizado com a edição já em 2008 de “Sound of Kuduro Remix EP“, os Buraka Som Sistema apresentam finalmente o seu álbum de estreia. Chama-se “Black Diamond” e vem com 12 temas apostados em levar a mais e mais gente o novo kuduro  do subúrbio lisboeta.  Entre os muitos convidados internacionais, contam-se os nomes de M.I.A, Virus Syndicate, Pongolove, Deize Tigrona, Puto Prata e Dj Znobia, entre outros. É o regresso em grande esperado há muito da trupe formada por Lil’ John, Conductor, Riot e Kalaf.
“Black Diamond” chega hoje as lojas.


“Black Diamond” – Buraka Som Sistema (SonyBMG, Enchufada, 2008)

tipo Breakbeat/Electrónica
sítio www.enchufada.com
sítio www.sonybmg.pt

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NA TV|”A Minha Geração” na RTP1

Setembro 29th, 2008 | versão papel versão papel
Diziam que era uma espécie de talk show, mas não pareceu…
Começou ontem o novo programa do canal 1 da RTP para o prime time de Domingo. Chama-se “A Minha Geração” e pretende ser uma viagem pela história da década em referência – cada programa terá uma das últimas décadas como tema, com grande incidência na música – nacional e internacional. Depois, há pequenas entrevistas – geralmente subordinadas a acontecimentos políticos, sociais ou culturais marcantes, há um pequeno concurso e música, muita música ao vivo – sem playbacks. Uma das curiosidades de “A Minha Geração” prende-se com o reagrupamento de algumas bandas realizado especialmente para o programa. Subordinado à década de 80, o programa da última noite serviu para voltar a reunir o Grupo de Baile – interpretaram o inevitável “Patchouly” – e os TAXI, com os últimos a recordarem em grande forma o histórico “Chiclete” e a mostrarem ao mundo, em estreia absoluta, um tema do seu novo álbum. Sim, ouviram bem, os TAXI vão editar um novo disco. Pelo meio, os inevitáveis UHF subiram a “Rua do Carmo”. Para a próxima semana a viagem será pela década de 60.
Um bom arranque, bem conduzido por Catarina Furtado.

foto de TAXI
> TAXI

sítio www.rtp.pt

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VIDEOCLIP|”A Partir de Agora” – Sam the Kid

Setembro 29th, 2008 | versão papel versão papel
Chama-se “A Partir de Agora” e é mais uma para o álbum de 2006 de Sam the Kid, “Pratica(mente)” (Edel).



som Sam the Kid.

tipo Hip-Hop

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TROMPAQUIZ|#1157

Setembro 29th, 2008 | versão papel versão papel

REPOSIÇÃO

// Que artista, projecto ou banda é suscitado por este conjunto de imagens?

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AVISOS À NAVEGAÇÃO|Editoras Portuguesas

Setembro 28th, 2008 | versão papel versão papel
Num fim-de-semana marcado pela falta da habitual compilação “Livre Trânsito” – as recentes alterações no MySpace não ajudaram nada, a novidade é mesmo a nova página dedicada às editoras nacionais com presença na Internet. A partir de hoje têm página própria  sendo representadas pelo respectivo logótipo. Não está ainda concluída mas está quase.
Está tudo AQUI.

screenshot de página

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NOVIDADES|”Tributo a Carlos Paião” – Vários Artistas

Setembro 28th, 2008 | versão papel versão papel
Está pronto e sai amanhã!
No ano que marca os 20 anos sobre a sua morte, Carlos Paião vê assim nascer o seu merecido tributo. Entre as bandas convidadas encontram-se nomes como Tiago Bettencourt, Donna Maria, M.A.U., Balla, Loto, Mesa, The Vicious Five e Sam the Kid, entre outros.
Bem, mas melhor mesmo é espreitar o alinhamento:

01 Rui Veloso – «Cinderela»
02 Tiago Bettencourt – «Pó de Arroz»
03 Donna Maria – «Vinho do Porto»
04 Filipa Cardoso & Fábia Rebordão – «Cegonha»
05 Polo Norte – «Eu Não Sou Poeta»
06 Perfume – Versos de Amor»
07 M.A.U. – «Ga-Gago»
08 Mesa – «O Senhor Extra-Terrestre»
09 Loto – «Telefonia nas Ondas do Ar»
10 Balla – «Não Há Duas sem Três»
11 Sam The Kid «Playback (Instrumental)»
12 4Taste – «Playback»
13 OIOAI – «Discoteca»
14 Vicious Five – «Zero a Zero»

Nas lojas, amanhã.

som Carlos Paião.

capa de Tributo a Carlos Paião
“Tributo a Carlos Paião” – Vários Artistas (2008)

tipo Popular
sítio Wikipeia

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VIDEOCLIP|”Roll” – Uni-Form

Setembro 28th, 2008 | versão papel versão papel
Lançado há algumas semanas, gratuitamente, o EP de estreia dos Uni-Form acaba de ganhar o seu primeiro videoclip. “Roll” foi o tema escolhido.

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CHAPA 7|”The Act-Ups play the old psychedelic sounds of today” – The Act-Ups

Setembro 27th, 2008 | versão papel versão papel
Com disco novo nas prateleiras, os The Act-Ups responderam à nossa curiosidade; ao nosso ‘chapa 7′:

1. Numa frase apenas – ou duas – como caracterizam conceptualmente o álbum “The Act-Ups play the old psychedelic sounds of today”?
Vai em duas frases – esta, mais comedida, e a próxima, mais Saramaguense.
É um disco de 4 estações, repetidas três vezes, o que perfaz doze temas, mais uma nova estação por nós inventada, que representa um vazio (os olhos tristes) que poderá ser preenchido por alegria, esperança e vontade de gritar ao mundo “Estou vivo” – estação esta que, embora tenha sido criada por nós ainda não tem nome nem lugar nos desfiles de Milão – o que me leva a pensar que talvez não haja nenhum conceito por trás do disco a não ser a junção de boas canções e que talvez eu tenha escrito isto tudo apenas para disfarçar esse facto.

2. “The Act-Ups play the old psychedelic sounds of today” é um disco de ‘viragem’ ou um disco de ‘continuidade’, em relação ao vosso anterior registo? Que principais diferenças encontram?
Penso que é um disco de continuidade. Continuamos a fazer canções que gostamos, não fizemos esforço algum especial para mudar fosse o que fosse, apenas tivemos hipótese de o gravar em melhores condições – essa é a principal diferença. Essa e o facto deste ser melhor que anterior e pior que o próximo, que já começa a ser escrito. Se algum dia fizermos um disco de viragem será à esquerda, onde sentimos haver menos opções.

3. Este foi um disco feito a pensar no público que vos ouve? Que expectativas têm em relação à sua aceitação?
Consideramos sempre mais o público que nos ouve – pessoas que, obviamente, necessitam de ajuda urgente. O público que não nos ouve nunca é considerado. Nunca temos grandes expectativas em relação à aceitação do disco, pelo menos num plano racional e objectivo. Dá-nos sempre gozo que alguém nos diga “Eh pá! Até que gostei assim mais ou menos do vosso disco”, mas damos mais valor à nossa apreciação do mesmo. Primariamente tentamo-nos satisfazer. Somos guitarristas, bateristas e vocalistas onanistas (desculpa, tinha que dizer isto).

4. Que sensações esperam que as pessoas retirem da audição do novo disco?
Fome, inicialmente, culminando com saciedade. Que tenham fome de o ouvir muitas vezes até ficarem fartos de música. Pelo caminho espero que percorram as nossas 5 estações num turbilhão de emoções.
Basicamente, espero que se divirtam, que é para isso que o ser humano cá anda. Se ainda arranjarem tempo para alguma admiração pela excelsa qualidade das canções, tanto melhor.

5. Se tivessem que escolher a faixa que melhor encarna o espírito do novo disco, qual escolheriam? Porquê, mais sucintamente?
Hom’essa! Não consigo escolher. Aquilo são como filhos que devem crescer até terem maturidade suficiente para alimentar os pais. Não posso escolher um assim já à partida. No entanto, se tiver mesmo que ser, e baseando-me no critério do filho que mais possa ajudar os pais escolho o “Alive again” até porque foi a primeira a ser feita (o filho mais velho) ou então o “Fatimah”, que é a miúda mais inteligente…

6. O que podem esperar as pessoas que vos forem ver ao vivo?
Nem eu sei, nem eles poderão saber. O mais provável é regressarem a casa completamente diferentes. Up is down, left is right, coisas assim. Mas para isso têm que estar dispostos a abandonar a carapaça defensiva e entregarem-se a nós (preferencialmente as miúdas). Já aconteceu – história verídica – alguém sair para ir ver os Act-ups e acordar numa cidade a 350 kms de distância sem saber porquê. Mas acho que teve a ver com qualquer coisa que essa pessoa comeu…

7. Como vai ser o futuro próximo dos The Act-Ups?
Pleno de saúde, dinheiro e felicidade, espero. Temos planos para dominar o mundo, anexando pequenos países, lentamente, para que possamos, num futuro próximo, fazer os hinos desses países e ter mais hipóteses de concorrer ao festival da Eurovisão. Podem acompanhar todos os nossos planos através do nosso blog no myspace do agrupamento em www. myspace. com/actups. Tudo o que lá está escrito é verdade, excepto as questões relacionadas com o álbum duplo, o ódio ao Phil Collins e as mudanças de sexo. Ah, e vamos gravar, em breve mais um disco. Só não sei quando e onde, mas as canções já existem, ou pelo menos existe a vontade de existirem. Ok, esquece. No futuro próximo vamos limitar-nos a tocar muito ao vivo. Apareçam, pá!

som The Act-Ups.

capa de The Act-Ups play the old psychedelic sounds of today
“The Act-Ups play the old psychedelic sounds of today” – The Act-Ups (Hey, Pachuco!, 2008)

tipo Garage/Rock
sítio www.heypachuco.com
sítio www.myspace.com/heypachucorecords

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LIVE|Curia ao vivo no Sonic Scope 2008

Setembro 27th, 2008 | versão papel versão papel

São os excelentes Curia de David Maranha, Manuel Mota, Margarida Garcia e Afonso Simões, em mais um grande vídeo de Nuno Moita. Aconteceu no último Festival Sonic Scope, no dia 4 de Julho de 2008.


Curia
Experimental/Improvisada
www.myspace.com/curiapalace

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DESTAQUE|1º Festival Reebok HipHop Kingz

Setembro 27th, 2008 | versão papel versão papel

À tarde e à noite de 5 de Outubro…
…é o 1º Festival Reebok HipHop Kingz, no Pavilhão dos Lombos, em Carcavelos. A apadrinhar as presenças em Portugal dos norte-americanos Afu-Ra e Wu Tang Clan, estarão os portugueses Black Company, Dealema, NBC & Os Funks, Nerve, Bob Da Rage Sense, Mundo Complexo, Nigga Poison, Royalistick e Dupla Consciência. As portas abrem às 15h.
Um grande festival hip-hop!

sítio www.reebokhiphopkingz.com

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NAS BANCAS|Blitz #28

Setembro 27th, 2008 | versão papel versão papel
Chegou ontem às bancas!
Numa edição com muito pouco a salientar no que à produção nacional diz respeito, resta destacar a peça com os Buraka Som Sistema e as presenças de João Ribas no ‘RSF’ e Mafalda Arnauth no ‘perguntas & respostas’. Por outro lado, no jornal suplemento da Optimus, há  ainda a destacar a pequena entrada sobre Dama Bete, a entrevista aos Clã e a página dedicada aos Cool Hipnoise.
No ‘guia’, há críticas aos novos discos de Dany Silva (4/5), Buraka Som Sistema (4/5) e Rose Banket (3/5).


title www.blitz.pt

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NA TV|”Quilómetro Zero” – KM0 #10

Setembro 27th, 2008 | versão papel versão papel

Aí vão 10!

No próximo KM0 partimos à descoberta da música que se faz no Alentejo. De caminho, paramos na margem Sul do Tejo, em Almada, para escutar os Dr. Estranho Amor, seguimos em direcção a Montemor-o-Novo, onde pairam os Projecto Fuga e terminamos em Odemira, ao som da música new age dos Oxalá” (Fonte: BUS).

Hoje, às 19h30 na RTP2. A apresentação é de JP Simões.

vídeo Ver episódios anteriores
foto de Oxalá
> Oxalá

sítio bus-kmzero.blogspot.com
sítio www.myspace.com/quilometrozero
sítio www.rtp.pt/tv/rtp2

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AGENDA|Hoje

Setembro 27th, 2008 | versão papel versão papel
Clunk!, Gustavo Costa, Tropa Macaca, Catarro, Crossover, Gwydion, Ravenage, Azagatel, Insaniae, Wokini, ThanatoSchizo, Hacksaw, Switchtense, Seven Stitches, Fado em Si Bemol, Mesa, Frango, Farra Fanfarra, Osso, Frango, Quarteto de Jorge Moniz, Miosótis, peixe : avião, Blackseat Bingo, Azevedo Silva, Orquestra VGO, Pó d’Escrer, Mantra, Artworx, RCA, Tucanas, The Legendary Tiger Man, Couple Coffee & JP Simões, Quarteto Laurent Filipe, Archybak, Os Azeitonas, Macacos do Chinês, Fritus Potatoes Suicide, Holocausto Canibal, Daemogorgon, Azagatel, Hacksaw, The Ransack, Seven Stitches, Switchtense, Revolution Within, Epping Forest, Timeless, Melech Mechaya e A Jigsaw, entre outros.

som Miosótis

sítio www.epilepsiaemocional.org

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OLHARES|”You’re Not Human Tonight” – The Great Lesbian Show

Setembro 26th, 2008 | versão papel versão papel
Delirante. É o que me apraz dizer já.
Os The Great Lesbian Show deverão ser um caso quase único no panorama rock português. Experimentalismos roqueiros, electrónicos e electroacústicos à parte, os The Great Lesbian Show são assim como uma espécie de experimentalistas da pop. Se em “Psykitsch Kaleidoscope” (2004) mostravam já ao que vinham, tipo retrospectiva de uma carreira temporalmente já de respeito, em “You’re Not Human Tonight” é a expressão do presente que nos é imposta, uma expressão de afirmação da banda de César Zembla (voz, corneta de plástico e loops), Ondina Pires (voz, corneta de plástico, harmónica), António Manzarra (guitarra), Nuno Maltês (guitarra e baixo) e Sérgio Lemos (bateria e loops). Uma afirmação de gozo, também.
Isto reafirmando desde já que a liberdade criativa  dos The Great Lesbian Show se mantém mais acesa do que nunca. Correr “You’re Not Human Tonight” é entrar na corrente sanguínea esquizóide que une fortemente este quinteto. Desconcertante e desconcertado, o som dos The Great Lesbian Show vive ladeado por uma poesia tão surreal como a imagem de um ovo estrelado a passear na baixa pombalina. É esta loucura natural que faz de cada faixa do disco uma experiência diferente, única, bem humorada. Sem eira nem beira, sem género ou estilo definido, “You’re Not Human Tonight” é um vício:
- “pikachu, pokémon
- “Oh! meu Jesus querido, Oh! meu Jesus amado“.
É um vício!
Genericamente, com The Great Lesbian Show entramos no campo do vale tudo, criativamente. E vale mesmo. Importante parece ser a resposta a um desejo, à vontade de materializar o que o momento nos oferece e nos pede, ao mesmo tempo. Acima de tudo, o grupo diverte-se, na esperança que tal como eles, outros loucos vivam neste mundo com vontade de os ouvir. E vivem mesmo.
No fim, apetece dizer ‘viva o rock provocador dos The Great Lesbian Show‘, um rock apostado em ultrapassar os clichés da pop, da repetição, da mãe que não quer, da vizinha que não gosta, do pai que não deixa. Em “You’re Not Human Tonight”, os The Great Lesbian Show vivem neste e no outro mundo, neste e no outro tempo. Aqui, tudo é liberdade. Sem fronteiras. Isto é, um show lésbico de qualidade.


“You’re Not Human Tonight” – The Great Lesbian Show (Zounds, 2008)

01 a fairy’s tail
02 the tall neck of the giraffe
03 let’s merrily crush them and celebrate our victory over cheap wine, loose women and willing men
04 a safe guide to suicide
05 tokyo, copacabana
06 the man with the golden peanuts
07 o lavrador d’almas
08 pinga a pipa
09 mosquito lust
10 a fairy tale
11 mensagem de barzabu
12 fist of mao in a humbaga
13 urbagnole
14 cowmunism

tipo Alternativo
sítio www.lesboscorp.com
sítio www.zounds.pt
sítio www.myspace.com/zoundsrecords

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