Agosto, 2004

Agosto 31st, 2004 | versão papel versão papel

AUDIÇÕESBrilhante Pop 2003

São 3 discos pop, mais à esquerda, mais à direita, mais ao centro, trazem ao microfone 3 excelentes vozes femininas:

“Le Jeu” – Balla (2003/Music Mob/58)

Um disco irresistível.
Fantástica a voz sensual de Sylvie C em mais um lúcido disco de Armando Teixeira, melódico, marcado por ambientes voluptuosos, por uma pop interior, estética e poética.
Imageticamente irresistível, qual bandeira gaulesa a flutuar. Depois de um prometedor e excelente primeiro álbum, “Balla”, Armando Teixeira voltou a surpreender as massas melómanas em 2003, com um disco cheio de charme e personalidade, sustentado pelo rigor da electrónica em doses incrivelmente equilibradoras do resultado final. Intemporal.
A elegância proporcionada por este “Le Jeu” é verdadeiramente assombrosa, quer se reine por ambientes pop mais jazzy quer se rume em direcção à “chanson française”, este disco atinge o auge principalmente na voz de Sylvie C.
De uma simplicidade rumo á enormidade.

Alinhamento:01. Envoutment; 02. A Meu Favor ;03. Tocar (Evidence) ;04. Quero Ser o Teu Volkswagen; 05. Un Jeu Courtois; 06. Les Maximes de L.; 07. Love Av. Nº1; 08. Wild Life (Living a Sparkling); 09. Galaxies Erotique; 10. Melvin Surprise.

“Urbanalidades” – Les Eléphants Terribles (2003/Multidisc)

“Urbanalidades” é um disco urbano, mas não só. Varia, musical e culturalmente. É uma busca…
Não, não está relacionado apenas com a sua vertente mais pop-jazzy, “Urbanalidades” é um disco que busca referências por vários espaços, que orienta a sua música por diversos caminhos, ainda que a matriz principal se mantenha algo constante. Espaços mais pop, mais populares, influências brasileiras, europeias, enfim, do mundo. Há sempre uma vontade jazz na matriz, uma vontade de cantar em português e cantar bem, buscando profundamente as mais distintas e distantes influências culturais. Nota-se uma preocupação relacional face às raízes musicais que orientam o grupo, entendam-se tradicionais.
Les Elephants Terribles, para além da extraordinária capacidade musical que possuem, pecam apenas por alguma excessiva colagem às influências que naturalmente possuem, inclusive na vocalização.

Alinhamento: 01. In Medias Res; 02. Ser Ou Parecer; 03. Quotidianos; 04. Agora os Dias São Inteiros; 05. Que Fique Bem Claro; 06. Os Urbanos; 07. As Manhãs; 08. Fôlego; 09. A Tua Voz; 10. Nem Marginal; 11. Beijos Suburbanos; 12. In Media Res (Reprise); 13. Toda a Vera Cruz; 14. Uma Canção Alegre.

“Winter Days” – Spelling Nadja (2003/Sony/Som Livre).

Os Spelling Nadja são seis. O álbum “Winter Days”, lançado em Abril de 2003, é apenas o seu primeiro registo de longa duração. Forte.
Criadores de um rock alternativo assente num extraordinário bom gosto, deixaram-nos expectantes face às possibilidades de um futuro que se quer reluzente. A originalidade não é grande, mas o leque proposto pela excelente e versátil voz de Nádia e pela componente musical do grupo transforma o som dos Spelling Nadja (a rasgar uma certa pop mais alternativa, meio trip-hop sobre uma tela de jazz), numa experiência impossível de ignorar, de sentir.
“Winter days” é um disco embalador, apaixonado, criador de ambientes reais, irreais e surreais, criador de ambientes multidimensionais tal as flashadas sonoras sobre nós infligidas.
Registe-se ainda a participação do Maestro António Vitorino de Almeida nos arranjos de “Given Like a Bless” e “I Feel Strange Tonight”.
Um disco bonito, feito de sentimento.

Alinhamento: 01. Eilline; 02. Grown child’s wish; 03. An explanation (for i love you); 04. Tema sem titulo; 05. Secret nights; 06. Given like a bless; 07. (fingir) dias passados; 08. Dreams shining through; 09. Interruptions of life; 10. Show me dreams; 11. I feel strange (tonight); 12. Winter days.
Sítio:spellingnadja.no.sapo.pt

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Agosto 30th, 2004 | versão papel versão papel

TROMPALISTA 2004Disco do Ano: Agosto

Coisa novas se foram ouvindo ao longo do mês de Agosto. Ao todo, são 10 as novas entradas. Especial referência para os álbuns de The Temple e Matozoo.
Assim vai a lista de 2004, ao sabor dos humores… de Agosto.

01 Wray Gunn “Eclesiastes 1.11″
02 Rodrigo Leão “Cinema”
03 Hipnótica “Reconciliation”
04 Mão Morta “Nus”
05 Dead Combo “VOL.1″
06 Quinteto Tati “Exílio”
07 Clã “Rosa Carne”
08 Bulllet “Torch songs for secret agents”
09 Bunnyranch “Trying to Lose”
10 Mécanosphère “Bailarina”
11 The Temple “Diesel Dog Sound” (N)
12 A Naifa “Canções Subterrâneas”
13 Matozoo “Funky Matarroês” (N)
14 José Mário Branco “Resistir é Vencer”
15 Sloppy Joe “Flic Flac Circus”
16 Terrakota “Húmus Sapiens”
17 Loosers ” 6 Songs E.P.” (N)
18 Dazkarieh “Dazkarieh”
19 X-Wife “Feeding the Machine”
20 Da Weasel “Re-Definições”
21 d3ö “8 Tracks on Red” (N)
22 Gomo “Best of…”
23 Mercado Negro “Mercado Negro”
24 Zorg “Failures of Nations”
25 Ghost in the Machine “#2 (Humanize)”
26 Nicorette “Eternal Premiére”
27 Plaza “Meeting Point”
28 Norton “Pictures of Our Thoughts” (N)
29 Zen “Rules, Jewels, Fools”
30 Flux “Roulette”
31 Lata Dog “Lead the Way”
32 Plastica “The Red Light Underground”
33 Yellow W Van “Ninguém Faz Filmes de Olhos Abertos” (N)
34 Xutos & Pontapés “O Mundo ao Contrário”
35 The Great Lesbian Show “Psykitsch Kaleidoscope” (N)
36 Mofo “The Atari Punks on Dope”
37 Easyway “Forever in a Day” (N)
38 Fonzie “Wake up Call”
39 Loto “The Club”
40 Tendrills “Gray Area Zone”
41 Peste & Sida “Tóxico” (N)
42 Jim Dungo “Almoçamos à Maia-Noite” (N)
43 Repórter Estrábico “Eurovisão”
44 Ala dos Namorados “Ao Vivo no S.Luiz”
45 Ena Pá 2000 “A Luta Continua”

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Agosto 30th, 2004 | versão papel versão papel

DESTAQUE“Aqui há Baile” em Nisa

“Aqui Há Baile” na Amieira do Tejo (Nisa) de 3 a 5 Setembro.
Com organização da Associação PédeXumbo e da Câmara Municipal de Nisa, a festa da música, da dança e da cultura tradicional anda pelo Alentejo.

6ª feira, dia 3 de Setembro
15h00 – Oficina de Danças Tradicionais Portuguesas para Crianças
22h00 – Baile com “Toques do Caramulo “

Sábado, dia 4 de Setembro
10h00 – Oficina de Danças Tradicionais do Algarve
10h00 – Oficina de Danças Tradicionais do Alentejo
10h57 – Música sobre Carris (animação musical no percurso de comboio Entroncamento – Barca da Amieira. Partida no Entroncamento às 10h57m)
12h05 – Danças de Apeadeiro (baile no apeadeiro de Barca de Amieira)
16h00 – Oficina de Danças Tradicionais do Trás-os-Montes
16h00 – Oficina de Danças Tradicionais do Beiras
18h00 – Actuação do “Grupo das Pedrinhas de Arronches”
22h00 – Baile com “Galandum Galandaina”

Domingo, dia 5 de Setembro
10h00 – Oficina de Danças Tradicionais de Nisa

PROGRAMA COMPLETO

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Agosto 29th, 2004 | versão papel versão papel

AVISO À NAVEGAÇÃODesafinações na orquestra

Aqui o maestro sabe que este blog nem sempre é bem visualizado por alguns dos seus frequentadores. Seja porque as letras são demasiado pequenas, seja porque o bloco de texto é sobreposto pela barra de links, seja por outra razão qualquer que dificulte ou impossibilite mesmo a leitura da Trompa, informe-nos s.f.f.

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Agosto 29th, 2004 | versão papel versão papel

BREVESMesa – 3ª edição

Dia 13 de Setembro é a data marcada para a continuação da exploração do filão “Mesa”.
Agora com os Mesa na EMI Music, está arranjado o pretexto para a 3ªedição do álbum de estreia do grupo. A novidade da edição prende-se com a regravação do tema “Luz Vaga” num duo de Mónica Ferraz com Rui Reininho. Esta versão virá incluída num cd extra que contém igualmente a actuação dos Mesa no programa “3 Pistas” de Henrique Amaro, na Antena 3.
E dura, dura, dura…vamos ver se não cansa!

Rui Reininho

Sítio: www.mesa.pt

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Agosto 28th, 2004 | versão papel versão papel

AUDIÇÕES MP3pop pop rock rock, às vezes alternativo

1. Wefloat “Dream a memory”
Pop rock amigável mas sem criar (ainda) grandes momentos de êxtase. Aproveita bem o jogo de vozes entre Joana Barros e uma segunda voz.Ouvir

2. zebu3pide “Sapato a pekim”
“Linha Musical Alternativa, superPoP-Limão” – tema de arranjo original, até confuso; de uma musicalidade estranha, os zubu3pide andam por aí a experimentar em grande ritmo. Interessante.Ouvir

3. The Swan Songs “Screamer”
Rock alternativo a marcar um ambiente escuro assente numa batida forte e constante. Proposta interessante em busca de consistência. A acompanhar.Ouvir

zebu3pide

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CRÍTICA|VOL.1″ – Dead Combo

Agosto 27th, 2004 | versão papel versão papel

Excelente.
De guitarra e contrabaixo em punho, Tó Trips e Pedro Gonçalves oferecem-nos uma maravilha sonora feita de um sentimento vadio manchado por um suor made in lisbon, manchado por uma sonoridade que insiste em vaguear por aí. Por essa vida…
Não é um disco fácil mas é um disco cheio de alma, de verdade, de vontade, longe de outras tentações, é um disco instrumentalmente fascinante de tão estranho que soa, de sensações tão díspares que provoca. De produção ultra-imagética, “VOL.1″ marca-nos com a sua negritude, com a imagem sonora e sombria de ruas e vielas facilmente flashadas de uma Lisboa invernosa, antiga, crua.
A aventura sonora de Dead Combo leva-nos ousadamente por florestas por desbravar, por estranhos ambientes de tão belos que são. O som de Dead Combo, embalado pela estranha relação de uma guitarra e um contrabaixo (às vezes com bateria, saxofone ou trompete a acompanhar) leva-nos definitivamente para lá; para lá da fronteira do natural, do básico…rumo a um ambiente ficcional.
Projecto de imagem cuidada, disco com um excelente artwork.
Grande.

“Vol.1″ – Dead Combo (2004/Transformadores)

01 Janela (mediterrânica)
02 Mujitos Summer
03 Pacheco
04 Eléctrica Cadente
05 Polaroid Omelete e os Três Miseráveis Saxes Barítonos
06 Ribot
07 Rumbero
08 Rua Das Chagas
09 Tejo Walking
10 Um Homem Atravessa Lisboa Na Sua Querida Bicicleta
11 Me And My Friend Moonquake
12 Viúva Negra #1
13 Radiot
14 Aos Zig’s Zag’s
15 Fiji Dream
16 Cacto
17 Eléctrica Cadente (Versão Orquestra)

Sítio: deadcombo.planetaclix.pt

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Agosto 27th, 2004 | versão papel versão papel

ENCONTROSA voz dos poetas: António Gedeão

—-> António Gedeão diz:

-Calçada de Carriche-

Luísa sobe,
sobe a calçada,
sobe e não pode
que vai cansada.
Sobe, Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas,
não dá por nada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu da sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho
a cada passada,
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga;
toca a sineta
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga.
Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
Anda Luísa,
Luísa sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.

—-> Carlos Mendes em 1972 cantou:

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Agosto 26th, 2004 | versão papel versão papel

LUSO…BLITZJorge Palma é notícia

Notícia que é notícia é a gravação do novo álbum de originais de Jorge Palma. Deverá chamar-se “Norte” e tem produção de Mário Barreiros.
Saliente-se ainda as excelentes críticas ao catálogo da Raging Planet (The Temple, More Than a Thousand, Easyway, TwentyInchBurial, D’Evil Leech Project e For the Glory) e o grande destaque dado ao Festival Paredes de Coura (segunda semana na capa, esta, com os Da Weasel).

Sítio: www.blitz.pt

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Agosto 26th, 2004 | versão papel versão papel

BREVESRocksound #20

A Rocksound de Setembro está na rua.
Menos páginas, mais barata (2,70€ – já estava no mês passado) e o sampler que é bom já era! nem tudo pode correr bem.
De resto saliente-se as páginas inteiras dedicadas a Easyway, Zen, Mofo, Rodrigo Leão, Sloppy Joe e Acromaníacos e as meias páginas dedicadas a Zorg, Pointing Finger e Faithful.

Sítio: www.rocksound.pt

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Agosto 25th, 2004 | versão papel versão papel

NOVIDADES“Natty Kongo” – Prince Wadada

Há novidades na Loop.
Data certa não há, mas o disco de Prince Wadada está aí a estoirar. O primeiro single retirado do álbum, “Taxi para Luanda”, já roda por aí.
A coisa promete, o afro-reggae está de volta.

“Natty Kongo” – Prince Wadada (2004/Loop:Recordings)

Sítio: www.looprecordings.com

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Agosto 23rd, 2004 | versão papel versão papel

100 PALAVRAS & MAIS ALGUMASO Ruído da Rádio

Miserável. Tristonha e enfadonha. Olha a rádio nacional!
Triste sina a da rádio lusa, veículo caquético de transmissão de arte zombie. Uma coisa, imóvel, inacreditável. Estarei a ser duro?
Calhau. Idiotas como tal é como se podem apelidar a maioria das que passam os seus dias a colorir o FM, de branco e negro. Tristes rádios nacionais que se afundam na sua própria incompetência, na sua própria incapacidade de estimular, de mexer com os sentidos e se repetem. Se repetem. Estáticas, vergadas ao peso sombrio do vil metal. Que triste este panorama.
Sobram poucas no radar, não chegarão a 3, e depois, sempre temos algumas regionais para nos animar.
Como disse Rodrigo Albergaria na última Luso Beat “a rádio é comunicar, rádio não é vender! rádio é explicar, rádio não é passar música! rádio é apontar pistas, rádio não é manipular mercados! rádio é interagir, rádio não é propagandear!” (p.12).
Estarei a ser duro?

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Agosto 23rd, 2004 | versão papel versão papel

SÍTIO DA QUINZENAFórum Sons

Não é novidade, mas o Fórum Sons é há muito local de encontro de melómanos lusos. É um fórum como qualquer outro, tem é a vantagem de ser frequentado por muita e boa gente.
Grande fórum!

Sítio: www.forumsons.com

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Agosto 22nd, 2004 | versão papel versão papel

EXISTÊNCIAMoonspell em 12 actos

I As origens dos Moonspell remontam a 1989, quando Fernando Ribeiro e Ares formam os Morbid God.

II No Outono de 1992, a base dos futuros Moonspell estava criada.

III Já como Moonspell, a banda lança em Janeiro de 1993 “Anno Satanae”, primeira demo da banda composta por 3 temas.

IV Em Janeiro de 1994 é editado o mini-CD “Under the Moonspell” pela editora francesa Adipocere Records.

V Ainda em 1994, a reacção positiva a este trabalho desperta a atenção da Century Media que assina contrato com os Moonspell.

VI Já contratados pela Century Media, em 1995, os Moonspell lançam o seu primeiro CD longa-duração, “Wolfheart”.

VII Em 1996 surge um novo álbum, “Irreligious”. O videoclip de “Opium”, primeiro single, causa alguma controvérsia em várias televisões internacionais. O canal VIVA nomeia os Moonspell como banda revelação. Sucesso de vendas na Áustria, Itália e Alemanha.

VIII Em 1997, dá-se a participação no palco principal do Dynamo Open Air, fazendo dos Moonspell a primeira banda portuguesa a tocar no conhecido festival de Eindhoven, na Holanda.

IX “Sin/Pecado” é o quarto álbum dos Moonspell e foi editado em 1998.

X O novo álbum “The Butterfly Effect” é editado em 1999. Com uma exposição internacional cada vez maior, os Moonspell fazem a sua primeira tour nos EUA.

XI Só em 2001 é editado novo álbum dos Moonspell. “Darkness and Hope” de seu nome, volta a confirmar o peso internacional da banda.

XII Em 2003, numa iniciativa conjunta, são lançados “Antidote”, ultimo álbum dos Moonspell e o livro “Antídoto” de José Luis Peixoto, objectos artísticos que se pretendem complementares.

Sítio:www.moonspell.com/

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Agosto 22nd, 2004 | versão papel versão papel

FIGURASColdfinger

Margarida Pinto e Miguel Cardona dão corpo a um dos projectos mais competentes da nova música nacional.
Com um novo CD na rua, em formato Deluxe Box Set, uma caixa com o último disco de originais “Sweet Moods & Interludes” e o novo “Live Coda”, disco ao vivo com alguns dos temas que tocaram no auditório da RDP, os Coldfinger voltam estar na berlinda, e bem.
Imagem de alguma excelência e bom gosto, os Coldfinger em pouco mais de 5 anos, conseguiram impor-se como uma das bandas mais interessantes e dinâmicas da lusofonia. Com uma arte assente na centralidade da melodia, cruzam numa fusão inteligente, as influências do jazz, do hip hop, do R&B, etc. A forma elegante como a electrónica suporta todas estas influências e a competência como são transmitidas pelo duo, faz do trabalho dos Coldfinger, em geral (e este tem sofrido evoluções), um dos trabalhos mais estimulantes da actualidade. E porque é um trabalho actual, marcado por um certo requinte, marcado pelo brilho de todo o arranjo instrumental, as canções dos Coldfinger têm surgido cada vez menos herméticas, mais simples, mais belas.
E depois há a voz de Margarida Pinto. Aquela voz. Magnífica.

::Discografia:
- EP 01 (1999/NorteSul/EMI)
- Lefthand (2000/NorteSul/EMI)
- Return to Lefthand (2001/NorteSul/EMI)
- Sweet Moods and Interludes (2002/Lisbon City Records/ZonaMúsica)
- Deluxe Boxset Ltd – 2 CD – Sweet Moods and Interludes + Live Coda (2004/Lisbon City Records/ZonaMúsica)

Sítio:coldfinger.no.sapo.pt

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Agosto 22nd, 2004 | versão papel versão papel

BREVESAssociação Thisco

“A partir do mês de Agosto a Thisco torna-se em associação cultural sem fins lucrativos.
Deste modo qualquer um poderá de forma mais directa e participativa promover a electrónica alternativa nacional.
O que propomos a quem se fideliza à associação é mediante o pagamento de uma quota anual de 30,00€, ter direito a todas as edições desse mesmo período (nunca inferior a seis CDs), bem como a T´shirt e pin exclusivos, 50% de desconto no ingresso em eventos organizados ou promovidos pela Thisco e 20% de desconto em edições importadas, livros, revistas e outro material disponível no site.
Pensamos que se trata da mais uma forma subversíva de combater o mercado comercial e valorizar os nossos esforços, de uma forma descomprometida e monetáriamente acessível!”
(in Thisco News 7/2004)

Cada um luta como pode!

Sítio: www.thisco.net

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Agosto 21st, 2004 | versão papel versão papel

SECÇÃO MP3/WAVHornet

Rockers, experimentalistas, enfim, músicos.
Na estrada como Hornet desde 1997, este quarteto coimbrão (Ricardo Barbosa – Voz, Victor Bernardo – Guitarra, Telmo Florêncio – Bateria e Pedro Carreira – Baixo) tem uma especial aptidão para cruzar influências e experiências de uma forma bem sucedida. Do “rock ao metal, do jazz à rumba” tudo vale. Mais um projecto de Coimbra a acompanhar.
Na rede, retirados do registo de 2004 “From Scratch”, podem ouvir-se os temas “Mad Rumba”, “Outsider”, “Golden Years” e “Raise”; basta clicar AQUI.

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Agosto 21st, 2004 | versão papel versão papel

DESTAQUELusofonia na Ilha do Ermal

A Câmara Municipal de Vieira do Minho e a Música no Coração apresentam o Festival Ilha do Ermal.
O regresso está marcado para 25, 26 e 27 de Agosto e a armada lusa é forte.

::25 de Agosto::
- Moonspell
- Primitive Reason
- Anger
- Easyway

::26 de Agosto::
- Xutos e Pontapés
- Bizarra Locomotiva
- More Than a Thousand
- The Temple

::27 de Agosto::
- Re:aktor
- Line out
- Spank The Monkey

Sítio: www.musicanocoracao.pt/ermal.html

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Agosto 19th, 2004 | versão papel versão papel

BREVESFonzie on Tour

Fonzie em grande, vão andar pela Europa e América do Sul sempre a bombar!
O punk-rock continua a dar cartas…no exterior.

Sítio: www.fonzietime.com

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Agosto 18th, 2004 | versão papel versão papel

LUSO…BLITZPrata da Casa ao Centro

Nada se passa. Quase nada.
O Blitz desta semana vale essencialmente pelo grande (mesmo grande) destaque dado ao Festival Paredes de Coura, de onde ressalta o espaço das páginas centrais dedicado à participação portuguesa no evento. Com um grafismo interessante, fazem-se duas a três questões a Pacman (Da Weasel), Adolfo Luxúria Canibal (Mão Morta), Paulo Furtado (Wray Gunn), Fuse (Dealema), Francisco Silva (Old Jarusalem) e Jorge Coelho (Tenaz).
Fora isto, só mesmo a entrevista a Rui Miguel Abreu, fundador da Loop Recordings.

Sítio: www.blitz.pt

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