Julho, 2009

SHOTS|”A Mãe” – Rodrigo Leão & Cinema Ensemble

Julho 31st, 2009 | versão papel versão papel

É um pouco como aqueles jogadores dos milhões; aqueles jogadores da bola que nunca jogam mal, aliás, que não sabem jogar mal. Se fosse craque da bola e dominasse o esférico como domina a arte da composição, valeria certamente muitos milhões. Não sendo, vai-se limitando a oferecer-nos discos que são uma pequena riqueza; discos de um enorme bom gosto. “A Mãe” é um disco muito na linha de “Cinema” (Sony Music, 2004), não fosse o artista acompanhado pelo Cinema Ensemble. “A Mãe” é uma bonita homenagem, não só à sua mãe, como a toda a música portuguesa. Uma música portuguesa com carácter.
A “Mãe” é como é; um disco de milhões.

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capa de A Mãe
“A Mãe” – Rodrigo Leão & Cinema Ensemble (SonyBMG, 2009)

género: alternativo
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Mendes

Julho 31st, 2009 | versão papel versão papel
Dois braços e um pé a marcar o compasso” (1).
É assim que Miguel AJ, Mendes de nome artístico, se apresenta a solo, também guitarrista e vocalista de algumas músicas de uma “banda de pop rock praticamente famosa“: Os Azeitonas. Aqui, são dois braços, uma guitarra e um pé a marcar o tal compasso. Depois, há ainda uma voz que canta as letras que o próprio escreve e envia por e-mail a si mesmo – o autor refere que algumas delas acabam mesmo na reciclagem do computador. Com simplicidade.
Depois de ter estado ontem no Breyner 85, anda hoje por aqui.

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foto de Mendes
género: pop
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NETLABELS|”Washed in Blood” – Aktivehate

Julho 31st, 2009 | versão papel versão papel

Mais Aktivehate…
Depois de “Corrosive Intent”, editado já este ano pela mesma Enough Records, chega-nos agora “Washed in Blood”, um novo EP do projecto portuense Aktivehate (a.k.a. ISK). São mais seis faixas de um vigoroso electro-industrial.
Tudo livre, pois claro!

grátis

capa de Washed in Blood
“Washed in Blood” – Aktivehate (Enough Records, 2009)

género: electrónica
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VIDEOCLIP|”Plágio de mim” – Luiz e a Lata com Raquel Tavares

Julho 31st, 2009 | versão papel versão papel

É o videoclip para “Plágio de mim”, tema de “9″ (HM Música, 2008), álbum de 2008 dos Luiz e a Lata já este ano reeditado – com a participação especial da fadista Raquel Tavares.

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género: pop
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“Bluezebu” – Born a Lion

Julho 30th, 2009 | versão papel versão papel

Pelo menos uma coisa é certa: o rock’n'roll continua a ferver nas veias de Born a Lion. E célere.
Se “John Captain” (Rastilho Records) serviu de aperitivo, em 2006, construído em volta de uma sonoridade muito blues, “Bluezebu” é já um distinto prato principal; mais completo; mais saboroso ainda. Mais ou menos blues, mas sempre rock, o novo álbum dos marinhenses Born a Lion é servido com energia e grande feeling, fruto de um visível amadurecimento face ao esteticamente idealizado. Se os blues continuam como parte da matriz principal, é o rock’n'roll, numa visão global, que assume agora uma maior preponderância. Menos fechado, permite à banda crescer por dentro, mostrando por fora uma conjunto de temas mais homogéneos, figuras de uma imagem de todo  bastante coerente. Se estranharam o baladeiro single de estreia, “Rock’n’Roll Tone” – com participações especiais de Sean Riley (guitarra acústica), Filipe Costa (teclado) e Ramon (guitarra), não se desiludam e deixem-se absorver pela natureza sincera com que o trio composto por Rodriguez (voz, bateria e harmónica), Melquiadez (guitarras) e Nuñez (baixo e teclados), construiu o resto do álbum. Como faz sentido.
Com alma e iguais a si próprios, “Bluezebu” é um disco para sentir; do princípio ao fim.

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capa de Bluezebu
“Bluezebu” – Born a Lion (Lux Records, 2009)

01 Call me wild
02 Soldier blues
03 Rock n´ roll tone
04 Chemical lies
05 Babylon
06 Daisies and diamonds
07 Kings of the badlands
08 Space travelling
09 Warlords
10 Holy trap (Bonus track)
11 Rusted man in jail (Bonus track)

género: blues-rock
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CUSTO ZERO|”Lost Tape vol.1″ – Vários Artistas

Julho 30th, 2009 | versão papel versão papel
A Covil Produções acaba de lançar “Lost Tape vol.1″!
Com esta, “as raposas revelam a banda sonora de muitos rituais nocturnos celebrados no Covil entre 2005 e 2009. Lost Tape Vol. 1 é o primeiro de muitos volumes que irá ser lançado num formato mixtape, até ao final deste ano. Todos os meses poderão contar com um novo volume de cinco faixas, quem faz as hostes é Dj Parasita, com produção de Suarez, JV e MCM.” (1).
Para este primeiro volume de quase 20 minutos, a raposada é composta por Suarez, Zikler, Sacana, Asma, JV, KFR, Plumbico e Bastos.
Tudo livre!

grátis

capa de Lisbon Calling EP
“Lost Tape vol.1″ – Vários Artistas (Covil Produções, 2009)

tipo hip-hop
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VIDEOCLIP|”Em Contramão” – Adriana

Julho 30th, 2009 | versão papel versão papel

É o videoclip para “Em Contramão”, tema do homónimo álbum de estreia de 2009 de Adriana (Universal).

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género: pop
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CURTAS|Charles Sangnoir

Julho 29th, 2009 | versão papel versão papel
Músico, pintor e cartomante, é fundador da Necrosymphonic Entertainment e da Esotera, uma associação voltada para o estudo das artes místicas.

Charles Sangnoir | 29 anos | Seixal
Música: La Chanson Noire; The Dead Poets (extintos); Ketamine; Vampyro (projecto de avant garde black metal editado já em 8 paises);
Edição: Fundador da netlabel Necrosymphonic Entertainment.

01. Um músico de referência:
Rui Júnior, fundador do Ó que som tem e da Orquestra de Percussão Tocá Rufar. O homem que devolveu a vida ao folclore português.

02. Um grupo ou projecto de eleição:
Mão Morta. Palavras para quê. O génio daquela gente não tem fim.

03. Um disco fundamental:
Dois, em extremos opostos: “Algarismos” do Carlos Paião – porquê? um manual sobre música pop; e “Vaginator” dos Namek – porquê? um manual sobre caos, ruína e cojones do tamanho de melancias.

04. Uma canção ou tema inesquecível:
“Bairro do Amor” do Palma. Simplesmente subtil.

05. O disco que ultimamente mais o surpreendeu:
“Apocalipse Cancelled” de Euthymia/Langsuyar. Verdadeiramente intenso. Uma pérola da música feita em Portugal nos últimos anos.

06. O último disco que comprou: Quando?
Hm…Comprei três na mesma altura, há um ou dois meses atrás. ‘Guerrilheiro’ de Kussondulola, ‘Um Zero Amarelo’ pela banda com o mesmo nome, e ‘Sede’ do Jorge Cruz.

07. O disco de 2009 que mais gostou:
Bom, ainda vamos a meio, mas talvez o “Amália Hoje”.

08 O disco que mais o desiludiu:
‘MMI’ dos Pontos Negros. Esperava uma coisa mais crua, mais forte. Mas há coisas assim. Já ao vivo, a coisa muda de figura.

09. A última boa descoberta:
“Vinho dos Amantes” do Janita Salomé. De repente aparecem álbuns assim: intensos, originais. Coisas que te fazem acreditar na música.

10. O último concerto que assistiu ao vivo? Quando?
Vi uns quantos no mesmo fim de semana, aqui há 15 dias. Um showcase de Donna Maria na fnac do Algarve, e Mú, Amar Guitarra e Sam Alone no festival Med. Todos óptimos espectáculos!

11. O artista ou banda mais importante para a história da música moderna em Portugal?
Tricky question. Para mal dos meus pecados, provavelmente a Amália. Embora a segunda metade da sua carreira tenha sido algo de deitar aos cães, ela estabeleceu todos os precedentes necessários para que um músico em Portugal consiga ambicionar viver da musica, seja aqui seja lá fora.

12. Um disco que se aconselha; livre e gratuito:
“Palavras mal ditas” do Aires Ferreira. É um spoken word bem pesado e intenso que vale decididamente a pena escutar.
E é gratuito: basta ir a www.necrosymphonic.com e sacar.

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foto de Charles Sangnoir

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CUSTO ZERO|”Killing Trends – The Early Years” – Decreto 77

Julho 29th, 2009 | versão papel versão papel
Enquanto se preparam para concluir as gravações do álbum de estreia, os Decreto 77 prepararam-nos uma pequena surpresa. Chama-se “Killing Trends – The Early Years” e é um registo composto por 13 temas mais antigos da banda almadense, colheita gravada entre 2004 e 2006. Às canções da primeira maqueta e de dois split-CD, a banda juntou ainda um tema nunca editado – “You’re Thrash”.
Agora a melhor parte: É tudo oferecido!

grátis

capa de Lisbon Calling EP
“”Killing Trends – The Early Years” – Decreto 77 (Infected Records, 2009)

tipo punk-rock
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NETLABELS|”Taranto House” – Xarhope, Skywalker, Miss Raca & Miss Tara

Julho 29th, 2009 | versão papel versão papel

Mais música livre via Editora do Porto…
Directamente de East London, abram espaço ao experimentalismo desbundante de Xarhope, Skywalker, Miss Raca & Miss Tara.
Chama-se “Taranto House” e está pronto a sacar!

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capa de Taranto House
“Taranto House” – Xarhope, Skywalker, Miss Raca & Miss Tara (Editora do Porto, 2009)

género: experimental
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VIDEOCLIP|”A Minha Grande Culpa” – oLUDO

Julho 29th, 2009 | versão papel versão papel

É o segundo videoclip para “Nascituro” (Edição de Autor, 2009), EP de estreia dos algarvios oLUDO. O tema escolhido foi “A Minha Grande Culpa”.

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género: rock
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SHOTS|”É Isso Aí” – Aquaparque

Julho 28th, 2009 | versão papel versão papel

Viva a subversão. É isso aí. Viva à capacidade de nos ultrapassarmos e de fazer vingar um presente demasiado lento; demasiado triste e conservador. O que Pedro Magina e André Abel fazem, é subverter formas estabelecidas. É dar um passo largo e firme, um passo em frente no que à musica moderna portuguesa diz respeito. Apetece perguntar: Para onde vais tu canção? Desconstrução de si mesma, as palavras dizem-se em português; diferentes; absorventes; imaginativas. Não há como evitá-lo, “É Isso Aí” é uma marca de modernidade dentro do actual panorama musical luso. Viva e viva; “Bem Bom” e as outras.
Um dia a pop nacional ainda vai ser assim.

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capa de É Isso Aí
“É Isso Aí” – Aquaparque (Aquaboogie, Flur, 2009)

género: alternativo
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NOVIDADES|”Finjo a fazer de conta feito peixe : avião” – peixe : avião

Julho 28th, 2009 | versão papel versão papel

Tudo começou com o EP “Finjo a fazer de conta feito peixe : avião”, duplicado apenas 250 vezes, num trabalho composto, gravado e materializado pela própria banda. Estávamos em 2007. Dois anos passados, e os peixe : avião prepararam-nos uma nova surpresa, desta vez com o selo da Rastilho Records. Pois bem, foi lançada ontem a reedição de “Finjo a fazer de conta feito peixe : avião”, edição limitada a 500 unidades em formato dual disc (vinil de 12” + cd). No lado B do disco em vinil, estão 20 minutos de improvisação gravados na aldeia de Castro Laboreiro, numa abordagem mais livre e exploratória dos temas da banda. Para quem não sabe ou não se recorda, o EP “Finjo a fazer de conta feito peixe : avião” é composto pelos temas, “Atiro ao Alvo”, “Pontas Soltas”, “Tirar e Voltar a dar”, “Mar Capelo” e “Sabujo”.

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capa de Finjo a fazer de conta feito peixe : avião
“Finjo a fazer de conta feito peixe : avião” – peixe : avião (Reed. Rastilho Records, 2009)

género: alternativo
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AVISOS À NAVEGAÇÃO|Procura-se; Compra-se

Julho 28th, 2009 | versão papel versão papel
Novos ou usados, a trompa procura-os quase desesperadamente. Quase. São apenas dois e o maestro desta charanga está disposto a pagar por eles – um bom preço; um preço justo:
// Enciclopédia da música ligeira portuguesa
ALMEIDA, Luís Pinheiro de e ALMEIDA, João Pinheiro de
Edição Círculo de Leitores, Lisboa, 1998
// Os melhores álbuns da música popular portuguesa: 1960-1997
Coord. Jorge Dias e Luís Maio, trad. Mariana Ruth Matos, Guilherme de Oliveira.
Ed. Público, Lisboa, 1998

Contactar através do e-mail blogatrompa[at]gmail[dot]com.

capa de Enciclopédia da música ligeira portuguesa

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LIVE|Nicotine’s Orchestra Fórum Cultural Moita

Julho 28th, 2009 | versão papel versão papel

Que prenda. São quase 30 minutos de Nick Nicotine e a sua orquestra no Fórum Cultural Moita.

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género: blues-rock
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PRAZER DIÁRIO|”Airport Tunnel” – OliveTreeDANCE

Julho 28th, 2009 | versão papel versão papel
Sempre estimulantes; são os OliveTreeDANCE. O didgeridoo está no centro do palco.

foto de OlivetreeDANCE

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género: étnica
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OLHARES|”Metaphortime” – Thee Orakle

Julho 27th, 2009 | versão papel versão papel

Há discos em que o peso da produção se sente desde o primeiro minuto – no sentido positivo. Não é sempre, nem é obrigatório, mas há géneros onde tal se pode tornar mais palpável que noutros. Pois bem, “Metaphortime” é um desses discos  e impõe-se desde logo pelo trabalho de produção desenvolvido por Daniel Cardoso – o que também não é propriamente uma surpresa. Dito isto, e se o EP “Secret” (Edição de Autor, 2007) já tinha sido uma agradável surpresa, “Metaphortime” é o culminar de um processo de amadurecimento de cinco anos. Só assim a produção conseguiria chegar onde chegou. Grande disco.
O resto é história, com uma secção rítmica competente, uma guitarra dominadora e um jogo de vozes do tipo “a bela e o monstro“, com Pedro Silva a impor uma equilibrada guturalidade bem refreada pela limpidez vocal de Micaela Cardoso; a espaços, bem controlados, os teclados de Luís Teixeira conferem alguma da tez progressiva de “Metaphortime”. Sem pontos fracos, é enorme a consistência sentida ao longo do disco, mesmo quando o grupo transmontano experimenta o bouzouki de Yossi Sa’Aron (Orphaned Land) em “Alchemy Awake”, ou o violino de Hugo Santos e a flauta transversal de Tatiana Campos em “Feeling Superior Knowlegde”. Pedro Mendes (guitarra) e Daniel Cardoso (voz), em “White Linen”, são os restantes músicos convidados de “Metaphortime”. É uma ideia bem pensada, quer nos arranjos, estruturados ao milímetro, quer nas letras, sobre a vida e a morte; sobre o amor e o ódio;  sobre a luz e a escuridão. Uma ideia feita de melodia e negritude, num death-metal a rasgar com competência caminhos doom e góticos.
Sem ser particularmente original, “Metaphortime” é um disco de superior qualidade; um dos melhores do metal nacional de 2009.

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capa de Rituais Transfigurados
”Metaphortime” – Thee Orakle (Recital Records, 2009)

01 Knowing Anguish
02 All Way Down
03 Ghost Memories
04 The Great Masterpiece
05 Quimera Metamorphosis
06 Never-Ending Dilemma
07 White Linen
08 Alchemy Awake
09 Unexpectable Conformity
10 Feeling Superior Knowlegde

género: metal
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CURTAS|Luís Antero

Julho 27th, 2009 | versão papel versão papel
Acabado de editar o seu último trabalho com gravações de campo, “Watermill EP“, Luís Antero é o convidado de hoje das ‘curtas’:

Luís Antero | 35 anos | Oliveira do Hospital
Música: Out Level (desde 2006) – assente numa prespectiva exploratória; Luís Antero (desde 2008) – assente em gravações de campo e recolhas fonográficas das zonas da Beira Serra e Serra da Estrela.

01. Um músico de referência:
Zeca Afonso (músico pioneiro, original, voz revolucionária, o + importante da sua geração…).

02. Um grupo ou projecto de eleição:
Mão Morta (desde sempre uma das minhas bandas de eleição).

03. Um disco fundamental:
“Free-Terminator ou Falcão Solitário Sem Ser Distorção” – Santa Maria, Gasolina Em Teu Ventre (música futurista-cientifica-beatnik-dada no Portugal de 1989).

04. Uma canção ou tema inesquecível:
“Com Um Brilhozinho Nos Olhos” – Sérgio Godinho (a excelência musical e lírica do camaleão SG).

05. O disco que ultimamente mais o surpreendeu:
“Lusitânia Playboys” – Dead Combo (o disco da dupla portuguesa onde as coordenadas estéticas e geográficas mais sobressaem, mas sempre português…).

06. O último disco que comprou: Quando?
“Lusitânia Playboys” – Dead Combo (por causa do DVD e porque queria que eles o assinassem, o que consegui…).

07. O disco de 2009 que mais gostou:
(o ano ainda ao acabou, mas…) “Guitarra 66″ – Tó Trips (novas abordagens musicais e sonoras… a mesma universalidade).

08 O disco que mais o desiludiu:
(não me lembro desse disco, embora haja alguns que só ouvi uma única vez…).

09. A última boa descoberta:
“Vi-os Desaparecer Na Noite” – Tó Trips e Tiago Gomes (esta malta é minha amiga e conseguiram aqui fazer uma boa banda sonora para a obra-prima do amigo Kerouac. A música que serve as palavras que se servem da música…).

10. O último concerto que assistiu ao vivo? Quando?
(ahahah) Dead Combo, Oliveira do Hospital, Dezembro de 2008 (os miúdos não me deixam sair muito, ahahaha).

11. O artista ou banda mais importante para a história da música moderna em Portugal?
Zeca Afonso (pelo riquíssimo legado musical que nos deixou e também pelo pioneirismo no cruzamento de linguagens estético musicais…).

12. Um disco que se aconselha; livre e gratuito:
“The Western Lands” – Tiago Sousa (parte-se do universo de William Burroughs em 7 faixas de fino recorte e encontra-se o universo Tiago Sousa…).

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foto de Luís Antero

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NOVIDADES|”Rituais Transfigurados” – Mão Morta vs Maya Deren

Julho 27th, 2009 | versão papel versão papel

Está aí um novo registo dos Mão Morta!
Com o título de “Rituais Transfigurados”, “corresponde à gravação do filme-concerto com que os Mão Morta abriram o 16.º Curtas de Vila do Conde, em 5 de Julho de 2008, apresentação única do trabalho de sonorização efectuado na sequência do convite do Festival para os Mão Morta acompanharem musicalmente uma obra cinematográfica, numa produção comissariada por Dario Oliveira, e que recaiu sobre quatro curtas-metragens da realizadora norte-americana Maya Deren, pioneira do cinema experimental” (1). A gravação, em estéreo, é de Nuno Couto.

Alinhamento:
01 Um Estudo Coreográfico Para a Câmara (música: Miguel Pedro);
02 Na Terra (música: António Rafael/letra: Adolfo Luxúria Canibal);
03 Tramas do Entardecer (música: Miguel Pedro/letra: Adolfo Luxúria Canibal);
04 Ritual no Tempo Transfigurado (música: Miguel Pedro/letra: Adolfo Luxúria Canibal).

Os Mão Morta são formados por Adolfo Luxúria Canibal (voz); Miguel Pedro (bateria e aparelhos electrónicos); António Rafael (teclados); Sapo (guitarra); Vasco Vaz (guitarra); Joana Longobardi (baixo).

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capa de Rituais Transfigurados
“Rituais Transfigurados” – Mão Morta vs Maya Deren (Cobra Discos, 2009)

género: alternativo
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VIDEOCLIP|”Triunfo” – Tekilla

Julho 27th, 2009 | versão papel versão papel

Com realização e produção de Nuno Marques (Videojunk), este é o videoclip para “Triunfo”, primeiro single do 2º álbum de Tekilla, “A Preview” (SóHipHop, 2009).

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género: rap
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