Março, 2005

Março 31st, 2005 | versão papel versão papel

NOVIDADES“Planet Earth” – RAMP

É hoje!
É hoje que os RAMP lançam “Planet Earth”, um EP recheado de algumas surpresas: para além do cover dos Duran Duran que dá nome ao EP, há também a gravação de “Anjo da Guarda”, de António Variações (inclui videoclip feito de cartoons), há igualmente o inédito “You make me” e por fim, há também dois episódios da série “Cristiano, o menino metaleiro” (inclui o link que possibilita para futuros episódios da vida do personagem on-line).
Importante no meio disto tudo é que o EP estará exclusivamente à venda nos concertos e sítio oficias da banda e editora (5 euros).

“Planet Earth” – RAMP (2005/Paranoid Records)

Metal
www.ramp.pt

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Março 31st, 2005 | versão papel versão papel

BREVESZoë em Banda Sonora

Os Zoë voltam à carga!
Juntamente com o músico Paulo Lorga, os Zoë são os responsáveis pela banda sonora do filme “Um rio…” de José Carlos de Oliveira, com estreia prevista para o mês de Setembro.
Segundo as palavras do realizador (ao JN) “A música do Paulo Lorga está mais ligada à construção dramática, enquanto a dos Zoë funciona como a imagem musical da película”.

www.zoemotion.net

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Março 31st, 2005 | versão papel versão papel

ENCONTROSA voz dos poetas: Manuel Alegre

—-> Manuel Alegre diz:

- E alegre se fez triste -

Aquela clara madrugada que
Viu lágrimas correrem no teu rosto
E alegre se fez triste como se
chovesse de repente em pleno Agosto

Ela só viu meus dedos nos teus dedos
Meu nome no teu nome e demorados
Viu nossos olhos juntos nos segredos
Que em silêncio dissemos separados

A clara madrugada em que parti
Só ela viu teu rosto olhando a estrada
Por onde o automóvel se afastava

E viu que a pátria estava toda em ti
E ouviu dizer adeus essa palavra
Que fez tão triste a clara madrugada
Que fez tão triste a clara madrugada

—-> Primeiro, Adriano Correia de Oliveira, depois, em “Lavrar em Teu Peito” (1985) Janita Salomé, cantaram:

Janita Salomé

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Março 31st, 2005 | versão papel versão papel

AGENDAInstalação Audiovisual “Redra” na ZdB

jeronimosamuel.no.sapo.pt

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Março 31st, 2005 | versão papel versão papel

RECORDAÇÕES“Her Only Nightgown” – Kafka

Feliz noite a de uma recordação assim; não tão longíqua é certo, mas feliz…muito.
Cinco, apenas cinco peças compõem esta maravilha cinzenta de apenas 20 minutos. 20 minutos repetidos, repetidos, repetidos…não é exaustão é apenas prazer.
Negra, escura como a noite mas brilhante como o sol, tal é a intensidade que irradia, tal a forma como nos envolve e absorve nos cenários sombrios que vai criando. Totalmente. Na confluência de sons britânicos mais alternativos (de outros tempos) com o risco assumido de um certo experimentalismo, os Kafka queriam-nos dizer já em 2000, porque são uma das bandas mais estimulantes do panorama musical luso. Porque são incontornáveis. Por tudo.
Tudo…
O tudo da música, do sentimento, da guitarra derretida, do ambiente criado pelo teclado, da profundidade da voz única e do dueto escondido com Lisete Santos, dos fantasmas, da noite, do lúgubre dos dias, dos sons da vida, sempre lá atrás. Dos salpicos.
Sinta-se o brilho de “Gandhi’s Dream of Chocolate” e “Mujiks: mama dome!” e…deixemo-nos ir…por aí…
“Her Only Nightgown” é desde logo um peça fundamental e representativa da nova música moderna portuguesa. Mais tarde, em 2003, “Fantôme Intro Das Waltz” tudo confirmou.
Tudo…

“Her Only Nightgown” – Kafka (2000/Ed. Autor)

01 Gandhi’s Dream of Chocolate
02 Katzgraben
03 Mujiks: mama dome!
04 Her only nightgown
05 Majgenta

Alternativa
www.kafka-musik.com

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Março 30th, 2005 | versão papel versão papel

BREVESFestival “3 Pistas”

Amanhã, da rádio para o palco!
A rubrica “Três Pistas”, dinamizada por Henrique Amaro na Antena 3, vai ocupar amanhã o palco do Fórum Lisboa, à Avenida de Roma.
No cartaz estão os Mesa, Blind Zero, Quinteto Tati, Melo D, 1 Uik Project e Dead Combo a tocar para apenas 3 microfones.
A entrada é gratuita.

Melo D

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NOVOS DESTINOSSegue-me à Capela

::Sons::Segue-me à Capela (www.seguemeacapela.com)

Tradicional

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Março 30th, 2005 | versão papel versão papel

AGENDARão Kyao Quinteto

- 02 Abril, Fórum Lisboa, Lisboa, às 22h00
- 22 Abril, Passos Manuel, Porto, às 22h00
- 23 Abril, Teatro Académico Gil Vicente, Coimbra, às 21h30

www.raokyao.com
www.uguru.net

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SINGLES&EP’S“The Poppers” – The Poppers

“Vencedores do IX Festival de Música Moderna/Corroios’2004″.
Juntos desde Maio de 2000, os The Poppers são compostos por Raí (voz), Nuno S. (baixo), Nuno Jesus (guitarras) e Pedro Candeias (bateria). Como resultado da vitória no IX Festival de Música Moderna Corroios’2004, os The Poppers viram finalmente o seu prémio ver a luz do sol. É um disco sem segredos.
Transparente como a água nos seus objectivos, sincero na sua abordagem estética, o CD-EP de estreia dos The Poppers transborda de rock’n'roll numa caminhada de braço dado com a pop mais orelhudo sem nunca…é preciso dizê-lo…exagerar, ou cair em facilitismos estritamente comerciais. Entre o eléctrico e o acústico, de influências marcadas e assumidas do pop-rock inglês, o som da banda não traz realmente nada de especialmente novo em termos genéricos, estéticos, traz antes, um som rockeiro bem conseguido, às vezes baladeiro, equilibrado, ainda que indiscutivelmente se sinta por vezes o quanto anda perdido no tempo. Até este objectivo parece assumido e claro está, atingido.
Com uma composição típica de grupo de rock’n'roll (a guitarra, o baixo e a bateria, sempre e sem forçar, no peso certo) , o CD-EP da banda lisboeta oferece-nos um som limpo, competente, sem subterfúgios, mostrando uns The Poppers exímios na arte de adocicar os temas sem nunca os tornar exageradamente doces e repetitivos, levando-os para longe do enjôo.
Em resumo: bastante musical, algo interessante mas quase naturalmente pouco original.

“The Poppers” – The Poppers (2005/J.F.Corroios/Boom Estúdio)

01 All the way
02 Lay you down
03 Hand in hand
04 Commin’ around
05 On your own

Pop-Rock
www.thepoppers.net

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Março 30th, 2005 | versão papel versão papel

DESTAQUE“Impasses, a música Portuguesa”

Conferência:
1 de Abril em Santo Tirso, apareçam!

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Março 30th, 2005 | versão papel versão papel

LUSO…BLITZOld Jerusalem

Só dá Old Jerusalem! quase só…
Com destaque de capa, Old Jerusalem e o seu novo álbum “Twice the Humbling Sun”, ocupam o principal espaço da edição de ontem do semanário Blitz. Depois…temos Kussondulola, também eles em fase de lançamento de um novo álbum:”Survivor”.
Nas curtas, destaque-se essencialmente a preparação do segundo álbum de originais dos Dead Combo, agora de forma independente, separados da editora Transformadores. Nas curtíssimas, destaque para The Legendary Tiger Man, com espectáculos em França, Galiza (TVGalícia) e Brasil.

::(alguns) ao vivo
- Moonspell (The Haunted+Cradle of Filth) // Coliseu dos Recreios (Lisboa) // 27 Março
- Termómetro Unplugged:
- Refilom+Mu+Chão Nosso // Tertúlia Castelense (Maia) // 25 Março
- Cristal+Orquestrinha do Terror+Sir Giant // Twin’s (Porto) // 26 Março
- Nova Gaia Hip-Hop Pt.2 // Hard Club (V.N.Gaia) // 26 Março

::(alguns) álbuns
- “Survivor” – Kussondulola (3/10)

www.blitz.pt

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Março 30th, 2005 | versão papel versão papel

AGENDA“Planet Earth Tour” – RAMP

Metal
www.ramp.pt

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Março 28th, 2005 | versão papel versão papel

SECÇÃO MP3/WAVThe Vicious Five

Paulo Segadães, Bruno Cardoso, Rui Mata, Edgar Leito e Joaquim Albergaria compõem os The Vicious Five, banda lisboeta formada em 2003.
Nisto, enquanto a banda prepara o seu primeiro álbum, “Damn Right it’s Misbehaving”, a proposta é ouvir algo do que ficou do EP de estreia de 2003 em edição de autor, “The Electric Chants of the Disenchanted”.
Punk com alma!

Dá para ouvir “The Electric Chants of the Disenchanted” e “Destruction is Creation”.

Rock /Post Hardcore /Punk
www.thevicious5.com/

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Março 28th, 2005 | versão papel versão papel

NOVIDADES“Angel of Ashes – A Tribute to Scott Walker” – V/A

Numa homenagem a Scott Walker, a Transformadores apresenta hoje com o Blitz (volta a sair a 5 de Abril) o álbum “Angel of Ashes – A Tribute to Scott Walker”, uma compilação de temas interpretados por artistas nacionais e internacionais. Por mais 8,90€.
“We came Through” dos Plaza é o single de apresentação e já roda por aí há algum tempo.

Nacionais no alinhamento:
>> Plaza “We came through”
>> Corsage “Rhimes of Goodbye”
>> Raindogs “No regrets”
>> Flak & Xana “Rosemary”
>> Jorge Palma “Two ragged soldiers”
>> J.P. Simões & Sérgio Costa “Rosemary”
>> BCN “Jackie”

( Os BCN são Paulo Abelho – Sétima Legião/Cindy Kat -, João Eleutério – Comboio Fantasma/Cindy Kat -, Ruben e Paulo Prazeres)

transformadores.blogspot.com

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Março 28th, 2005 | versão papel versão papel

AGENDA“Quinta dos Portugueses” em Mação

http://www.rtp.pt/wportal/antena3/

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Março 28th, 2005 | versão papel versão papel

NA TVZéthoven na RTP 1

Foi no Domingo e foi excelente!
Zéthoven é um programa musical infantil decidido a promover um primeiro contacto das crianças com o mundo da música clássica.
Gravado no Ateneu Artístico Vilafranquense em Vila Franca de Xira e com produção de Teresa Guilherme Produções, pudemos assistir a um programa demonstrativo do verdadeiro serviço público. De um lado uma plateia de 500 crianças, do outro uma orquestra sinfónica de 41 músicos, dirigida pelo Maestro Luis Cipriano, apostada em dar a conhecer o mundo da música clássica de uma forma simples, directa e divertida. Conseguiram.
Parabéns!

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Março 28th, 2005 | versão papel versão papel

DESTAQUEConcurso IberRock

Ainda faltava este, agora em Viseu.
Os apoios são de peso!

“O formulário e maqueta referidos nos números anteriores devem ser colocados em envelope fechado que deverá ser remetido para IberRock/Concursos, Multiusos de Viseu, Rua Padre Costa, 3510-063 Viseu, até ao dia 15 de Abril de 2005.”

- Normas de Participação
- Formulário

www.iberrock.com

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Março 27th, 2005 | versão papel versão papel

NOVIDADES“B.I.” – Expensive Soul

A dupla de Leça da Palmeira está de volta!
Está marcada para hoje a reedição pela EMI do álbum de estreia dos Expensive Soul, “B.I.” de seu título. O disco surgirá renovado, com um tema remisturado e com a participação de Vírgul dos Da Weasel.
Demo como MC e New Max como cantor e produtor compõem o núcleo central dos Expensive Soul, a Jaguar Band acompanha.

No sítio da banda podem ouvir-se alguns temas do álbm:“Quando dizes oh”, “Eu não sei” e “Como eu venho”.

www.expensivesoul.com

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Março 27th, 2005 | versão papel versão papel

ENCONTROSA voz dos poetas: António Aleixo

—-> António Aleixo diz:

- Embora os meus olhos sejam -

Embora os meus olhos sejam
os mais pequenos do mundo
o que importa é que eles vejam
o que os homens são no fundo

Que importa perder a vida
na luta contra a traição
se a razão mesmo vencida
não deixa de ser razão

Vós que lá do vosso império
prometeis um mundo novo
calai-vos que pode o povo
querer um mundo novo a sério

Eu não tenho vistas largas
nem grande sabedoria
mas dão-me as horas amargas
lições de filosofia

—->Francisco Fanhais cantou:

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Março 27th, 2005 | versão papel versão papel

CONCERTOSPáscoa na Malaposta

Na madrugada que tornou o seu dia mais curto, o Centro Cultural Malaposta, Olival Basto, recebeu duas das mais interessantes bandas lisboetas de cariz alternativo: Primeiro, os Sutzu, depois, para terminar a noite e iniciar o dia pascal, os New Connection. Numa casa bem composta, as bandas entregaram-se positivamente ao espectáculo:

Sutzu

(Foto: Rui Dinis)

Formados em 2003, os lisboetas Sutzu são compostos por Tânia Costa na voz, Carlos Mota na guitarra e Rodolfo Gil no sampler e programações.
Ontem, como sempre, tivemos máquinas, aquelas que criam todo o cenário dos Sutzu, há a guitarra, ontem, algumas vezes abafada pelo tal cenário e temos uma voz, alta (com o som de ontem às vezes muito alta), misteriosa, íntima, que basicamente constitui a essência da coisa; o universo Sutzu. Universo maquinal (por vezes demasiado maquinal) em contrapeso à orgânica da voz, o combústível que faz rolar a máquina, numa excelente presença em palco. Do universo feito de um rock alternativo, às ordens da poderosa electrónica, resultam canções que nos enviam para paisagens longínquas, mais ou menos por onde ocorrem os sonhos, onde se cria posteriomente um ambiente denso, escuro como o breu. Interessante. É esse o universo dos Sutzu, um cenário de tez electrónica que numa cadência robusta se deixa envolver pela voz quente, às vezes etérea de Tânia Costa. Destaque para “Lost Way” e para o avassalador “Strong”.
O som não ajudou muito, mas foi um bom concerto, de uma banda ainda à procura do seu espaço.

New Connection

(Foto: Rui Dinis)

A noite já ia longa, o relógio já havia cavalgado até às 02h00 quando o quinteto lisboeta New Connection ocupou o palco do Centro Cultural Malaposta.
Nas poses habituais bem arty de Sandra Cachaço, vocalista da banda, o concerto dos New Connection desdobrou-se inicialmente numa imaginária primeira parte onde as sonoridade mais serenas, internamente intensas, de toada bristoliana como que a invocar as primeiras influências da banda, marcaram fortemente presença. Na segunda, sempre imaginando, a banda arranca para uma fase mais violenta, exteriormente mais intensa, rumando para áreas por onde os novos temas da banda parecem agora baloiçar-se sem receio; área esta onde se vai acentuando, em contínuo, a presença intermitente de alguma electrónica. E aí, o concerto ganha força, energia, no deambular da voz, no despique das guitarras, no rufar cada vez mais veloz da bateria e no ritmo acentuado do baixo, o som dos New Connection enche definitivamente a sala.
Mas… o que se ouviu? do trip-hop ao rock mais alternativo, passando pelo pop e acabando no punk, o som dos New Connection parece cada vez mais um carrocel de emoções que nos deixa a cada música que finda ansiosos por ouvir a que se segue. Ansiedade. O que muitas vezes é uma “arma de arremesso”, o ecletismo na forma como a banda aborda os diferentes géneros musicais, traz outras vezes o espectro de alguma confusão. Ainda que parecendo hoje quase uma característica intrínseca da banda, ao mesmo tempo, esta parece estar em pleno momento de recentração estética (até por necessidade), de forma a poder focar-se 100% num objectivo (ou talvez não). Uma questão de conceito ou não-conceito (este último também ele interessante).
Mas…o que ficou? uma banda mais madura e mais consistente na forma como aborda os temas; um concerto cheio, de emoções e energias diversas, cenários diferentes e ambientes sonoros em constante mutação. Sempre em evolução.

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