Julho, 2006

BIORRITMO SONORO|"Born from Ashes" – CineMuerte

Julho 31st, 2006 | versão papel versão papel
- Físico (força, energia e resistência)
Em 2002 nascem os CineMuerte. Normalmente conotados com o rock de peso, os Cinemuerte oferecem-nos em “Born form Ashes” algo diferente – com peso mas diferente; assim como uma espécie de rock semi-pesado, extraordinariamente adocicado pela electrónica que lhe dá aquele cheiro pop inconfundível. Há vibração…

- Emocional (energia interior e peso emocional)
Dos NUA, a vocalista Sophia e o baixista João Vaz – com muita máquina à mistura. Num conjunto de canções equlibradas, “Stuck in a Moment”- single de avanço – surge efectivamente como o momento alto do disco. Pese embora a irrepreensível postura da voz de Sophia, o disco não tem emocionalmente o peso máximo; ser capaz de se ouvir, sentir e ficar…”Entre dos Tierras” dos Heroes del Silencio fica-se pela curiosidade.

- Intelectual (simbolismo e criatividade)
Após os tributos a Misfits, The Cure e Mão Morta – ainda por editar, finalmente o álbum. “Born from Ashes” é um disco rock fortemente electrónico, onde alguma da batida industrial não tem papel inocente. Para o bem ou para o mal, o dedo da produção de Armando Teixeira está bem visível – neste caso, acredito que para o bem. Não tanto pela originalidade ou pela criatividade, “Born from Ashes” vai-se impondo pelo resultado, som forte e agradável ao ouvido.

Ouvir dois sons de “Born from Ashes”.


“Born from Ashes” – CineMuerte (Raging Planet, 2006)

Rock/Electrónica
www.cinemuerte.net

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NOVIDADES|"Comunicar" – Souls of Fire

Julho 31st, 2006 | versão papel versão papel

Já anda por aí o disco de estreia dos Souls of Fire, última aposta da EMI para a área do reggae.
Banda do Porto formada por Diogo ‘giggs’ Oliveira (voz principal); Abel Moreira (Guitarra Solo); Luis Vareta (Guitarra Ritmo); Gustavo Carvalho (Teclados); Rodolfo ‘rato’ Neves (Percussão e voz); Romano Rafael (Percussão); Tiago Barroso ( Baixo); e Márcio Silva (Bateria e Voz), tem em “Comunicar” o seu álbum de estreia, um disco composto por 13 temas cantados em português e inglês.
O disco teve produção de Jim Fox e segundo os próprios, segue referências jamaicanas como Burning Spear, The Wailers ou Black Uhuru.


“Comunicar” – Souls of Fire (EMI, 2006)

Reggae
www.soulsoffire.net

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TROMPAQUIZ|#434

Julho 31st, 2006 | versão papel versão papel

Estas são apenas 12 peças de um puzzle maior que quando terminado, desvenda a capa de um disco ;qual e quem são os seus autores?


>> Resposta: Título do álbum e autores

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ÀS VOLTAS|Com "Sátiro" na algibeira…

Julho 31st, 2006 | versão papel versão papel

Finalmente…
Nesta modinha infelizmente já muito habitual do sai e não sai, confirma-se: já saiu; é o novo disco dos Gaiteiros de Lisboa, “Sátiro” – já disponível, pelo menos nas prateleiras da fnac. Nestas, é também já possível encontrar os novos discos de Luis Represas, dos debutantes Souls of Fire e o dos regressados DR Sax.
Escusado será de referir qual deles veio na algibeira, sem ouvir…

No Sonoridades encontra-se uma boa amostra de “Sátiro”.


“Sátiro” – Gaiteiros de Lisboa (Sony&BMG, 2006)

Tradicional
www.gaiteirosdelisboa.com

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BREVES|Antena 3 em podcast…

Julho 31st, 2006 | versão papel versão papel

Antena 3 em podcast…
Já é possível – finalmente – ouvir uma boa parte dos programas da Antena 3 em podcast. Da ‘Nação Hip Hop’ à ‘Mùsica Enrolada’, do Alta Tensão” à ‘Portugália’, são já umas boas dezenas de programas os disponíveis online…já agora, pena a Portugália estar com um mês de atraso…

Podcasts da Antena 3

www.rtp.pt/wportal/antena

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RECORDAÇÕES|"Porque", porque…

Julho 30th, 2006 | versão papel versão papel
Que têm em comum Sophia de Mello Breyner Andresen, a Linha Geral e Petrus Castrus (ou ainda o Padre Fanhais)? podia ser uma pergunta do TrompaQuiz, mas não é: “Porque” é a resposta.
Já por aqui passou em tempos, na secção Encontros, mas não resisto a trazê-lo de volta: o poema, agora com música. Belíssimo poema de Sophia de Mello Breyner Andresen, “Porque”, foi já musicado por vários artistas; hoje, gostaria de vos mostrar a dos Linha Geral e a dos Petrus Castrus.
Linha Geral – banda – grande – composta por Carlos Manso (voz e guitarra), Fernando Alvim (baixo), Tiago Lopes (guitarra) e Fernando Soares (bateria), lançou em 1989 pela editora Ama Romanta o seu primeiro e único álbum; um disco homónimo – e fabuloso, onde constava “Porque os Outros”.
Petrus Castrus – banda formada em 1971 pelos irmãos Pedro e José Castro (da qual faria também parte Júlio Pereira, entre outros), editam em 1973 um dos melhores álbuns da música portuguesa, “Mestre” – geralmente assim é apresentado e pessoalmente, concordo. Nele, também o poema “Porque” está musicado.
Para que o possam entoar:

“Porque”

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.

Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

No Radio.Blog da Trompa, podem espreitar “Porque” musicado pela Linha Geral e pelos Petrus Castrus.


> Sophia de Mello Breyner Andresen

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TROMPAQUIZ|#433

Julho 30th, 2006 | versão papel versão papel
Hoje com a sopa de música…na horizontal; na vertical; na diagonal; da esquerda para a direita e da direita para a esquerda.


>> Resposta: Quatro grupos de música tradicional…

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NAS BANCAS|BLITZ #2

Julho 30th, 2006 | versão papel versão papel
O #2 está nas bancas!
De boazinha a boazona“, Nelly Furtado faz a capa do #2 da Blitz. No interior, destaque para os More Than a Thousand na secção “Quase Famosos”, para Legendary Tiger Man na secção “Perguntas & Respostas” e para o artigo de fundo de Rui Miguel Abreu sobre José Cid – decididamente em alta; “O cantor que veio do espaço” faz a introdução ao interessante texto, estendendo-se este especialmente pela fase mais importante da carreira de Cid – e mais desconhecida: o Cid do Quarteto 1111; o Cid de “10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte”; o Cid de outras aventuras. Os Dead Combo estão na secção “Portugal XXI – Imagens de Sons Portugueses”.
Sobram ainda análises aos novos discos de Dapunksportif (4/5), Wordsong (4/5), Submarine (3/5), TwentyInchBurial (4/5), The Poppers (3/5) e SP & Wilson (4/5).

www.blitz.pt

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AVISO À NAVEGAÇÃO|Sapo lento…

Julho 29th, 2006 | versão papel versão papel

Naturalmente já repararam que a maior parte das imagens deste blog não está visível ou demora muito tempo a carregar. Pois bem, imagino que haja um problema qualquer ali para os lados do Sapo e que está a atrapalhar o carregamento das imagens lá alojadas.
As minhas desculpas, mesmo sendo totalmente alheio ao facto…

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OLHARES|"Crua" – Aldina Duarte

Julho 29th, 2006 | versão papel versão papel

Nasci em Lisboa. Cresci em Chelas num bairro social. A minha mãe alertou-me para a importância de aprender com tudo o que visse e ouvisse. Falou-me da importância de usar a imaginação e os sonhos para superar as dificuldades da vida. Ensinou-me a acreditar na vida e a ouvir o coração“(1). A ouvir o coração e a cantar para que todos a ouçamos…essa é a felicidade.
Percebo pouco de fado, muito pouco, apenas sei que gosto, de algum; nomalmente parece-me suficiente, porque é de gosto que falo, de sensações, de sentimentos provocados. Sentidos. Um fado que me persegue.
“Crua”, segundo álbum de Aldina Duarte (depois do excelente “Apenas o Amor” de 2004), é isso mesmo, um forma clara, aberta e límpida de provocar sensações; boas, tocantes, sinceras e únicas. “Crua” vive enrolado numa dúzia de belos fados tradicionais, com a assinatura de João Monge na letras – extraordinárias. São fados tradicionais. Aldina Duarte é uma fadista singular – sim, fadista, deste e dos outros tempos – na forma como expõe as raízes do fado, assim, cruas, sem máscaras, longe de efeitos coloridos. Talvez seja a maior característica do fado na voz de Aldina Duarte; o cheiro ao passado, à tradição, ao fado – sim ao fado, àquilo que este transporta de mais simples e genuíno. O fado de Aldina Duarte apela aos sentidos, a todos; ouve-se, cheira-se, saboreia-se; vê-se e até se toca tal a solidez do seu substracto, da sua profundidade. Firme nas palavras, límpida na voz, transparente no coração, “Crua” é de uma simplicidade desconcertante, que nos leva e vence pelas palavras – irremediavelmente – e mais nos convence pela guitarra portuguesa de José Manuel Neto e pela viola de Carlos Manuel Proença.
Perto do coração, perto da realidade, perto de nós….

(1) www.aldinaduarte.com

Ouvir algumas amostras de “Crua”.


“Crua” – Aldina Duarte (2006/EMI)

01 A Saudade Anda Descalça
02 A Estação das Cerejas
03 Luas Brancas
04 Andei a Ver de Ti
05 Dor Feliz
06 Deste-me Tudo o que Tinhas
07 Flor do Cardo
08 A Estação dos Lírios
09 Xaile Encarnado
10 O Cachecol do Artista
11 À Porta da Vida
12 O Sorriso das Águas

Fado
www.aldinaduarte.com
geral@aldinaduarte.com

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NOVIDADES|"Livro da Alma, Parte 1 – O Resgate" – Há Alma

Julho 29th, 2006 | versão papel versão papel
Os Há Alma são um trio composto por Fernando Gonçalves, jc Serra e Oscar Martins, núcleo duro dos Aqui D’El Rock, precursores do punk em Portugal nas décadas de 70 e 80 – já por aqui se falou do single “Há que violentar o sistema”. O grupo voltou a juntar-se em 2006 de forma a “recuperar e reinventar alguns dos originais da época que nunca chegaram a ter registo fonográfico, exteriorizar as nossas necessidades criativas em novas composições“.(1)
Como amostra, o trio conclui os primeiros capítulos do seu “Livro da Alma, parte 1 – O Resgate” e registou-os numa maqueta de quatro temas.

(1) mailing Há Alma

Ouvir “Livro da Alma, Parte 1 – O Resgate”.


“Livro da Alma, Parte 1 – O Resgate” – Há Alma (Maqueta, 2006)

Rock
www.haalma.pt
haalma.blogspot.com

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DESTAQUE|Festival Andanças 2006

Julho 29th, 2006 | versão papel versão papel

O Andanças – Festival Internacional de Músicas de Dança está quase aí…
A decorrer em S. Pedro do Sul, distrito de Viseu, entre os dias 31 de Julho e 6 de Agosto, o Andanças tem sido sinónimo ao longo das suas 10 edições de muita música, dança e animação.
Este ano o bailarico vai estar garantido com Accordionazz, Alafum, All wind and Piss, Cravo & Ferradura, Diabo A Sete, EGG, Forrobodó, Fol&ar, Lúmen, Monte Lunai, MU, No Mazurka Band, Pé Na Terra, Roncos Do Diabo, Toques Do Caramulo, Uma Coisa Em Forma De Assim!, Uxu Kalhus e Zigaia.
No que toca a concertos, a armada lusa vai estar entregue a Audible Architecture, Dazkarieh, Djamboonda, Joana Melo Group, Kumpa’nia Al-Gazarra, Nação Vira Lata, Olive Tree, Sebastião Antunes Trio e Tchakare Kanyembe.
Grande festança…

Ver Programação

www.pedexumbo.com

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TROMPAQUIZ|#432

Julho 29th, 2006 | versão papel versão papel

Que banda está por detrás desta foto tratada…


>> Resposta: Banda

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AGENDA|Mantra

Julho 29th, 2006 | versão papel versão papel

Ouvir alguns sons de Mantra.

Rock
www.mantrainfo.blogspot.com

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MYSPACE SONS|Azulejos+Amor Noise+TWA

Julho 28th, 2006 | versão papel versão papel

Perdidos na imensidão do som; em português, em crioulo…da poesia, alternativa, do rap…apenas música.

> Azulejos

“‘Azulejos’ é uma compilação de contos de Mário de Sá-Carneiro que foi produzida para o programa de rádio Livro de Cabeceira (mesadecabeceira.blogspot.com) da RUC” pode ler-se no MySpace do projecto. João Palma (voz e programações) e Frederico Carvalho (guitarra e outros instrumentos) dão corpo a este interessante e muito bem conseguido projecto, poético. Ouvir

> Amor Noise

Novos sons lusitanos…Amor Noise é um projecto alternativo de tendência electrónica – também trip-hop – encorpado por Bruno Vicente no baixo, Paulo Veríssimo nos teclados, arranjos e MIDI e Célia Ramos na voz; a límpida alma que dá cor às palavras cuidadosamente traçadas na língua deste adeus. Uma batida forte que toca, mexe, suavemente entrelaçada pelas palavras doces que lhe dão vida. Boas sensações. Ouvir

> TWA

Resistentes do underground rap nacional, os TWA são um grupo de rap crioulo fundado em 1993 no bairro abarracado da Pedreira dos Húngaros. O grupo é composto por Lord G, DJ Kronic e 1G e é…puro, simplesmente. Ouvir

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SECÇÃO MP3|2008

Julho 28th, 2006 | versão papel versão papel

“3 gajos que tocam como se não houvesse amanhã”, lê-se por aí sobre os 2008; e não é que estão quase lá!
Despertado pelo programa ‘Portugália’ de Henrique Amaro, da Antena 3, cheguei também aos 2008, um interessante trio da Maia. Nicolau, André e Pedro dão vida a esta pequena e estimulante aventura, quais viajantes pelos limites de toda e qualquer música…é rock, assim, mais ou menos… também cantada em português. Excelente.
Os 2008 vão abrir o palco TMN do Festival Sudoeste no dia 4 de Agosto.

Ouvir muito e bom som de 2008 (apontar a músicas).

Rock/Alternativo
www.2008.pt.vu
No MySpace

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BREVES|Maria João Pires emigra…

Julho 28th, 2006 | versão papel versão papel

Foi notícia no dia de ontem…não deixando de ser estranho, até repentino…ou talvez não!
Farta de ser ‘torturada’ por e em Portugal – mais ou menos assim, nas suas palavras – a pianista vai abandonar o projecto da Fundação de Belgais – Centro para o Estudo das Artes e fixar-se na Bahia, no Brasil.
Não sei se percebi bem mas irá lançar no Brasil novo projecto de ensino.
É pena…bos sorte!

www.belgais.org

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TROMPAQUIZ|#431

Julho 28th, 2006 | versão papel versão papel

Este boneco deve apenas sugerir o título de um disco e com isso o seu autor…


>> Resposta: Título do álbum e autor

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DESTAQUE|Festival Carviçais 2006

Julho 28th, 2006 | versão papel versão papel

Quase sem se dar por ele, ele aí está!
Festival Carviçais em Torre de Moncorvo de 27 a 29 de Julho.
De entre a comunidade lusa, destaque para DJ Nel’Assassin, Melo D, Mind da Gap, Steel Drums e Souls of Fire, entre outros.
As boas vibrações…

www.carvicais.pt

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EM CARTAZ|Decreto 77 + Piss!!

Julho 28th, 2006 | versão papel versão papel

Em concerto de lançamento do Split-CD…

Ouvir Decreto 77;
Ouvir Piss!!.

decreto_77@yahoo.com;
piss.com.sapo.pt

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