oco2014

Depois de “Harmonic Sound Travel” (2011), os OCO têm um novo disco para nos mostrar. Com a apresentação ao vivo marcada para 24 de Maio, a trompa quis saber um pouco mais sobre o disco e sobre o que se vai passar no concerto de apresentação. Tudo num flash…

Dia 24 de Maio voltam ao Auditório do Museu do Oriente (Lisboa) para apresentar o vosso segundo álbum, “Beyond Dust and Bones” – local onde apresentaram também o primeiro. Que expectativas têm e que surpresas têm guardadas para as pessoas que vos forem ver e ouvir ao vivo?
Sim, voltámos a escolher o Museu do Oriente e esperamos que este álbum seja tão bem ou melhor acolhido que o primeiro, quer em termos do público em geral, quer ao nível da sala, que em 2011 esteve bastante composta, contribuindo claramente para a o espectáculo.
A maior surpresa penso que seja mesmo a entrada de um novo membro, Sérgio Walgood e mais não revelamos … terão de ir ver-nos ao vivo.

De “Harmonic Sound Travel” de 2011 a “Beyond Dust and Bones” de 2014 passaram sensivelmente 3 anos. Mesmo conhecendo a particularidade da vossa sonoridade e a miríade de instrumentos que usam, e também podem falar disso, conseguem perceber se há diferenças de um disco para o outro. Quais?
“Harmonic Sound Travel” é um álbum onde tivemos uma componente musical assumidamente semi-acústica, aliada a um conceito muito experimental e ritualista. Este novo álbum, “Beyond Dust and Bones”, começou a ser trabalhado quando se deu a entrada do Sérgio Walgood (produtor de electrónica) no projecto. Antes de o convidar, começámos a perceber que seria interessante para nós fundir a sonoridade dos OCO e todos estes instrumentos ancestrais e de diferentes culturas, com algumas vertentes da electrónica que nos foram influenciando, mas sempre com a ideia de manter a linhagem orgânica que o nosso som possui. A base das músicas saiu maioritariamente de improvisações em estúdio, já com o Sérgio inserido, onde descomprometidamente, tocávamos uns com os outros até achar algo que nos interessasse, assim como de adaptações de músicas que já estávamos a trabalhar em formato acústico nos anos anteriores. A sonoridade viajante mantém-se, o experimentalismo e os instrumentos também (com mais alguns à mistura), mas houve uma evolução maior ao nível dos arranjos e da escolha dos mesmos, uma maior atenção relativamente ao critério de selecção das músicas.

Apresentado o disco, como vai ser o futuro próximo dos OCO? Há novidades desvendáveis? há mais concertos?
Tempo presente, vamos tentar divulgar ao máximo este novo trabalho.
Concertos confirmados após o Museu do Oriente temos: 20 de Junho na Sagrada Família (Lx), 26 de Julho no Out Jazz 2014 (Lx), dia 5 de Agosto abrimos o Chill Out Gardens do Boom Festival 2014 (Idanha a Nova) e dia 25 de Outubro estaremos no Centro de Artes do Espectáculo, em Portalegre. Entretanto o nosso booking está aberto a mais datas, que certamente aparecerão, tendo sido durante este ano encetados contactos para irmos apresentar este álbum além fronteiras. [OUVIR]

By Rui Dinis

Rui Dinis é um pai 'alentejano' nascido em Lisboa no ano de 1970, dedicado intermitentemente desde Janeiro de 2004 à divulgação da música e dos músicos portugueses.