PRAZER DIÁRIO|”Multiple Choice of No Truth” – Most People Have Been Trained To Be Bored
Maio 13th, 2009 |
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Outra vez excelente!
Desta vez, a Crónica Electrónica oferece-nos a perfomance de Gustavo Costa, Jonathan Uliel, Miguel Cardoso, Miguel Carvalhais, Neil Davidson, Pedro Almeida, Pedro Tudela, The Beautiful Schizophonic e Vitor Joaquim & Autodigest na 4ª edição do Natal dos Experimentais da Crónica. Aconteceu no Passos Manuel, Porto, no dia 19 de Dezembro de 2008.
Fantástico; e tudo livre.
Foto
www.cronicaelectronica.org
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“A Perfect Observer In Random Wounds” – Most People Have Been Trained To Be Bored (Bor Land, 2008)
Experimental
www.myspace.com/mostpeoplehavebeentrainedtobebored
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GUSTAVO COSTA
26 SET / Sex // Portugal / Porto / Serralves
27 SET / Sáb // Portugal / Braga / Velha-a-Branca
LOBSTER
26 SET / Sex // Portugal / Lisboa / Galeria Zdb
12 OUT / Dom // Portugal / Porto / Casa Viva
16 OUT / Qui // Espanha / Valencia / Red Shoe
17 OUT / Sex // Espanha / Madrid / TBA
18 OUT / Sáb // Espanha / Zaragoza / C.S.A. Arrebato
ALLA POLACCA
23 OUT / Qui // Portugal / Viseu / Teatro Viriato

> Gustavo Costa
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Excelente novidade; daquelas de vidrar, daquelas que nos despertam os sentidos. Todos os sentidos; o que é bom.
É isso que Tiago Morgado e uma mão cheia de bons amigos – Kenji Siratori – texto e voz, João Tavares – guitarra ultra processada, Nuno Reis – trompete, João Martins – saxofone, Henrique Fernandes – contrabaixo e Gustavo Costa – percussões, nos oferecem no seu novo registo com Uncle Bart comes to have breakfast. Apresentado com o extenso título de “Some paradoxes about the human existence and its arquetips”, Tiago Morgado tenta alinhavar aqui uma explicação para a concepção de um qualquer mundo; que é o seu, que é o nosso, que é o de todos. Quem sabe? É o que o move em parte neste seu projecto, aqui exibido segundo uma fórmula de brilho intenso; original e cativante. Isto é, a solução tem um título: “Some paradoxes about the human existence and its arquetips”. São sons da coisa humana.
Estruturado conceptualmente em “metamorfoses” e “interlúdios” – com um “Cyber Xhaotic Zen Paradox” final, é a ideia de experimentação total que faz de Uncle Bart comes to have breakfast e deste registo aquilo que ele é: uma extraordinária e exploratória viagem pelos sentidos; um discorrer de sensações. Organizado em duas camadas – as “metamorfoses” e os “interlúdios”, que se vão sobrepondo até à síntese final, estas vão explorando genericamente e à vez, ora uma ideia de free jazz, bem livre, nos interlúdios que unem as metamorfoses, e uma outra de spoken word, suportada pelos característicos textos de Franz Kafka; tudo numa densidade que nos transporta até à síntese pelos escritos do cyberpunk Kenji Siratori. O resultado é um inspirado puzzle sonoro, fruto de uma exploração combinatória de vários modelos sonoros, de uma multiplicidade de formas que se relacionam e completam – nas partes e no todo.
Podia nem bater muito certo, mas para o caso, saiu um das edições mais interessantes lançadas este ano via netlabel.
A ouvir, já!
“Some paradoxes…” – Uncle Bart comes to have breakfast.

“Some paradoxes about the human existence and its arquetips” – Uncle Bart comes to have breakfast (Test Tube, 2007)
Experimental
www.myspace.com/unclebartcomestohavebreakfast
testtube.monocromatica.com
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Ouvir alguns sons de Frango.
www.myspace.com/searchingrecords
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Mais informação AQUI.
